João Pessoa: Pesquisa aponta liderança de José Maranhão ao Senado Federal


Vladimir Chaves

Pesquisa realizada pelo Instituto Consult, encomendada pelo site de noticias MaisPb, para avaliar a preferencia do eleitorado paraibano nas eleições de 2014, apontou a liderança do ex-governador e presidente estadual do PMDB, José Maranhão, no maior colégio eleitoral do estado (João Pessoa) na disputa ao Senado.

Confira o resultado da seguinte pergunta: "Se a eleição fosse hoje, em qual desses nomes citados o Sr. poderia vir a dar o seu voto para o Senador da Paraíba?”

José Maranhão     – 18.4%
Cicero Lucena      – 16.7%
Lucelio Cartaxo    – 9.8%
Rômulo Gouveia   – 9.2%
Wilson Santiago   – 5.2%
Aguinaldo Ribeiro  – 2.3%
Wellington Roberto – 1.4%


A pesquisa do Instituto Consult foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número 00055/2014 e no Tribunal Regional Eleitoral com o número 00002/2014, no dia 22 de março deste ano. Foram ouvidos dois mil eleitores em 67 municípios nas sete regiões do Estado. A coleta de dados ocorreu no período de 14 a 16 deste mês. 

terça-feira, 1 de abril de 2014

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Campina Grande: Pesquisa aponta liderança de Rômulo Gouveia ao Senado


Vladimir Chaves

Pesquisa realizada pelo Instituto Consult, encomendada pelo site de noticias MaisPb, para avaliar a preferencia do eleitorado da Paraíba nas eleições de 2014, apontou a liderança do vice-governador e presidente estadual do PSD, Rômulo Gouveia, no segundo maior colégio eleitoral do estado (Campina Grande) na disputa ao Senado.

Confira o resultado da seguinte pergunta: "Se a eleição fosse hoje, em qual desses nomes citados o Sr. poderia vir a dar o seu voto para Senador da Paraíba?”

Rômulo Gouveia   – 33%
José Maranhão     – 10%
Cicero Lucena      – 8.0%
Aguinaldo Ribeiro   – 5%
Wellington Roberto– 2.5%
Lucélio Cartaxo       – 2%
Wilson Santiago   – 1.5%

A pesquisa do Instituto Consult foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número 00055/2014 e no Tribunal Regional Eleitoral com o número 00002/2014, no dia 22 de março deste ano. Foram ouvidos dois mil eleitores em 67 municípios nas sete regiões do Estado. A coleta de dados ocorreu no período de 14 a 16 deste mês.

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Para impedir investigações na Petrobras PT negocia apoio a candidatos do PMDB.


Vladimir Chaves

Apesar de afirmarem que não temem uma CPI na Petrobras, nos bastidores os caciques governistas tentam a todo custo impedir a instalação da CPI. A temeridade de que fatos indesejáveis possam vir a público é tamanha que o PT terminou cedendo aos caprichos do PMDB, passando a negociar o apoio do partido a candidatos do PMDB em vários estados.

Para garantir o apoio majoritário do PMDB contra a CPI da Petrobras e a “blindagem” a presidente Dilma, o PT nacional está sacrificando-se retirando candidaturas já postas e apoios a outras legendas, para oferecer numa “bandeja” seu tempo de guia em Estados como o Maranhão, Paraíba, Ceará e Goiás.

Veja o que publicou o Jornal O Estado de São Paulo, na edição do dia 30 de março.

“Na Paraíba, a ordem é levar o PT para o PMDB do senador Vital do Rêgo. Escolhido em setembro ministro da Integração pelos senadores peemedebistas, Vital não chegou a ser convidado por Dilma para a função. No auge da crise com o PMDB, há um mês, ela ofereceu a ele o Ministério do Turismo. O senador não aceitou. Na coleta de assinaturas para a criação da CPI da Petrobrás, ele disse que não daria seu apoio por pertencer à base do governo. Dilma decidiu que o PT deverá apoiar o candidato Veneziano do Rêgo ao governo. Ele é irmão de Vital.”

Senadores favoráveis ao esclarecimento dos escândalos envolvendo a Petrobras e que assinaram o pedido de CPI da Petrobrás:

OPOSIÇÃO
Aécio Neves (PSDB-MG), Flexa Ribeiro (PSDB-PA), Ruben Figueiró (PSDB-MS), Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), Jayme Campos (DEM-MT), Álvaro Dias (PSDB-PR), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), Mário Couto (PSDB-PA), Agripino Maia (DEM-RN),  Cyro Miranda (PSDB-GO), Cícero Lucena (PSDB-PB), Lúcia Vania (PSDB-GO), Aloysio Nunes (PSDB-SP), Paulo Bauer (PSDB-SC), Maria do Carmo Alves (DEM-SE),  Vicentinho Alves (SDD-TO), João Capiberibe (PSB-AP), Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), Lídice da Mata (PSB-BA), Wilder Morais (DEM-GO)

INDEPENDENTES
Pedro Simon (PMDB-RS), Ana Amélia (PP-RS), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Pedro Taques (PDT-MT), Cristovam Buarque (PDT-DF)

BASE
Sérgio Petecão (PSD-AC), Eduardo Amorim (PSC-SE), Clésio Andrade (PMDB-MG)

Senadores contrários ao esclarecimento dos escândalos envolvendo a Petrobras que não assinaram a CPI da Petrobras:

Acir Gurgacz (PDT-RO), Alfredo Nascimento (PR-AM), Ana Rita (PT-ES), Angela Portela (PT-RR), Anibal Diniz (PT-AC), Antonio Carlos Rodrigues (PR-SP), Armando Monteiro (PTB-PE), Ataídes Oliveira (PROS-TO), Benedito de Lira (PP-AL), Casildo Maldaner (PMDB-SC), Cidinho Santos (PR-MT), Ciro Nogueira (PP-PI), Delcídio do Amaral (PT-MS), Eduardo Braga (PMDB-AM), Eduardo Suplicy (PT-SP), Epitácio Cafeteira (PTB-MA), Eunício Oliveira (PMDB-CE), Fernando Collor (PTB-AL), Francisco Dornelles (PP-RJ), Gim (PTB-DF), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Humberto Costa (PT-PE), Inácio Arruda (PCdoB-CE), Ivo Cassol (PP-RO), Ivonete Dantas (PMDB-RN), Jader Barbalho (PMDB-PA), João Alberto Souza (PMDB-MA), João Durval (PDT-BA), João Vicente Claudino (PTB-PI), Jorge Viana (PT-AC), José Pimentel (PT-CE), José Sarney (PMDB-AP), Kátia Abreu (PMDB-TO), Lindbergh Farias (PT-RJ), Lobão Filho (PMDB-MA), Luiz Henrique (PMDB-SC), Magno Malta (PR-ES), Marcelo Crivella (PRB-RJ), Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), Paulo Davim (PV-RN), Paulo Paim (PT-RS), Renan Calheiros (PMDB-AL), Ricardo Ferraço (PMDB-ES), Roberto Requião (PMDB-PR), Romero Jucá (PMDB-RR), Valdir Raupp (PMDB-RO), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Vital do Rêgo (PMDB-PB), Waldemir Moka (PMDB-MS), Walter Pinheiro (PT-BA), Wellington Dias (PT-PI), Zeze Perrella (PDT-MG).

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Carlos Dunga diz que presidente do PT não conhece a Paraíba e não entende de política


Vladimir Chaves

Presidente do PT
O deputado estadual Carlos Dunga rebateu as declarações do presidente estadual do PT, Charliton Machado (foto), que teria tratado como estelionato eleitoral a postulação do senador Cássio Cunha Lima ao governo do Estado nas eleições deste ano. Questionado sobre as críticas do dirigente petista, Carlos Dunga disse que tais declarações são vazias e não merecem sequer resposta, pois “esse rapaz não conhece o Estado e nem sabe o que é política”.

De acordo com Dunga, o presidente do PT no Estado deveria, ao invés de estar falando bobagens à imprensa, acionar o seu partido para que o verdadeiro estelionato não seja colocado para o produtor rural e as vítimas da seca. O deputado questionou a forma como o homem do campo vem sendo tratado pelo governo petista, sobretudo no que se refere ao combate à estiagem no Nordeste, principalmente na Paraíba. “Estão deixando de enviar milho para atender a pecuária, bem como os recursos necessários para os que estão sofrendo com a seca no interior do Estado”, destacou.

Dunga disse que ele poderia usar o seu prestígio para pressionar o Governo Federal a resolver definitivamente essa questão que atinge milhares de pequenos produtores rurais do semiárido, ao invés de ficar fazendo proselitismo político, pois o fato é que ao cabo da maior seca vivida nos últimos 50 anos, a omissão foi marca do Governo Federal com toda a nossa região.

Ele disse que até hoje o agricultor espera pela transposição do São Francisco, obra que se concluída, estaria atendendo a milhares de paraibanos de várias regiões do Estado, a exemplo do Cariri, Curimataú e Brejo, que teriam a garantia do que comer em suas mesas. “Isso sim que é um verdadeiro estelionato eleitoral”, afirmou.

O deputado lembrou os prejuízos acumulados pelos pequenos produtores rurais paraibanos, que tiveram seus rebanhos literalmente dizimados com a seca. Ele criticou o governo federal por não promover a indenização desses produtores, como fez com os agricultores do Sul do país, ressarcindo até motocicletas. “É incrível essa inversão de valores, esse abandono que passa o nosso agricultor”, afirmou.

Carlos Dunga disse, no entanto, que o senador Cássio Cunha Lima desenvolveu um trabalho importante quando governador e destacou que até hoje suas obras são lembradas pelos paraibanos. “O senador Cássio deixou muitas obras no Estado, governou para os que mais precisam e é por isso que até hoje seu trabalho é lembrado pelos paraibanos”, ressaltou. Para Carlos Dunga, as declarações do petista refletem o desespero em face da força de Cássio junto ao eleitorado paraibano.

segunda-feira, 31 de março de 2014

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PPS de João Pessoa, do “rugido” ao “miau”.


Vladimir Chaves

O “rugido” do PPS de João Pessoa, devido à demissão do ex-secretário municipal de infraestrutura Ronaldo Guerra, literalmente transformou-se num “miado”. Um dia após a demissão do secretário, o presidente da legenda, vereador Bruno Farias, reuniu a executiva municipal e em alto e bom tom declarou nos meios de comunicação que o partido tinha dignidade e que exigia do prefeito Luciano Cartaxo, reciprocidade de tratamento e que a partir daquele momento o partido atuaria com independência politica colocando inclusive os cargos ocupados por filiados do PPS à disposição do prefeito.

No entanto, no instante em que anunciava a posição da legenda em uma das emissoras de rádio da capital, na mesma emissora o prefeito Luciano Cartaxo, desdenhava do “rugido” do PPS, anunciando inclusive que não conversaria mais com a direção do PPS, e que o dialogo seria apenas com os vereadores da legenda.

Passado pouco mais de uma semana, o tom do presidente municipal do PPS, já não é mais o mesmo, ameno e usando termos como; “meia culpa”, “estender a mão”, “renovação de compromissos de campanha”, “sentar e decidir de forma consensual”, “ato de distinção”...  

“Houve a garantia que nos próximos dias haverá uma reforma no secretariado e que o PPS recuperará seus espaços na gestão” disse.

Agora o presidente fala apenas em recuperar o espaço perdido na gestão petista. Diante de tanta “harmonia” já não si faz necessário à defesa feroz da dignidade do partido, sendo assim o “rugido” desafinou. 

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Damião Feliciano anuncia apoio à reeleição de Ricardo Coutinho.


Vladimir Chaves

O deputado federal e presidente estadual do PDT, Damião Feliciano, anunciou que o seu partido irá apoiar a reeleição do governador Ricardo Coutinho (PSB). De acordo com o deputado a decisão foi tomada depois de ouvir a base do partido.


O parlamentar revelou ainda que busca a construção de uma chapa proporcional com partidos como o Solidariedade presidido pelo deputado federal Benjamin Maranhão, o DEM de Efraim Morais e o PSC que é presidido por Marcondes Gadelha.

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As baleias venceram! Corte Internacional de Justiça proíbe Japão de caçar baleias no Oceano Antártico.


Vladimir Chaves

31 março de 2014 - Friday Harbor , Washington - Em uma impressionante vitória para as baleias, o Tribunal Internacional de Justiça ( CIJ ) em Haia, anunciou hoje sua decisão no caso histórico da Austrália versus Japão , determinando que o programa de caça às baleias na Antártida do Japão - JARPA II - não é para fins científicos e ordenou que todas as autorizações concedidas ao programa JARPA II sejam revogadas.

A notícia foi aplaudida e comemorada pela Sea Shepherd Conservation Society EUA e Sea Shepherd Austrália, os quais tem realizado diretas intervenções contra baleeiros japoneses no Oceano Antártico.

Representando a Sea Shepherd na sala do Tribunal para ouvir o veredito histórico estiveram o Capitão Alex Cornelissen, Diretor Executivo da Sea Shepherd Global e Geert Vons, diretor da Sea Shepherd Holanda. Eles estavam acompanhados por um advogado holandês da Sea Shepherd Global.

O caso contra o Japão foi ouvido pela Corte Internacional de Justiça, em julho do ano passado para decidir se o Japão viola suas obrigações internacionais na execução do programa de "pesquisa" JARPA II no Oceano Antártico, e exigir que o Japão deixará implementação de JARPA II e revogar todas as licenças relacionadas até o Japão pode fazer garantias de que suas operações estão em conformidade com o direito internacional.

Em uma votação de 12 a 4, a Corte Internacional de Justiça determinou que as licenças concedidas para o programa de caça às baleias do Japão, não eram para pesquisa científica, tal como definido nos termos da regulamentação da Comissão Baleeira Internacional. O Tribunal ordenou que o Japão revogue as licenças científicas dadas sob o programa JARPA II e abstenha-se de conceder quaisquer licenças nos termos do referido programa.

Antes do veredicto, houve especulação de que a CIJ não permitiria a caça de baleias fin ameaçadas de extinção e das baleias jubarte, mas iria comprometer e permitir a caça de baleias minke. No entanto, tem sido contenção da Sea Shepherd o tempo todo que - não importa a espécie - sem baleias devem ser mortas , especialmente em um santuário. Santuário significa " um lugar de refúgio e segurança ; uma reserva natural " onde os animais estão protegidos. Para permitir a matança em um santuário internacionalmente designado, deve-se ridicularizar os acordos internacionais feitos pelos países que estabeleceram o santuário em 1994. Naquela época, 23 países apoiaram o acordo e Japão foi o único membro da Comissão Baleeira Internacional a se opor.

Mesmo o Embaixador do Japão para os EUA, Kenichiro Sasae, durante uma reunião pública em Los Angeles em dezembro de 2013 com a participação de representantes do Sea Shepherd EUA, disse sobre a caça à baleia : "Como indivíduo, eu gosto de baleias. Se você sair e ver as baleias, não há razão para matarmos este lindo animal. Mas há uma história e uma política, eu diria. Há um pequeno número de japoneses ainda tentando obter este vitória. Contudo, os japoneses tradicionais não estão mais comendo baleias." Na mesma reunião, o embaixador Sasae afirmou que o Japão vai acatar a decisão da CIJ.

A tripulação voluntária internacional da Sea Shepherd Conservation Society esteve na linha de frente nas águas hostis e remotas da Antártida por oito anos e, em seguida, a Sea Shepherd Austrália assumiu o desafio nos últimos dois anos e vai continuar enfrentando os baleeiros japoneses na Antártida até que possamos de uma vez por todas, pôr fim à matança nesta internacionalmente designada "zona de segurança" para as baleias. Ao longo dos anos, a Sea Shepherd tem sido a única organização a intervir diretamente contra a caça comercial ilegal do Japão realizada sob o pretexto de pesquisa, com suas reivindicações de pesquisa sendo globalmente questionada. Na verdade, a Sea Shepherd tem sido a única coisa entre majestosas baleias e arpões baleeiros, quando estas espécies protegidas internacionalmente - muitas delas grávidas - migram através das águas antárticas a cada ano.

"Com a decisão de hoje , o Tribunal Internacional de Justiça tomou uma posição justa e imparcial sobre o lado certo da história, protegendo as baleias do Santuário Antártico e do ecossistema marinho vital da Antártida, uma decisão que afeta a comunidade internacional e as futuras gerações" disse o capitão Alex Cornelissen da Sea Shepherd Global.

Apesar dos arpões implacáveis do Japão continuarem a conduzir muitas espécies de baleias para a extinção, a Sea Shepherd está esperançosa de que, na sequência da decisão do Tribunal Internacional de Justiça, os baleeiros serão levados para as páginas dos livros de história", disse ele .

"A despeito da moratória sobre a caça comercial, o Japão continuou a reivindicar as vidas de milhares de dóceis gigantes do mar, em um lugar que deveria ser o seu porto seguro", disse o fundador da Sea , o Capitão Paul Watson. "A Sea Shepherd e eu, juntamente com milhões de pessoas envolvidas ao redor do mundo, certamente esperamos que o Japão vai prestigiar esta decisão do tribunal internacional e deixar as baleias em paz."


A Sea Shepherd Global terá os navios preparados para retornar ao Oceano Antártico em dezembro de 2014, quando o Japão poderá optar por ignorar esta decisão. Se os japoneses retornarem com a frota baleeira, a tripulação da Sea Shepherd estará lá para defender esta decisão contra os baleeiros piratas japoneses.

www.seashepherd.org.br

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Cássio Cunha Lima escreve sobre os 50 anos do golpe militar


Vladimir Chaves

O senador Cássio Cunha Lima (PSDB), divulgou nas redes sociais neste dia 31 de março, artigo de sua autoria relembrando os 50 anos do golpe militar.

Confira o artigo:

Ditadura

Com ditadura, não se brinca! Aprendi desde menino. Ditadura é o comando contrário ao desejo do povo, a quem se deve o Poder, de quem o poder não sai e através de quem o poder tem que ser realizado.

Eu sempre me realizei em casa cheia de gente. Daí, meu afeto por povo! Nasci em eleições e nunca - mas nunca mesmo - deixei os abraços pelos confortos dos gabinetes, tão comuns às ditaduras e a seus gestos. Ditadura é tão ruim, que vicia até a vítima, pelo descrédito na própria força.

Eu era criança, quando meu pai, o Poeta Ronaldo, foi escolhido pelo povo da nossa adorada Campina Grande para conduzir seus destinos na Prefeitura. A eleição foi tão linda quando exigente: o poeta enfrentava um emblema da tradição campinense, mas exibia a renovação e a coragem de enfrentar aquele momento em que o Golpe Militar de 1964 tornava-se ainda mais duro e militarizado.

O poeta venceu!

Na Prefeitura, não passou de alguns dias a esperança do povo.
O Poeta foi cassado com base no Ato Institucional nº 5, editado no final do ano anterior.

Perdeu o povo campinense a indicação e o mandato que outorgara nas eleições! Mas, não apenas o povo! Perdemos também nós: o poeta e a família.

Quando saímos da Campina, porque não podíamos ficar na cidade, sem riscos à vida – inclusive e principalmente social -, deixamos amigos, a rua, o bairro...

Lembro, agora, o campinho do Pé de Jaca, na casa de vovó Nenzinha, onde disputávamos nossas partidas de futebol, imitando a seleção bicampeã do mundo, com os nomes, símbolos e gestos dos jogadores.

Quando saímos da cidade, eu olhei para trás e ainda guardo os rostos de Estélio, do Mago Eduardo, de Henrique Neguin e de Gilbran Asfora. Ainda hoje, eu os vejo cintilando nas lágrimas.

Chegamos ao Rio de Janeiro ainda com lágrimas, com a cultura nordestina, com o sotaque e essas lembranças.

Ainda que a cidade do exílio pudesse ser nossa, Campina foi deixando de ser lembrança e passou a ser objetivo. Mas, tudo a custo de muita discriminação, que superamos com a coragem de quem quer sempre voltar.

Ainda criança, eu aprendi que ditadura não é brincadeira.


Cássio Cunha Lima - Senador

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Despedida emocionante dos jornalistas demitidos após fazerem críticas a Dilma e o PT


Vladimir Chaves

Vídeo que circula nas redes sociais mostra a emocionante despedida da ultima edição do Jornal da Massa com os jornalistas Ogier Buchi e Paulo Eduardo Martins, afastados do programa após criticarem Dilma e o seu partido.

Veja o vídeo:





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A grande família: Petrobrás paga camarote do GP Brasil para genro de Dilma, parentes de ministros, deputados, senadores


Vladimir Chaves

Lista inédita dos convidados VIP da Petrobrás para assistir ao GP do Brasil de Fórmula 1, em novembro, revela que o agrado, originalmente usado pela estatal “para relacionamento com grandes clientes corporativos”, teve como beneficiados o genro da presidente Dilma Rousseff, Rafael Covolo; dois filhos do ministro da Fazenda, Guido Mantega; e a irmã, o cunhado e a sobrinha da ministra do Planejamento, Miriam Belchior, além de parlamentares da base aliada e seus familiares.

Mantida em segredo pela gerência executiva de Comunicação Institucional da Petrobrás, a lista foi obtida pelo Estado via Lei de Acesso à Informação. O cargo é ocupado desde 2003 por Wilson Santarosa, sindicalista amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O pedido de informações foi negado duas vezes, e só foi atendido por decisão da presidência da Petrobrás.

As cortesias dão direito à vista privilegiada da pista do Autódromo de Interlagos, além de acesso aos boxes das escuderias, hospedagem em hotel cinco estrelas e buffet de bebidas e comidas durante o GP. Estima-se que o custo unitário dos convites oferecidos pela Petrobrás chegue a R$ 12 mil – o ingresso mais caro vendido ao público no ano passado, com benefícios semelhantes, valia R$ 11.200.

A Secretaria de Comunicação Social do governo afirmou ontem que Covolo “compareceu ao GP Brasil” a convite da Petrobrás, desacompanhado da mulher, Paula Rousseff, e que Dilma não sabia do convite. “A presidenta disse que, se tivesse sido (consultada), teria dito para ele não comparecer. Isso porque, embora não exista irregularidade, não vale o incômodo.”
Procurado, Covolo avisou pela secretária que “não tinha interesse em se manifestar”.

O secretário adjunto do gabinete de segurança da Presidência, coronel Artur José Solon Neto, também foi convidado. O oficial confirmou o convite, mas disse não saber por que foi escolhido.

Pedido. Dois filhos de Mantega, que preside o Conselho de Administração da Petrobrás, estão na lista VIP da estatal, assim como amigos deles. O pedido de ingressos para Carolina e Leonardo Mantega partiu do próprio ministro. Procurada, Carolina fez um pedido. “Por favor, eu gostaria que você não escrevesse essa matéria.” Perguntada se ganhou o ingresso do pai, repetiu: “Eu não quero falar sobre isso”. Leonardo não foi localizado.

Os filhos de Mantega levaram um amigo, Felipe Isola. “Eu fui convidado porque gosto de assistir à Fórmula 1. O camarote é minha posição preferida”, afirmou. Questionou se tinha algum negócio com a estatal que justificasse a cortesia, Isola disse que a pergunta deveria ser feita à Petrobrás. “Não sou da empresa, mas conheço pessoas de lá”, afirmou.

Em nota, Mantega afirmou que “os convites mencionados pela reportagem foram dados pela empresa devido ao fato de o ministro ser conselheiro da companhia, tratando-se de uma prática usual da Petrobrás para com seus conselheiros”.

Miriam Belchior é outra ministra e conselheira da Petrobrás cujos parentes foram ao camarote. Irmã da ministra, Virgínia confirmou ao Estado ter recebido o ingresso, mas desligou o telefone ao ser perguntada sobre como ganhou o convite.

Por meio de sua assessoria, a ministra afirmou que membros do Conselho de Administração constituem um dos diversos “públicos” de interesse da estatal. “Esse procedimento é praxe por parte de qualquer empresa pública ou privada que patrocina grandes eventos. Não infringe nenhuma norma estabelecida.”

O marido da titular das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, o subtenente do Exército Jeferson da Silva Figueiredo, também foi convidado para o camarote VIP. A ministra recebeu o convite, mas afirmou não ter ido ao evento. Figueiredo não quis falar sobre o assunto.

Base. O ex-presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), também tem um parente na lista VIP da Petrobrás. O neto do senador, João Fernando Sarney, não quis falar sobre o convite.

O Estado identificou na lista nove deputados federais, um distrital e dois senadores, além de suas mulheres, irmãos, namoradas e filhos. Lá estão o líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (foto) (PT-SP), e o senador Gim Argello (PTB-DF), dois dos principais articuladores contra a CPI da Petrobrás.
O gabinete de Argello confirmou o uso da credencial, estendida ao irmão e à mulher, mas disse que “não utilizou o serviço de hospedagem a que tinha direito”. Chinaglia não quis comentar.

Por meio de assessoria, Marcus Pereira Aucélio, subsecretário de Política Fiscal do Tesouro, Paulo Fontoura Valle, subsecretário da Dívida Pública do Tesouro, e Marcio Holland, secretário da Fazenda, confirmaram a presença no evento, mas disseram que, ao aceitarem o convite, “consideraram que a Petrobras é uma empresa pública e não enxergaram nenhum potencial conflito de interesses, por se tratar de evento promocional e com convite extensivo a várias outras autoridades”.

Confira a lista completa de convidados:

Cota da presidente:  Rafael Covolo, genro de Dilma

Família Mantega:  Carolina Mantega, filha do ministro Guido Mantega (Fazenda);  Leonardo Mantega, filho do ministro Guido Mantega;  Felipe Isola, amigo da filha do ministro Guido Mantega;  Reginaldo Valença, amigo da filha do ministro Guido Mantega

Ministra do Planejamento:  Miriam Belchior, ministra (Planejamento) e membro do Conselho de Administração da Petrobrás;  Virginia Belchior Carneiro de Campos, irmã da ministra;  José Renato Carneiro de Campos, cunhado da ministra;  Carolina Belchior Carneiro de Campos, sobrinha da ministra

Relações Institucionais
Ideli Salvatti, ministra das Relações Institucionais;  Jeferson Figueiredo, marido da ministra e sargento do Exército

Deputados
Arlindo Chinaglia (PT-SP);  Cleber Verde (PRB-MA);  Fernando Ferro (PT-PE);  Guilherme Mussi (PP-SP);  João Carlos Bacelar (PR-BA);  José Guimarães (PT-CE); Marcelo Cerqueira (ex-deputado);  Paulo Pereira da Silva (Solidariedade-SP);  Protógenes Queiroz (PC do B-SP); Weliton Prado (PT-MG);  Cristiano Araújo (PTB-DF) e namorada

Senadores
Gim Argello (PTB-DF) e irmão; Clovis Fecury (DEM-MA)

Tesouro

Marcus Pereira Aucélio, subsecretário de Política Fiscal; Paulo Fontoura Valle, subsecretário da Dívida Pública.


Estadão

domingo, 30 de março de 2014

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