O púlpito não foi
estabelecido para revelar a grandeza de quem fala, mas a grandeza daquele de
quem se fala. A mensagem cristã perde sua essência quando o pregador se torna
mais lembrado do que Cristo. Nossa missão não é impressionar pessoas com
conhecimento, eloquência ou capacidade, mas conduzi-las para Jesus.
João Batista compreendeu
isso muito bem quando declarou: “Convém que ele cresça e que eu diminua” (João
3:30). Essa deveria ser também a atitude de todo aquele que ministra a
Palavra. Quanto mais Cristo ocupa o centro, menos necessidade temos de provar
quem somos.
Paulo também rejeitou a
ideia de construir a fé sobre a personalidade ou a sabedoria humana. Ele
afirmou: “Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado”
(1 Coríntios 2:2). Não significa que Paulo desprezasse o conhecimento,
mas que sabia qual deveria ser o centro de sua mensagem.
O verdadeiro ministro não
precisa sair do púlpito pensando: “Será que perceberam o quanto eu sei?” A
pergunta mais importante é: “Será que conseguiram enxergar Cristo?”
Jesus deve permanecer maior
do que nossa voz, nossos talentos e nossa reputação. Afinal, “Porque não nos
pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor...” (2 Coríntios 4:5).
Quando termina uma pregação em
que todos admiram o pregador, alguma coisa ficou fora do lugar. Mas quando
termina com todos pensando em Jesus, desejando conhecê-lo mais, arrepender-se,
obedecê-lo e segui-lo, então a Palavra cumpriu seu propósito.
O púlpito não é um palco
para alimentar o ego; é um lugar de serviço. Não é uma vitrine para exibir
conhecimento, mas um lugar para apontar o caminho para Cristo.
Por isso, quem realmente
entende seu chamado não teme diminuir. Pode abrir mão dos aplausos, da fama e
do reconhecimento, porque sabe que “A ele seja o domínio, pelos séculos dos
séculos. Amém! (1 Pedro 5:11).
Que nossas palavras
desapareçam, se necessário, para que a voz de Cristo seja ouvida. Que nosso
nome seja esquecido, se isso fizer com que o nome de Jesus seja lembrado.
O melhor pregador não é
aquele que faz todos admirarem sua sabedoria, mas aquele que, ao terminar de
falar, faz todos desejarem conhecer mais a Cristo.
Como disse Paulo: “Porque
dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória
eternamente. Amém.” (Romanos 11:36).



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