Não transforme a decepção em distância de Deus


Vladimir Chaves

“Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas.” Mateus 5:41

Não deixe a maldade dos outros decidir quem você vai se tornar. Nem sempre podemos escolher o que fazem conosco, mas podemos escolher o que permitiremos que essas atitudes produzam dentro de nós.

Há momentos em que pessoas que se dizem cristãs podem nos decepcionar, ferir ou até colocar obstáculos em nosso caminho. Porém, a nossa fé não pode estar fundamentada na perfeição das pessoas, mas na fidelidade de Deus. Se alguém falhar conosco, isso não significa que Deus falhou.

Quem realmente confia na justiça de Deus não abandona o caminho por causa das atitudes de alguém. Não permita que a decepção com uma pessoa se transforme em distância de Deus. A pedra colocada no caminho por alguém não precisa se tornar motivo para você parar de caminhar.

Maturidade espiritual também significa aprender a lidar com aquilo que nos feriu sem carregar a ferida para o resto da vida. Mágoas acumuladas pesam no coração e, muitas vezes, machucam mais quem as guarda do que quem as causou.

Jesus nos ensina algo profundo quando fala sobre andar a segunda milha. A primeira pode representar aquilo que somos obrigados a fazer; a segunda revela aquilo que escolhemos fazer. É justamente nessa escolha que o caráter aparece.

Fazer apenas o necessário qualquer pessoa pode fazer. Ir além, quando seria mais fácil desistir, responder com bondade quando recebemos maldade e continuar firmes quando fomos decepcionados são atitudes que revelam crescimento espiritual.

Não permita que o comportamento de alguém determine o seu. Não deixe a injustiça transformar você em uma pessoa amarga. Entregue a Deus aquilo que você não pode resolver e cuide daquilo que está sob o seu controle: seu coração, suas escolhas e sua maneira de caminhar.

Às vezes, a maior prova de maturidade não é vencer quem nos feriu, mas permanecer sendo aquilo que Deus nos chamou para ser, apesar do que fizeram conosco.

A segunda milha não muda necessariamente quem está ao nosso lado; ela revela quem estamos nos tornando diante de Deus.

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