“E, assim, se alguém está em
Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram
novas.” (2 Coríntios 5:17)
Estar em Cristo não
significa apenas mudar alguns hábitos, frequentar uma igreja ou aprender uma
nova linguagem religiosa. Paulo fala de algo muito mais profundo: uma
transformação que começa no interior e alcança a maneira de pensar, escolher e
viver.
“As coisas antigas já
passaram” não significa que o passado foi apagado da memória ou
que o cristão nunca mais errará. Significa que aquilo que antes governava sua
vida não deve continuar governando. O pecado pode ainda ser uma luta, mas já
não pode ser tratado como senhor.
É justamente aqui que a
verdadeira transformação se distingue da aparência religiosa. É possível
conhecer doutrinas, decorar versículos, defender costumes e ainda permanecer
preso às mesmas atitudes, ao orgulho, à falta de perdão, à mentira e à
resistência à verdade.
Ser nova criatura não é
tornar-se perfeito de um dia para o outro. É passar a viver sob uma nova
direção. Quem está em Cristo começa a abandonar aquilo que antes justificava e
passa a confrontar em si mesmo aquilo que a Palavra de Deus condena.
A nova vida também produz
discernimento. O cristão não precisa aceitar tudo simplesmente porque alguém
religioso afirmou. A própria Escritura ensina: “Examinai tudo. Retende o
bem.” (1 Tessalonicenses 5:21). A fé verdadeira não teme a verdade, não
foge do questionamento sincero e não precisa de manipulação para permanecer de
pé.
Cristo não veio apenas
reformar a velha criatura. Ele veio fazer novas todas as coisas. Por isso, a
pergunta mais séria não é quanto tempo alguém está dentro de uma igreja, mas
quanto da velha vida ainda continua sendo defendido, alimentado e preservado.
Quem está em Cristo não vive
de aparência nova sobre uma vida antiga. Vive uma nova realidade produzida por
Cristo.


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