Igrejas que acolhem ou apenas impõem regras?


Vladimir Chaves

Quando alguém entra em uma igreja pela primeira vez, carrega consigo expectativas, dores, dúvidas e, muitas vezes, feridas espirituais. A grande pergunta é: essa pessoa encontra Cristo ou apenas um conjunto de regras? Encontra braços abertos ou olhares de julgamento?

Jesus nunca começou sua abordagem apontando normas, mas oferecendo relacionamento, graça e transformação. Ele dizia: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mateus 11:28). O convite era para Ele, não para um sistema rígido.

Muitas igrejas, infelizmente, ainda ensinam mais como se comportar externamente do que como viver como Cristo internamente. O apóstolo Paulo foi claro ao dizer: “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo” (1 Coríntios 11:1). O foco do discipulado bíblico não é formar seguidores de costumes humanos, mas imitadores de Jesus.

Quando regras humanas ocupam o lugar da Palavra, o risco é produzir religiosos sem transformação. Jesus confrontou duramente essa prática ao afirmar: “Em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens” (Mateus 15:9). A Palavra liberta, mas regras sem amor aprisionam.

A liderança cristã precisa entender que cuidar bem das pessoas é fortalecer a igreja. Pedro orienta: “Apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, cuidando dele” (1 Pedro 5:2). Cuidar envolve ouvir, acompanhar, ensinar com paciência e amar com verdade.

Uma igreja saudável não é aquela que apenas cresce em número, mas a que cresce em maturidade espiritual. Quando o novo convertido é bem acolhido, ensinado na Palavra e conduzido a Cristo, ele cria raízes firmes. Como diz Provérbios 27:23: “Procura conhecer o estado das tuas ovelhas e cuida dos teus rebanhos.”

A igreja que prioriza a Palavra acima das regras humanas se torna um lugar de cura, crescimento e permanência. Afinal, Cristo não nos chamou para um fardo pesado, mas para uma vida transformada pelo amor, pela verdade e pela graça (Mateus 11:30).

Que nossas igrejas sejam conhecidas não pelo rigor das normas, mas pela presença viva de Cristo no cuidado com pessoas.

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