Recorde: Abate de frangos chegou à marca de 1,51 bilhão de cabeças no 1° trimestre de 2020.


Vladimir Chaves


O abate de frangos no 1º trimestre de 2020 totalizou 1,51 bilhão de cabeças, novo recorde na série histórica iniciada em 1987. Esse resultado ficou 5,0% acima do mesmo período do ano passado e foi 2,8% superior ao 4° trimestre de 2019. O mês com o maior resultado no trimestre foi março, que apresentou uma expressiva diferença em relação a março de 2019: 12,8% a mais. Os dados são da Estatística da Produção Pecuária, divulgada pelo IBGE.

Das 25 unidades da federação que têm estabelecimentos com abate de frangos inspecionado por fiscalização sanitária, 17 tiveram aumentos que contribuíram para a adição de mais 72,44 milhões de cabeças de frangos em relação ao 1° trimestre de 2019. O Paraná, que detém mais de um terço (33,5%) da produção nacional, teve também o maior aumento, 38,31 milhões de cabeças.

O abate de suínos, que chegou a 11,88 milhões de cabeças, foi recorde para um primeiro trimestre desde o início da série histórica, em 1997. O resultado ficou 5,2% acima do mesmo período de 2019 e 0,2% abaixo do trimestre imediatamente anterior. Tal como ocorreu com os frangos, março foi o mês com maior atividade, 9,6% acima do mesmo mês em 2019. Santa Catarina, estado que contribui com 28,3% do total da produção nacional, teve um aumento de 352,09 milhões de cabeças em relação ao primeiro trimestre de 2019.

Exportações para a China

Um dos fatores que estimularam o aumento no abate de suínos e frangos foi o mercado externo. Houve um recorde de exportações de carnes para um primeiro trimestre, para suínos e bovinos, além de ser o segundo melhor primeiro trimestre da série para frangos, só ficando atrás do trimestre equivalente de 2017. “A China aumentou bastante a participação nas nossas exportações das três proteínas. O país está sendo afetado pela peste suína africana, portanto eles tentam compensar a perda na sua produção interna com as carnes brasileiras”, explica o analista da pesquisa, Bernardo Viscardi.

sexta-feira, 12 de junho de 2020

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A verdade sobre a Medida Provisória que suspende eleições de reitores


Vladimir Chaves


O Ministério da Educação (MEC) informa que a Medida Provisória nº 979, publicada na quarta-feira, 10 de junho, no Diário Oficial da União (DOU), é constitucional e não fere a autonomia de universidades e institutos federais.

A proposta do governo federal é suspender eleições para os cargos de reitores e vice-reitores que ficarem vagos com o término de mandato, em razão do estado de calamidade pública em saúde devido à pandemia do novo coronavírus.

Pelo menos 20 instituições devem ter mandatos encerrados até o final do ano – cada mandato dura 4 anos. Nesses casos, o MEC indicará os reitores e vice-reitores em caráter pro tempore (temporário) até que haja novos processos eleitorais após o período da pandemia.

A escolha por parte do MEC, prevista na MP, obedecerá critérios técnicos, como a exigência do título de doutor do ocupante do cargo, assim como no rito normal de eleição. Para os demais cargos, como de diretores, a indicação será feita pelos reitores e vice-reitores escolhidos pelo ministério, também na condição de pro tempore.

Cabe acrescentar que as eleições para o comando de instituições públicas da rede federal de ensino não têm previsão legal de ocorrerem em ambiente virtual. Isso poderia acontecer caso a Medida Provisória nº 914 fosse votada pelo Congresso Nacional este ano, o que não ocorreu, ou seja, caducou, assim como a MP da carteira estudantil digital.

Essa proposta do governo federal previa eleições democráticas, com a participação de toda a comunidade acadêmica – professores, técnicos e alunos. Hoje, com a legislação vigente, a escolha fica restrita ao colegiado de cada instituição.

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Mais de 95% dos brasileiros que contraíram Covid-19 foram curados ou estão em tratamento.


Vladimir Chaves


São 325.395 brasileiros curados da Covid-19 e 407.341 em tratamento em todo o Brasil, até as 18h30 desta quarta-feira (10).

Fonte: Ministério da Saúde.

quinta-feira, 11 de junho de 2020

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PF deflagra operação para apurar fraudes em auxílio emergencial


Vladimir Chaves


A Polícia Federal (PF) deflagrou hoje (10) a Operação Covideiros, que investiga fraudes relativas ao auxílio emergencial, concedido pelo governo federal. Em nota, a corporação esclareceu que um grupo criminoso tem clonado cartões de beneficiários em casas lotéricas do Ceará e utilizado esses dados para sacar o valor em São Paulo.

A ação mobiliza mais de 40 policiais federais, além de 40 agentes da Polícia Militar de São Paulo e 14 empregados da Caixa, que auxiliam no monitoramento dos casos. As equipes cumprem, ao todo, oito mandados de busca e apreensão, sendo cinco em São Paulo e três nos municípios cearenses de Morrinho, Quixeré e Russas. Também são cumpridos dois mandados de prisão temporária, todos em São Paulo. Os mandados foram expedidos pela 4ª Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo.

Para ter sucesso na transação, o grupo realizava uma etapa intermediária, de alteração da senha original do beneficiário. Esse recadastramento, apurou a PF, era feito em casas lotéricas localizadas na zona leste de São Paulo. As movimentações de saque eram feitas fora de horário de pico de atendimento, para evitar suspeitas.

A PF informou, ainda, que o esquema somente tem sido possível com a participação de funcionários das lotéricas, que estariam recebendo instruções remotas dos líderes do grupo. Em troca da facilitação, os empregados recebem parte dos lucros gerados com as fraudes.

Os investigados irão responder por furto qualificado e associação criminosa, podendo pegar até 11 anos de prisão. O nome da operação foi escolhido em referência ao modo como os fraudadores têm sido chamados pelos órgãos de persecução penal.

quarta-feira, 10 de junho de 2020

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Governador do Pará é alvo de operação da PF sobre respiradores


Vladimir Chaves


A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã de hoje (10) uma operação que tem como alvo o governador do Pará, Helder Barbalho, e outras 14 pessoas suspeitas de envolvimento em desvio de recursos públicos na compra de respiradores para o enfrentamento à pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Ao todo, são cumpridos 23 mandados de busca e apreensão no Pará, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina, Espírito Santo e Distrito Federal. Entre os endereços alvo da operação está o Palácio dos Despachos, sede do governo paraense.

A operação foi autorizada pelo ministro Francisco Falcão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Além do desvio de recursos, a investigação apura o crime de fraude em licitação na compra de centenas de respiradores pelo estado do Pará. Segundo a PF, o valor total do contrato por 400 unidades foi de R$ 50,3 milhões, dos quais R$ 25 milhões chegaram a ser pagos por equipamentos que não serviam para o tratamento de covid-19 e acabaram devolvidos.

A suspeita do Ministério Público Federal (MPF) é que os respiradores foram comprados de uma empresa sem registro na Anvisa, com preços superfaturados em 86,6%. A compra foi feita com base em decreto assinado por Barbalho regulamentando as contratações emergenciais em meio à pandemia.

“Indícios já reunidos pelos investigadores revelaram ter ocorrido montagem, posterior ao pagamento, de procedimento de dispensa de licitação forjado para dar aparência de legalidade à aquisição dos respiradores”, informou a PGR por meio de nota.

O próprio governo do Pará divulgou a incompatibilidade dos equipamentos para o tratamento de covid-19 e no mês passado anunciou que os R$ 25 milhões já pagos seriam devolvidos após um acordo com a empresa chinesa fornecedora dos equipamentos.

Para a PGR, porém, Barbalho sabia de antemão sobre a incompatibilidade dos equipamentos e mesmo assim prosseguiu com a compra. O empresário que intermediou a compra dos respiradores teria “relação próxima” com o governador, destacou a procuradoria.

A operação desta quarta-feira (10) foi batizada de Para Bellum, expressão em latim que pode ser traduzida como “preparar-se para a guerra”. A PF disse se tratar de uma referência ao intenso combate aos desvio de recursos durante a pandemia.

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Prefeito de Campina Grande agradece ao presidente Jair Bolsonaro pela doação de 20 respiradores pulmonares.


Vladimir Chaves


Em vídeo publicado em suas redes sociais o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, agradeceu ao presidente Jair Bolsonaro, pelo envio de 20 respiradores pulmonares que irão reforçar a rede de saúde no combate ao coronavírus.

“Reforço muito importante no combate à Covid-19 para Campina e mais 69 municípios paraibanos. Recebemos 20 respiradores do Governo Federal, que prontamente atendeu ao pedido da Secretaria Municipal de Saúde. Agradeço, mais uma vez, ao presidente Jair Messias Bolsonaro pela atenção à nossa cidade. Uma ação que vai nos ajudar a salvar muitas vidas.” Afirmou o prefeito campinense.

Com a chegada dos 20 respiradores do governo Bolsonaro, só o Complexo do Hospital Pedro I - que inclui o Hospital de Campanha Dr. Virgílio Brasileiro - passa a dispor de 60 equipamentos. Dez respiradores de transporte serão instalados nas ambulâncias do SAMU.

Devido ao empenho do pode público municipal a cidade de Campina Grande, apresenta uma das menores taxas de mortalidade (2%) entre os municípios do Nordeste. Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde de Campina Grande (06/06/20), a cidade registra 2.322 casos de Covid-19, com 1.767 pacientes recuperados e 48 óbitos. Atualmente a taxa de ocupação de leitos exclusivos para o Covid-19 é de 62% nas UTIs e de 56% nas enfermarias. O município já realizou 5.194 testes rápidos.

domingo, 7 de junho de 2020

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Prorrogação do auxílio emergencial elevará gastos para até R$ 203 bi


Vladimir Chaves


A eventual prorrogação do auxílio emergencial por mais dois meses deve elevar o custo do programa para um valor entre R$ 202 bilhões e R$ 203 bilhões, disse o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues. Segundo o secretário, a equipe econômica estuda o pagamento de duas parcelas extras de R$ 300 cada (R$ 600 para mães solteiras).

No fim de maio, Rodrigues tinha anunciado que o pagamento de três parcelas de R$ 600 (R$ 1,2 mil para mães solteiras) do auxílio emergencial custaria R$ 151,5 bilhões , o que implica o custo médio de R$ 50,5 bilhões por mês. O pagamento adicional de duas parcelas de metade do valor (R$ 300 para beneficiários em geral e R$ 600 para mães solteiras) elevaria o custo em torno de R$ 51 bilhões, totalizando impacto de R$ 202 bilhões a R$ 203 bilhões.

“[O valor] está sendo fechado e será anunciado. É número substancial e está sendo fechado”, destacou Rodrigues. Ele acrescentou que o governo tem como diretriz proteger os mais vulneráveis. Segundo ele, como o desenho do auxílio emergencial já está pronto, ficará mais fácil de fazer os pagamentos extras.

O auxílio emergencial é um benefício financeiro concedido pelo governo federal aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais, autônomos e desempregados, e tem por objetivo fornecer proteção  no período de enfrentamento à crise causada pela pandemia do coronavírus, causador da covid-19.

sábado, 6 de junho de 2020

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Políticos de oito países criam aliança para fazer frente à China


Vladimir Chaves


Um grupo de destacados políticos de oito democracias, incluindo os Estados Unidos, criou uma aliança de parlamentares para ajudar a combater o que consideram a ameaça que a crescente influência da China representa para o comércio global, segurança e direitos humanos.

A Aliança Interparlamentar sobre a China, apresentada na sexta-feira, surge quando os EUA enfrentam o desafio de conseguir uma aliança coesa para fazer frente à crescente influência econômica e diplomática da China. Os EUA condenaram a decisão do governo de Pequim de impor uma legislação de segurança nacional em Hong Kong que ameaça a autonomia da cidade.

O grupo disse que pretende “construir respostas apropriadas e coordenadas e ajudar a criar uma abordagem proativa e estratégica em questões relacionadas à República Popular da China”. O senador republicano dos EUA Marco Rubio e o democrata Bob Menéndez, o ex-ministro de Defesa japonês Gen Nakatani, Miriam Lexmann, da comissão de relações exteriores do Parlamento Europeu e o influente parlamentar conservador do Reino Unido Iain Duncan Smith são copresidentes do grupo recém-lançado.

“A China, sob o comando governo do Partido Comunista Chinês, representa um desafio global”, disse Rubio em mensagem de vídeo no Twitter. O senador é crítico frequente do governo de Pequim e defensor de legislação nos EUA para medidas que abordem as ações da China em Hong Kong.

O governo de Pequim tem dito repetidamente que a situação em Hong Kong é uma questão interna e afirma que a expansão econômica e diplomática da China não representa uma ameaça global.

“Instamos um pequeno número de políticos a respeitar os fatos, respeitar as regras básicas das relações internacionais, abandonar a mentalidade da Guerra Fria, parar de interferir nos assuntos internos e de fazer movimentos políticos por interesses egoístas”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Geng Shuang, em conferência de imprensa em Pequim na sexta-feira.

‘Grande custo’

A aliança disse que a ascensão econômica da China pressiona a ordem global com base em regras e que países que tentaram fazer frente ao governo de Pequim até agora tiveram que agir sozinhos e “muitas vezes com um grande custo”. A lista de países participantes inclui EUA, Alemanha, Reino Unido, Japão, Austrália, Canadá, Suécia, Noruega e membros do parlamento europeu.

Várias dessas nações enfrentaram intensas consequências econômicas ou políticas por interferir em ambições estratégicas da China.

Os esforços assertivos do governo Trump para reescrever o relacionamento comercial bilateral com a China levaram a uma prolongada guerra comercial que teve consequências globais, enquanto outras medidas resultaram em jornalistas dos EUA expulsos da China.

A iniciativa da Austrália para responsabilizar a China pela pandemia de Covid-19, que teve origem na cidade de Wuhan, resultou em novas tarifas sobre a cevada australiana e restrições de alguns frigoríficos.

“Chegou a hora de países democráticos se unirem em uma defesa comum de nossos valores compartilhados”, disse o parlamentar britânico Smith no Twitter.

InfoMoney


sexta-feira, 5 de junho de 2020

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Senado deve votar projeto que obriga presença de fisioterapeutas por 24 horas em CTI


Vladimir Chaves


O Senado deve votar projeto de lei que determina a presença ininterrupta de fisioterapeuta nos centros de terapia intensiva (CTIs) adulto, pediátrico e neonatal. O PL 1.985/2019, da deputada Margarete Coelho (PP-PI), foi aprovado na quinta-feira (4) no Plenário da Câmara dos Deputados.

De acordo com a proposta, um profissional da área deverá estar presente nos CTIs de hospitais e clínicas públicas ou privadas, nos turnos matutino, vespertino e noturno, de forma a perfazer o total de 24 horas. Além disso, o PL obriga os profissionais escalados a ficarem disponíveis em tempo integral para assistência aos pacientes internados.

O texto aprovado na Câmara foi o substitutivo da deputada Aline Sleutjes (PSL-PR), que alterou, da proposta original, apenas a quantidade mínima de profissionais, que era de um para cada dez leitos, como determina também resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A versão aprovada não estabelece um número mínimo de fisioterapeutas por leito.

A norma da Anvisa determina, atualmente, a obrigatoriedade de assistência fisioterapêutica nas unidades de terapia intensiva (UTIs) por no mínimo 18 horas por dia. Ainda conforme a agência, CTI é um agrupamento, numa mesma área física, de mais de uma UTI.

Segundo o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 9ª Região, o objetivo dessa prática é preservar, manter, desenvolver ou reabilitar a integridade de órgãos, sistemas ou funções do corpo humano.

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SUS ganha reforço na identificação precoce de casos de COVID-19


Vladimir Chaves


Duas novas estratégias para o enfrentamento da COVID-19 vão reforçar a assistência à população no Sistema Único de Saúde (SUS) durante a pandemia, sendo uma delas em comunidades ou favelas. O Governo Bolsonaro através do Ministério da Saúde vai repassar recurso financeiro aos municípios que criarem Centros Comunitários de Referência e Centros de Atendimento para identificarem e tratarem precocemente os casos leves da doença. A previsão de investimento é de R$ 1,2 bilhão.

Esses estabelecimentos vão possibilitar que os demais serviços oferecidos nos postos de saúde da Atenção Primária, como os cuidados com a saúde da criança, consultas de pré-natal, acompanhamento de pessoas com doenças crônicas como diabetes e hipertensão, por exemplo, sejam mantidos e retornem à rotina habitual. A criação dos novos modelos de atendimento foi feita por meio das portarias nº 1.444 e nº 1.445, de 29 de maio de 2020.

“A rede de cuidado à saúde tem que estar organizada e permitir a continuidade das ações. As gestantes precisam ser atendidas, as crianças precisam ter seu esquema vacinal completado, os diabéticos e hipertensos precisam ir à farmácia básica pegar suas medicações, precisam de consultas. O acesso tem que existir, mas precisa ser organizado”, justifica Daniela Ribeiro, secretária substituta de Atenção Primária à Saúde.

Os Centros de Atendimento para enfrentamento da COVID-19 estarão disponíveis a todos os municípios brasileiros que solicitarem credenciamento. Eles atuarão como ponto de referência da Atenção Primária à Saúde (APS) na busca de ampliação dos diagnósticos e atendimentos dos casos de síndrome gripal, proporcionando maior resolutividade da assistência a pessoas com sintomas leves da COVID-19.

Estes Centros serão classificados em três tipologias: Tipo 1 para municípios de até 70 mil habitantes; Tipo 2 para municípios entre 70 e 300 mil habitantes; e Tipo 3 para municípios com mais de 300 mil habitantes. O incentivo financeiro para os municípios e Distrito Federal terá os seguintes valores mensais: R$ 60 mil para os Centros de Atendimento Tipo 1; R$ 80 mil para os do Tipo 2; e R$ 100 mil para os do Tipo 3.

Já os Centros Comunitários são serviços da Atenção Primária com credenciamento exclusivo para os municípios que têm comunidades e favelas, conforme definição feita em 2010 de áreas caracterizadas como aglomerado subnormal pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com essa classificação, 196 municípios com mais de 4 mil habitantes podem solicitar o recurso, o que vai possibilitar atendimento a cerca de 17 milhões de pessoas.

Outra diferença é o incentivo financeiro de custeio mensal e o adicional por pessoa, para estimular a atualização do cadastro de pessoas que vivem em áreas de comunidades e favelas, principalmente as que integram grupos de risco. Dessa forma, além de subsidiar com dados para a busca ativa e o monitoramento remoto, a ação vai fortalecer a atuação das equipes de Saúde da Família e Atenção Primária nessas localidades.

“Essa estratégia vai possibilitar que os gestores municipais que não tenham uma área com cobertura de Equipe de Saúde da Família e nem Unidade Básica de Saúde, mas que considere crítica, possa usar um equipamento social para adaptar o serviço para permitir o acesso das pessoas ao atendimento”, explica Daniela Ribeiro.

Os Centros Comunitários de Referência serão classificados em duas tipologias: Tipo 1 para comunidades e favelas que tenham população entre 4 e 20 mil pessoas; e Tipo 2 para comunidades e favelas com população maior do que 20 mil pessoas. O incentivo financeiro ao Distrito Federal e municípios que implantarem os Centros Comunitários terá os seguintes valores mensais: R$ 60 mil para o Tipo 1 e R$ 80 mil para o Tipo 2.

As gestões municipal e distrital podem utilizar os espaços disponíveis em sua rede de saúde ou até mesmo criar um espaço específico para o Centro. A decisão de como operacionalizar as duas estratégias é de autonomia do gestor. As solicitações de credenciamento estão sujeitas a análise técnica e orçamentária e poderão ser feitas por meio da página e-Gestor AB, assim que o sistema for liberado na plataforma. A previsão é que isto aconteça ainda nesta semana. Ao ter o credenciamento temporário autorizado, será publicado em portaria no Diário Oficial da União.

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Bolsonaro revela que haverá mais duas parcelas do auxílio emergencial e aumento no valor do Bolsa Família.


Vladimir Chaves


O presidente Jair Bolsonaro revelou que o Ministério da Economia estuda o pagamento de mais duas parcelas do auxílio emergencial, mas com valor inferior aos atuais R$ 600. A informação foi dada pelo presidente durante sua live semanal, transmitida pelas redes sociais. 

"Vai ter, também acertado com o Paulo Guedes, a quarta e a quinta parcela do auxílio emergencial. Vai ser menor do que os R$ 600, para ir partindo exatamente para um fim, porque cada vez que nós pagamos esse auxílio emergencial, dá quase R$ 40 bilhões. É mais do que os 13 meses do Bolsa Família. O Estado não aguenta. O Estado não, o contribuinte brasileiro não aguenta. Então, vai deixar de existir. A gente espera que o comércio volte a funcionar, os informais voltem a trabalhar, bem como outros também que perderam emprego", disse.

O auxílio emergencial foi aprovado em abril e prevê o pagamento de três parcelas de R$ 600 para trabalhadores informais, integrantes do Bolsa Família e pessoas de baixa renda. Mais de 59 milhões tiveram o benefício aprovado. O novo valor ainda não foi anunciado pelo governo. 

O presidente também antecipou um possível aumento no valor do benefício do Bolsa Família, pago a cerca de 14 milhões de famílias em situação de pobreza e pobreza extrema. O valor do eventual aumento ainda será anunciado, garantiu o presidente, sem especificar uma data. 

"Acho que o pessoal do Bolsa Família vai ter uma boa surpresa, não vai demorar. São pessoas que necessitam desse auxílio, que parece que está um pouquinho baixo. Então, se Deus quiser, a gente vai ter uma novidade no tocante a isso aí", afirmou.

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Ministério Público denuncia Ricardo Coutinho e mais 12 por crimes decorrentes da contratação criminosa.


Vladimir Chaves


O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) e a Comissão Comissão de Combate aos Crimes de Responsabilidade e à Improbidade Administrativa (Ccrimp), órgãos do Ministério Público da Paraíba (MPPB), denunciaram à Justiça, nesta quinta-feira (04/06), o ex-governador Ricardo Coutinho e mais 12 investigados. Os procedimentos de investigação criminal, no âmbito da Operação Calvário, revelaram “os bastidores da criminosa contratação da Cruz Vermelha do Brasil - Filial do Rio Grande do Sul (CVB/RS) para gerir o Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena – HETSHL, no ano de 2011”. Embora a investigação tenha revelado crimes cometidos durante oito anos, este novo processo restringe-se a três fatos: pagamento de propina, engenho para dispensa da licitação e desvio de recursos públicos.

Além do ex-governador, foram denunciados Daniel Gomes da Silva, Livânia Maria da Silva Farias, Waldson Dias de Souza, Jovino Machado da Nóbrega Neto, Ney Robinson Suassuna, Aracilba Alves da Rocha, Fabricio Paranhos Langaro Suassuna, Otto Hinrichsen Júnior, Edmon Gomes da Silva Filho, Saulo de Avelar Esteves, Gilberto Carneiro da Gama e Sidney Da Silva Schmid.

De acordo com o Gaeco, essa denúncia tratou das condutas que tiveram repercussão criminal a partir da relação entre Ricardo Coutinho Daniel Gomes. Primeiro, a denúncia trata “do recebimento de propina do ex-governador do Estado da Paraíba, em contrapartida à perspectiva de implementar esboço de prestação de serviço formatado pelo agente corruptor, no âmbito da Secretaria de Saúde do Estado, com a participação de Livânia Farias, Ney Suassuna, Aracilba Rocha e Fabrício Sussuna”.

O MPPB também detalha a fraude empregada no processo de contratação da Cruz Vermelha do Brasil pelo Estado, através de procedimento de dispensa de licitação, tendo como responsáveis, além de Ricardo, Daniel e Livânia, também o ex secretário Waldson de Souza, Jovino Neto e Otto Júnior (representante da Cruz Vermelha).

Ao descrever o dano ao erário, a denúncia do Ministério Público mostra o desvio de recurso públicos por meio do sobrepreço no contrato de prestação de serviço pactuado entre o Estado da Paraíba e a CVB/RS. O “valor global, anual, importou em pagamento de R$ 88.150.242,92, durante o primeiro ano da contratação, montante arbitrado para conciliar a prestação dos serviços e garantir o pagamento de propina, elementares para a estruturação do “esquema de corrupção”, azeitando a máquina para o repasse de valores a agentes públicos (a Ricardo Coutinho, em especial), de forma sistemática, através do ‘caixa da propina’, que viria a se concretizar a partir do segundo semestre de 2012, próximo às eleições municipais daquele ano”.


Veja denúncia na íntegra AQUI

quinta-feira, 4 de junho de 2020

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Projeto de Márcio Melo suspende cobrança de empréstimos consignados dos servidores municipais de Campina Grande.


Vladimir Chaves


O vereador de Campina Grande, Márcio Melo Rodrigues deu entrada no Projeto de Lei que propõe a suspensão da cobrança dos empréstimos consignados, por parte das instituições financeiras, aos servidores do município. A ação beneficia servidores efetivos, inativos e pensionistas.

Segundo o PL a suspensão das cobranças terá um prazo de 120 dias, podendo ser prorrogado enquanto durar a vigência do estado de calamidade pública estadual/municipal.

Sendo aprovado do projeto pela Câmara Municipal de Campina Grande, entrará em vigor a partir da publicação da lei no Diário Oficial.

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Ministério Público recomenda proibição de fogueiras e fogos em Campina Grande


Vladimir Chaves


O Ministério Público da Paraíba expediu uma recomendação à Prefeitura de Campina Grande para que proíba as fogueiras e fogos  juninos. Ao recomendar a medida, o promotor de Justiça José Eulâmpio Duarte considerou que a poluição atmosférica produzida pela fumaça decorrente desses materiais podem agravar os problemas de saúde das pessoas acometidas por doenças respiratórias, especialmente, pela covid-19. De acordo com o último boletim da Secretaria de Estado da Saúde, a infecção já foi confirmada em mais de 16 mil paraibanos, provocando a morte de mais de 400 doentes.

O promotor de Justiça lembra que, desde 2004, o Ministério Público, juntamente com órgãos ambientais, faz um trabalho de combate à poluição atmosférica produzida pela fumaça de fogueiras, em Campina Grande. A cidade é conhecida por realizar uma das maiores festas populares do País, nesta época do ano. "Estamos fazendo nova recomendação á Prefeitura para que além das fogueiras combatam também os fogos de artifícios, porque também produz fumaça e farão um grande mal às pessoas que têm problemas respiratórios”, disse Eulâmpio Duarte.

A recomendação foi direcionada ao secretário de Serviços Urbanos e Meio Ambiente do Município, Geraldo Cavalcante. Na recomendação, o promotor lembra que de acordo com o artigo 196 da Constituição Federal, “a saúde é direito de todos e dever do Estado”. Eulâmpio destaca ainda que a Organização Mundial de Saúde declarou situação de pandemia de covid-19, causada pelo novo coronavírus “que afeta a capacidade pulmonar dos acometidos e pode evoluir para uma síndrome aguda respiratória grave”.

O representante do MPPB citou dispositivos legais que justificam a recomendação, como a Lei Complementar Municipal 042/2009, que já proíbe a queima de fogueiras juninas em logradouros, ruas asfaltadas e locais próximos a estabelecimentos de uso coletivo; a Lei 4129/2003, que dispõe sobre as regras disciplinares das posturas do município e, em seu artigo 308, I, veda a preparação de fogueiras nos logradouros públicos que estejam pavimentados com asfalto, e, ainda o Código de Posturas Municipal, que em seu artigo 308, inciso V, veda soltar fogos de artifício, bombas, morteiros e outros que possam provocar prejuízo ao público, sem autorização.

Considerando, por fim, a aproximação dos festejos juninos, o promotor de Justiça José Eulâmpio  recomendou que, durante o período em que vigorar a pandemia do novo coronavírus que a Prefeitura, através dos seus órgãos competentes, adote as providências necessárias para proibir, em todo o território municipal, as fogueiras e fogos de artifício. “A não adoção das medidas recomendadas ensejará a proposição das medidas judiciais cabíveis, dentre elas, a proposição de ação civil pública”, lembra o representante do MPPB.

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Brasil inicia testes com vacina contra covid-19


Vladimir Chaves


O Brasil iniciará neste mês testes com a potencial vacina que está sendo desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, contra a covid-19, doença respiratória causada pelo novo coronavírus, informaram a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que participará do estudo, e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A autorização para que os testes sejam realizados no país foi publicada pela Anvisa em edição extra do Diário Oficial da União na noite de terça-feira (2). Segundo a Unifesp, duas mil pessoas participarão dos testes, que serão feitos também com apoio do Ministério da Saúde.

"O mais importante é realizar essa etapa do estudo agora, quando a curva epidemiológica ainda é ascendente e os resultados poderão ser mais assertivos", disse a coordenadora do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), da Unifesp, Lily Yin Weckx, que é a investigadora principal do estudo, segundo comunicado da universidade.

Para a etapa dos testes em São Paulo, serão selecionados 1 mil voluntários que estejam na linha de frente do combate à covid-19, pois estão mais expostos à doença. Os voluntários não podem ter entrado em contato com a covid-19.

De acordo com a Unifesp, os testes, que serão financiados pela Fundação Lemann, contribuirão para o registro da vacina no Reino Unido, previsto para o final deste ano. O registro formal, entretanto, só ocorrerá após o fim dos estudos em todos os países participantes, disse a universidade.

Segundo a Anvisa, o pedido para realização dos testes foi feito junto à agência reguladora pela empresa AstraZeneca do Brasil, controlada pelo conglomerado farmacêutico AstraZeneca, e busca "determinar a segurança, eficácia e imunogenicidade da vacina".

"Os estudos iniciais não clínicos em animais e os estudos clínicos de fase 1 em humanos para avaliar a segurança da vacina foram realizados na Inglaterra e os resultados demonstraram que o perfil de segurança da vacina foi aceitável", disse a Anvisa.

Com as epidemias de covid-19 no Reino Unido, na Europa continental e nos Estados Unidos caindo do pico e as taxas de transmissão do coronavírus em queda nesses lugares, uma importante tarefa para os cientistas tem sido buscar locais com surtos ativos da doença e buscar voluntários em países onde a doença ainda está em alta.

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