10 anos após a Lei do Saneamento, apenas 30% dos municípios brasileiros fizeram seus Planos Municipais de Saneamento Básico


Vladimir Chaves

Levantamento do Governo Federal aponta que 3.877 cidades ainda não conseguiram cumprir a obrigação prevista na Lei 11.445 de 2007. Prazo para adequação à norma é 31 de dezembro de 2017.

O acesso aos serviços de saneamento básico a todos os brasileiros permanece sendo um enorme desafio. Em pleno século XXI estamos muito distantes da chamada “universalização do saneamento”, ou seja, garantir que 100% da população brasileira tenha acesso ao abastecimento de água tratada, à coleta e ao tratamento dos esgotos.

Dados de 2015 publicados no Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) -  Ministério das Cidades - mostram que cerca de 34 milhões de brasileiros não possuem acesso à água potável, mais de 100 milhões de pessoas, metade da população, não tem acesso à coleta dos esgotos e que somente 42% destes esgotos gerados são tratados.

Após a promulgação, em 2007, da Lei 11.445, o “Marco Regulatório do Saneamento”, o setor enfim ganhou diretrizes para estimular o acesso a esses serviços básicos para toda a população. Uma das obrigatoriedades mais importantes previstas na Lei foi de que todo município brasileiro deve elaborar seu Plano Municipal de Saneamento Básico – PMSB.

Segundo a Lei, a existência do Plano Municipal de Saneamento e de um colegiado de controle social do saneamento são condições para que cidade e empresa operadora dos serviços públicos de água e esgotos consigam recursos financeiros federais para projetos e obras de saneamento básico. A partir do dia 31 de dezembro deste ano, cidades que não cumpriram as determinações legais ficarão impedidas de acessar recursos da União para ações no setor, conforme definição do Decreto presidencial no. 8.629/2015. Este prazo já foi postergado três vezes.

O Plano se reveste de extrema importância, pois estimula a cidade a discutir e planejar o avanço nos quatro serviços que compõem o saneamento ambiental – acesso à água tratada; coleta e tratamento de esgotos; coleta, tratamento e disposição final dos resíduos sólidos; e drenagem das áreas urbanas. É o planejamento sanitário, discutido pelas autoridades e sociedade local, para que os projetos e obras sigam diretrizes acordadas e que considerem o passivo e o crescimento do município.

Situação dos Planos Municipais de Saneamento, 10 anos após a Lei 11.445 de 2007

Em janeiro desse ano, a Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental, ligada ao Ministério das Cidades, publicou o documento “Panorama dos Planos Municipais de Saneamento Básico”. O levantamento comprovou a grande dificuldade dos municípios em realizar os PMSBs.

Segundo o levantamento, das 5.570 cidades brasileiras, apenas 1.693 (30%) realizaram seus Planos Municipais; 38% das cidades declararam que estão com os planos em andamento.

Os únicos três estados onde mais de 50% dos municípios fizeram seus PMSB foram Santa Catarina (86%), São Paulo (64%) e Rio Grande do Sul (54%). Em 15 estados, menos de 20% dos municípios fizeram os Planos, o que mostra a distância para atingir a obrigatoriedade da Lei. Em número de cidades, o Estado de São Paulo foi onde mais avançou com 411 cidades tendo planos entre os 645 municípios paulistas. Os maiores gargalos estão nos estados do Norte, especialmente os níveis do Amapá (0%), Pará (15%) e Rondônia (10%).

Situação regional:

SITUAÇÃO DOS INDICADORES DE SANEAMENTO NOS ESTADOS BRASILEIROS E DOS PLANOS MUNICIPAIS DE SANEAMENTO BÁSICO




Fonte: “Panorama dos Planos Municipais de Saneamento Básico”

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

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'Estudantes' ofereceram a Lula 'título' de doutor com erro crasso de Português


Vladimir Chaves

O ex-presidente e candidato Lula, em sua viagem de campanha antecipada, recebeu uma homenagem de alunos da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Os alunos improvisaram um "título" de doutor honoris causa assinado por eles mesmos. No entanto, o que realmente chamou a atenção, na fotografia postada pelo petista Emir Sader, foi o erro de grafia no termo "discentes", grafado como "dicentes".

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Condenado não pode receber honraria, diz juiz ao negar título a Lula.


Vladimir Chaves

Não é razoável nem atende à moralidade administrativa conceder honraria a alguém condenado judicialmente e que ainda responde a outras ações penais. Esse é um dos argumentos do juiz Evandro dos Reis, da 10ª Vara Federal Cível da Bahia, ao acolher ação popular e deferir tutela de urgência para suspender a concessão do título de doutor honoris causa ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela Universidade do Recôncavo Baiano (UFRB).

Ele também determinou que não ocorra a solenidade no próximo dia 18 na qual o ex-chefe do Executivo receberia o título. O julgador oficiou a Polícia Federal para que esteja presente na data e no local anunciados a fim de tomar as “medidas cabíveis” caso a decisão seja descumprida.

Evandro dos Reis concordou com os argumentos da ação apresentada pelo vereador de Salvador Alexandre Aleluia (DEM), que afirma configurar “desvio de finalidade” a concessão do título, pois o objetivo, na verdade, seria político. "Pois outorgado às vésperas de o laureado empreender caravana pelo Nordeste afora no denominado projeto de natureza político-partidária 'Brasil em Movimento'", explica. O evento pretendia promover o lançamento de pré-candidatura, afirmou.

Também há erro na forma como foi concedido o título, aponta o juiz. Segundo ele, tal honraria só pode ser proposta pelo reitor da universidade ou pelo Conselho Diretor de Centro de Ensino da UFRB, o que não teria ocorrido.

A iniciativa teria sido de membros do Conselho Universitário, como a pró-reitora de Extensão, Tatiana Veloso, e o diretor do Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas, Danilo Barata, entre outros. “O vício de forma, eis que aparenta haver observância incompleta ou irregular de formalidades indispensáveis à seriedade do ato honorífico”, sustenta.



Consultor Juridico.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

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Em seis meses Gabinete do Prefeito “consumiu” R$ 89.702,06 com combustíveis.


Vladimir Chaves

De janeiro a junho deste ano a frota de carros do Gabinete do prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), “consumiu” R$ 89.702,06, com combustíveis do tipo gasolina comum, óleo diesel S10 e óleo dieses S500, além de lubrificantes.

Já as despesas com a locação de ônibus e micro-ônibus para atender as “demandas” do gabinete, de março a junho, custaram R$ 51.031,88 aos cofres públicos.


Em junho deste ano, para também atender Gabinete do prefeito, saiu dos cofres públicos a quantia de R$ 24.960,00 para locação de banheiros químicos.  

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Vereador critica uso da Coordenação de Comunicação para promoção politico eleitoral do prefeito.


Vladimir Chaves

O vereador Galego do Leite (Podemos), líder da bancada de oposição na Câmara Municipal de Campina Grande, denunciou o uso de uma conta de e-mail da Coordenadoria de Comunicação da Prefeitura para envio à imprensa de material contendo considerações do prefeito Romero Rodrigues a respeito das eleições do ano que vem.

A notícia, com título “Romero diz não aceitar imposições na escolha do candidato das oposições e aponta os três princípios que devem nortear a postura dos pré-candidatos”, relata a entrevista do prefeito a um jornalista da capital, onde o gestor tem estado frequentemente para atender à imprensa sobre a agenda de pretenso pré-candidato, e foi divulgada pela assessoria institucional da PMCG na última terça-feira.

“Lamento profundamente ver uma ferramenta que existe para divulgação de informações sobre ações do poder público sendo confundida assim e utilizada para promoção das demandas políticas pessoais do prefeito”, declarou o vereador Galego do Leite, que, durante fala na tribuna, mostrou nas telas disponíveis no plenário da CMCG imagens do release produzido e enviado à imprensa pela Codecom.


Segundo ele, mais que um eventual erro humano, o ocorrido revela que servidores da Coordenadoria de Comunicação se ocupam dos interesses eleitorais do gestor municipal em horário de expediente. “A matéria foi enviada à imprensa pela manhã, em horário normal de expediente”, explicou o líder da oposição na Câmara Municipal.

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OAB aciona o STF e acusa Maia de “omissão” em analise de pedidos de impeachment contra Temer


Vladimir Chaves

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entrou com Mandado de Segurança contra o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), por omissão na análise do pedido de impeachment da Ordem contra o presidente Michel Temer. O pedido da entidade foi protocolado na Câmara no dia 25 de maio deste ano, após divulgação das denúncias contra Temer realizadas no âmbito das delações da J&F.

“O Excelentíssimo Presidente da Câmara deve analisar o pedido formulado e decidir pelo seu acolhimento ou rejeição, mas jamais engavetar por quase 3 (três) meses uma denúncia que envolve o Chefe do Poder Executivo Nacional”, diz trecho do documento protocolado nesta quinta-feira (17).

De acordo com o regimento da Casa, cabe ao presidente da Câmara efetuar juízo preliminar de admissibilidade das denúncias por crime de responsabilidade contra o Presidente da República. Somente após sua decisão, caso aceite o pedido de impeachment, é que o caso segue o trâmite de análise pelo Congresso.

No mandado de segurança, o presidente da OAB, Claudio Lamachia, ressalta que apesar de não ter prazo estipulado para que Maia análise o pedido, o não processamento da denúncia representa ato ilegal e omissivo, além de “grave violação aos preceitos constitucionais”. Além do pedido da OAB, há na Câmara outros 24 pedidos semelhantes e pendentes de encaminhamento. Dos 25 pedidos, 22 fazem referência à delação do empresário Joesley Batista, um dos donos da holding J&F.

Pedido da OAB
No pedido de impeachment protocolado na Câmara, os conselheiros da Ordem concluíram que Temer cometeu, de forma “indiscutível”, crime de responsabilidade em dois trechos da conversa com Joesley. Quando ouviu o relato do empresário de que estava “segurando” dois juízes e havia infiltrado um procurador na força-tarefa que o investigava. Para a entidade, Temer deveria ter informado o crime às autoridades imediatamente.

Outro ponto contestado pela OAB é aquele em que Joesley pede ajuda ao presidente para resolver assuntos pendentes no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e o peemedebista designa um assessor especial, o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), para tratar do assunto com o seu interlocutor. Na avaliação da Ordem, o comportamento de Temer é incompatível com o cargo de presidente.


Clique aqui e leia íntegra do documento protocolado pela OAB.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

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No esgoto: Avaliação positiva do Congresso Nacional cai para 4% e a de Temer para 5%.


Vladimir Chaves

Pesquisa divulgada nesta quinta-feira (17) pelo instituto DataPoder360, revelou o índice de rejeição do povo brasileiro contra o presidente da República Michel Temer (PMDB) e o Congresso Nacional.

De acordo com a pesquisa 75% dos eleitores acham o governo Temer ruim ou péssimo; 5% veem uma gestão positiva. Em julho, 76% rejeitavam Temer e 7% avaliavam como positivo.

Já em relação ao Congresso Nacional a rejeição chega a 66%, sendo que 35% consideram o Congresso péssimo e 31% ruim. Em relação a blindagem de Temer por parte dos deputados federias, 77% dos entrevistados condenaram o arquivamento do processo que deveria julgar as acusações de corrupção contra Michel Temer. A avaliação positiva do Legislativo caiu de 11% em julho, para apenas 4% agora em agosto.


Já o quesito que questiona sobre os partidos políticos, 49% rejeitam o PT e 54% o PSDB.


A pesquisa foi feita de 12 a 14 de agosto, foram entrevistados 2.088 pessoas em 197 cidades. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

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‘Operação Shark’ do MPPB desarticula esquema de fraudes em licitações e lavagem de dinheiro em Santa Rita


Vladimir Chaves

O Ministério Público da Paraíba (MPPB), por meio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), em atuação conjunta com o Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil da Paraíba (GOE-PCPB) e a Polícia Militar da Paraíba (PM-PB), desencadeou na manhã desta quinta-feira (17) a ‘Operação Shark’, com o objetivo de dar cumprimento a três mandados de prisão preventiva, três mandados de busca e apreensão e oito mandados de condução coercitiva, expedidos pela Justiça Estadual (1ª Vara Mista da Comarca de Santa Rita).

Com a participação de quatro promotores de Justiça, 14 integrantes do Gaeco, 15 policiais civis e 32 policiais militares, a Operação visa apurar a existência de uma organização criminosa com atuação no âmbito da Prefeitura de Santa Rita, a partir do ano de 2013, formada por agentes políticos (vereador e ex-vereador), sócios de empresas, secretário municipal e servidores públicos, com o objetivo de fraudar licitações da administração municipal, desviar recursos públicos correspondentes em proveito de integrantes da organização, incluindo outros agentes públicos da prefeitura, integrar ao patrimônio pessoal e utilizar dos proventos ilícitos e causando, consequentemente, danos ao erário.

A Operação teve origem a partir do compartilhamento de provas produzidas no contexto da ‘Operação Papel Timbrado’, desencadeada em abril de 2014, por meio do Gaeco do MPPB, em atuação conjunta com o Ministério Público Federal (MPF), a Controladoria-Geral da União (CGU), os Tribunais de Contas do Estado e da União (TCE e TCU), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica e as Polícias Civil e Militar da Paraíba, que objetivava apurar a comercialização ilegal de kits de licitação, boletins de medição e até notas fiscais, no intuito de fraudar licitações e contratos junto a municípios paraibanos, cuja ação penal foi ajuizada pelo Ministério Público da Paraíba nos autos do Processo 0000128-36.2017.815.0291, em tramitação na Comarca de Cruz do Espírito Santo.

As investigações preliminares para a ‘Operação Shark’, realizadas pelo Gaeco, demonstraram que uma organização criminosa está desviando recursos públicos do tesouro municipal de Santa Rita em benefício de empresas de fachada, utilizadas para fraudar licitações junto com outras empresas (também de fachada), havendo a emissão de notas fiscais fictícias e o recebimento de proventos do crime em favor de agentes públicos e de particulares envolvidos com a atividade criminosa.

Na Dispensa 124/2013 que ensejou o Contrato 421/2013, tendo como objeto a contratação de empresa especializada para serviços de recuperação de pavimentação em paralelepípedos em diversas ruas do município, junto à Secretaria da Infraestrutura, tendo como vencedora a Empresa DW Serviços e Construções Ltda., no valor de R$ 200 mil, foi identificada fraude licitatória e a subtração de recursos públicos (que deveriam ser utilizados em benefício da população) em proveito de gestores da organização criminosa e de seus auxiliares.

Levantamentos realizados pelo Gaeco demonstram que as empresas “concorrentes” na referida licitação receberam dinheiro. A Construtora Dinapoli Ltda. – ME recebeu diversos pagamentos de várias prefeituras paraibanas, cujo montante corresponde ao valor total de R$ 404.719,42, no período de 2009 a 2010. Especificamente com relação ao município de Santa Rita, o valor total recebido por essa empresa foi de R$ 7.900,00. A construtora Fiel e Serviços Ltda. – EPP recebeu diversos pagamentos de várias prefeituras paraibanas, cujo montante corresponde ao valor total de R$ 3.103.644,80, referentes aos anos de 2008 a 2012. No que diz respeito ao município de Santa Rita, o valor total recebido pela empresa foi de R$ 14.612,63, conforme dados obtidos do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba.


Os ilícitos penais investigados estão descritos, em princípio, no Artigo 1º, § 1º, da Lei 12.850/13 (organização criminosa), Artigo 312 (peculato), Artigo 317 (corrupção passiva), Artigo 333 (corrupção ativa), todos do Código Penal, Artigos 89, 90 e 91 da Lei 8.666/93 (crimes em licitações), além do Artigo 1° da Lei 9.613/98 (“lavagem” ou ocultação de bens, direitos e valores).

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1.975 candidatos estão aptos para 1ª fase do processo seletivo que irá selecionar prestadores de serviço para UPA do Dinamérica.


Vladimir Chaves

A Prefeitura Municipal de Campina Grande divulgou a lista dos inscritos no processo seletivo que irá contratar prestadores de serviços para Unidade de Pronto Atendimento do Dinamérica.

Ao todo 1.975 estão habilitadas para participarem da primeira fase do processo seletivo simplificado, que consiste na analise curricular dos inscritos. O resultado da 1ª Fase deve ser divulgado na próxima semana. O último estágio é a entrevista individual com os aprovados na avaliação curricular. A convocação deve ser feita em setembro, já que a unidade deve entrar em funcionamento em outubro.

A prefeitura está disponibilizando 160 vagas para os cargos de Assistente Social em Saúde (04), Enfermeiro (21), Farmacêutico (04), Médico – clínico (26), Técnico de Enfermagem (51), Técnico em Radiologia (05), Auxiliar de Farmácia (05), Almoxarife (01), Faturista (01), Auxiliar de Serviços Gerais (12), Condutor Socorrista (04), Manutenção (03), Recepcionista (09), Vigilante (05) e Maqueiro (09).

A UPA 24 do Dinamérica será de Porte II, com 11 leitos e terá capacidade para realizar 250 atendimentos por dia. A unidade vai funcionar com 4 médicos durante o dia dois no turno da noite.


Clique aqui e confira relação dos inscritos.

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Vereador cobra implantação do Serviço Médico Domiciliar para atender pacientes com dificuldade de locomoção em CG


Vladimir Chaves

A Câmara Municipal de Campina Grande aprovou o requerimento nº 2.325/17, de autoria do vereador Olimpio Oliveira, onde o parlamentar requer ao prefeito Romero Rodrigues que sejam adotadas providências urgentes para a adesão do município de Campina Grande ao Programa Melhor em Casa,  que realiza Serviço de Atenção Médica Domiciliar.

Segundo Olimpio, o Programa Melhor em Casa é financiado pelo Ministério da Saúde desde 2013: “É um serviço indicado para pessoas que apresentam dificuldades temporárias ou definitivas de sair do espaço da casa para chegar até uma unidade de saúde, ou ainda para pessoas que estejam em situações nas quais a atenção domiciliar é a mais indicada para o seu tratamento”, explicou Olimpio. A atenção domiciliar visa a proporcionar ao paciente um cuidado mais próximo da rotina da família, evitando hospitalizações desnecessárias e diminuindo o risco de infecções, além de estar no aconchego do lar.


O vereador ainda reafirmou que o programa é financiado pelo Governo Federal e que os custos para o município são irrisórios diante da importância do serviço para a comunidade, ou seja, o Ministério da Saúde repassa, por mês, R$ 50 mil para o custeio das Equipes Multiprofissionais de Atenção Domiciliar Tipo 1 (EMAD 1), R$ 34 mil para o custeio das Equipes Multiprofissionais de Atenção Domiciliar Tipo 2 (EMAD 2) e R$ 6 mil para as equipes de apoio (EMAP).

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Condenação do deputado Jair Bolsonaro não o tornar inelegível


Vladimir Chaves

A decisão da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça de manter a condenação do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) não afeta os direitos políticos do parlamentar.

Bolsonaro foi condenado a pagar R$ 10 mil à também deputada Maria do Rosário (PT-RS) por danos morais, após atacá-la verbalmente em 2014. A defesa recorreu ao STJ, mas o recurso foi negado.


Apesar da condenação, Bolsonaro não se torna inelegível porque a Lei da Ficha Limpa não se aplica a casos como o dele. A lei prevê que ficam inelegíveis aqueles condenados, em decisão transitada em julgado ou de órgão colegiado da Justiça Eleitoral, por: corrupção eleitoral; compra de voto; doação, arrecadação ou gastos ilícitos de recursos de campanha; abuso de poder econômico ou político; e lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores, entre outros crimes. 

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

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Dois deputados da Paraíba declaram apoio ao Fundo Eleitoral de R$ 3,6 bilhões, os demais ficam em “cima do muro”.


Vladimir Chaves

O movimento Vem Pra Rua criou o Mapa Contra o Fundo Eleitoral, o mapa é um placar online com os votos declarados dos deputados sobre a criação de um fundo imoral de R$ 3,6 bilhões oriundos dos cofres públicos para financiar a campanha eleitoral dos candidatos em 2018.

O projeto já aprovado na comissão especial que trata da Reforma Política, ironicamente recebeu o nome de Fundo Especial de Financiamento da Democracia, fundo esse que não tem nada de democrático, e que deve “abocanhar” 0,5% da Receita Corrente Líquida do governo em 12 meses, o que corresponderá a cerca de R$ 3,6 bilhões em 2018.

De acordo com o “Mapa Contra o Fundo Eleitoral” dos 12 deputados da Paraíba, dois já declararam apoio explicito ao projeto, os deputados Efraim Filho (DEM) e Benjamin Maranhão (SD), os demais permanece em “cima do muro” declarando-se indeciso, são eles: Veneziano Vital do Rêgo (PMDB), Aguinaldo Ribeiro (PP), André Amaral (PMDB), Damião Feliciano (PDT), Hugo Motta (PMDB), Pedro Cunha Lima (PSDB),  Rômulo Gouveia (PSD), Wellington Roberto (PR) e Wilson Filho (PTB).

Clique aqui e confira o placar.

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Vereadores campinenses recuam e vão revogar Lei das Sacolas.


Vladimir Chaves

A Câmara Municipal de Campina Grande realizou audiência pública para discutir os aspectos negativos da Lei Municipal nº 6.509/2016, aprovada recentemente pelos parlamentares e que diante da repercussão negativa viram-se obrigados a recuar, apresentando um projeto de lei que deve revogar a lei.

A Lei Municipal nº 6.509/2016, de autoria do vereador Alexandre do Sindicato, aprovada pela maioria dos parlamentares, obriga os estabelecimentos comerciais a utilizarem sacolas biodegradáveis para acondicionamento dos produtos aos consumidores, e prevê uma multa absurda de R$ 240 mil, para os comerciantes que descumprirem.

Para o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Campina Grande, Artur Bolinha, a lei prejudica o crescimento econômico no município. “É inaceitável decretar que algo deve deixar de existir e atualmente essa medida é economicamente inviável. O custo das sacolas é alto e será repassado pelas empresas para população pagar, é preciso criar garantias para o fortalecimento da criação de empregos e tributos e não criar barreiras”, afirmou.

Já o presidente do Sindicato da Indústria do Plástico da Paraíba, Péricles Felinto, disse que o material utilizado na composição das sacolas oxibiodegradável não é recomendado para a decomposição natural e afeta o ambiente ecológico. “O aditivo colocado na fabricação das oxibiodegradáveis não degrada, apenas esmigalha o material e causa sérios problemas para natureza. O plástico não é um inimigo, é necessário apenas a realização de coletas seletivas e educação da sociedade”.


O projeto de lei propondo a revogação já foi protocolado na Secretaria de Apoio Parlamentar e em breve deve ir a votação.

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ZORRA TOTAL: Deputados querem que candidatos disputem mais de um cargo na mesma eleição


Vladimir Chaves

A comissão especial da Câmara que analisa mudanças no sistema eleitoral brasileiro (PEC 77/03) manteve no texto a possibilidade de, se adotado o sistema distrital misto em 2022, um candidato disputar mais de um cargo no mesmo pleito – um cargo majoritário e outro proporcional, por meio das listas preeordenadas.

O colegiado rejeitou, nesta terça-feira (15), destaque do PP para retirar essa possibilidade do substitutivo do deputado Vicente Candido (PT-SP), já aprovado na semana passada.

A comissão também confirmou a supressão do substitutivo do artigo que estabelece que o suplente de senador seja o deputado federal mais votado do partido.

Fica mantido, portanto, o sistema atual, em que os dois suplentes não disputam diretamente as eleições e apenas integram a chapa encabeçada pelo candidato a senador.

Com essas votações, foi concluída a votação da matéria. A PEC também fixa mandato de dez anos para ministros de tribunais superiores. Além disso, estabelece novas datas para a posse de presidente (7 de janeiro) e para governadores e prefeitos (9 de janeiro). Hoje, todos são empossados em 1º de janeiro.

Trechos já aprovados
O substitutivo aprovado estabelece o financiamento público de campanhas, por meio da criação do Fundo Especial para Financiamento da Democracia. Pela proposta, esse fundo contará com 0,5% da Receita Corrente Líquida da União nos 12 meses encerrados em junho último – o equivalente a cerca de R$ 3,6 bilhões.

Além disso, o texto fixa o voto majoritário para deputados federais, estaduais e distritais, em 2018, e vereadores, em 2020 – sistema conhecido como “distritão”, pelo qual é eleito o candidato que recebe mais votos.

A partir de 2022, de acordo o texto aprovado, passará a valer o sistema distrital misto, em que cada eleitor vota duas vezes.

Metade das vagas será ocupada por eleitos por meio de listas fechadas, elaboradas previamente pelos partidos, e a outra metade é definida pelo voto majoritário em distritos menores que os atuais estados.

O sistema atual é chamado de proporcional – para ser eleito, o candidato conta com os seus votos e com aqueles dados ao partido ou à coligação.

Próximas etapas

A proposta é o primeiro passo da reforma política em discussão na Câmara e altera a Constituição. O texto deverá ser discutido e votado no Plenário da Câmara ainda no mês de agosto, segundo previsão do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Depois seguirá para o Senado.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

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Ministros aplicam jurisprudência que dispensa autorização prévia para STJ julgar governador


Vladimir Chaves

Ao aplicar jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que afastou necessidade de prévia autorização de Assembleia Legislativa para o recebimento de denúncia ou queixa-crime e instauração de ação penal contra governador de estado, ministros do STF julgaram procedentes Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) sobre o tema e declararam a inconstitucionalidade de normas estaduais que condicionavam a instauração de ação penal contra o governador ao crivo parlamentar.

O entendimento do Supremo foi firmado no julgamento das ADIs 4764, 4797 e 4798, em maio deste ano. Na ocasião, o Plenário fixou tese explicitando que é vedado às unidades federativas instituírem normas que condicionam a instauração de ação penal contra governador. O Pleno fixou ainda a possibilidade de os ministros deliberarem monocraticamente sobre outros casos semelhantes em trâmite.


Nesse sentido, o ministro Alexandre de Moraes julgou procedentes as ADIs 185 e 218, da Paraíba. Mesma decisão foi aplicada pelo ministro Edson Fachin na ADI 4781, de Mato Grosso do Sul. A ministra Rosa Weber deu provimento às ADIs 4775 e 4778, do Ceará e da Paraíba, respectivamente. A ADI 4804, do Tocantins, foi julgada procedente pelo relator, ministro Celso de Mello.

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