Jesus contou uma parábola
que continua sendo um alerta para a Igreja de hoje.
Em Mateus 13:24-30,
na parábola do joio, Jesus falou de um campo onde foram semeados trigo e joio.
A mensagem destaca a semelhança entre o joio e o trigo, uma diferença que, no
começo, não era facilmente percebida.
O joio crescia no mesmo
campo, recebia a mesma chuva, era aquecido pelo mesmo sol e estava no meio da
mesma plantação.
E talvez esteja aí uma das
maiores advertências de Jesus: nem tudo o que parece verdadeiro é verdadeiro.
O joio pode estar dentro da
plantação.
Joio também prega.
Joio também ora.
Joio também canta.
Joio também abre a Bíblia.
Joio também fala de Deus.
Joio também pode emocionar
uma multidão.
E é justamente aí que mora o
perigo.
Porque aparência espiritual
não é prova de transformação.
Há quem saiba falar de amor,
mas viva alimentando divisão.
Há quem pregue humildade,
mas não consiga viver sem aplausos.
Há quem fale de santidade,
mas faça amizade com o pecado.
Há quem use o nome de Jesus,
mas coloque a própria imagem, o próprio poder e os próprios interesses no
centro da mensagem.
Por isso, Jesus disse: “Pelos
seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou
figos dos abrolhos?” Mateus 7:16
Jesus não mandou avaliar
apenas a eloquência. Não mandou medir a espiritualidade pelo volume da voz. Não
mandou contar o tempo de igreja. Não mandou medir a unção pela emoção da
multidão.
Ele falou de frutos.
Fruto é transformação do
caráter.
Fruto é verdade.
Fruto é amor.
Fruto é fidelidade.
Fruto é obediência à Palavra
de Deus.
Fruto é humildade.
Fruto é arrependimento.
Fruto é uma vida que aponta
para Cristo, e não para o próprio homem.
E o verdadeiro trigo não
vive de aparência. Ele produz fruto porque há vida nele.
O joio pode enganar as
pessoas por algum tempo.
Pode ocupar o mesmo espaço
na igreja.
Pode usar a mesma linguagem.
Pode citar os mesmos
versículos.
Pode cantar os mesmos hinos.
Pode até exercer funções
religiosas.
Mas não pode enganar o
Senhor da plantação.
E aqui existe uma
advertência importante.
Jesus não nos chamou para
arrancar pessoas segundo o nosso próprio julgamento. Na própria parábola, os
servos são orientados a não arrancar o joio antes do tempo, para que o trigo
não seja prejudicado. A separação definitiva pertence ao Senhor e acontecerá no
tempo determinado por Ele.
Nossa responsabilidade é ter
discernimento, examinar aquilo que ouvimos, comparar toda mensagem com as
Escrituras e não aceitar qualquer discurso simplesmente porque vem acompanhado
de uma Bíblia, de um púlpito ou de uma linguagem religiosa.
Nem todo discurso religioso
vem de Deus, e nem toda mensagem que emociona produz transformação. Nem todo
aquele que fala sobre Cristo pertence verdadeiramente a Cristo.
E nem todo aquele que diz
“Senhor, Senhor” está vivendo de acordo com a vontade do Senhor.
Por isso, talvez devêssemos
fazer perguntas diferentes.
Não apenas: “Ele prega bem?”
Mas: “Que frutos essa
pregação produz? É uma palavra que nos conduz ao amor de Cristo?”
Não apenas: “Ele cita a
Bíblia?”
Mas: “Ele está sendo fiel ao
que a Palavra de Deus diz?”
Não apenas: “Quanto tempo
ele tem de igreja?”
Mas: “Ele está levando as
pessoas para Cristo ou para si mesmo?”
Porque o tempo revela aquilo
que a aparência tenta esconder.
Mas, atenção! Essa
advertência não deve servir apenas para examinar os outros.
Ela precisa começar em nós.
Antes de perguntar quem é o
joio no campo dos outros, precisamos permitir que Deus examine o nosso próprio
coração.
Pergunte-se: “Senhor, eu
estou produzindo frutos?”
Saiba que, no final, não
serão os aplausos que provarão quem somos.
Não será o cargo de
liderança que ocupamos.
Não será a quantidade de
vezes que subimos ao púlpito.
Não será a roupa que
vestimos.
Não será a placa da igreja à
qual pertencemos.
Não será a aparência
religiosa.
Será o fruto.
Porque Deus não olha apenas
para a aparência da plantação. Ele conhece a raiz; Ele conhece o coração.
E, quando chegar o tempo da
colheita, aquilo que hoje parece misturado será separado.
O joio continuará sendo
joio.
O trigo continuará sendo
trigo.
E o Senhor da plantação fará
a separação e recolherá o trigo.
Mateus 13
continua sendo um alerta para a Igreja:
Não viva de aparências.
Examine os frutos.
Permaneça na Palavra.
Vigie a sua própria vida.
E lembre-se: O Senhor
conhece aqueles que verdadeiramente lhe pertencem.


0 comentários:
Postar um comentário
Conteúdo é ideal para leitores cristãos interessados em doutrina, ética ministerial e fidelidade bíblica.