Enquanto a Igreja permanecer
fiel à sua vocação, o Evangelho continuará avançando até os confins da terra.
Jesus deixou essa missão de forma clara: “Mas recebereis poder, ao descer sobre
vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas, [...] e até aos confins da
terra” (At 1.8).
Evangelizar não é uma opção
que a Igreja pode aceitar ou rejeitar conforme as circunstâncias. É uma ordem
dada por Cristo. A Igreja existe para anunciar as boas-novas, testemunhar a
respeito de Jesus e levar ao mundo a mensagem de salvação.
Essa missão, porém, não está
fundamentada na capacidade humana. A Igreja não evangeliza porque se considera
forte, preparada ou superior às dificuldades. Ela evangeliza porque foi enviada
pelo próprio Senhor. A autoridade da missão vem de Cristo.
Por isso, diante da
oposição, a Igreja não precisa se calar. Em Atos 4.12-13, Pedro e João
demonstraram ousadia mesmo diante daqueles que tentavam impedir o testemunho
cristão. A coragem dos discípulos não nasceu de uma posição de poder, mas da
certeza de que estavam falando em nome de Jesus.
A mesma convicção aparece
quando os apóstolos foram perseguidos. Depois de sofrerem por causa do nome de
Cristo, eles saíram alegres por terem sido considerados dignos de sofrer por
aquele nome (At 5.41). E, em vez de abandonar a missão, continuaram
ensinando e anunciando Jesus Cristo (At 5.42).
Isso nos ensina uma verdade
importante: as dificuldades não anulam a missão da Igreja. Pelo contrário,
quando a Igreja reconhece que pertence a Cristo e que foi enviada por Ele, as
adversidades não precisam determinar o seu silêncio.
O mundo continua
necessitando ouvir o Evangelho. Há pessoas que precisam conhecer a esperança, o
perdão e a salvação que estão em Cristo. Por isso, a Igreja não pode perder de
vista sua vocação.
A missão não nasce
simplesmente da iniciativa humana. Ela nasce da autoridade de Cristo e é
sustentada pela sua soberania. Aquele que envia também acompanha, fortalece e
capacita os seus servos.
Portanto, a Igreja não deve
esperar condições perfeitas para cumprir sua missão. Enquanto houver pessoas
que precisam ouvir, haverá uma razão para anunciar. Enquanto houver lugares
onde Cristo ainda não é conhecido, haverá uma missão a cumprir.
Quem reconhece a autoridade
de Cristo não permanece indiferente diante da necessidade espiritual do mundo.
A Igreja continua sendo uma
Igreja enviada: enviada para testemunhar, anunciar, ensinar e proclamar que
Jesus Cristo é o Senhor. E, enquanto permanecer fiel àquele que a enviou,
continuará avançando, não pela força humana, mas sob a autoridade do Senhor do
Universo.


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