Universidades e institutos federais vão receber quase 60% da verba descontingenciada pelo MEC


Vladimir Chaves


O Ministério da Educação (MEC) começou a liberar recursos que estavam bloqueados em razão da Lei de Responsabilidade Fiscal. De R$ 1,990 bilhão descontingenciado, 58% vão para universidades e institutos federais, o que representa R$ 1,156 bilhão. Esse valor cobrirá despesas de custeio como água, energia elétrica, aquisição de materiais de consumo e outras prestações de serviço.

A liberação está prevista no decreto 10.028 publicado no Diário Oficial da União de sexta-feira, 27 de setembro. No início do mês, outros R$ 584 milhões foram disponibilizados às instituições.

Em coletiva de imprensa nesta segunda-feira, 30 de setembro, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, destacou que o descontingenciamento mostra que tudo corre dentro do planejado e demonstra que o MEC não realizou cortes. “A liberação de recursos é fruto da boa gestão. Não houve cortes em hospitais universitários, não faltou alimentação no bandejão e nenhuma universidade parou”, afirmou.

Weintraub também ressaltou que a liberação do orçamento mostra como o governo do Bolsonaro cumpre a palavra. “Gostaria de destacar o trabalho realizado pelo Ministério da Economia e pela Casa Civil, que trabalharam próximos ao MEC. A crise está sendo deixada para trás com uma gestão eficiente”, disse.

Outras áreas – O restante dos recursos desbloqueados vai atender a educação básica, a concessão de bolsas de pós-graduação e a realização de exames educacionais, por exemplo.

Com os R$ 290 milhões repassados ao Programa Nacional dos Livros Didáticos (PNLD), a compra e a distribuição de livros didáticos à educação básica estão garantidas para 2020.

Outros R$ 270 milhões serão transferidos para a manutenção e a execução de bolsas de estudos já concedidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Haverá ainda a destinação de R$ 105 milhões para aplicação de exames e formulação de políticas educacionais no âmbito do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

“A gente está regularizando, sem interrupção dos serviços. Isso porque educação é uma prioridade para o governo do presidente Jair Bolsonaro. Por isso que estamos descontingenciando. O recurso está voltando agora, fruto da recuperação econômica e da geração de empregos”, disse o ministro.

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

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Deputado abraça causa em defesa da elefanta Lady, confinada no Parque Arruda Câmara.


Vladimir Chaves


Após os protestos promovido por entidades protetoras dos animais, na manhã de ontem (29), em frente ao Parque Arruda Câmara (Bica), com o objetivo de cobrar das autoridades competentes providências contra a Prefeitura Municipal de João Pessoa, que desde 2013 é acusada de maus tratos contra a elefanta Lady, o deputado estadual e presidente da Comissão de Desenvolvimento, Turismo e Meio Ambiente, Moacir Rodrigues (PSL), prometeu abraçar a causa em defesa do animal.

O deputado antecipou que irá solicitar uma visita técnica ao Parque Arruda Câmara (Bica), para constatar In Loco a situação dos animais, em especial a elefanta Lady.

“Cobraremos as devidas providências aos órgãos responsáveis para a transferência desse animal e as devidas adequações para que o animal não sofra enquanto aguarda a mudança de local” declarou Moacir.

A elefanta LADY e o seu tormento sem fim.

Pouco sabemos da historia de LADY, uma elefanta que se encontra confinada no Parque Zoobotânico Arruda Câmara (Bica), que é administrado pela Prefeitura Municipal de João Pessoa. Mas, o pouco que foi possível descobrir de LADY, revela uma vida de privações e sofrimentos.

A elefanta LADY, chegou ao Brasil em 1972 quando passou a ser usada como “atração” de circo, um martírio que durou até o inicio de 2013. Segundo relato de um dos responsáveis pelo circo (Circo Europeu) a elefanta é “legalizada” no Brasil e tem registro no IBAMA, inclusive portando um chip para rastreamento.

LADY NO CIRCO
Em janeiro de 2013, o circo chegou à Paraíba, instalando-se na cidade de Patos, onde um grupo de ambientalistas da “Associação Patoense de Proteção aos Animais” e o “Adota Patos”, organizaram uma serie de protestos contra o descumprimento de uma lei estadual que proíbe o uso de animas em atrações circenses. Pressionados pela opinião pública e encontrando cada vez mais obstáculos nos estados, os proprietários do circo resolveram colocar Lady para adoção.

De imediato 15 capitais do país, manifestaram o desejo de adotar a elefanta Lady, cabendo aos proprietários do circo decidir seu destino. De acordo com relatos publicados nos meios de comunicação a época, o Circo Europeu escolheu a cidade de João Pessoa, como nova morada de Lady, levando em conta a qualidade do clima e o compromisso da prefeitura de oferecer a estrutura necessária para o bem estar do animal.

No dia 10 de abril de 2013, a elefanta Lady foi transferida para o Parque Arruda Câmara, e confinada num espaço improvisado com a promessa de que num curto espaço de tempo seria transferida para um recinto “confortável”. A época propagou-se que o espaço seria de 1.200 metros quadrados, com abrigo, árvores e até mesmo acesso a um lago.

Passados todos esses anos, Lady continua confinada num pequeno cativeiro resguardado por uma cerca elétrica. Mesmo levando em conta o carinho que tem sido dado pelos funcionários do parque, o martírio da elefanta Lady continua. Até quando?

Vladimir Chaves.

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Prefeito de Campina Grande é o primeiro da Paraíba a solicitar implantação de escolas cívico militar.


Vladimir Chaves


O prazo para estados e municípios manifestarem interesse ao modelo de escolas cívico-militar proposto pelo Ministério da Educação, encerrou-se na última sexta-feira (27). A gestão compartilhada entre civis e militares será implantada, em 2020, de inicio com 54 escolas, serão selecionadas duas instituições por estados e Distrito Federal.

Nos estados em que não houver interesse pelo programa, municípios voluntários podem pedir participação por meio de ofício enviado ao MEC, com os nomes das instituições da unidade da federação que pretendem aderir ao programa. Para participar da seleção, os colégios devem ter de 500 a 1 mil alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental ou do ensino médio.

Inexplicavelmente o Governo da Paraíba não demonstrou interesse, ignorando o aporte inicial de R$ 2 milhões, apesar da Paraíba está entre os piores índices do IDEB - Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais 

Atento o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, enviou ofício, na última quinta-feira 26, solicitando do governo federal a implantação do Programa Escola Cívico Militar em duas unidades de ensino do município, as escolas Dr. Chateaubriand, no José Pinheiro, e a Lafayete Cavalcante, nas Malvinas.

Além de agregar valores à melhoria da qualidade no ensino básico no Município de Campina Grande, Romero Rodrigues destaca que a implantação do programa nessas duas escolas em dois dos mais populosos bairros da cidade atingirá os objetivos da “Escola Cívica Militar”: instalação em áreas de vulnerabilidade social, redução dos índices de violência, da evasão, da repetência e do abandono escolar.


Verba para as Escolas Cívico Militar:

O MEC vai liberar R$ 54 milhões para o programa em 2020, sendo R$ 1 milhão por escola. O dinheiro será investido no pagamento de pessoal em algumas instituições e na melhoria de infraestrutura, compra de material escolar e reformas, entre outras intervenções.

As escolas em que haverá pagamento de pessoal são as que fizerem parceria com o MEC e o Ministério da Defesa, que contratará militares da reserva das Forças Armadas para trabalho nos estabelecimentos. A duração mínima do serviço é de dois anos, prorrogável por até dez, podendo ser cancelado a qualquer tempo. Os profissionais vão receber 30% da remuneração que recebiam antes de se aposentar.

Os militares irão atuar como monitores, acompanhando os alunos e fazendo contato com as famílias.

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Campanha de Bolsonaro não fez disparos em massa no WhatsApp, julga TSE


Vladimir Chaves

O Tribunal Superior Eleitoral decidiu nesta quinta-feira (26) que Jair Bolsonaro (PSL) e Hamilton Mourão (Republicanos) não realizaram disparos de mensagens em massa pelo WhatsApp durante a campanha eleitoral em 2018. A decisão é do ministro Jorge Mussi. A ação, que questiona a legitimidade da eleição do atual presidente, foi movida pelo Partido dos Trabalhadores a partir de uma série de reportagens publicadas na Folha de S. Paulo a partir de dezembro do ano passado.

A decisão estabelece que “não há indício de que a AM4 [empresa contratada pela campanha de Bolsonaro] tenha fechado contratos para disparo em massa” e que não há “indícios materiais que sustem as dúvidas lançadas” na reportagem. Além disso, segundo o juiz, o WhatsApp não cometeu nenhuma irregularidade."Campanha de Bolsonaro não fez disparos em massa no WhatsApp, julga TSE

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

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Escarnio: Quase metade dos membros da Comissão de Ética do Senado tem pendencia na Justiça.


Vladimir Chaves


Em mais uma demonstração de que, quase nada é levado a serio no Senado Federal, o plenário da Casa aprovou o novo colegiado do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado, onde quase a metade dos membros titulares tem pendencias na justiça.

Seis dos 14 senadores eleitos para o Conselho de Ética respondem a algum processo ou inquérito na Justiça. Crimes de caixa dois, corrupção, lavagem de dinheiro, peculato e crime de responsabilidade, “enfeitam” o currículo dos senadores responsáveis por receber e analisar previamente representações ou denúncias feitas contra senadores, que podem resultar em medidas disciplinares como advertência, censura verbal ou escrita, perda temporária do exercício do mandato e perda do mandato.

Os senadores com pendencias na justiça são: Ciro Nogueira (PP-PI), Marcelo Castro (MDB-PI), Confúcio Moura (MDB-RO), Weverton Rocha (PDT-MA), Jaques Wagner (PT-BA) e Telmário Mota (Pros-RR).

Completam a lista de titulares do Conselho de Ética os senadores Eduardo Gomes (MDB-TO), Major Olimpio (PSL-SP), Roberto Rocha (PSDB-MA), Jayme Campos (DEM-MT), Otto Alencar (PSD-BA) e Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB). 

terça-feira, 24 de setembro de 2019

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Deputado contra a legitima defesa por colocar em risco a vida do criminoso.


Vladimir Chaves

O deputado federal João Campos (PSB) afirmou em entrevista à TV Câmara que “A legitima defesa, ela bota em risco a vida do outro”. A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, a proposta de emenda à Constituição (PEC 100/19) que inclui a garantia do exercício da legítima defesa pelo cidadão, no texto constitucional.


O deputado colocou-se contra argumentando que a legitima defesa pode colocar a vida do agressor em risco. Segundo ele a legitima defesa não deve servir de instrumento de defesa do cidadão.

“Você criaria um instrumento de segurança privada em detrimento da segurança coletiva, o que poderia acarretar a redução de investimentos em segurança pública”.



segunda-feira, 23 de setembro de 2019

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Farra do fundo partidário confira como votaram os deputados da Paraíba.


Vladimir Chaves


O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na última quarta-feira (18), o famigerado Projeto Lei 5.029/2019 (Fundão Partidário), que gerou a indignação do povo brasileiro por estimular uma “eleição suja”, dificultando o controle da sociedade sobre os gastos eleitorais e até mesmo abrindo brechas para possíveis “Caixas 2”

Confira como votou cada deputado da bancada da Paraíba:

A favor do Fundo Partidário;

Efraim Filho
Wellington Roberto
Aguinaldo Ribeiro
Gervásio Maia
Frei Anastácio
Wilson Santiago
Hugo Motta

Contra o Fundo Partidário:

Pedro Cunha Lima
Ruy Carneiro
Julian Lemos
Edna Henrique

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

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Tribunal de Contas imputa multa de R$ 2,2 milhões a prefeito de Pitimbú.


Vladimir Chaves


O Tribunal de Contas da Paraíba imputou multa de R$ 2,2 milhões ao prefeito de Pitimbú, Leonardo José Barbalho Carneiro, após reprovar as contas do gestor, relativas ao exercício 2015.

A reprovação, que além da imputação resultou também em multa de R$ 9,8 mil, decorreu de uma série de irregularidades apontadas pelo órgão auditor da Corte. Com destaque, entre outras, para disponibilidades financeiras registradas e não comprovadas, despesas sem licitação, não empenhamento e/ou pagamento de contribuição previdenciária do empregador.

O relator do processo, o conselheiro Fernando Catão observou em seu voto, na sessão, que também não houve, naquele exercício, cumprimento de obrigações constitucionais de aplicação de 25% da receita de impostos e transferências em Educação e 15% em saúde. E que, além disso, houve ainda registro da utilização de recursos do FUNDEB em objeto estranho à finalidade do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação.

No processo, foi analisada e também reprovada a prestação de contas do Fundo de Saúde do Município de Pitimbu, no mesmo exercício, com imputação de débito de R$ 115.835,91 a gestora Betânea Lira dos Santos. Cabem recursos, em ambos os casos, das decisões e respectivas penalidades aplicadas. Ao prefeito, o valor exato da imputação é R$ 2.213,514,78.

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Facada no Brasil: Dinheiro público para pagar advogados de corruptos, comprar imóveis e pagar multas.


Vladimir Chaves


Sob o comando do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), deputados aprovaram na noite de ontem (17), o uso do dinheiro público para pagar advogados de políticos corruptos, compra de imóveis por partidos políticos e o pagamento de multas eleitorais de candidatos que cometerem irregularidades.

Por 174 votos a 136, os parlamentares aprovaram o famigerado Projeto de Lei 5029/19, apelidado de Fundão Eleitoral, alterando as regras eleitorais, que além das aberrações acima citadas autoriza o retorno da propaganda partidária semestral.

Na votação os deputados acataram quatro exclusões propostas pelos senadores, acompanhando o parecer do relator, deputado Wilson Santiago (PTB-PB).

O projeto agora segue para sansão do presidente Jair Bolsonaro, e para valer nas eleições municipais do próximo ano, precisa ser publicado em até um ano antes do pleito, ou seja, até o começo de outubro deste ano.

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

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Governo Bolsonaro zera impostos para importação de equipamentos médicos.


Vladimir Chaves


O presidente Jair Bolsonaro anunciou em sua conta pessoal Twitter, que o Ministério da Economia zerou o imposto de importação para centenas de produtos, entre eles, equipamentos médicos, de informática e para a indústria.

“Após zerar impostos de medicamentos que combatem AIDS e câncer, o Governo Bolsonaro, via Ministério da Economia, faz o mesmo com centenas de produtos, entre eles, com equipamentos e produção médicos, exames, cirurgias oftalmológicas, informática e outros”, escreveu.

A Portaria Nº 2.024, de 12 de setembro de 2019, da Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia foi publicada nesta segunda-feira (16) no Diário Oficial da União e entra em vigor dois dias úteis a partir da data de publicação.

No início do mês de agosto, o governo também reduziu as tarifas de importação de 17 produtos como medicamentos para tratamento de câncer e HIV/Aids com o objetivo de reduzir o custo de produção das empresas instaladas no Brasil e o preço dos produtos para os consumidores.

terça-feira, 17 de setembro de 2019

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