A vida nos ensina, muitas
vezes pela dor, que nem todas as relações permanecem saudáveis ao longo do
caminho. Há momentos em que insistir significa perder a paz, a alegria e até a
própria identidade. Nessas horas, sabedoria não é endurecer o coração, mas
cuidar dele.
Deus não nos chama para
suportar tudo sem discernimento, nem para carregar pesos que não nos pertencem.
Amar também envolve reconhecer limites. Quando a convivência se torna fonte
constante de feridas, afastar-se pode ser um ato de maturidade espiritual, não
de falta de perdão. Perdoar liberta o coração; manter distância, às vezes,
preserva a alma.
Não temos controle sobre as
escolhas alheias, nem poder para transformar o caráter de ninguém. O que está
em nossas mãos é a forma como reagimos, o caminho que escolhemos seguir e os
valores que decidimos proteger. Conduzir a própria vida com responsabilidade é
um sinal de crescimento e temor a Deus.
A Bíblia nos orienta com
clareza: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele
procedem as fontes da vida” (Provérbios 4:23). Cuidar do coração é
escolher a paz, a saúde emocional e uma caminhada alinhada com os propósitos do
Senhor.


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