A responsabilidade de conduzir a própria vida


Vladimir Chaves

A vida nos ensina, muitas vezes pela dor, que nem todas as relações permanecem saudáveis ao longo do caminho. Há momentos em que insistir significa perder a paz, a alegria e até a própria identidade. Nessas horas, sabedoria não é endurecer o coração, mas cuidar dele.

Deus não nos chama para suportar tudo sem discernimento, nem para carregar pesos que não nos pertencem. Amar também envolve reconhecer limites. Quando a convivência se torna fonte constante de feridas, afastar-se pode ser um ato de maturidade espiritual, não de falta de perdão. Perdoar liberta o coração; manter distância, às vezes, preserva a alma.

Não temos controle sobre as escolhas alheias, nem poder para transformar o caráter de ninguém. O que está em nossas mãos é a forma como reagimos, o caminho que escolhemos seguir e os valores que decidimos proteger. Conduzir a própria vida com responsabilidade é um sinal de crescimento e temor a Deus.

A Bíblia nos orienta com clareza: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida” (Provérbios 4:23). Cuidar do coração é escolher a paz, a saúde emocional e uma caminhada alinhada com os propósitos do Senhor.

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