Israel x Irã: Governador, prefeitos e secretários brasileiros no meio da guerra.


Vladimir Chaves


Um governador e diversos prefeitos, vice-prefeitos e secretários brasileiros enfrentam momentos de tensão em Israel após a intensificação dos ataques com mísseis na região. Entre os que aguardam retorno ao Brasil estão o governador de Rondônia, Marcos Rocha (União Brasil), além dos prefeitos de Belo Horizonte (MG), Álvaro Damião (União Brasil), de João Pessoa (PB), Cícero Lucena Filho (PP), e representantes de outros municípios brasileiros. Também integram o grupo vice-prefeitos, secretários estaduais e municipais e três representantes de Mato Grosso do Sul.

A situação forçou o cancelamento de voos e o fechamento do espaço aéreo, impedindo o retorno imediato das autoridades. O senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE), tem atuado junto ao Ministério das Relações Exteriores para viabilizar a repatriação dos brasileiros.

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, divulgou um vídeo em que relata a situação vivida pela comitiva em meio aos bombardeios. Segundo ele, o grupo está em um bunker, onde busca abrigo das explosões constantes. “Estamos em um local protegido, um bunker. Toda hora ouvimos explosões. Mas seguimos firmes, trabalhando por Rondônia”, afirmou Rocha. “Peço que o povo de Rondônia ore por mim e por nossa comitiva”, completou.

Já o prefeito da capital paraibana, Cicero Lucena (PP), publicou em suas redes sociais: “Nos últimos dias, nossa comitiva foi surpreendida pelo conflito no país, enquanto buscávamos inovação e segurança para nossa cidade. Vivenciamos momentos difíceis, noites de tensão e muita ansiedade pela incerteza do retorno ao Brasil.”

A embaixada do Brasil em Tel Aviv acompanha o caso e oferece suporte aos brasileiros que permanecem no país.

Veja a relação completa das autoridades brasileiras em Israel:

Distrito Federal

• Marco Antônio Costa Júnior (secretário de Ciência e Tecnologia)

• Ana Paula Soares Marra (secretária de Desenvolvimento Social)

• Thiago Frederico de Souza Costa (secretário-executivo Institucional e de Políticas de Segurança Pública)

• Rafael Borges Bueno (secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural)

• Denise Figueiredo Passos (acompanhante da primeira-dama)

• Angela Maria Ferreira Lima (acompanhante da primeira-dama)

Goiás

• Pedro Leonardo de Paula Rezende (secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento)

• Rasível dos Reis Santos Júnior (secretário estadual de Saúde)

• Keila Edna Pereira Santos (esposa do secretário Rasível)

Mato Grosso do Sul

• Ricardo José Senna (secretário-executivo de Ciência, Tecnologia e Inovação)

• Christinne Maymone (secretária-adjunta da Secretaria de Estado de Saúde)

• Marcos Espíndola de Freitas (coordenador de Tecnologia da Informação da Secretaria de Saúde)

Rondônia

• Marcos Rocha (governador)

• Augusto Leonel de Souza Marques (secretário de Integração)

• Valdemir Carlos de Góes (secretário-chefe da Casa Militar)

• Maricleide Lima da Fonseca (chefe de Agenda do Governador)

• Rute Carvalho Silva Pedrosa (chefe de Gabinete do Governador)

• Renan Fernandes Barreto (chefe de Mídias do Governador)

Consórcio Brasil Central

• José Eduardo Pereira Filho (secretário-executivo)

• Renata Zuquim (diretora de Relações Internacionais e Parcerias)

• Bruno Watanabe (diretor de Projetos)

• Fabrício Oliveira (assessor de comunicação)

• Ana Luisa Farias (analista internacional)

Prefeitos e vice-prefeitos

• Álvaro Damião Vieira da Paz (prefeito de Belo Horizonte-MG)

• Cícero de Lucena Filho (prefeito de João Pessoa-PB)

• Welberth Porto de Rezende (prefeito de Macaé-RJ)

• Johnny Maycon (prefeito de Nova Friburgo-RJ)

• Janete Aparecida Silva Oliveira (vice-prefeita de Divinópolis-MG)

• Maryanne Terezinha Mattos (vice-prefeita e secretária de Segurança Pública de Florianópolis-SC)

• Cláudia da Silva Lira (vice-prefeita de Goiânia-GO)

• Vanderlei Pelizer Pereira (vice-prefeito de Uberlândia-MG)

 Secretários municipais e representantes locais

• Dilermando Garcia Ribeiro Júnior (secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação de Aracaju-SE)

• Márcio Lobato Rodrigues (secretário municipal de Segurança Pública de Belo Horizonte-MG)

• Paulo Rogério Rigo (secretário de Proteção Civil de Joinville-SC)

• Francisco Vagner Gutemberg de Araújo (secretário de Planejamento de Natal-RN)

• Gilson Chagas e Silva Filho (secretário de Segurança Pública de Niterói-RJ)

• Alexandre Augusto Aragon (secretário municipal de Segurança Pública de Porto Alegre-RS)

• Verônica Pereira Pires (secretária de Inovação, Sustentabilidade e Projetos Especiais de São Luís-MA)

• Flavio Guimarães Bittencourt do Valle (vereador do Rio de Janeiro-RJ)

• Davi de Mattos Carreiro (chefe executivo do Civitas – Centro de Inteligência, Vigilância e Tecnologia de Segurança Pública do Rio de Janeiro)

• Francisco Nélio Aguiar da Silva (presidente da Famep, ex-prefeito de Santarém e secretário regional de Governo para o Baixo Amazonas-PA)


segunda-feira, 16 de junho de 2025

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IOF abala relação entre governo Lula III e Congresso Nacional


Vladimir Chaves


A semana terminou com uma série de más notícias para o governo Lula III. Após semanas de negociações, devido à crise gerada pela tentativa de aumentar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), a relação entre o Planalto e o Congresso Nacional azedou de vez. A postura desfavorável dos parlamentares ao pacote de medidas alternativas apresentado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, culminou com a decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), de pautar nesta segunda-feira, 16, o requerimento de urgência que derruba o decreto que amenizou o reajuste do imposto.

Além da insatisfação com a proposta apresentada pela equipe econômica do Executivo, a demora no pagamento das emendas parlamentares contribui com a falta de vontade do Congresso em trabalhar a favor das medidas. O embate a respeito desses repasses ocorre desde o início da atual gestão e se intensificou ainda mais nesta semana com a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, de cobrar, mais uma vez, esclarecimentos sobre a transparência e a rastreabilidade do processo. A expectativa do governo é melhorar a relação com o Parlamento a partir do aceleramento da liberação dos recursos.

No entanto, mesmo com a previsão de votação da urgência do Projeto de Decreto Legislativo (PDL 314/2025), ainda não há certeza se, de fato, o texto será derrubado, mesmo com pressão da oposição e de partidos do Centrão. Por enquanto, o movimento funciona como um recado claro da insatisfação da Casa com a articulação política de Haddad, que virou alvo de críticas abertas pela forma como tem encaminhado o alinhamento das propostas. Líderes do governo indicam que apenas a urgência será votada, sem ter ainda expectativa para ser realizada a análise do mérito.

Para ser aprovada, a urgência precisa de 257 votos favoráveis dos 513 deputados. Se passar, a matéria pode ser votada diretamente no plenário. Devido ao feriado da próxima semana e aos festejos juninos, em que os parlamentares retornam às suas bases eleitorais, a expectativa é que essa votação não ocorra, pelo menos, nas próximas duas semanas. Esse tempo pode ser essencial para que o governo apresente outras alternativas, que envolvam mais medidas de corte de gastos, atendendo às recomendações dos deputados.

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Bolsonaro lança Cabo Gilberto ao Senado, Paraíba pode ter o primeiro senador conservador.


Vladimir Chaves



Em evento com a presença do ex-presidente Jair Bolsonaro, o deputado federal Cabo Gilberto (PL) foi lançado como pré-candidato ao Senado pelo Estado da Paraíba nas eleições de 2026. O evento ocorreu no final da tarde de ontem (12) no Rio Grande do Norte.

Com o anúncio do nome do Cabo Gilberto, a direita da Paraíba fecha a chapa majoritária para as eleições de 2026, com chances reais de estar no segundo turno e eleger o primeiro senador de direita da Paraíba. A chapa conservadora tem o ex-ministro da Saúde, Marcelo Queiroga candidato a governador e o pastor Sérgio Queiroz e Cabo Gilberto na disputa pelas duas vagas do Senado.

Conheça um pouco da história do deputado Cabo Gilberto:

Nascido em 1º de abril de 1981, na cidade de Santa Rita (PB)

Carreira militar: Ingressou na Polícia Militar da Paraíba em 2002, atuou em rádio-patrulha, Choque e Força Nacional (incluindo operações como Pan-Americano 2007 e Pedrinhas-MA).

Cabo Gilberto recebeu a missão com entusiasmo: “É a missão do partido, vamos simbora. Segundo senador, eu e Sérgio Queiroz, e nosso governador Marcelo Queiroga.”

Formação: Bacharel em Direito, especialista em segurança pública

Trajetória política:

2014: candidato a deputado estadual pelo PROS (não eleito)

2016: vereador (suplente)

2018: eleito deputado estadual pelo PSL (23.273 votos)

2022: migrou para o PL e elegeu-se deputado federal (126.876 votos, 5,72%)

Mandato atual: Atualmente é o deputado de maior destaque na bancada paraibana, uma atuação que já reúne 605 projetos apresentados, 177 discursos no plenário da Câmara e a participação em dezenas de comissões.

sexta-feira, 13 de junho de 2025

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Governo Lula esconde R$ 600 bilhões sob sigilo


Vladimir Chaves



O deputado federal Evair de Melo (Progressistas-ES) protocolou uma série de medidas legislativas para enfrentar o que classificou como um "apagão informacional deliberado" promovido pelo governo Lula. O parlamentar denunciou a restrição do acesso público a cerca de 16 milhões de documentos relacionados a convênios, repasses, obras públicas e emendas parlamentares — um volume que representa mais de R$ 600 bilhões em recursos públicos.

A decisão do governo foi implementada por meio do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, sob o comando da ministra Esther Dweck, que alegou como justificativa a necessidade de proteção de dados pessoais com base na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). No entanto, a Advocacia-Geral da União (AGU) desmentiu publicamente essa alegação, afirmando que seu parecer não autorizava nem recomendava o bloqueio das informações.

Diante da gravidade do caso, Evair de Melo apresentou: 

Indicação à Procuradoria-Geral da República (PGR) para apuração de possíveis atos de improbidade administrativa, ilegalidades e omissões graves por parte do Executivo federal;

Indicação à Controladoria-Geral da União (CGU) sugerindo a abertura de procedimento investigativo e medidas para restabelecer a transparência ativa do sistema TransfereGov, plataforma oficial de rastreio de repasses da União;

Solicitação de informações ao Tribunal de Contas da União (TCU), com questionamentos técnicos sobre a legalidade da medida, sua compatibilidade com a Constituição e se a Corte foi previamente consultada;

Requerimento de convocação da ministra Esther Dweck, para que compareça à Câmara dos Deputados e preste esclarecimentos oficiais sobre a decisão, considerada pelo deputado um "atentado contra a moralidade administrativa".

Requerimento de informação da ministra Esther Dweck, sobre as ilegalidades, omissões administrativas ou atos de improbidade relacionados à restrição de acesso público a documentos sobre convênios, obras, repasses e emendas parlamentares pelo Governo Lula.

“É um golpe contra a transparência pública e o controle social. Não se combate risco de vazamento de dados sensíveis eliminando, de forma indiscriminada, o acesso à informação. Isso é desculpa para esconder o que não querem que a sociedade veja”, criticou o deputado.

O bloqueio inclui documentos como notas fiscais, termos de parceria, relatórios de execução e prestações de contas— peças fundamentais para auditorias e fiscalização de contratos públicos, incluindo aqueles originados por emendas parlamentares.

Evair argumenta que a decisão colide frontalmente com a Constituição, em especial com o artigo 37, que consagra a publicidade como princípio da administração pública. O parlamentar também alertou para o risco de que a restrição esteja sendo usada como instrumento de blindagem política, dificultando investigações sobre contratos com ONGs, repasses irregulares ou favorecimento de aliados.

“A democracia exige luz, mas o Planalto oferece sombra. O governo que prometeu o fim do sigilo acaba de instaurar o maior blackout documental desde a criação da LAI”, afirmou.

O parlamentar também pediu que o TCU avalie se houve prejuízo direto à atuação da Corte e se já existiam auditorias em andamento com base nos documentos agora ocultados. Também cobrou do tribunal medidas para recomendar a revogação da decisão do governo e punir os responsáveis.

A repercussão do caso se soma à crescente pressão sobre o governo Lula, que vem sendo cobrado por maior coerência entre o discurso de campanha e as práticas administrativas. Para Evair, o episódio é mais um capítulo da “incoerência institucional” do atual governo e um alerta sobre os riscos de erosão da transparência pública.

quinta-feira, 12 de junho de 2025

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Brasileiro que tentou romper bloqueio em Gaza, vai para solitária em prisão de Israel


Vladimir Chaves



Os advogados que fazem a defesa do ativista brasileiro Thiago Ávila, em Israel, informaram que ele foi colocado em confinamento solitário e transferido para outra prisão separada dos demais ativistas presos. A organização de direitos humanos Adalah, que faz a defesa dos detidos, informou que Thiago foi punido com a solitária por ter iniciado uma greve de fome pela sua libertação.

“Thiago Ávila foi colocado em isolamento na prisão de Ayalon por causa de sua greve de fome e sede, que começou há dois dias”, diz informe da coalizão que tentou furar o bloqueio de Israel contra Gaza.

Deportação

Thiago não foi deportado imediatamente, como a ambientalista sueca Greta Thunberg, por ter se negado a assinar documento em que reconheceria que cometeu um crime de tentar entrar em Israel sem autorização.

O brasileiro e outros 11 ativistas foram presos pela Marinha israelense enquanto tentavam desembarcar na Faixa de Gaza, que há mais de três meses enfrenta um bloqueio israelense.

Israel

O governo israelense divulgou fotos de Thiago Ávila e Greta Thunberg acrescentando que a pequena quantidade de alimentos transportada pelos ativistas será enviada à Gaza por “canais humanitários reais”.

“Mais de 1.200 caminhões de ajuda humanitária entraram em Gaza vindos de Israel nas últimas duas semanas, e cerca de 11 milhões de refeições foram transferidas pelo GHF [Fundação Humanitária de Gaza] diretamente para civis em Gaza. Há maneiras de entregar ajuda à Faixa de Gaza 

Desafio

Seguindo o exemplo da Flotilha da Liberdade, ativistas de 51 países se articulam para desafiarem Israel, com uma marcha partindo do Egito até a fronteira com Rafah, cidade ao sul de Gaza. Eles planejam  uma marcha de três dias até Gaza.

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Operação da PF no DF e 11 estados mira rede que falsificava diplomas de ensino superior.


Vladimir Chaves


A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (11), a Operação Código 451, para desarticular uma organização criminosa especializada na falsificação e comercialização de diplomas de ensino superior.

De acordo com a Polícia Federal, estes documentos estariam sendo usados para a obter registros em conselhos profissionais e exercer ilegalmente as profissões.

O principal suspeito de liderar o esquema foi alvo da operação, além de diversos beneficiários da fraude, que teriam adquirido diplomas falsos em áreas como saúde, engenharia, direito, educação física, entre outras.

Ao todo, foram cumpridos 26 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em cidades de outros 11 estados:

Distrito Federal: Sudoeste, Asa Norte, Asa Sul, Águas Claras, Vicente Pires;

Goiás: Goiânia, Rio Verde, Luziânia;

Minas Gerais: Barbacena, Belo Horizonte, Contagem, Unaí;

Ceará: Fortaleza;

Piauí: Colônia do Gurgueia;

Paraná: Paranaguá;

Rio Grande do Norte: Natal;

Mato Grosso do Sul: Campo Grande, Cassilândia;

Rio de Janeiro: Duque de Caxias;

Bahia: Salvador;

São Paulo: São Paulo.

Entenda

As investigações tiveram início após a identificação de um diploma falso apresentado para registro profissional.

A partir da análise do documento, os policiais descobriram um site fraudulento criado para simular um ambiente oficial de verificação de diplomas universitários.

A Polícia Federal apura a atuação de um grupo estruturado, com divisão de tarefas, envolvendo a produção, venda e uso de diplomas e históricos escolares falsificados. Adicionalmente, a PF identificou indícios de lavagem de dinheiro e associação criminosa.

O material era oferecido à venda por meio de redes sociais e plataformas de mensagens.

Site falso bloqueado

A Operação Código 451 bloqueou o site falso por determinação judicial, por violar a legislação federal brasileira. O endereço eletrônico estava hospedado em uma plataforma pública e não foi revelado pela Polícia Federal.

O ambiente digital tinha aparência legítima e disponibilizava diversos diplomas falsos em nome de terceiros. A PF já identificou, pelo menos, 33 diplomas fraudulentos associados ao site que foi bloqueado.

Os diplomas falsos abrangiam cursos de direito, psicologia, engenharias, biomedicina, fisioterapia, administração, educação física, entre outros.

A Polícia Federal avisa que também comunicou os conselhos profissionais competentes, para que sejam adotadas as medidas administrativas e disciplinares cabíveis em relação aos registros obtidos por meio de documentação falsa.

Pelo menos oito pessoas que adquiriram os documentos falsos já estariam com registros ativos em conselhos de classe ─ já tinham autorização para atuar profissionalmente.

Os investigados poderão responder por falsificação de documento público, uso de documento falso, estelionato, exercício ilegal de profissão e receptação de documentos falsos.

quarta-feira, 11 de junho de 2025

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Nordestino cabra macho: Deputado André Fernandes “esfrega” verdades na “cara” de Hugo Motta.


Vladimir Chaves



Num dos pronunciamentos mais contundentes, já feito no Câmara dos Deputados, o deputado André Fernandes (PL), “esfregou verdades” na cara do presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos). Dizendo-se enganado pelo deputado Hugo Motta, reavivou a memória de Motta ao lembrá-lo que o apoio da oposição a sua candidatura à presidência da Câmara dos Deputados, deu-se em cima de compromissos com pautas como a anistia humanitária, revogação do IOF e a defesa do Poder Legislativo.

O pronunciamento de André Fernandes, evidencia a crise de confiança dos deputados com o recém-eleito presidente da Câmara, ante a omissão de Motta em relação as constantes interferências de outro poder contra o legislativo. A tensão tende a agravar-se o que deve influenciar votações no plenário e até mesmo futuras alianças para as eleições de 2026.

André Fernandes, não poupou adjetivos para condenar a submissão de Hugo Motta ao Poder Judiciário, criticando em especial o fato dele ter acatado uma ordem judicial do STF em desacordo com o regimento da Casa, classificando-a como “um chute na cara” da Câmara, parlamentares e oposição

Ainda segundo o deputado, quem defende a democracia deve evitar a “ditadura da toga” e garantir que o Legislativo mantenha sua autonomia.

Confira o discurso de André Fernandes, que silenciou o plenário da Câmara dos Deputados:


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Com postura de grande líder Bolsonaro depõe no STF; “saio do tribunal tranquilo e mais confiante de que serei o próximo Presidente”


Vladimir Chaves



Após depoimento no Supremo Tribunal Federal o ex-presidente Jair Bolsonaro, publicou nota em suas redes sociais demonstrando confiança na justiça e consequentemente a absolvição das denuncias de tentativa de golpe de estado.

Confira a integra da nota:

- Hoje compareci ao Supremo Tribunal Federal com a mesma postura que sempre mantive durante toda a minha vida pública: de cabeça erguida, com a consciência tranquila e o espírito sereno de quem sabe que é inocente e que jamais traiu os valores da Pátria.

- Não invoquei silêncio. Não busquei subterfúgios. Respondi a cada pergunta com transparência e convicção. Quem tem a verdade como companheira não teme ser questionado - e jamais se curva diante da injustiça.

- Durante meu governo, com fé em Deus e compromisso com o Brasil, enfrentamos crises, desmontamos narrativas, combatemos a corrupção, cortamos privilégios e fizemos muito pelo nosso país. Reduzimos a dívida pública, cortamos impostos, investimos em infraestrutura, modernizamos o Estado e protegemos as liberdades individuais e econômicas. Tudo com base na Constituição, sempre respeitando a vontade soberana do povo brasileiro.

- O que vivi - e o que ainda vivo - não é apenas um capítulo da minha vida. É parte de uma luta maior: a luta de milhões de brasileiros por um país mais livre, mais justo e mais forte; sem censura nem perseguição.

- A verdade não teme o tempo, nem os tribunais. Ela é como o sol: pode ser ofuscada por nuvens, mas jamais apagada. Como diz a Escritura Sagrada, em João 8:32: 'E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.'

- A História julgará cada um de nós. Que ela me encontre, como sempre estive, fiel à verdade, ao nosso Deus e ao povo brasileiro.

- Hoje, saio do tribunal tranquilo e mais confiante de que serei o próximo Presidente da República para ajudar a tirar nosso país dessa bagunça.

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Hugo Motta pede que STF rejeite pedido de instalação imediata da CPI do INSS


Vladimir Chaves


O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), pediu ao Supremo Tribunal Federal que rejeite o mandado de segurança apresentado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL), que solicita a instalação imediata de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a quadrilha roubava os aposentados do INSS.

Para impedir a imediata instalação da “CPI do INSS”, Motta apresentou como justificativa ao STF o apelo para o respeito a independência dos poderes (algo que há muito deixou de existir), “a ingerência de um poder sobre o outro, especialmente no que atine às suas atividades típicas, deve ser excepcional”, afirmou Motta no documento.

Motta justifica ainda que: “não há qualquer omissão ou retardamento injustificado” e que tudo estar “dentro da mais absoluta regularidade”.

Diante da resistência em dar celeridade a instalação da CPI, o deputado Nikolas Ferreira viu-se obrigado a acionou o STF para obrigar Motta a instalar a comissão. O deputado argumenta que o pedido de CPI cumpre todos os requisitos constitucionais: apoio de ao menos um terço dos deputados, definição de fato determinado e estipulação de prazo.

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Brasil, um país estagnado: Em 12 Estados, há mais pessoas recebendo Bolsa Família do que trabalhando com carteira assinada


Vladimir Chaves


Alarmantes os dados trazidos a público pelo IBGE, segundo o órgão, em 12 estados brasileiros, o número de pessoas que recebem o Bolsa Família supera o de trabalhadores com carteira assinada. Esse fenômeno reflete uma combinação de fatores econômicos, sociais e estruturais que afetam principalmente as regiões menos desenvolvidas como, Norte e Nordeste do país.

Estados com mais beneficiários do que trabalhadores formais

Segundo dados do IBGE de abril de 2022, os estados onde o número de beneficiários do Bolsa Família superava o de trabalhadores com carteira assinada eram: Maranhão, Pará, Piauí, Alagoas, Bahia, Ceará, Mato Grosso do Sul, Acre, Amazonas, Rondônia, Roraima, Tocantins.

Esse cenário é resultado de uma combinação de fatores, incluindo altos índices de informalidade no mercado de trabalho, baixos níveis de escolaridade, falta de infraestrutura e desigualdades regionais. Em estados como Maranhão, Pará e Piauí, mais de 60% dos trabalhadores estão na informalidade, o que limita o acesso a empregos formais e contribui para a dependência de programas assistenciais.

Impactos sociais e econômicos

A alta dependência do Bolsa Família em relação ao trabalho formal tem implicações significativas para o desenvolvimento social e econômico dessas regiões. Embora o programa desempenhe um papel crucial na redução da pobreza e na melhoria das condições de vida de milhões de brasileiros, ele também evidencia a necessidade urgente de políticas públicas que promovam a inclusão produtiva, a qualificação profissional e a geração de empregos formais.


terça-feira, 10 de junho de 2025

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Censo 2022: número de católicos diminui, enquanto evangélicos aumenta


Vladimir Chaves


No Brasil, mais de 60% dos moradores da Região Nordeste e do Sul são adeptos do catolicismo. Apesar do quantitativo, de 2010 a 2022, houve uma redução no número de católicos no país – caindo de 65,1% para 56,7% em 2022. Em contrapartida, houve um aumento na proporção de evangélicos, passando de 21,6% em 2010 para 26,9% em 2022. Entre as regiões, os evangélicos estavam em maior número no Norte e no Centro-Oeste. Os dados são do Censo Demográfico de 2022, Religiões: Resultados preliminares da amostra, do IBGE.

Os resultados apontam, ainda, que os praticantes de umbanda e candomblé – de 0,3 % em 2010 para 1,0%, em 2022. Outro crescimento foi registrado em outras religiosidades, de 2,7% para 4,0%. Além disso, foi observado um declínio na religião espírita, que caiu de 2,2% para 1,8%. Já as religiosidades de tradições indígenas representaram 0,1% das declarações.

Percentuais por região do Brasil

Apesar da redução de católicos no país entre 2010 e 2022, naquele ano o catolicismo liderou em todas as grandes regiões do Brasil – com maior concentração no Nordeste, com 63,9%, e no Sul, sendo 62,4% da população católica. A menor proporção de católicos foi notada na Região Norte, 50,5%.

Por outro lado, os evangélicos estavam em maior proporção no Norte, sendo 36,8%, e no Centro-Oeste, com 31,4%. O menor percentual foi identificado no Nordeste, de 22,5%.

Na Região Sudeste, o destaque vai para aqueles que se declararam espíritas (2,7%). Além disso, os umbandistas e candomblecistas estavam mais presentes no Sul (1,6%) e no Sudeste (1,4%). O Sudeste também reunia, em 2022, a maior quantidade de pessoas sem religião, totalizando 10,5% – a única com proporção acima da média do país, representando 7,9 milhões de pessoas. Nesse aspecto, a menor proporção estava na Região Sul, com 7,1%.

Religião nos estados brasileiros

Os membros da Igreja Católica Apostólica Romana também lideram em relação ao montante de adeptos nas unidades da federação. Das 27 UFs, 13 possuem proporção de católicos apostólicos romanos superior à média nacional, de 56,7%, na população com 10 anos ou mais de idade.

O Piauí registrou a maior proporção registrada no país, com 77,4% da população católica. O estado também tem o menor percentual de evangélicos (15,6%).

Conforme o Censo 2022, as menores proporções de católicos apostólicos romanos foram encontradas em Roraima, com 37,9%, Rio de Janeiro e Acre,38,9%.

Já em relação aos evangélicos, a maior proporção foi identificada no Acre, sendo 44,4% da população – e a menor no Piauí, com 15,6%.

O Rio de Janeiro tinha, portanto, o maior quantitativo proporcional de espíritas (3,5%). Por sua vez, a maior proporção de praticantes de Umbanda e Candomblé foi encontrada no Rio Grande do Sul (3,2%).

Quanto à população sem religião entre as unidades da federação, Roraima e Rio de Janeiro tiveram a maior proporção de pessoas sem religião, sendo 16,9%, além de outras religiosidades, com 7,8%, e de adeptos de tradições indígenas, totalizando 1,7%. Na outra ponta, as menores proporções foram identificadas no Piauí (4,3%), Ceará (5,3%) e Minas Gerais (5,7%).

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O naufrágio do Brasil: Rombo nas contas públicas já ultrapassa R$ 500 bilhões em 2025


Vladimir Chaves


Até o dia 6 de junho, dados de fontes oficiais indicam que o governo Lula III arrecadou pouco mais de R$ 1,7 trilhão, mas já gastou R$ 2,2 trilhões — revelando um déficit primário de cerca de R$ 500 bilhões em 2025.

De forma simples, déficit primário é quando o governo gasta mais do que arrecada, desconsiderando os juros da dívida pública. Ou seja, quando subtraímos das receitas (impostos, taxas, etc.) as despesas (salários, saúde, educação, obras etc.), o saldo pode ser positivo ou negativo. Quando está no vermelho, temos um déficit primário.

Esse indicador serve como termômetro para medir a saúde fiscal do país, ao mostrar se o governo consegue se manter com o que arrecada antes de quitar os juros da dívida pública. Caso a resposta seja negativa, o sinal é de desequilíbrio nas contas.

Hoje, o cidadão já pode acompanhar esse cenário por meio de duas ferramentas online: o tradicional Impostômetro — que acaba de completar 20 anos — e a recém-lançada plataforma Gasto Brasil, desenvolvida pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) em parceria com a Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Para Estevan Luiz Muskat, diretor jurídico da Associação Comercial e Industrial de São Carlos (SP), esse tipo de transparência é essencial não só para o cidadão, mas também para o setor produtivo: “Quando falamos em gasto e receitas, falamos em déficit primário. O déficit primário é fundamental para a tomada de decisões dentro de qualquer tipo de negócio, o agronegócio, a indústria, o comércio. A importância dessa transparência, que evidentemente nós já sabemos, por que esse déficit é sempre anunciado.”

Gasto Brasil: ferramenta de cidadania fiscal

Disponível de forma gratuita na internet, a plataforma Gasto Brasil permite ao usuário consultar, de maneira segmentada por cidade, estado ou na esfera federal, onde e como os recursos públicos estão sendo utilizados. Os dados, extraídos do Tesouro Nacional, mostram despesas com previdência e despesas com pessoal e encargos sociais.

Além do acesso online, as informações também estão visíveis em um painel de LED instalado no centro de São Paulo, que alterna exibições com o Impostômetro — permitindo à população visualizar, de forma direta, a balança entre o que o governo arrecada e o que gasta.

O projeto é uma iniciativa da CACB e da ACSP, criado com o objetivo principal de monitorar e divulgar os gastos primários do governo federal, tornando essas informações acessíveis e compreensíveis para o cidadão comum e para a sociedade civil organizada. Projeto que visa preencher uma lacuna importante na área da Transparência governamental.

Para o presidente da CACB, Alfredo Cotait, o Gasto Brasil representa um avanço na construção de um país mais consciente e participativo:

“Há um desequilíbrio. Se gastássemos apenas o que arrecadamos, não teríamos inflação e a taxa de juros seria 2,33%. Assim como o Impostômetro foi um processo educativo, o Gasto Brasil também será mais um processo educativo para mostrar à sociedade que ela precisa participar e se manifestar. Nós estamos deixando uma conta muito cara para o futuro”, declarou Cotait.

segunda-feira, 9 de junho de 2025

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Presidente do TCU critica inchaço da máquina pública e cobra reforma estruturais no setor público.


Vladimir Chaves


O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo, criticou o que chamou de “crescimento do Congresso” e defendeu a necessidade urgente de uma reforma administrativa no Brasil. Durante evento promovido pela Federação das Indústrias da Paraíba (FiePB) em Campina Grande, nesta sexta-feira (6), ele destacou os altos custos da máquina pública e as renúncias fiscais concedidas a setores da economia.

Vital do Rêgo afirmou que o Brasil deixa de arrecadar cerca de R$ 600 bilhões por ano em renúncias fiscais que beneficiam 17 setores econômicos, sem retorno social ou econômico significativo. Ele enfatizou que, mais do que uma nova reforma tributária, o país precisa de uma reforma administrativa para tornar o Estado mais eficiente e focado em áreas essenciais como saúde, educação e bem-estar.

Além disso, o ministro criticou o que chamou de "crescimento do Congresso", sugerindo que o aumento de estruturas e gastos no Legislativo contribui para a ineficiência do Estado. Ele defendeu que o Estado deve concentrar seus esforços naquilo que a população deseja, evitando desperdícios e promovendo uma gestão pública mais racional.

Essas declarações refletem a preocupação do presidente do TCU com a sustentabilidade fiscal e a necessidade de reformas estruturais para melhorar a eficiência do setor público no Brasil.

sexta-feira, 6 de junho de 2025

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Mensalão completa 20 anos, criminosos comemoram o império da impunidade.


Vladimir Chaves


Hoje 6 de junho de 2025, o escândalo do Mensalão completa 20 anos desde que veio à tona em junho de 2005, revelando um esquema criminoso de compra de apoio político no Congresso Nacional durante o governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O que foi o Mensalão?

O Mensalão foi um esquema criminoso de pagamento mensal a parlamentares da base aliada em troca de apoio em votações no Congresso. A operação envolveu grandes figuras do Partido dos Trabalhadores (PT) e de outros partidos da base governista. Os recursos para compra de parlamentares eram provenientes, em parte, de contratos públicos desviados e de empréstimos fraudulentos com bancos.

Julgamento histórico

O caso foi julgado pelo Supremo Tribunal Federal em 2012, no processo conhecido como Ação Penal 470. A época o julgamento foi considerado um marco na luta contra a corrupção no Brasil. Pela primeira vez, políticos de alto escalão e empresários poderosos foram condenados pelo STF.

25 réus foram condenados:

Núcleo político

José Dirceu – ex-ministro da Casa Civil (PT)

José Genoino – ex-presidente do PT

Delúbio Soares – ex-tesoureiro do PT

Valdemar Costa Neto – deputado federal e atual presidente dirigente do PL

Roberto Jefferson – deputado federal e presidente do PTB

Pedro Corrêa – deputado federal e presidente do PP

Pedro Henry – deputado federal (PP)

Bispo Rodrigues – ex-deputado federal

Romeu Queiroz – ex-deputado federal (PTB)

Vinícius Samarane – ex-diretor do Banco Rural

Núcleo publicitário (operacional)

Marcos Valério Fernandes de Souza – publicitário, operador do esquema

Cristiano Paz – sócio de Marcos Valério

Ramon Hollerbach – sócio de Marcos Valério

Simone Vasconcelos – diretora da SMP&B

Geiza Dias – funcionária da SMP&B

Kátia Rabello – presidente do Banco Rural

José Roberto Salgado – vice-presidente do Banco Rural

Vinícius Samarane – diretor do Banco Rural

 Núcleo financeiro e partidos

Henrique Pizzolato – ex-diretor de marketing do Banco do Brasil

Emerson Palmieri – ex-tesoureiro informal do PTB

Enivaldo Quadrado – dono da corretora Bônus-Banval

Breno Fischberg – sócio da Bônus-Banval

José Borba – ex-deputado (PMDB/PR)

João Cláudio Genu – assessor do PP na Câmara

Antonio Lamas

Algumas penas foram significativas, e os condenados chegaram a cumprir parte delas em prisão fechada ou semiaberta

O império da impunidade:

Apesar do impacto inicial do julgamento, no final o “jeitinho brasileiro” prevaleceu e boa parte dos condenados cumpriram penas curtas ou tiveram as penas convertidas para regime domiciliar.

Hoje, no Lula III, muitos retornaram a vida pública, ocupando cargos políticos ou influentes, alguns como José Dirceu em plena campanha para retornar ao Congresso Nacional.

Com uma democracia capenga o Brasil não foi capaz de promover reformas estruturais significativas contra a corrupção no sistema político, o que tem permitido o retorno de muitos as cenas do crimes.

Graças a impunidade, de 2005 para cá o Brasil tem enfrentado escândalos ainda maiores, como a Operação Lava Jato, que de igual forma terminou em “pizza” com as anulações das condenações por parte do STF, impulsionados por essa impunidade a corrupção tomou folego e agora o país assiste a mais um escândalo ROUBO DO DINHEIRO DOS APOSENTADOS, e de igual forma também deve terminar com a vitória da impunidade.

“O julgamento do Mensalão foi um divisor de águas. Mas a impunidade foi mais resistente que a indignação.”

O escândalo completa 20 anos deixando um legado misto: um raro momento de punição para políticos corruptos, seguido por um retorno à normalidade da impunidade sistêmica, reforçando a desconfiança do povo na justiça e na política.

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Falência do Brasil: 54% dos municípios estão no vermelho; déficit chega a R$ 33 bilhões


Vladimir Chaves



De acordo com a Confederação Nacional de Municípios, o cenário em 2023 preocupante, quando 51% dos municípios estavam no vermelho, com um déficit de R$ 17 bilhões

Um novo estudo divulgado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) revela que a situação fiscal das prefeituras atingiu o pior cenário da história. Dados parciais referente ao encerramento de exercício mostram que 54% dos entes estão no vermelho. O déficit chega a R$ 33 bilhões.

De acordo com o levantamento, entre os fatores que contribuíram para esse quadro estão a crescente necessidade de pessoal para a prestação de serviços. Além disso, são apontados como motivos para o déficit as contratações de prestadores de serviços, despesas de custeio e com funcionalismo, locação de mão de obra e investimentos em obras e instalações.

A entidade já considerava o cenário em 2023 preocupante, quando 51% dos municípios estavam no vermelho, com um déficit de R$ 17 bilhões. O novo estudo revela que, agora, a deterioração é mais generalizada, afetando os entes independentemente do porte populacional. Além disso, dos 26 estados, 19 também acumulam déficits primários referentes a 2024.

Crise fiscal dos municípios: volume de despesas

O estudo da CNM também aponta que o volume de despesas tem aumentado frente às receitas. Confira a situação de déficit por porte do município:

Pequeno porte: passou de R$ 0,4 bilhões para R$ 5,8 bilhões,

Médio porte: passou de R$ 2,2 bilhões para R$ 8,4 bilhões,

Grande porte: passou de R$ 12,7 bilhões para R$ 18,5 bilhões

Mesmo que o levantamento revele que a situação atinge todos os portes de municípios, os casos mais graves estão nas localidades populosas, com 65% de déficit; e nos pequenos municípios, com 57% de déficit.

Aumento de despesas primárias

Ainda segundo a CNM, a partir dos dados que constam no Relatório Resumido de Execução Orçamentária de 2024, corrigidos pela inflação, pelo IPCA, a entidade tem chamado atenção para as consequências do aumento de despesas primárias, influenciado pelo custeio da máquina pública, no processo de deterioração das contas públicas.

“O funcionalismo público da União e dos estados cresceu 2,4% e 10,2% maior, entre 2010 e 2022. E a folha de pagamento dos municípios aumentou 31%, para dar conta das políticas públicas; o número de funcionários passou de 5,8 milhões para 7,6 milhões", destacou o presidente da Confederação, Paulo Ziulkoski.

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