Contas públicas têm superávit recorde de R$ 24,2 bilhões em abril


Vladimir Chaves


As contas públicas registraram saldo positivo em abril pelo segundo mês seguido, de acordo com os dados divulgados hoje (31), em Brasília, pelo Banco Central (BC). O setor público consolidado, formado por União, estados e municípios, apresentou superávit primário de R$ 24,255 bilhões no mês passado, o maior resultado positivo para o mês na série histórica do BC, iniciada em dezembro de 2001.O resultado primário é formado pelas receitas menos os gastos com juros, sem considerar o pagamento de juros da dívida pública. Assim, quando as receitas superam as despesas, há superávit primário.

Em abril de 2020, houve déficit primário de R$ 94,303 bilhões, devido aos gastos extraordinários necessários para o enfrentamento da pandemia de covid-19.

Segundo o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, essa mudança no resultado em relação a igual mês do ano passado deve se repetir nos próximos meses. Isso acontece porque o resultado do ano passado foi impactado por aumento de despesas públicas para enfrentar a pandemia, recessão econômica e adiamento de pagamento de impostos.

No primeiro quadrimestre, houve superávit primário de R$ 75,841 bilhões, contra o déficit de R$ 82,583 bilhões, de janeiro a abril de 2020.

Em 12 meses, encerrados em abril, as contas acumulam déficit primário de R$ 544,526 bilhões, o que corresponde a 7,08% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Em dezembro, essa porcentagem era de 9,44% (R$ 702,950 bilhões), devido aos déficits causados pela pandemia.

A meta para o déficit primário do setor público consolidado é de R$ 250,89 bilhões este ano.

Resultado mensal

No mês passado, o Governo Central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional) apresentou superávit primário de R$ 16,265 bilhões. Os governos estaduais também contribuíram para o resultado positivo no mês passado e registraram superávit de R$ 5,528 bilhões. Os governos municipais apresentaram saldo positivo de R$ 1,444 bilhão.

 

As empresas estatais federais, estaduais e municipais, excluídas as dos grupos Petrobras e Eletrobras, tiveram superávit primário de R$ 1,019 bilhão no mês passado.

Despesas com juros

Pela primeira vez no mês de abril, o resultado de juros apresentou receita maior do que as despesas. Em abril deste ano, houve receita líquida R$ 5,711 bilhões. Na série histórica do BC, iniciada em dezembro de 2001, o único mês em que tinha registro de receita líquida era março de 2016 (R$ 648 milhões).

Em abril de 2020, foi registrada despesa líquida de R$ 21,517 bilhões.

Segundo o BC, contribuiu para essa evolução o resultado das operações de swap cambial no período (ganho de R$ 30,4 bilhões em abril de 2021 ante perda de R$ 8,3 bilhões em abril de 2020).

O swap cambial é a venda de dólares no mercado futuro. Os resultados dessas operações são transferidos para o pagamento dos juros da dívida pública, como receita, quando há ganhos, e como despesa, quando há perdas.

“O Brasil tem uma dívida líquida, ou seja, a dívida é maior que ativos, de forma que o esperado é que o Brasil pague os juros todos os meses. As exceções são muito raras”, explicou Rocha.

Em 12 meses, os juros nominais (despesa líquida) alcançaram R$ 282,7 bilhões (3,68% do PIB).

Resultado nominal

Em abril, o superávit nominal, formado pelo resultado primário e os gastos com juros, ficou em R$ 29,966 bilhões, contra o déficit de R$ 115,820 bilhões em igual mês de 2020.

Em 12 meses, houve déficit nominal de R$ 827,224 bilhões, ou 10,76% do PIB.

Dívida pública

A dívida líquida do setor público (balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais) chegou a R$ 4,655 trilhões em abril, o que corresponde a 60,5% do PIB. Em março, o percentual da dívida líquida em relação ao PIB estava em 61,1%.

 

A dívida bruta do governo geral (DBGG) – que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais – chegou a R$ 6,665 trilhões ou 86,7% do PIB, contra 88,9% no mês anterior, quando a dívida bruta chegou no maior percentual da série histórica do BC, iniciada em dezembro de 2006.

 

 

*Fonte: Agência Brasil

 


segunda-feira, 31 de maio de 2021

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Ministros asseguram que população brasileira será vacinada até o final do ano


Vladimir Chaves



Os ministros da Saúde, Marcelo Queiroga, e da Economia, Paulo Guedes, disseram hoje (31) que o Brasil terá toda sua população vacinada até o final do ano. A fala foi feita por Queiroga e confirmada por Guedes em videoconferência, durante o Fórum de Investimentos Brasil 2021 – evento organizado pela Apex-Brasil, pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento e pelo governo federal, voltado a investidores estrangeiros.

“Como disse o ministro Queiroga, a vacinação em massa é a principal política econômica que podemos fazer por agora”, disse Guedes ao reafirmar a intenção do governo em garantir o retorno seguro dos trabalhadores brasileiros ao ambiente de trabalho. “Não faltarão recursos para [a importação e a produção de] vacinas”, garantiu o ministro da Economia.

Momentos antes, Queiroga disse ter “certeza de que até o fim do ano vamos conseguir imunizar todos os cidadãos”, e apontou como prioridade de sua pasta dar celeridade à campanha de vacinação e o reforço de medidas sanitárias. Ele acrescentou que a vacinação contribuirá para o crescimento da economia brasileira, e que, para cada 10% da população vacinada projeta-se um crescimento de 0,13 ponto porcentual para a economia do país.

Ambiente econômico

Em seu discurso, o ministro Paulo Guedes corroborou com as declarações do ministro da Saúde, no que se refere à correlação entre vacinação e melhora do ambiente econômico, e disse estar otimista com os resultados que o país vem apresentando em termos de receita.

Segundo ele, a expectativa é de que a economia tenha crescimento superior aos 3,5% projetados para este ano. Ainda de acordo com o ministro, os recordes de receita que vêm sendo registrados “demonstram o vigor da recuperação econômica” do país.

Guedes listou algumas medidas adotadas pelo governo, no sentido de garantir “emprego e proteção aos mais vulneráveis”, o que, segundo ele, possibilitou a manutenção de 11 milhões de empregos formais.

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Bolsonaro inicia entrega de 5,1 mil concentradores de oxigênio para os estados do Norte e Nordeste.


Vladimir Chaves



O Ministério da Saúde enviará 5,1 mil concentradores de oxigênio aos estados do Norte e Nordeste, nos próximos dias. Os equipamentos chegarão de forma escalonada e vão reforçar a estrutura dos hospitais para atender à alta demanda de leitos de UTI.

Os primeiros concentradores de oxigênio já chegaram. Caruaru (PE) recebeu 9 equipamentos, na manhã de ontem (30).

Nesta primeira fase, serão entregues 1,7 mil aparelhos para a região Nordeste, sendo 148 para  Pernambuco.

Cada concentrador funciona como uma “mini-usina”, com capacidade de produzir 5 litros de oxigênio, por minuto. É mais um reforço diário do Governo Bolsonaro em apoio a estados e municípios no enfrentamento ao covid.

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LIVE: Cássio considera ‘layout’ do Brasil errado e sugere mais independência de estados e cidades


Vladimir Chaves



A concentração de poder na União, que centraliza tarefas e atribuições que poderiam ser repassadas para estados e municípios causa disfunção no sistema de governo do Brasil. Para o ex-senador Cássio Cunha Lima o país tem ‘layout’ errado e deixa de se comportar como República Federativa ao não permitir mais independência a essas unidades.

 

Durante sua participação na noite da última quarta-feira (26) na live organizada pela Comissão dos Acadêmicos de Direito e Estágio Profissional (Cadep) da Associação Brasileira de Advogados Criminalistas da Paraíba (Abracrim-PB), o ex-governador ressaltou a importância de valorizar o caminho a ser percorrido por todos, citando trecho da música “trem bala” da compositora Ana Vilela. Em seguida, pontuou a contradição que enxerga no desenvolvimento prático do Pacto Federativo no país com provocações acadêmicas.

 

“O Brasil tem o layout errado. Na teoria ele é federativo, mas na prática se comporta de modo unitário”, argumentou o advogado, que vê prejuízos em distribuição de poderes, uma vez que, segundo ele, tira autonomia e desconsidera diversas realidades encontradas ao redor do Brasil.

 

“Um exemplo é unificar um piso salarial nacional para uma categoria. Muitas vezes as grandes cidades conseguem pagar, mas pequenos municípios não conseguem acompanhar o valor da remuneração, por isso, deveria ser considerado o contexto para que cada estado, cada município fizesse suas definições”, declarou.

 

Acerca do impacto tributário para manutenção das desigualdades no Brasil, alertou os acadêmicos sobre a importância de fazer uma leitura crítica da realidade. “Isso é fator que gera criminalidade. Quando observamos uma sociedade com questões econômicas que levam a desigualdade, o índice de crimes cresce proporcionalmente a essa discrepância, e como futuros profissionais do Direito, é necessário que todos estejam atentos a esses fatores”, apontou.

 

Privilégios – Para Cássio, o modelo de distribuição de poderes fortalece a manutenção de privilégios. Ele ressalta que a cobrança de impostos afeta o mais pobre, enquanto o retorno é destinado para o poder público, que beneficia quem não precisa. “O Estado brasileiro é ocupado por castas de privilegiados, há uma inversão de valores e o estado falha continuamente com o povo brasileiro”, pontuou.

sábado, 29 de maio de 2021

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Bolsonaro distribui hoje 29, mais 5,9 milhões de doses de vacina.


Vladimir Chaves



O Governo Bolsonaro recebe hoje da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mais 5,9 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca). O quantitativo será distribuído neste sábado aos estados.

As doses serão entregues ao centro de distribuição do Ministério, na cidade de Guarulhos (SP). O estado do Rio de Janeiro receberá diretamente seu lote, uma vez que a sede da unidade de fabricação da Fiocruz fica na capital fluminense.

Com essas 5,9 milhões, serão 46 milhões de doses de vacinas entregues pelo consórcio. A previsão é que até o início de julho a Fundação Oswaldo Cruz entregue mais 16 milhões de doses, totalizando 62 milhões.

O Plano Nacional de Operacionalização da Imunização Contra a Covid-19 foi atualizado, conforme anúncio do Ministério da Saúde de sexta-feira.

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Vereador solicita pontos moveis de testagem do Covid nas feiras e mercados públicos.


Vladimir Chaves



O vereador Waldeny Santana (DEM) está pleiteando junto a Secretaria de Saúde de Campina Grande, pontos móveis de testagem do covid-19 nas feiras livres e mercados públicos de Campina Grande.

Atento as demandas dos feirantes o parlamentar tem demonstrado preocupação especial com a saúde dos feirantes, por terem uma rotina de trabalho diferente da maioria dos trabalhadores, o que dificulta a procura por pontos fixos de testagens.

sexta-feira, 28 de maio de 2021

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Covid: Prefeito de Campina Grande anuncia vacinação para professores e profissionais da educação.


Vladimir Chaves



O prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima, anunciou que nos próximos dias a secretaria de Saúde do município divulgará o cronograma de vacinação contra Covid para professores e profissionais da educação.

Campina Grande foi uma das primeiras cidades do país a pleitear junto ao Ministério da Saúde a inclusão dos professores no grupo de prioridade para vacinação.

Hoje (28) o Ministério da Saúde autorizou a inclusão dos professores e profissionais da educação nos grupos prioritários de vacinação. Segundo o ministério, a priorização dos profissionais da educação se deve aos impactos sociais ocasionados pela covid-19, associados à necessidade de volta às aulas presenciais.  A orientação da pasta é a de priorizar os trabalhadores que atuam em creches e, de maneira escalonada, ir ampliando a vacinação para os que trabalham em pré-escolas, ensino fundamental, ensino médio, profissionalizantes e educadores de jovens e adultos.

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Conselho Regional de Medicina e Ministério Público conhecem de perto rotina do hospital Pedro I referência no tratamento da covid-19


Vladimir Chaves


Nesta sexta-feira, 28, o diretor de fiscalização do Conselho Regional de Medicina da Paraíba, Bruno Leandro, e a promotora de Justiça de Saúde em Campina Grande, Adriana Amorim, realizaram uma visita ao Complexo Hospitalar Municipal Pedro I. O objetivo foi verificar, in loco, a situação da ocupação dos leitos, a ampliação, a criação da Unidade de Estabilização Clínica de leitos e a regulação para as internações de pacientes. Ao final, apresentaram um parecer conjunto, extremamente positivo, para a gestão do hospital referência no tratamento da covid-19 no Estado.

Os representantes do CRM-PB e do MPPB foram recebidos pelo secretário municipal de Saúde, Filipe Reul, secretário executivo da pasta, Gilney Porto, e também pelo diretor da unidade hospitalar, Tito Lívio.

Após visitar todas as alas do hospital, adentrar todas as enfermarias, acompanhar o trabalho nas UTIs e inspecionar o trabalho administrativo, Bruno Leandro e Adriana Amorim constataram a correção dos procedimentos adotados pelo hospital, no que diz respeito ao direcionamento dos leitos de acordo com o perfil dos pacientes, à comunicação com a regulação de leitos estadual e a Unidade de Estabilização Clínica.

Regulação

Além da reserva técnica, outra questão discutida foi a regulação de leitos, que é administrada pela Secretaria Estadual de Saúde. Os representantes do MPPB e do CRM apresentaram nomes de vários pacientes que, teoricamente, teriam tido vagas negadas na unidade hospitalar. Contudo, a direção do hospital comprovou, através do sistema, que não havia tido qualquer solicitação de vagas para aqueles hospitais na unidade.

“Verificou-se realmente que há situações de solicitações que não constam na base de dados do hospital, sendo impossível responder à solicitação”, disse o diretor Bruno Leandro, do CRM, após a direção do hospital apresentar o funcionamento da regulação e esclarecer que todos os pedidos de vagas são avaliados por médicos. 

“Com relação à regulação, nós constatamos a dinamicidade do fluxo e isso seria uma das chaves do atendimento. Nessa parte das informações, ficou acertado que os leitos que sejam desocupados sejam informados, imediatamente, à central e os pedidos que chegam sejam respondidos de forma imediata”, disse a promotora Adriana Amorim, ratificando o trabalho que já é desenvolvido.

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PTB da Paraíba deixa o campo das esquerdas e passa integrar o campo da direita, sob o comando de Nilvan Ferreira.


Vladimir Chaves



O Diretório Estadual do PTB na Paraíba possui nova direção, em nível nacional o presidente do PTB, Roberto Jefferson tem promovido uma verdadeira “higienização ideológica” na sigla, na Paraíba não foi diferente, agora o partido deixa de ser uma linha auxiliar de governos esquerdistas (Ricardo Coutinho e João Azevedo) para atuar no estado numa linha mais a direita, como preceitua o programa do partido.

Caberá ao jornalista Nilvan Ferreira, preparar o partido para as eleições de 2022, o PTB é uma das legendas que já anunciou apoio à reeleição do presidente Jair Bolsonaro e provavelmente deverá caminhar ao lado do ex-prefeito Romero Rodrigues, que é candidato a governador e tem a simpatia declarada do presidente Bolsonaro.

O jornalista Nilvan Ferreira tem 47 anos é natural de Cajazeiras, nas eleições de 2022 disputou o segundo turno das eleições em João Pessoa, não logrando êxito, mas obtendo 163.030 votos.

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Covid-19: Governo Bolsonaro anuncia vacinação dos profissionais da educação


Vladimir Chaves



O governo do presidente Jair Bolsonaro, através do Ministério da Saúde informou que vai antecipar a vacinação contra a covid-19 para os profissionais da educação. A orientação da pasta é a de priorizar os trabalhadores que atuam em creches e, de maneira escalonada, ir ampliando a vacinação para os que trabalham em pré-escolas, ensino fundamental, ensino médio, profissionalizantes e educadores de jovens e adultos. Na sequência, os vacinados serão os trabalhadores da educação do ensino superior.

Segundo o ministério, a priorização dos profissionais da educação se deve aos impactos sociais ocasionados pela covid-19, associados à necessidade de volta às aulas presenciais. “As creches e escolas contribuem não só para a educação de milhares de brasileirinhos como também garantem a segurança alimentar das crianças”, justificou.

O ministério informa que, paralelamente, autoriza o início da vacinação para a população geral, entre 18 e 59 anos, nos estados e municípios que relataram demanda diminuída dos grupos elencados no plano de vacinação.

“Esse grupo poderá começar a ser imunizado de maneira escalonada e por faixas etárias decrescentes, desde que a vacinação dos grupos prioritários restantes seja mantida e cumprida, de acordo com a ordem estabelecida pelo PNO [Plano Nacional de Operacionalização de Vacinação contra a Covid-19]”, acrescenta o ministério ao informar que começará a enviar doses aos estados, de forma escalonada, para atender a esse público, juntamente com outros grupos prioritários.

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Bolsonaro libera R$ 57 milhões para perfuração de poços e implantação de cisternas no Nordeste


Vladimir Chaves



O presidente Bolsonaro liberou quase R$ 57 milhões para a perfuração de 790 poços e implantação de 2.194 cisternas em 191 municípios nordestinos. Cerca de 50 mil pessoas em todos os estados da região serão beneficiadas com as novas estruturas.

As obras fazem parte da estratégia do Governo Federal para emancipação dos carros-pipa e serão executadas pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) empenhou cerca de R$ 39,4 milhões para a perfuração de poços e R$ 17,5 milhões para a implantação de cisternas nos nove estados nordestinos.

“Vários estados do Nordeste Setentrional vivem em um estado de emergência em relação à segurança hídrica. Estamos fazendo um trabalho de identificação das comunidades que têm a maior necessidade para levarmos ações, como a perfuração de poços e a instalação de cisternas, de maneira a emancipar esses locais da necessidade do carro-pipa”, destacou o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho.

Foram beneficiados 29 municípios em Alagoas, 42 na Bahia, 12 no Ceará, 4 na Paraíba, 47 em Pernambuco, 3 no Piauí, 47 no Rio Grande do Norte, 3 em Sergipe e 4 no Maranhão.

A iniciativa contempla parte das 939 localidades de 319 municípios do semiárido brasileiro consideradas prioritárias pelo Governo Federal para receberem investimentos em oferta de água, de modo a reduzir os atendimentos da Operação Carro-Pipa.

Segundo o diretor-presidente da Codevasf, Marcelo Moreira, outras ações de perfuração de poços e instalação de cisternas estão previstas. "Nós sabemos que esses quantitativos ainda não são suficientes para resolver a situação, mas são o pontapé inicial para que nós possamos, no futuro, alocar mais recursos e reduzir a dependência da população com o carro-pipa", afirmou.

Operação Carro-Pipa

A Operação Carro-Pipa Federal é uma ação emergencial voltada a atender a população que sofre com a seca nas áreas rurais. Apesar de existir desde 1998, foi a partir de 2012 que começou a ser executada, por meio de acordo de cooperação entre a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) do MDR e o Exército Brasileiro.

A solicitação de atendimento pela Operação é feita pelos municípios - com reconhecimento federal de situação de emergência em decorrência de seca ou estiagem - diretamente à Sedec por meio do Sistema Integrado de Informações Sobre Desastres (S2iD). A demanda é encaminhada ao Exército, que faz uma avaliação técnica em conjunto com a prefeitura. Constatada a necessidade, o município é incluído na operação e passa a receber água por meio dos carros-pipa contratados pelo Governo Federal.

O repasse dos recursos necessários é realizado pela Sedec. Já a execução do programa, que inclui contratação, seleção, fiscalização e pagamento dos pipeiros, é de responsabilidade do Comando de Operações Terrestres do Exército Brasileiro.

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CGU aponta irregularidades no uso de recursos federais para Covid-19 em 21 estados; Paraíba integra a lista da vergonha.


Vladimir Chaves


Documento encaminhado pela Controladoria-Geral da União (CGU) à CPI da Pandemia revela que o órgão apontou prejuízo potencial ao erário de R$ 164 milhões em 53 operações entre março de 2020 e abril de 2021 envolvendo possíveis irregularidades na utilização de recursos para o combate ao novo coronavírus.

O levantamento considerou recursos públicos federais utilizados “por estados, Distrito Federal, municípios, órgãos públicos e entidades privadas sem fins lucrativos, relacionadas ao enfrentamento da pandemia da Covid-19, com foco em situações de fraude e corrupção”.

Foram identificadas 14 tipos de irregularidades em 20 estados e no Distrito Federal. Confira a lista:

Acre

Amazonas

Amapá

Bahia

Ceará

Distrito Federal

Goiás

Maranhão

Minas Gerais

Mato Grosso do Sul

Pará

Paraíba

Pernambuco

Piauí

Rio de Janeiro

Rondônia

Roraima

Rio Grande do Sul

Sergipe

São Paulo

Tocantins

Confira a lista das irregularidades identificadas:

Irregularidades no processo de licitação;

Direcionamento da licitação;

Acerto prévio entre licitantes e/ou agentes públicos;

Vínculos entre entidades licitantes, privadas e/ou agentes públicos;

Dispensa/inexigibilidade irregular de licitações;

Crimes previstos nos artigos 89, 90, 91, 92, 93, 96 e 97 da Lei n° 8.666/93;

Sobrepreço e/ou superfaturamento na aquisição de bens e/ou prestação de serviços;

Utilização de empresa fantasma;

Utilização de pessoa interposta;

Irregularidades nos pagamentos contratuais;

Contratos em duplicidade, em desacordo com o edital e/ou com irregularidades nos

aditivos/contratos;

Inexecução contratual e irregularidades na entrega dos bens/prestação de serviços;

Adulteração/falsificação documental;

Empresas sem capacidade técnica e/ou operacional.

quinta-feira, 27 de maio de 2021

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Auxílio emergencial será renovado se pandemia continuar


Vladimir Chaves

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o governo pode prorrogar o auxílio emergencial, caso a pandemia da covid-19 se agrave no país e o programa de imunização não atinja níveis suficientes para a maior parte da população. Pelo prazo atual, o benefício será pago até julho.

Segundo o ministro, já existe uma proposta de emenda à Constituição (PEC) aprovada no ano passado, que permite o aumento de gastos para cobrir as necessidades de combate e reflexos da pandemia e, por meio dela, é possível estender o pagamento, como foi feito para este ano.

“Se Deus quiser, teremos dias melhores à frente e vamos celebrar também o fim dessa doença, mas o auxílio emergencial é uma arma que nós temos e pode, sim, ser renovado. Se, ao contrário do que esperamos, se a doença continuar fustigando, e as mortes continuam elevadas, a vacina, por alguma razão não está chegando, tem que renovar, vamos ter que renovar”, afirmou Guedes, ao participar hoje (27) do encontro Diálogos com a Indústria, realizado em um hotel de Brasília, pela Coalizão Indústria, que conta com a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) e congrega 15 entidades.

Apesar disso, não é com esta possibilidade que o governo está trabalhando neste momento, disse o ministro. “Não é a nossa expectativa hoje. A expectativa é que está avançando a imunização, mas vamos observar. O auxílio é uma ferramenta para uma camada de proteção e, sim, que tem que ser renovado. Hoje achamos que, se a vacinação em massa progride, pode ser que não seja necessário [ampliar o pagamento do auxílio]”, afirmou.

Para Guedes, a resposta para se vai haver ou não a prorrogação do auxílio emergencial é a pandemia e o ritmo de vacinação. “Se nós tivermos vencendo o combate, a vacinação em massa e, mais, até o final de julho, tivermos vacinado 60%, 70% da população e com 100% da população idosa vacinada, onde está a maior parte da incidência de óbitos. Se nós atingirmos o controle da pandemia através da imunização, porque antes era a ideia de imunização de rebanho, não se falava em vacina, nunca se falou em vacina, teste em massa, quando a doença chegou, depois é que foram se desenvolvendo estes armamentos adicionais. Desenvolveu-se a vacina e começou a busca pela vacina”, informou, acrescentando que, além dos percentuais mais elevados de vacinação, vai ser considerada a queda nos casos de óbitos com retorno aos níveis registrados no fim da primeira onda entre 100 e 300 por dia.

“Hoje é fácil dizer que o governo não viu isso e aquilo. Na verdade, o Brasil inteiro foi para as eleições. Se a classe política achasse que a doença estava aí, firme e forte ainda, ela tinha adiado as eleições. Havia uma convicção de que a doença estava arrefecendo. Aconteceram as eleições, depois vieram as festas de fim de ano, as festas dos mais jovens”, destacou.

Guedes comentou que, embora o programa anterior para a liberação do auxílio emergencial tivesse prazo para terminar em 31 de dezembro de 2020, algumas parcelas ainda seriam pagas nos dois primeiros meses deste ano. “A economia ainda estava relativamente protegida por dois meses. Dois meses e meio depois, então, entraram os nossos programas de novo.”

Segundo o ministro, o cálculo da primeira fase do auxílio tinha sido feito com base em expectativas do Ministério da Saúde sobre a evolução da pandemia logo no começo dos casos no Brasil. O cenário, no entanto, não se confirmou, e veio a segunda onda e a necessidade de novos auxílios.

De acordo com Guedes, aí entrou o timing político que foi o processo eleitoral das presidências da Câmara dos Deputados e do Senado. “Existia o protocolo, que era uma PEC que já renovava, já tinha cláusula de calamidade pública. Era apertar o botão e disparava tudo outra vez, era o nosso aprendizado. Só que havia um processo político. Quem dá o timing das coisas que acontecem é a política. Estava vindo uma eleição com disputa forte de quem seria o presidente da Câmara e o presidente do Senado. Então, acabamos esperando”, disse Guedes. Após a eleição de Arthur Lira (PP-AL) na Câmara e Rodrigo Pacheco (DEM-MG) no Senado, Guedes reuniu-se com os dois no Ministério da Economia, e o assunto era auxílio emergencial e vacina.

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Bolsonaro sanciona lei que amplia triagem de doenças diagnosticadas no “teste do pezinho”.


Vladimir Chaves


Nos primeiros dias de vida, todo bebê deve fazer o teste do pezinho. É um exame simples, mas importante para diagnosticar logo cedo eventuais doenças e garantir o desenvolvimento saudável da criança. Para ampliar o rol dessa triagem já no início da vida, o presidente da República, Jair Bolsonaro, sancionou nesta quarta-feira (26) a lei que pode incluir até 50 doenças no teste do pezinho.

Até então, o procedimento detectava apenas seis doenças nos exames realizados pelo SUS. Com a nova lei, serão incluídas até 50 enfermidades e condições hereditárias que, caso não identificadas nos primeiros dias de vida, podem prejudicar o desenvolvimento das crianças. Entre as doenças que passarão a ser detectadas estão diversas doenças raras.

A assinatura aconteceu em cerimônia no Palácio do Planalto com presença do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. "O teste do pezinho traz novos benefícios para os recém-nascidos. Vamos ampliar de seis para 50 exames. É um aumento muito expressivo, que trará benefícios incontestes para a nossa infância”, afirmou.

O ministro ressaltou que mais de 80% das crianças nascidas no Brasil, fazem o teste. O SUS realizou, em média, 2,4 milhões de testes em recém-nascidos nos últimos anos. “São mais de 28 mil postos espalhados pelo Brasil, entre maternidades e Unidades Básicas de Saúde (UBS)", reforçou Queiroga.

O ministro lembrou que, neste mês, o Ministério da Saúde editou uma portaria destinando cerca de R$ 1 bilhão para a Atenção Primária em Saúde (APS). Os recursos foram destinados aos municípios para que os gestores locais façam o atendimento a crianças com problemas nutricionais, idosos, gestantes e comunidades tradicionais.

"Isso mostra o compromisso do governo com a Atenção Primária nesse país, para atender crianças com problema de nutrição, populações mais carentes, e para reforçar o atendimento nas unidades de saúde em todo o País onde realizamos o chamado Teste do Pezinho", pontuou.

TESTE DO PEZINHO 

Todo recém-nascido deve fazer o exame, preferencialmente, entre as 48 horas e o 5º dia de vida. Durante os atendimentos de pré-natal e puerpério imediato, os profissionais de saúde devem informar à gestante e aos acompanhantes a importância do teste do pezinho. Os testes no SUS são realizados no âmbito do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), do Ministério da Saúde, que completa 20 anos em 2021.

quarta-feira, 26 de maio de 2021

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Meta do Governo Bolsonaro é de vacinar em 2021 todos os brasileiros acima de 18 anos.


Vladimir Chaves



"Diferente de 2020, nós temos uma esperança: as vacinas", essa foi uma das primeiras mensagens que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, passou aos brasileiros durante sessão conjunta das comissões de Fiscalização Financeira e de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (26).

O titular da pasta participou da sessão para falar sobre a situação da aquisição de vacinas, dos medicamentos para a intubação orotraqueal e de outras ações da pasta para enfrentamento à pandemia de Covid-19.

Queiroga reforçou o compromisso do Governo Bolsonaro em vacinar todos os adultos brasileiros até o fim deste ano. “Será possível, com o empenho de todos, vacinar a população brasileira acima de 18 anos até o final de 2021. Essa é a nossa esperança, esse é o nosso compromisso”, disse.

Nesta semana o Ministério da Saúde bate o recorde mensal de distribuição de vacinas com mais de 33 milhões de doses entregues em maio. Desde o início da campanha de vacinação contra a Covid-19, já foram destinados mais de 90 milhões de doses de imunizantes. Até agora, mais de 59,4 milhões foram aplicadas.

Na audiência pública de hoje, Queiroga também adiantou que na próxima semana o presidente Jair Bolsonaro assinará um acordo para que a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) produza o Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) da vacina no Brasil. De acordo com o ministro, o contrato deve ser assinado em 1º de junho.

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