Cássio Cunha Lima debate Constituição e Pacto Federativo com estudantes de Direito


Vladimir Chaves



Nesta quarta-feira (19), Dia do Acadêmico de Direito, a Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas da Paraíba (Abracrim-PB) anunciou que fará um encontro virtual na próxima quarta (26) voltada para os estudantes de Direito que contará com a participação do ex-governador Cássio Cunha Lima. No encontro virtual, Cássio falará da sua experiência como deputado federal constituinte, prefeito, governador e senador da República e abordará a temática Pacto Federativo e a necessidade da sua rediscussão.

Presidente nacional em exercício da Abracrim, Sheyner Asfóra destaca a vasta experiência política e administrativa de Cássio, que também é advogado e tem grande conhecimento prático sobre o sistema político-constitucional brasileiro.

“Será uma honra receber o governador Cássio que já atuou em diferentes níveis de governo e, por isso, é conhecedor das competências e atribuições dos poderes. O tema Pacto Federativo é de grande relevo não só para a comunidade jurídica mas para toda a sociedade. Diz respeito sobre a forma de divisão do poder e da riqueza entre os entes federativos e que visa a construção de uma sociedade mais justa através do ideal de igualdade”, destacou.

Sheyner pontuou, ainda, a importância dos estudantes participarem de eventos e encontros e outras ferramentas que, além de tratar pautas relevantes para a futura profissão, auxiliem os acadêmicos a contextualizar os assuntos discutidos em sala de aula com a realidade do Direito. “Advocacia é missão, mas é, sobretudo, dedicação. Por isso, é tão importante que ainda na graduação, os futuros advogados se empenhem e procurem ir além dos conteúdos. A Abracrim defende e fomenta a capacitação, a produção científica e, principalmente, a busca incansável pelo conhecimento”, destacou.

Perfil - Cássio Cunha Lima é formado em Direito pela Faculdade de Ciências Jurídicas da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). É advogado. Foi prefeito de Campina Grande por três mandatos, deputado federal por dois mandatos, governador da Paraíba por duas vezes e senador da República pela Paraíba, tendo sido presidente interino do Senado de 2 a 8 de maio de 2017. Ele foi deputado federal constituinte aos 23 anos.

quarta-feira, 19 de maio de 2021

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Gigantes do asfalto: Bolsonaro lança programa para ampliar renda de caminhoneiros


Vladimir Chaves


 

O governo federal lançou o programa Gigantes do Asfalto, voltado ao setor de transporte de cargas, especialmente aos caminhoneiros autônomos. Em evento no Palácio do Planalto, com a participação do presidente Jair Bolsonaro e de ministros, foram assinados dois decretos e duas medidas provisórias (MPs). Tanto os decretos quanto as MPs serão publicados amanhã (19) no Diário Oficial da União.

Entre as novidades, está a criação, por meio de MP, do Documento de Transporte Eletrônico (DTe), que digitaliza e unifica dezenas de documentos atualmente exigidos dos transportadores de carga. O governo também promoveu alterações legais para permitir a criação de um modelo de antecipação dos valores a receber pelo serviço de frete (antecipação de recebíveis), no qual o caminhoneiro autônomo poderá escolher a menor taxa de desconto a ser contratada por meio de agentes financeiros, como o sistema bancário.

"Estamos hoje lançando o futuro, o Documento de Transporte Eletrônico, que vai condensar até 90 documentos de transporte. Imagina que hoje, para fazer uma viagem, são inúmeros documentos. E muitas vezes esses documentos devem estar impressos em papel. Olha o nível do nosso atraso", disse o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, durante o lançamento do programa. Segundo ele, atualmente os caminhoneiros gastam uma média de seis horas durante as viagens apenas para lidar com a burocracia do setor.

Segundo o Ministério da Infraestrutura, o Documento de Transporte Eletrônico começará a funcionar em caráter experimental a partir de julho, de forma não obrigatória, em determinadas rotas e com cargas de granel sólido vegetal. A expectativa é que no primeiro semestre de 2022 a operação comece a ser obrigatória para o transporte de cargas.

Recebíveis

A mesma MP também regulamenta a antecipação de recebíveis pelos caminhoneiros em instituições financeiras. Atualmente, no caso dos motoristas autônomos, eles dependem de atravessadores financeiros apenas para descontar o valor do frete e antecipar o pagamento, o que equivale a cerca de 40% dos custos. Isso ocorre porque o prazo de pagamento dos embarcadores (donos da carga) costuma variar entre 30 e 90 dias. Esse prazo é mais facilmente suportável pelas grandes empresas transportadoras, mas se torna inviável para os caminhoneiro autônomos.

"Nós atacamos o intermediário, aquela parte que leva 40% só para transacionar", afirmou o secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, que ajudou a desenvolver a medida. Segundo ele, de tudo o que o caminhoneiro recebe, 40% vão para o intermediário, 47% são custos e somente 13% ficam com o motorista. Com a mudança, o caminhoneiro poderá contratar diretamente com o embarcador e descontar o valor do frete em uma instituição financeira, na forma de um deságio (título vendido por um valor menor do que o nominal). 

"Nós estamos falando em um ganho líquido de renda para o caminhoneiro acima de 10%, entre 15% e 20%", disse o secretário, sobre as previsões de aumento de renda para os trabalhadores do setor.

Para estimular a medida, a Caixa Econômica Federal anunciou a criação de uma nova modalidade de antecipação de recebíveis do frete, que será lançada no final de junho. Segundo o banco, a adesão ao limite de crédito pelo transportador e embarcador será simplificada e o pagamento antecipado será feito diretamente e sem custos ao caminhoneiro.

"A Caixa Econômica dando o pontapé inicial, acredito que o mercado financeiro vai aumentar a concorrência para atrair esse serviço. Estamos de um mercado de frete estimado em cerca R$ 120 bilhões", disse o diretor-executivo da Confederação Nacional de Transportadores Autônomos (CNTE), Marlon Maues. 

Além disso, a Caixa também anunciou um programa de renegociação de dívidas voltado exclusivamente aos caminhoneiros, com condições facilitadas de parcelamento e quitação de débitos. De acordo com o banco, o pagamento poderá ser feito em até 96 meses, com taxas de juros a partir de 1,14% ao mês e desconto de até 90% para liquidação à vista de dívidas comerciais.

Pesagem

Em outra medida provisória, o governo atualizou os limites de tolerância de peso por eixo no transporte de carga, por meio de uma alteração na Lei 7.408/85. A partir de agora, a tolerância do peso bruto total (PBT) passa de 10% para 12,5% na pesagem por eixo em cargas acima de 50 toneladas. A MP também extingue a tolerância de peso por eixo para os veículos com peso bruto total inferior a 50 toneladas, valendo apenas a tolerância, em relação à carga total, de até 5%.

O objetivo da mudança, segundo o ministro Tarcísio Freitas, é evitar que o motorista penalizado com multa por não conseguir aferir o peso por eixo no momento do carregamento, pois algumas cargas são difíceis de serem distribuídas uniformemente na carroceria.

"[Com a mudança], a gente pega a maioria dos casos onde o deslocamento de carga geram aumento do peso por eixo. Nós estudamos o impacto disso no ciclo de manutenção das rodovias e é mínimo", disse Freitas.   

Outra mudança que consta nesta mesma MP é uma alteração no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), para possibilitar que, caso o veículo seja retido com alguma irregularidade e não seja possível sanar no próprio local da infração, ele poderá ser liberado, desde que ofereça condições de segurança para circulação.

O documento será recolhido e, mediante regularização do veículo, não superior a 15 dias, sendo devolvido após a regularização. Caso o veículo não tenha condições de circulação e precise ficar retido pelas autoridades rodoviárias, o caminhoneiro ficará dispensado de pagar a diária do local nos finais de semana, quando os pátios estão fechados.

Comissão

Por meio de dois decretos, o governo instituiu a Comissão Nacional de Autoridades de Transportes Terrestres (Conatt), que vai coordenar o programa Gigantes do Asfalto. O colegiado deverá se articular com entidades públicas e privadas, incentivar e propor edição de atos normativos.

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Assembleia Legislativa da Paraíba aprova projeto do Deputado Moacir que inclui mel de abelha na merenda escolar.


Vladimir Chaves



A Assembleia Legislativa aprovou Projeto de Lei nº 2091/2020, de autoria do deputado estadual Moacir Rodrigues, que dispõe sobre a inclusão do mel de abelha na merenda escolar da rede estadual de escolas públicas da Paraíba.

A apicultura é hoje considerada uma das grandes opções para a agricultura familiar por proporcionar o aumento de renda, através da oportunidade de aproveitamento da potencialidade natural de meio ambiente e de sua capacidade produtiva.

O Nordeste brasileiro destaca-se com características de clima e de diversidade de flora que lhes conferem elevada competitividade no mercado e a Paraíba tem apresentado um expressivo crescimento da apicultura.

terça-feira, 18 de maio de 2021

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Assembleia impõe derrota ao governador e derruba veto ao projeto que inclui leite de cabra na merenda escolar.


Vladimir Chaves



A Assembleia Legislativa da Paraíba derrubou na manhã de hoje (18), por 25 a 3 o veto do governador João Azevedo, ao Projeto de Lei nº 1.008.2019, de autoria do deputado Walber Virgulino, que obriga a inclusão do leite de cabra, carnes de caprino e ovino na dieta da merenda escolar da rede estadual de ensino.

O governo justificou o veto total ao projeto alegando ser o projeto inconstitucional e contrário ao interesse público. Entretanto a maioria dos deputados seguiu a tese defendida pelo autor do projeto, deputado Walber Virgulino, de que o veto tinha caráter meramente político e traria prejuízos não só aos estudantes, mas também a cadeia produtiva de leita e carne de caprino e ovino.

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Bruno anuncia abertura de 24 novos leitos de covid-19 em Campina Grande


Vladimir Chaves

 


O prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima anunciou na manhã desta terça-feira, 18, a abertura de 24 novos leitos de enfermaria de covid-19. No total, a Secretaria Municipal de Saúde está viabilizando mais cinco leitos no Complexo Hospitalar Municipal Pedro I e 19, no Hospital João XXIII. No geral, a cidade chega a 490 leitos exclusivos para o tratamento de pessoas com o novo coronavírus.

Com a abertura dos leitos do Hospital Pedro I, Bruno Cunha Lima informa que a unidade hospitalar chega a 95 de enfermaria. Somado aos 60 de UTI, são 155 leitos exclusivos para pessoas com o novo coronavírus no hospital, que é a maior referência no tratamento destes pacientes no Estado da Paraíba.

Dos 19 leitos do Hospital João XXIII, nove são conveniados com o Sistema Único de Saúde (SUS) e 10 particulares, que também integram a rede geral de atendimento de pacientes com covid-19 na cidade. A unidade já dispõe de 5 leitos de UTI, conveniados com o Município.

Na semana passada, também por determinação do prefeito Bruno a Secretaria Municipal de Saúde também redirecionou o perfil da Unidade de Pronto Atendimento Dr. Maia, no Alto Branco, para atendimento de covid-19, com mais 19 leitos de enfermaria e 11 de UTI.

Apesar da expansão na estrutura de atendimento, a Secretaria Municipal de Saúde chama a atenção da população para a necessidade de redobrar os cuidados. “É um grande ganho de leitos, resultado de um esforço enorme. Mas a gente reforça que o poder público também tem um limite, que cada cidadão deve contribuir seguindo as medidas de higienização pessoal, fazer o distanciamento social, aqueles que puderem se vacinar tomar a vacina para contribuir nesse momento difícil que a cidade e o estado estão passando”, disse o secretário executivo de Saúde, Gilney Porto.

UPA exclusiva

Na semana passada, o prefeito Bruno Cunha Lima publicou decreto com medidas mais restritivas com relação ao enfrentamento à pandemia. A cidade tem 29.617 casos confirmados da doença e 765 óbitos registrados. A taxa de ocupação geral dos leitos é de 66%.

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Governo Bolsonaro distribui nesta terça-feira (18) 6,4 milhões de doses de vacinas contra covid-19.


Vladimir Chaves

 



O Governo Bolsonaro vai distribuir terça-feira (18), um novo lote de vacinas contra a covid-19. Os 26 estados e o Distrito Federal devem receber pouco mais de 6,4 milhões de doses de imunizantes, sendo 4,7 milhões da AstraZeneca/Oxford, produzidas pela Fiocruz; 1,08 milhão da CoronaVac, do Instituto Butantan, e 647 mil doses do imunizante da Pfizer/BioNTech.

Segundo o ministério, o lote de CoronaVac será enviado a 12 estados que pediram o produto do Instituto Butantan a fim de aplicar a segunda dose da vacina em pessoas que já receberam a primeira dose e precisam concluir o ciclo vacinal.

A BioNTech, da Pfizer, será destinada para aplicação da primeira dose em quem tem uma deficiência permanente e pessoas com comorbidades - incluindo gestantes e puérperas (mulheres que deram à luz nos últimos 45 dias) comórbidas, que também podem receber a CoronaVac.

Segundo recomendações dos fabricantes, a segunda dose da CoronaVac deve ser aplicada em um espaço de quatro semanas após a pessoa ter recebido a primeira dose. A AstraZeneca/Oxford e a BioNTech, em 12 semanas. O Ministério da Saúde orienta a população a tomar a segunda dose da vacina mesmo após estes prazos.

Segundo a pasta, mais de 89,4 milhões de doses de imunizantes já foram distribuídas para todo o país, e mais de 52,7 milhões delas já tinham sido aplicadas até ontem (16).

segunda-feira, 17 de maio de 2021

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Adolescentes enfrentam “síndrome da gaiola” e têm medo da volta às aulas presenciais


Vladimir Chaves



Eles têm entre 15 e 17 anos de idade. Estão na fase das descobertas, das amizades intensas, festas, paqueras e dos estudos. Apesar da euforia da idade, muitos têm enfrentado uma barreira quando o assunto é o retorno às aulas presenciais. Isso porque uma parcela dessa população de adolescentes não quer voltar às aulas nessa modalidade de ensino, durante e após a pandemia da Covid-19. Essa realidade tem preocupado pais e profissionais da saúde, que evidenciam em alguns casos a presença da síndrome da gaiola.

A psicóloga da MedPrev do Sistema Hapvida em João Pessoa, Michelle Costa, afirma que com a pandemia crianças, pré-adolescentes e adolescentes precisaram se adaptar à rotina escolar e a vida social dentro de casa. Com isso, o distanciamento social fez com que a casa, ou até mesmo o quarto, se transformassem no ‘mundo seguro e confortável’ para esses jovens. “O isolamento transformou a possibilidade de uma vida fora de casa e de se relacionar com outras pessoas em algo potencialmente assustador. Essa resistência e ansiedade em sair de casa pode ser chamada de síndrome da gaiola. Na prática, as crianças e adolescentes com a síndrome apresentam ansiedade extrema com a volta das aulas presenciais, por medo de contrair o vírus e até mesmo de levá-lo para casa”, explica.

Michelle esclarece que a síndrome da gaiola carece de atenção para evitar que esta venha a evoluir para uma depressão. “A síndrome da gaiola não se trata de um transtorno que demanda medicamentos para tratar, mas os pais e responsáveis devem estar atentos e conversar com os jovens, a fim de detectar possível nível extremo de ansiedade. Caso esse fator seja identificado, procurar com urgência um psicólogo” orienta.

A psicóloga lembra que apesar de não necessitar de tratamento medicamentoso, a síndrome da gaiola pode trazer consequências para vida dos jovens. “Entre as principais consequências, é possível citar o isolamento social, apatia, crises de ansiedade constantes e, em estados mais graves, a depressão”, elenca.

Estudo – Estudo realizado por um grupo de pesquisadores de 20 universidades americanas, analisando adolescentes, mostrou que os sintomas de depressão aumentaram 28% com seis meses de pandemia. Segundo os autores, o apoio social é um dos fatores que mais protegem contra a depressão dos adolescentes. A conclusão do estudo é a de que políticas públicas durante a pandemia precisam considerar a saúde mental dos adolescentes, como o incentivo à volta das aulas presenciais.

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Crime contra honra no universo on-line pode gerar multa e até seis anos de prisão


Vladimir Chaves



Crimes contra a honra na internet terão pena triplicada e podem render até seis anos de prisão. Isso ficou definido após o Congresso Nacional derrubar 16 dos 24 vetos do Executivo à lei anticrime. O advogado criminalista Joaquim Lorenzoni considera o acréscimo proporcional ao alcance do crime, quando praticado virtualmente.

“Quando feito no mundo virtual, um crime contra a honra é propagado com maior facilidade e velocidade, o que aumenta exponencialmente os efeitos dos danos provocados pela conduta ilícita. É justo que exista uma punição maior nesses casos, já que o grau da ofensa à vítima é muito maior”, aponta.

Ainda de acordo com o criminalista, até mesmo fake news podem ser consideradas crime contra a honra, uma notícia falsa caluniando alguém circulando nas redes, uma postagem difamando outra pessoa se enquadram na infração, pois ferem a dignidade da vítima.

Os crimes contra honra, conforme lista o especialista, são os de calúnia, difamação e injúria. “Calúnia é quando é imputado a alguém, falsamente, um fato que é definido como crime. A difamação é apontar ao outro algo que ofenda sua reputação e a injúria é ofender a dignidade ou o decoro de outra pessoa”, detalha.

Atualmente, a calúnia tem na pena detenção, de seis meses a dois anos, e multa; a difamação detenção, de três meses a um ano, e multa e a injúria prisão de um a seis meses, ou multa. Com a alteração, a penalidade poderá ser três vezes maior em todos os casos. Ele explica que são tipificadas dessa forma as condutas que atentem à honra objetiva ou subjetiva da vítima.

Em um período de tantas informações sem verificação compartilhadas nas redes sociais e ataques orquestrados por situações irrelevantes, o especialista alerta quando um comportamento pode ser considerado crime na esfera virtual. “A partir do momento em que perde o objetivo de informar e entreter, passando a ter a clara intenção de atentar contra a honra do ‘alvo’ do conteúdo.  Inclusive, além de ser responsabilizado criminalmente, o autor também pode responder civilmente por danos morais”, destaca.

Pacote anticrime – É um conjunto de mudanças na legislação que prevê medidas mais duras em alguns delitos. O presidente Jair Bolsonaro chegou a vetar o trecho que abordava a triplicação do crime contra a honra cometido nas redes sociais, mas o veto foi derrubado pelo Congresso Nacional.  Na última semana, o Diário Oficial da União divulgou os vetos, promulgando as mudanças na lei.

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Governo Bolsonaro repassa R$ 370 milhões para o Programa Nacional de Alimentação Escolar.


Vladimir Chaves

 



O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), do Ministério da Educação (MEC), repassou mais de R$ 370 milhões para estados, municípios e escolas federais referentes à quarta parcela do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

 

O programa oferece alimentação escolar e ações de educação alimentar e nutricional a estudantes de todas as etapas da educação básica pública. O Governo Federal repassa, todos os anos, 10 parcelas mensais referentes a valores financeiros de caráter suplementar para a cobertura de 200 dias letivos.

sexta-feira, 14 de maio de 2021

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Caixa antecipa segunda parcela do auxílio emergencial


Vladimir Chaves



A Caixa Econômica Federal anunciou que vai antecipar os pagamentos da segunda parcela do auxílio emergencial. O novo calendário tem início no dia 16 de maio, com os depósitos para os nascidos em janeiro, e vai até o dia 30 de maio para os nascidos em dezembro. Antes, os pagamentos seriam feitos até 16 de junho.

Segundo a Caixa, para os beneficiários do Bolsa Família, nada muda. Eles continuam a receber o auxílio emergencial 2021 da mesma forma e nas mesmas datas do benefício regular.

O segundo ciclo de pagamentos, que estava marcado inicialmente para encerrar em 8 de julho, com a possibilidade de saques para os nascidos em dezembro, agora vai ser finalizado no dia 17 de junho.

Em abril, a Caixa já havia antecipado o pagamento da primeira parcela em cerca de duas semanas.

Quem recebe o auxílio por meio da conta digital poderá movimentá-lo pelo aplicativo Caixa Tem e por meio da rede lotérica. Os valores também poderão ser sacados por meio do Cartão Bolsa Família ou Cartão Cidadão.

Confira o novo calendário:

Nascido em Janeiro  - 16 maio

Nascido em Fevereiro- 18 de maio

Nascido em Março    - 19 de maio

Nascido em Abril    - 20 de maio

Nascido em Maio     - 21 de maio

Nascido em Junho    - 22 de maio

Nascido em Julho    - 23 de maio

Nascido em Agosto   - 25 de maio

Nascido em Setembro - 26 de maio

Nascido em Outubro  - 27 de maio

Nascido em Novembro - 28 de maio

Nascido em Dezembro - 30 de maio

quinta-feira, 13 de maio de 2021

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Uso de cloroquina contra Covid, diz juiz, é decisão consensual entre médico e paciente


Vladimir Chaves



O juiz Roberto Lepper, titular da 2ª Vara da Fazenda Pública da comarca de Joinville, negou liminar em ação popular ajuizada por um grupo de pessoas que solicitava a proibição do município de Joinville em divulgar ações a favor do "tratamento precoce" da Covid-19.

 

No processo, os autores buscam deferimento para que a prefeitura local se abstenha de divulgar, por qualquer meio, que o uso dos fármacos hidroxicloroquina e ivermectina seja eficaz, bem como para que seja proibida de distribuir, utilizar e/ou adquirir os referidos medicamentos na rede pública de saúde.

 

O magistrado, em sede de liminar, negou o pleito. "Apesar de não terem eficácia comprovada no tratamento de quem foi infectado por coronavírus, o Ministério da Saúde deixou a critério dos médicos a escolha em prescrever os fármacos hidroxicloroquina e ivermectina", explica o magistrado. Em sua decisão, Lepper citou que a disponibilização dos medicamentos é padronizada pelo Ministério da Saúde e sua aquisição, segundo o município, é feita diretamente pela União.

 

"Não há ilegalidade ou irregularidade no fato do município de Joinville seguir as diretrizes emanadas do Ministério da Saúde, ainda mais quando isso vem ao encontro de orientação médica, com o paciente cientificado dos efeitos colaterais e da tão propalada possível ineficácia desse tratamento. A prescrição medicamentosa é sempre do médico, não do paciente, a quem cabe aceitar (ou não) receber o(s) fármaco(s) prescrito(s). Além disso, a distribuição das drogas não é franqueada a todos, sendo necessária a exibição de receituário médico para a retirada dos remédios na Farmácia Escola", ponderou o juiz.

 

Parecer do Conselho Federal de Medicina anexado aos autos, destaca Lepper, reforça que "a prescrição dos referidos remédios fica a critério do médico assistente, em decisão compartilhada com o paciente, sendo ele obrigado a relatar ao doente que não existe até o momento nenhum trabalho que comprove o benefício do uso da droga para o tratamento da Covid-19, explicando os efeitos colaterais possíveis e obtendo o consentimento livre e esclarecido do paciente ou dos familiares, quando for o caso".

 

O magistrado conclui que "seja como for, nada vi que me convença" que o município de Joinville queira, por qualquer dos seus representantes ou interlocutores, incentivar a população joinvilense a valer-se desse tratamento no enfrentamento da Covid-19. Ainda cabe recurso ao TJ, embora a ação prossiga em tramitação até decisão de mérito no 1º grau (Autos n. 5013944-89.2021.8.24.0038).

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Governo Bolsonaro distribui mais um lote com 5,7 milhões de doses de vacinas contra Covid-19.


Vladimir Chaves




O Ministério da Saúde (MS) envia aos estados a partir de hoje (13) um novo lote de 5,7 milhões de doses de vacinas contra a covid-19. Neste estoque estão doses da Oxford/AstraZeneca, fabricada pela Fiocruz e da CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.

 

Esta remessa é destinada para a segunda dose de trabalhadores da saúde com faixas etárias de 65 a 69 anos e de 85 a 89 anos, além de povos indígenas, ribeirinhos e comunidades quilombolas e pessoas com deficiência permanente.

 

O MS orienta as pessoas para tomarem a segunda dose mesmo que tenha ultrapassado o tempo indicado. Essa recomendação foi dada em razão da falta de doses para a segunda aplicação devido à falta de matérias-primas, especialmente no caso da CoronaVac, cuja produção teve atraso no envio da China de Ingredientes Farmacêuticos Ativos (IFAs) para a fabricação do imunizante.

 

As doses também são para gestantes e puérperas. O MS emitiu ontem novas recomendações a este público após a morte de uma gestante no Rio de Janeiro depois da aplicação de dose da Oxford/AstraZeneca. Devem ser vacinadas apenas as mulheres deste segmento com comorbidades e com as vacinas da CoronaVac e Pfizer.

 

De acordo com o comitê de especialistas do Programa Nacional de Imunizações, ainda não foi constatada a relação de causalidade entre a vacina e a morte da gestante. O caso está sendo investigado. A suspensão para aplicar a dose do imunizante Oxford/AstraZeneca foi adotada por cautela.

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Prefeitura de Campina Grande prorroga prazo para contestação no Programa de Auxílio Emergencial SuperAção


Vladimir Chaves



A Prefeitura de Campina Grande, por meio da Agência Municipal de Desenvolvimento (Amde) decidiu prorrogar o período de contestação do Programa de Auxílio Emergencial (SuperAção). Um total de 2.684 pessoas tiveram o pedido negado e seus cadastros foram indeferidos. No último dia 05, o prefeito Bruno Cunha Lima orientou sua equipe para que fosse aberto um prazo para contestação, o qual seria encerrado nesta quarta-feira, 12. Porém, esse período foi prorrogado por determinação do chefe do Executivo, dessa vez para o dia 21 deste mês.

O atendimento para este processo continua sendo realizado, de forma presencial, na sede da Amde, localizada na avenida Getúlio Vargas, 828, bairro da Prata, das 8h ao meio-dia e das 13h às 17h.

As pessoas que tiveram seus cadastros deferidos já começaram a receber os créditos em suas contas, com o valor correspondente à primeira parcela do Programa SuperAção, de R$ 200,00. No próximo dia 30 de maio, a Prefeitura de Campina Grande vai creditar a segunda parcela, também no valor de R$ 200,00.

Os inscritos no Programa que tiveram seus cadastros deferidos, mas ainda não receberam a primeira parcela, devem procurar a sede da Amde para regularizar pendências nos documentos anexados ao sistema. Esse atendimento será das 8h ao meio-dia e das 13h às 17h.

A presidente da Amde, Alana Carvalho, garantiu que todos os cadastros deferidos receberão os valores referentes à primeira parcela. No entanto, ela lembrou que a responsabilidade pelo pagamento das parcelas é do Procon, ficando a Amde, nesta etapa do Programa, com a operacionalização das contestações.

Alana Carvalho garantiu ainda, que todos os protocolos de biossegurança, exigidos pelos órgãos de saúde, estão sendo obedecidos. “Criamos um ambiente protegido para melhor atender ao público, não permitindo que nenhum de nós corra riscos em virtude da pandemia da covid-19”, destacou.


Programa Municipal de Auxílio Emergencial

O Programa SuperAção foi criado pelo prefeito Bruno Cunha Lima e lançado no dia 1º de abril. Trata-se de um pacote econômico, orçado em R$ 1,6 milhão, que vai contemplar em sua etapa inicial quatro mil famílias do município. A meta é prestar assistência financeira, de caráter suplementar, ao auxilio emergencial pago pelo Governo Federal.

quarta-feira, 12 de maio de 2021

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Entidades lamentam manutenção de veto a projeto que assegura a servidor direito de se afastar para cuidar de filho com doença rara


Vladimir Chaves



A Federação Norte, Nordeste e Centro Oeste de Doenças Raras (Fedrann) e a Associação de Amigos e Familiares de Doencas Graves e Raras (Afag), por meio da conselheira e delegada Gláucia Karina Ribeiro Barros, lamentaram o veto mantido pelos deputados estaduais paraibanos ao projeto de Lei 796/19, de autoria do deputado Tovar Correia Lima (PSDB), que altera dispositivos da Lei 8.996/09, para autorizar o afastamento de servidora pública que possua filho com doença rara que necessite de atenção permanente ou esteja em tratamento educacional ou terapêutico. Para as entidades, é necessário que o Governo do Estado encaminhe uma matéria com o mesmo teor à Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB).

“Lamentável esse veto não ter sido derrubado pelos deputados estaduais paraibanos. Essa é a prova que eles não têm nenhum olhar para pessoas com doenças raras, com doenças graves, para pessoas com deficiência. É uma pena que a Paraíba, o Estado que tem mais pessoas com deficiência do Brasil, segundo o senso de 2010, tenha deputados que não derrubam um veto de um projeto tão importante como esse. Sugerimos que o governador João Azevêdo encaminhe um projeto igual ao apresentado pelo deputado Tovar para que possa ser aprovado na Assembleia. Esse seria um exemplo e o reconhecimento do governo para milhares de famílias que possuem pessoas com doenças raras e com deficiência”, destacou Gláucia Ribeiro.

Apesar da manutenção do veto, a delegada da Afag agradeceu o empenho do deputado Tovar na apresentação do projeto e na luta pela sua aprovação pelo Poder Legislativo. “Agradecemos ao deputado Tovar que teve esse olhar, elaborou o projeto e lutou pela sua aprovação e pela derrubada do veto. Tenho certeza que se os deputados conhecessem o que é a vida das famílias que têm   pessoas com uma doença grave, rara ou com deficiência dentro de casa, que necessitam de cuidados constantes como fisioterapia, fonoaudiólogo, psicoterapia, médicos constantes, não teriam mantido esse veto. Mas agora sabemos quem votou favorável e quem votou contra essa matéria”, disse, acrescentando que quem não conhece a realidade, não consegue ter empatia.

De acordo com Gláucia Ribeiro, a vacinação contra covid-19 será fundamental para que se tenha conhecimento de quantas pessoas com comorbidades tem na Paraíba, com mais de 18 anos, além de conhecer quais os tipos dessas comorbidades. “Depois disso, teremos um número mais preciso  ou aproximado de quantas pessoas enfrentam as dificuldades para tratamento de saúde no Estado. Somos 13 milhões de pessoas no Brasil com doenças raras, mas na Paraíba ainda não temos essa quantidade exata”, explicou.

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Governo Bolsonaro autoriza investimento de R$ 165,7 milhões para seis estados.


Vladimir Chaves



O Governo Federal autorizou o desbloqueio de R$ 165,7 milhões do Fundo Nacional de Segurança Pública - FNSP (recursos obtidos também via leilões de bens do tráfico de drogas) para investimento nas forças de segurança pública dos estados do Acre, Amapá, Bahia, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Em março, o Governo Federal desbloqueou cerca de R$ 160 milhões do FNSP para investimento em segurança pública nos estados do Mato Grosso do Sul, Amazonas, Paraíba, Goiás e no Distrito Federal.

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