“E disse-lhe Jesus: Em
verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.” Lucas 23:43
Quem tem um chamado de Deus
não deve abandonar a fé por causa dos julgamentos de pessoas religiosas. A
caminhada cristã não pode ser sustentada pela aprovação dos homens, mas pela
graça de Deus.
Infelizmente, muitos acabam
se cansando da hipocrisia religiosa. Pessoas que procuravam na igreja um lugar
de acolhimento, crescimento e comunhão encontram, às vezes, julgamentos,
cobranças excessivas e pessoas mais preocupadas em apontar os erros dos outros
do que em examinar o próprio coração. O crescimento do número de pessoas que se
afastam das instituições religiosas nos faz pensar seriamente sobre isso.
Mas existe uma verdade que
não podemos esquecer: a igreja não é uma reunião de pessoas perfeitas; é uma
comunidade de pessoas imperfeitas que dependem da graça.
O próprio Cristo nos ensinou
isso de maneira poderosa. O primeiro homem a ouvir de Jesus a promessa do
Paraíso não foi um religioso admirado por sua aparência espiritual, mas um
ladrão arrependido que reconheceu sua condição e voltou-se para Cristo. Isso
nos lembra que a salvação não é prêmio para quem se considera perfeito, mas
graça concedida a quem reconhece que precisa de Deus.
A graça escandaliza os
arrogantes porque ela não funciona segundo a lógica do mérito humano.
Quando colocarem em dúvida a
sua fé ou questionarem a sinceridade da sua conversão, não permita que essas
palavras destruam aquilo que Deus está construindo em sua vida. É claro que
devemos ouvir críticas quando elas são feitas com amor e fundamento na Palavra.
Mas não precisamos viver escravizados pela opinião de quem decidiu medir a
espiritualidade dos outros pela aparência, por regras humanas ou por seus
próprios padrões.
Quem coloca a fé em uma
vitrine viverá preocupado com a avaliação dos homens. Mas quem coloca a fé no
coração buscará, acima de tudo, a aprovação de Cristo.
Isso não significa que
devemos ignorar nossos erros. Pelo contrário. Quem conhece verdadeiramente a
Palavra sabe que precisa vigiar, reconhecer suas falhas, confessar seus pecados
e buscar arrependimento. A graça não é uma autorização para permanecer no pecado;
é o caminho pelo qual o pecador encontra perdão e recomeço.
Podemos cair, mas não
precisamos permanecer caídos. Podemos errar, mas podemos nos arrepender.
Podemos ser feridos, mas podemos continuar caminhando.
Nossa esperança não está na
nossa perfeição, mas em Cristo, que morreu por pecadores. O céu não é o destino
daqueles que nunca erraram; é a esperança daqueles que foram alcançados pela
graça, se arrependeram e confiaram em Cristo.
Por isso, não permita que o
julgamento de outras pessoas faça você desistir daquilo que Deus colocou em seu
coração. Não abandone Cristo por causa das falhas de pessoas que também
precisam da graça.
Ao mesmo tempo, precisamos
ter cuidado para não transformar aqueles que nos julgam em nossos inimigos.
Eles também são seres humanos imperfeitos e precisam da mesma graça que nós. Em
vez de alimentar ressentimento, devemos orar por eles. Talvez um dia também
percebam que ninguém permanece de pé por seus próprios méritos.
A verdadeira maturidade
cristã não está em acreditar que somos melhores que os outros. Está em
reconhecer diariamente: “Eu também preciso da graça.”
Quem conhece Cristo não
precisa viver tentando provar sua fé a todo momento. A perseverança, o
testemunho, o arrependimento e os frutos de uma vida transformada falarão por
si mesmos.
Não permita que a religiosidade de alguns apague a beleza do Evangelho. Não permita que o julgamento humano faça você esquecer a misericórdia de Deus.
Continue caminhando.
Continue buscando a Palavra. Continue olhando para Cristo.
Porque o nosso chamado não é
sustentado pela aprovação dos homens, mas pela graça daquele que nos chamou.
E que nunca nos falte
humildade para reconhecer que, assim como aqueles que nos julgam, também somos
dependentes da misericórdia de Deus.
“Quem tem ouvidos, ouça o
que o Espírito diz às igrejas.” Apocalipse 2:7



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