Quando Deus habita em nós


Vladimir Chaves

“Todo aquele que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele em Deus.” (1 João 4:15)

Confessar que Jesus é o Filho de Deus vai muito além de repetir uma frase aprendida na igreja. Em 1 João 4:15, o apóstolo João escreve a cristãos que viviam cercados por dúvidas, falsos ensinos e constantes pressões para distorcer a verdade sobre Cristo. Diante desse cenário, ele deixa algo bem claro: a fé verdadeira começa com o reconhecimento sincero de quem Jesus realmente é.

Essa confissão não nasce apenas da mente, mas do coração, e se revela na maneira de viver. Não se trata apenas de acreditar, mas de entregar a Ele a confiança, a esperança e a direção da própria vida. João afirma que, nesse momento, algo profundo e transformador acontece: Deus passa a permanecer nessa pessoa, e essa pessoa passa a viver em Deus.

Permanecer em Deus significa viver em comunhão constante. É ter a certeza de que não estamos sozinhos, de que Deus caminha conosco no dia a dia, tanto nas alegrias quanto nas lutas. Sua presença não nos isenta dos problemas, mas nos fortalece para enfrentá-los com fé, confiança e amor.

No contexto da carta, João também deixa claro que essa comunhão se manifesta de forma prática. Quem confessa Jesus e permanece em Deus aprende a amar. O amor se torna a marca visível de uma fé genuína; não um amor apenas de palavras, mas aquele que se expressa em atitudes, perdão, cuidado e compromisso com o próximo.

Assim, 1 João 4:15 nos convida a refletir: nossa fé em Jesus é apenas declarada ou verdadeiramente vivida? Quando reconhecemos Jesus como o Filho de Deus e permitimos que Ele governe nossa vida, experimentamos algo precioso: a certeza de que Deus habita em nós, e nós habitamos n’Ele. E onde Deus habita, o amor se torna o caminho, a resposta e o testemunho.

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