“Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (João 14:6) — Uma reflexão


Vladimir Chaves

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida.” Essas palavras foram ditas por Jesus em uma noite marcada por incerteza, medo e tristeza. Sentado à mesa com os discípulos, Ele havia anunciado que partiria. Para homens que caminharam ao Seu lado por tanto tempo, aquilo soou como perda, abandono e profunda confusão.

Tomé dá voz ao sentimento do grupo ao dizer: “Senhor, não sabemos para onde vais; como saber o caminho?” A pergunta é sincera, humana, carregada de angústia. E a resposta de Jesus não vem em forma de mapa, instruções detalhadas ou explicações complexas. Ele não aponta um destino distante. Ele aponta para Si mesmo:

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida.”

Jesus sabia que o coração dos discípulos estava inquieto. Por isso, não oferece um método, mas uma presença. Não diz “sigam estas regras”, mas “sigam a Mim”. O caminho até Deus não é construído por passos humanos, méritos pessoais ou esforços religiosos. Ele é trilhado pela fé em Cristo.

Quando Jesus se apresenta como o caminho, Ele afirma que não estamos perdidos quando andamos com Ele. Mesmo sem compreender tudo, mesmo em meio à dor e às dúvidas, quem caminha com Cristo não anda sem direção. O caminho pode ser estreito e desafiador, mas é seguro, porque é o próprio Jesus quem conduz.

Ao declarar que é a verdade, Jesus nos lembra que, em um mundo repleto de vozes, confusões e enganos, existe uma verdade que não muda. Ele não engana, não falha e não decepciona. Conhecer a verdade não é apenas acumular informações; é viver um relacionamento com Aquele que revela plenamente quem Deus é.

E quando Ele diz que é a vida, aponta para algo que vai além do simples existir. Jesus fala da vida que restaura, que dá sentido, que vence a morte. Uma vida que começa agora, no presente, e se estende pela eternidade. Fora de Cristo pode haver existência, mas somente n’Ele há vida plena.

Por fim, Jesus declara com amor e firmeza: “Ninguém vem ao Pai senão por mim.” Essa não é uma palavra de exclusão, mas de esperança. Deus abriu um caminho, e esse caminho tem nome. A cruz não foi um obstáculo; foi a ponte. O Filho não afastou o Pai; Ele nos conduziu até Ele.

João 14:6 nos lembra que, quando tudo parece incerto, o caminho continua o mesmo. Quando a verdade parece confusa, ela permanece viva em Cristo. Quando a vida perde o sentido, Ele continua sendo a fonte.

Seguir Jesus não é ter todas as respostas. É confiar n’Aquele que é a resposta.


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