PT quer sessão especial para homenagear urnas eletrônicas


Vladimir Chaves



Parlamentares da bancada do PT na Câmara dos Deputados querem realizar uma sessão solene para homenagear os “desenvolvedores e apoiadores” das urnas eletrônicas.

Os deputados Alencar Santana (PT-SP) e o líder do partido na Casa, Zeca Dirceu (PT-PR) foram os responsáveis por protocolar a proposta para realização da sessão solene. Na justificativa, os petistas argumentam que os apoiadores e desenvolvedores da urna “contribuíram para o fortalecimento da nossa democracia”.

“O sistema informatizado de voto no Brasil, com a utilização da urna eletrônica, tem sido alvo de críticas, fake news e desinformação, ao longo do tempo. Após as eleições de 2018, os ataques à utilização da urna eletrônica se intensificaram. A utilização da urna eletrônica, segura e auditável, foi colocada em dúvida até mesmo pelo presidente da República”, afirmaram os parlamentares no pedido.

Entre os nomes que também seriam homenageados por participar do desenvolvimento e implementação das urnas eletrônicas estão o ministro do STF Gilmar Mendes, e o ex-ministro Carlos Velloso, que comandou o TSE na época do início do voto eletrônico.

Relatório aponta nas urnas eletrônicas

No início do ano, o Partido Liberal (PL), sigla do presidente Jair Bolsonaro pediu ao TSE que invalidasse os votos de cinco modelos de urnas eletrônicas: 2009, 2010, 2011, 2013 e 2015. Segundo a legenda, foram encontradas irregularidades nos logs dos equipamentos. Desse modo, somente as urnas do modelo 2020 seriam confiáveis, de acordo com o PL.

segunda-feira, 10 de abril de 2023

 Nenhum comentário

Banco Mundial elogia gestão de Bolsonaro, durante a pandemia


Vladimir Chaves

 


A pandemia do Covid-19 produziu efeitos econômicos nefastos em quase todos os países do mundo. Mas esse não é o caso do Brasil. Foi o que apontou o Relatório Econômico da América Latina e Caribe, divulgados pelo Banco Mundial.

O relatório elogia a política econômica do governo do então presidente Jair Bolsonaro, durante a pandemia. Segundo o relatório o apoio à população mais vulnerável socialmente evitou que diversos brasileiros fossem jogados a linha de pobreza extrema.

Graças a politica de transferência de renda do governo Bolsonaro, durante a pandemia a classe média cresceu em média 2,1 pontos percentuais.

quarta-feira, 5 de abril de 2023

 Nenhum comentário

Vereadores de Campina Grande autorizam operações créditos pela Prefeitura


Vladimir Chaves



A Câmara Municipal de Campina Grande aprovou por maioria a autorização para que a Prefeitura realize operações de crédito direcionadas a financiamentos para execução de um extenso pacote de obras.

Primeiro, os vereadores aprovaram, por 16 votos favoráveis e seis contrários, a autorização para financiamento junto ao Fundo Financeiro para Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata), da ordem de 52 milhões de dólares. Em seguida, foi aprovada também por 16 a 06 a autorização para contrato com o Banco do Brasil, de R$ 40 milhões.

Ambas as matérias, que dependiam de dois terços dos votos dos parlamentares (exatamente dezesseis), foram votadas em dois turnos. Nas duas autorizações aprovadas pelo poder legislativo, o posicionamento dos vereadores foram os mesmos.

Votaram favoráveis os vereadores Luciano Breno, Alexandre do Sindicato, Ivonete Ludgério, Dinho do Papaléguas, Carol Gomes, Dona Fátima, Severino da Prestação, Renan Maracajá, Aldo Cabral, Saulo Germano, Waldeny Santana, Fabiana Gomes, Janduy Ferreira, Saulo Noronha, Hilmar Falcão e Rui da Ceasa; contrários foram Anderson Pila, Olimpio Oliveira, Jô Oliveira, Eva Gouveia, Pimentel Filho e Rostand Paraíba.

 Nenhum comentário

Prefeitura de Campina Grande disponibiliza boletos do IPTU 2023


Vladimir Chaves



A Prefeitura de Campina Grande disponibiliza a partir desta terça-feira, 4, os boletos do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) deste ano. Assim como vem ocorrendo desde 2021, o acesso aos documentos é via online, através do portal da Prefeitura (campinagrande.pb.gov.br). Basta o contribuinte clicar no banner IPTU 2023, localizando o IPTU através da inscrição municipal.

A Secretaria de Finanças (Sefin) informa que o prazo final para pagamento em cota única do IPTU é 30 de abril. Quem efetuar o pagamento integral em uma parcela terá o desconto de 10%. Para que os que optarem por parcelamento, a dedução este ano é de 5%, podendo ser dividido em até nove vezes (parcela mínima de 1 Unidade Fiscal de Campina Grande - UFCG - 63,00). Uma novidade deste ano é o pagamento dos boletos via PIX.

Mais uma vez, a Sefin disponibiliza uma estrutura na sede da pasta, na Avenida Floriano Peixoto, para atendimento aos contribuintes que tiveram algum grau de dificuldade para impressão e pagamento dos boletos.

De acordo com o secretário Gustavo Braga, das Finanças, a cobrança do IPTU este ano contempla mais de 190 mil imóveis cadastrados em Campina Grande. Nos últimos anos, a partir de um trabalho de fiscalização, mais de 50 mil casas, prédios e terrenos que estavam fora do espectro de contribuintes passaram a integrar a planta imobiliária da Prefeitura. O valor projetado de arrecadação é da ordem de R$ 45 milhões.

Por lei, aplicam-se as isenções (apenas do imposto, mantida a taxa de coleta) a templos, fundações, instituições de educação e assistência social sem fins lucrativos e imóveis de programas de habitação social.

terça-feira, 4 de abril de 2023

 Nenhum comentário

Em nota, empresa Novo Nordisk esclarece sobre possível falta de insulina no SUS.


Vladimir Chaves


Em contato com a redação do blog a empresa Novo Nordisk, através de nota, esclarece o posicionamento da empresa quanto a matéria publicada com o título: “Descaso do  governo federal: falta de insulina no SUS pode afetar milhões de brasileiros”.

Segue a integra da nota de posicionamento da Novo Nordisk, referente ao assunto tratado na matéria desse blog.

Segue a nota abaixo.

A Novo Nordisk é uma empresa global de saúde que, há 100 anos, trabalha incansavelmente para vencer o diabetes, a obesidade e outras doenças crônicas graves, agindo sempre para que novas opções terapêuticas cheguem às pessoas. Atuamos de forma ética e responsável e em parceria com o Governo no Brasil, por meio do Ministério da Saúde, para o fornecimento das insulinas humanas R e NPH, bem como insulina análoga de ação rápida asparte.

Sobre o fornecimento de insulina humana R e NPH ao Ministério da Saúde, não há atualmente qualquer problema de fornecimento, sendo que todos os contratos firmados estão sendo atendidos e o Ministério da Saúde está abastecido.

Já a recente repercussão sobre uma possível falta de insulina análoga de ação rápida no SUS, a Novo Nordisk esclarece que tomou conhecimento do fato por meio da imprensa e do Relatório do Tribunal de Contas da União (Acórdão n. 592/2023).

Toda entrega de insulina análoga de ação rápida asparte já acordada com a Novo Nordisk está mantida até a presente data, como previsto em contrato.

A pedido do Ministério da Saúde para nova aquisição de insulina análoga de ação rápida, a companhia apresentou, em março de 2023, duas propostas de fornecimento para canetas de Novorapid® (insulina asparte) para as quais não tivemos retorno.

Mesmo assim, compreendendo a necessidade de reabastecimento rápido dos estoques no SUS, a Novo Nordisk proativamente reorganizou a produção em sua fábrica na cidade de Montes Claros (MG) e fez hoje, 31 de março, uma nova oferta do medicamento ao Ministério da Saúde, com as primeiras entregas já no mês de junho de 2023.

A Novo Nordisk reforça que continua aberta ao diálogo e à cooperação por entender que os pacientes devem estar sempre no centro das decisões. Encaramos a situação de maneira extremamente séria e estamos trabalhando para chegar a melhor solução possível.

Sobre a Novo Nordisk 

A Novo Nordisk é uma empresa líder global em saúde, fundada em 1923 e com sede na Dinamarca. Nosso objetivo é impulsionar mudanças para derrotar o diabetes e outras doenças crônicas graves, como obesidade e doenças raras do sangue e endocrinológicas. Fazemos isso por meio de avanços científicos pioneiros, expandindo o acesso aos nossos medicamentos e trabalhando para prevenir e, em última análise, curar doenças. A Novo Nordisk emprega cerca de 53.000 pessoas em 80 países e comercializa seus produtos em cerca de 170 países.

 

 

segunda-feira, 3 de abril de 2023

 Nenhum comentário

Previsão do mercado financeiro para inflação sobe para 5,96%


Vladimir Chaves


A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, subiu de 5,93% para 5,96% este ano. A estimativa consta no Boletim Focus desta segunda-feira (3), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), em Brasília, com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2024, a projeção da inflação ficou em 4,13%. Para 2025 e 2026, as previsões são de inflação de 4%, para os dois anos.

A estimativa para este ano está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3,25% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 1,75% e o superior de 4,75%.

Segundo o BC, a chance de a inflação oficial superar o teto da meta em 2023 é de 83%.

Da mesma forma, a projeção do mercado para a inflação de 2024 também está acima do centro da meta prevista, fixada em 3%, mas ainda dentro do intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Em fevereiro, puxado pelo grupo educação, com os reajustes aplicados pelos estabelecimentos de ensino na virada do ano, o IPCA ficou em 0,84% , segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, o indicador acumulou alta de 1,37% no ano e de 5,6% nos últimos 12 meses.

Juros

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 13,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A taxa está nesse nível desde agosto do ano passado e é o maior nível desde janeiro de 2017, quando também estava nesse patamar.

Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic encerre o ano em 12,75% ao ano. Para o fim de 2024, a estimativa é de que a taxa básica caia para 10% ao ano. Já para o fim de 2025 e de 2026, a previsão é de Selic em 9% ao ano e 8,75% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira neste ano se manteve em 0,9%, mesma da semana passada.

Para 2024, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país) é de crescimento de 1,48%. Para 2025 e 2026, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 1,8%, para os dois anos.

A expectativa para a cotação do dólar está em R$ 5,25 para o fim deste ano. Para o fim de 2024, a previsão é de que a moeda americana fique em R$ 5,30.

 Nenhum comentário

Vereadora de oposição sinaliza apoio ao projeto que autoriza prefeitura de Campina Grande contrair empréstimo.


Vladimir Chaves


A vereadora Maria de Fátima (Podemos) é mais uma da oposição a sinalizar que pode votar a favor do projeto do Poder Executivo que pede autorização para um empréstimo de U$$ 52 milhões, junto às instituições financeiras.

Segundo a vereadora tanto a oposição como a situação, precisam levar em conta os benefícios que a aprovação deve gerar no município, portanto, não pretende criar obstáculos para a realização de obras que promovam o desenvolvimento da cidade.

Dona Fátima observou que caso o empréstimo solicitado pelo prefeito Bruno Cunha Lima seja aprovado pela Casa, à missão dos vereadores será fiscalizar, cobrar e acompanhar de perto o uso correto dos recursos.

“O nosso papel de vereador é defender os interesses do povo e não interesse político ou projeto pessoal. A nossa missão é fiscalizar a aplicação dos recursos, e ver se realmente o dinheiro estará sendo aplicado corretamente nos projetos apresentados pelo prefeito ", disse.

 Nenhum comentário

Descaso do governo federal: falta de insulina no SUS pode afetar milhões de brasileiros


Vladimir Chaves



A falta de insulina no Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil é um problema que afeta milhões de pessoas com diabetes. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, existem atualmente no país mais de 13 milhões de pessoas vivendo com a doença, representando 6,9% da população nacional.

No entanto, o descaso do governo federal em relação à compra e distribuição de insulina pode levar a uma situação crítica nos próximos meses. O Tribunal de Contas da União (TCU) alertou para o risco de falta do medicamento de ação rápida no SUS a partir do segundo trimestre deste ano, o que pode deixar milhões de brasileiros sem acesso ao tratamento necessário para controlar sua condição de saúde.

Segundo o TCU, o Ministério da Saúde realizou dois pregões para adquirir o medicamento, em agosto de 2022 e em janeiro deste ano, ambos sem sucesso. Atualmente, o estoque da pasta conta com 196.015 unidades de insulina de ação rápida, que deve durar somente até maio, segundo a análise da Corte de Contas.

Diante da iminência do desabastecimento, o ministério iniciou um processo de compra emergencial de insulina, aberto a empresas internacionais. A compra pretende adquirir 1,3 milhão de tubetes de 3 ml, e a primeira entrega, com 673 mil unidades, seria entregue em até 60 dias. A segunda, com a mesma quantia, em até 150 dias.

No entanto, o processo de compra emergencial não foi fácil. O Departamento de Logística em Saúde (Dlog) do ministério questionou as três empresas autorizadas a revender o produto. A Sanofi alegou restrição mundial do fornecedor de canetas aplicadoras, assim como capacidade reduzida para fabricar embalagens. A Novo Nordisk relatou demanda acima do esperado, que ocasionou restrição no fornecimento. Já a Eli Lilly afirmou que não conseguiria atender o volume e o cronograma estipulados.

O contrato emergencial foi formalizado com a Novo Nordisk em 7 de março, mas a situação crítica do abastecimento de insulina no SUS do Brasil coloca em xeque a capacidade do governo federal em garantir a saúde e o bem-estar da população. A falta de insulina pode levar a complicações graves para os pacientes com diabetes, e em casos extremos, pode até mesmo levar à morte.

Diante disso, é importante ressaltar a gravidade do problema e a necessidade urgente de medidas eficazes para garantir o fornecimento adequado de insulina para os pacientes com diabetes no país. A falta de ação por parte do governo federal pode configurar um crime de genocídio, uma vez que coloca em risco a vida de milhões de brasileiros que dependem desse medicamento para sobreviver.

TCnews

sexta-feira, 31 de março de 2023

 Nenhum comentário

Desemprego sobe no primeiro trimestre do governo petista e atinge 9,2 milhões de brasileiros.


Vladimir Chaves


A taxa de desocupação chegou a 8,6% no trimestre encerrado em fevereiro, um aumento de 0,5 ponto percentual (p.p.) na comparação com os três meses anteriores. Esse é o menor resultado para o período desde 2015 (7,5%). O número de desocupados cresceu 5,5% e chegou a 9,2 milhões de pessoas, o que representa um acréscimo de 483 mil pessoas à procura por trabalho. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), divulgada hoje (31) pelo IBGE.

A queda do número de ocupados foi de 1,6%, com retração de 1,6 milhão de pessoas no mercado de trabalho frente ao trimestre anterior. Com isso, o nível de ocupação, percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, chegou a 56,4%, queda de 1,0 p.p. na mesma comparação.

Entre as categorias que mais perderam postos de trabalho no período estão o empregado sem carteira no setor público (-14,6% ou menos 457 mil), o empregado sem carteira assinada no setor privado (-2,6% ou menos 349 mil pessoas) e o trabalhador por conta própria com CNPJ (-4,8% ou menos 330 mil). O número de empregados com carteira assinada no setor privado ficou estável após seis trimestres consecutivos de crescimento significativo.

Ainda na comparação com o trimestre anterior, houve redução de 206 mil pessoas na categoria dos empregadores, que agora soma 4,1 milhões de pessoas. Já o número de trabalhadores domésticos ficou estável e é estimado em 5,8 milhões. A taxa de informalidade também ficou estável no trimestre (38,9%).

No mesmo período, não houve crescimento de ocupação em nenhum dos setores analisados pela pesquisa. Quatro deles tiveram retração no período: Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (-2,7%, ou menos 471 mil pessoas), Indústria geral (-2,7%, ou menos 343 mil pessoas), Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (-2,3%, ou menos 202 mil pessoas) e Outros serviços (-3,2%, ou menos 171 mil pessoas). Os outros setores investigados se mantiveram estáveis.

Com o aumento da desocupação e a retração no número de pessoas ocupadas, a população fora da força de trabalho cresceu 2,3%, o que representa 1,5 milhão de pessoas a mais. Na mesma comparação, a força de trabalho potencial, estimada em 7,3 milhões, ficou estável. Esse grupo reúne aqueles que não estavam ocupados nem procuravam uma vaga no mercado, mas tinham potencial para se transformarem em força de trabalho. O número de desalentados também ficou estável quando comparado ao trimestre anterior. Eles somam 4 milhões de pessoas.

 Nenhum comentário

Contas do Governo Lula têm rombo de R$ 41 bilhões em fevereiro, o pior resultado em 30 anos


Vladimir Chaves



As contas do governo federal registraram déficit primário de R$ 41 bilhões em fevereiro. Os dados foram divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional na tarde desta quinta-feira (30).

As despesas do governo superaram as receitas em R$ 41 bilhões, sem considerar o pagamento de juros da dívida pública.

O resultado foi o pior da série histórica atualizada pela inflação do Tesouro para meses de fevereiro. Ele também foi o pior na série nominal, sem atualização pela inflação. Ambas as séries tiveram início em 1997.

 Nenhum comentário

Senador Rogério Marinho pede inclusão de Lula no inquérito das fake news


Vladimir Chaves



O senador Rogério Marinho (PL-RN), encaminhou pedido ao STF solicitando que inclua o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no inquérito das fake news. O motivo da representação é a fala do chefe do Executivo de que a operação da Polícia Federal para desarticular o plano de uma facção criminosa, que pretendia tirar a vida de autoridades, teria sido uma armação do senador Sérgio Moro.

 

Na última quarta-feira, 22, a PF realizou uma operação para desarticular um grupo criminoso que planejava ataques contra servidores públicos e autoridades, incluindo homicídios e extorsão mediante sequestro. A ação, que foi executada nos estados do Mato Grosso do Sul, Rondônia, São Paulo, Paraná e Distrito Federal, prendeu 9 pessoas.

 

De acordo com o parlamentar, a propagação de informações falsas para tentar desmoralizar o sistema judiciário brasileiro, é grave. “Não vamos tolerar esse comportamento”, disse.

 

“Questionar o trabalho desenvolvido pela Polícia Federal, pelo Ministério da Justiça e pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, sem qualquer embasamento, é atentar contra as instituições republicanas. O direito à liberdade de expressão do Presidente da República não é absoluto”, diz um trecho do pedido encaminhado pelo senador ao STF.

 

“Tais episódios, relatados e provados, demonstram reprovável conduta adotada pelo Exmo. Senhor Presidente da República, de se utilizar das prerrogativas do cargo para divulgar informações falsas e, assim, desacreditar sérias investigações conduzidas pela Polícia Federal e acompanhadas pelo Poder Judiciário Federal, além de atentar contra o exercício do mandato parlamentar de um Senador da República”, acrescentou o líder da oposição no Senado.

 

O senador também enviou representação à Advocacia Geral da União (AGU), responsável pela Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia, uma instância destinada ao enfrentamento à desinformação sobre políticas públicas. No documento, ele apresentou novas manifestações de Lula contra o senador Sérgio Moro ditas nesta semana.

quinta-feira, 30 de março de 2023

 Nenhum comentário

Senado desarquiva projeto que permite prisão após condenação em segunda instância


Vladimir Chaves



O Plenário aprovou o desarquivamento de projeto de lei do Senado que disciplina a prisão após a condenação em segunda instância, a pedido do senador Sérgio Moro (União-PR), bem como proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata do mesmo tema e acaba com a competência das duas Casas legislativas de deliberar sobre a manutenção ou não de prisão em flagrante de parlamentar.

Ao apresentar questão de ordem, em Plenário, Sérgio Moro defendeu a aprovação de requerimento de sua autoria (65/2023), como forma de possibilitar o desarquivamento do projeto de lei que trata da prisão após condenação em segunda instância (PLS 166/2018).

— Acabei de fazer uso da palavra, mas também para fazer o pedido sobre o requerimento, que reativa o projeto de lei que já havia sido aprovado pela CCJ [Comissão de Constituição e Justiça], que ele possa ser votado, esse desarquivamento. E que, doravante, no futuro, nós possamos discutir um momento oportuno para a pauta. Mas, nesse momento o desarquivamento eu pediria, que faz parte na verdade de toda essa luta que temos que ter como nação, como país, essa luta contra a impunidade. Isso não é só a impunidade contra a corrupção, mas a impunidade contra o crime em geral, o crime violento, o crime organizado. E a nossa tarefa não estará completa se nós não nos preocuparmos e não trabalharmos com esse tema — afirmou.

O PLS 166/2018 determina que a prisão por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente decorrente de juízo de culpabilidade poderá ocorrer a partir da condenação em segundo grau, em instância única ou recursal. A proposta foi arquivada no final da legislatura passada.

Por sua vez, a PEC 13/2018 altera o artigo 53 da Carta Magna como forma de legitimar a prisão após condenação em segundo grau; acaba com a competência da Câmara e do Senado de deliberar sobre a manutenção ou não de prisão em flagrante de parlamentar; e elimina a competência da Câmara e do Senado de sustar o andamento de processos contra parlamentares por crimes ocorridos após a diplomação. Apresentada pelo ex-senador Alvaro Dias e outros parlamentares, a matéria foi arquivada no final da última legislatura. 

 Nenhum comentário

O crime não pode vencer o Brasil


Vladimir Chaves



As invasões do MST, os planos do PCC contra Sergio Moro e os atos de terrorismo provocados por facções do Rio Grande do Norte revelam que a ameaça do crime organizado persiste no Brasil. Apesar da queda na taxa de homicídios nos últimos anos, ainda figuramos entre os países mais violentos do mundo. Nosso império da lei é frágil: requer uma constante defesa de suas linhas com um líder nacional que tente fornecer pelo menos o básico para assegurar a ordem.

Em vez disso, temos Lula. Um presidente da República condenado por corrupção que, entre frases desencontradas, considera “armação” a operação da Polícia Federal contra um enorme plano de ataque do PCC a autoridades. Que faz vista grossa a delitos do MST durante invasões a fazendas produtivas e a empresas inovadoras.

Num clima de ingenuidade militante típico de inícios de mandato, o governo Lula lançou na semana passada a nova versão do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci 2). O programa tem muitas palavras bonitas mas poucos detalhes de ações concretas. Promete focar no combate ao chamado racismo estrutural, na violência contra a mulher e em políticas para presos e ex-presidiários. Terá uma bolsa de R$ 900 por mês para profissionais da segurança enquanto atenderem a aulas sobre direitos humanos.

Ainda que o racismo e a violência contra a mulher sejam graves problemas da sociedade brasileira, salta aos olhos a pouca atenção que o governo Lula deu ao crime organizado – uma ameaça que afeta brasileiros de todos os sexos, classes e etnias. Durante o evento de lançamento do Pronasci no Complexo da Maré, Lula e o ministro da Justiça, Flávio Dino, pouco falaram sobre a violência promovida por milícias, facções e traficantes. Em vez disso, repetiram críticas à atuação de policiais.

“Salta aos olhos a pouca atenção que o governo Lula deu ao crime organizado – uma ameaça que afeta brasileiros de todos os sexos, classes e etnias.”

O Partido Novo acredita que o combate ao crime no Brasil não precisa de invenções ou criatividade ideológica: precisa do básico para assegurar o império da lei. Há no país 341 mil mandados de prisão em aberto, de acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). São milhares de assassinos, estupradores e assaltantes já condenados pela Justiça que circulam livremente pelas nossas ruas. Parece um tanto óbvio, mas um caminho para manter a queda na violência no Brasil é mandar condenados para a cadeia.

Ainda mais assustador é constatar que muitos criminosos sequer passaram pela Justiça. Um levantamento de 2022 concluiu que o país esclarece apenas 37% dos homicídios. Estados do Nordeste, com maior índice de violência, têm taxas ainda menores de elucidação: na Bahia, somente 24% dos homicídios são esclarecidos. O plano de combate ao crime anunciado pelo governo Lula mal toca nesse problema.

Mesmo em relação à violência doméstica, ainda precisamos do básico. Só na Justiça do Rio de Janeiro há mais de 120 mil processos de agressão contra mulheres à espera de julgamento. Nossa Justiça cara, demorada e ineficiente expõe milhares de mulheres ao risco de agressão e morte.

Em vez da prometida pacificação do país, o governo Lula está entregando o contrário: mais conflitos e acirramento ideológico, leniência diante de ameaças do MST e de facções como o PCC. Essa postura ameaça não só interromper – mas reverter – a queda das taxas de homicídio que o país viveu nos últimos anos.

Editorial do site novo.org.br

 Nenhum comentário

Câmara aprova repúdio a Lula, primeiro da história a um presidente


Vladimir Chaves



A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados aprovou nota de repúdio ao presidente Lula, pela declaração sobre a Operação Sequaz, da Polícia Federal, que, em 22 de março, prendeu nove integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) por planos de assassinar o senador Sergio Moro (União-PR) e outras autoridades.

No dia seguinte, Lula riu, ao ser questionado sobre a operação, e afirmou que se tratava de “uma armação do Moro”. Para a comissão, que aprovou a moção apenas com cinco votos contrários (de quatro deputados do PT e um do Psol), o pronunciamento de Lula “significa um total desrespeito à Polícia Federal e também a todas as autoridades públicas que estavam sendo ameaçadas e correndo o risco de ter suas vidas ceifadas pela criminalidade”.

Na nota, os parlamentares afirmam que o presidente faltou com o decoro que o cargo exige. “Não podemos permitir e encarar com naturalidade a fala do presidente da República que desmoraliza publicamente aquela instituição.”

Com a nota de repúdio, a Comissão de Segurança reafirma “nosso respeito pela instituição Polícia Federal e por todas as autoridades públicas que são ameaçadas em razão de suas funções”, escreveram os parlamentares. O presidente da comissão, Ubiratan Sanderson (PL-RS), disse que se trata de “uma fala desprezível e ameaçadora à lisura da Polícia Federal e aos ameaçados”

Revista Oeste

quarta-feira, 29 de março de 2023

 Nenhum comentário

Senado: Comissão equipara atos do crime organizado e das milícias aos de terrorismo


Vladimir Chaves



A Comissão de Segurança Pública (CSP) aprovou nesta projeto que tipifica como atos terroristas às condutas praticadas em nome ou em favor de grupos criminosos organizados. A proposta também altera as penas para esses atos.

O PL 3.283/2021 foi apresentado pelo senador Styvenson Valentim (Podemos-RN), e altera a Lei Antiterrorismo (Lei 13.260, 2016), a Lei Antidrogas (Lei 11.343), a Lei das Organizações Criminosas (Lei 12.850), e o Código Penal (Decreto-Lei 2.848, de 1940), para equiparar as ações de grupos criminosos organizados à atividade terrorista.

O parecer foi elaborado pelo senador Alessandro Vieira (PSDB-SE) e lido ad hoc pelo senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) com a inclusão de algumas emendas. Alessandro também incluiu os atentados e ameaças à vida de funcionários públicos nas ações tipificadas como crime. A mudança foi feita depois que, no dia 22 de março, uma operação da Polícia Federal (PF) prendeu nove integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), que planejavam atacar servidores e autoridades públicas.

Com isso, serão equiparados ao crime de terrorismo as condutas de participação, promoção, planejamento, organização, ameaça, comando, facilitação ou financiamento de atentado a vida ou integridade dessas pessoas. 

Ameaça às instituições

Styvenson criticou o fato de as organizações criminosas ameaçarem o Estado e suas instituições e, mesmo assim, serem autuadas com uma legislação antiga, à qual, segundo ele, não penaliza de forma correspondente os criminosos. 

— Não dá para chegar ao limite de ter autoridades, de ter funcionários públicos, pessoas sendo ameaçadas pelo grupo organizado, pelo crime organizado, pelas milícias. Eu falo de criminosos, não estou falando de organizações civis que buscam ali seus direitos políticos. Estou falando de organizações criminosas que articulam, que planejam, que de forma ardilosa, atentam contra a vida de pessoas que utilizam da lei para manter a segurança, a ordem, a paz dentro dos nossos estados — afirmou Styvenson. 

O projeto prevê que serão punidas com pena de 12 a 30 anos de prisão condutas praticadas em nome ou em favor dessas organizações que, entre outras: limitam a livre circulação de pessoas, bens e serviços e mantenha monopólio territorial, qualquer outro tipo de controle social ou poder paralelo, seja em zona urbana ou rural, com uso de violência ou ameaça. 

O texto explicita que as atividades equiparadas a terrorismo serão aquelas consideradas mais gravosas, que afetam e causam terror na vida de comunidades e regiões, o que inclui o tráfico de drogas e a formação de milícias. 

Por outro lado, a constituição de duas ou mais pessoas para organizar, manter ou custear organização paramilitar, milícia particular, grupo ou esquadrão terá pena de cinco a dez anos de prisão e pagamento de R$ 2 mil a R$ 3 mil de multa por dia. Hoje a penalidade é de um a três anos de prisão. A fixação dessa pena veio após pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O parecer de Alessandro previa pena de quatro a dez anos de reclusão.  

Em relação à Lei Antidrogas, a proposta enquadra no crime de terrorismo a associação de duas ou mais pessoas para o fim de praticar, reiteradamente ou não, o tráfico de entorpecentes. Também nesse caso, Mourão decidiu acatar de  Flávio Bolsonaro  fixando a mesma pena: reclusão de cinco a dez anos, e pagamento de R$ 1,2 mil a R$ 2 mil de multa por dia. Atualmente, a pena é de três a dez anos de prisão, e pagamento de R$ 700 a R$ 1,2 mil de multa por dia. O parecer inicial previa prisão de quatro a dez anos. 

Atentados a autoridades

Alessandro ressalta em seu parecer que "as atividades equiparadas a terrorismo são aquelas consideradas mais gravosas, que afetam e causam terror na vida de comunidades e regiões”. Inicialmente ele havia colocado no seu voto que os atos a serem tipificados são os com a “finalidade de provocar terror social ou generalizado, expondo a perigo pessoa, patrimônio, a paz pública ou a incolumidade pública”. Mas acabou acatando sugestão de Flávio Bolsonaro e Jaques Wagner (PT-BA) substituindo a expressão “terror social” por “distúrbios civis”. 

O texto do relator ainda equipara a terrorismo às condutas de promoção, participação, planejamento, organização, ameaça, comando, facilitação ou financiamento de atentado contra a vida ou integridade física de funcionário público, sem prejuízo das sanções correspondentes à violência, e de fuga de presos, exclusivamente quando praticadas por grupos criminosos. No conceito de funcionário público estão incluídos servidores estatutários, celetistas, membros dos Poderes e eventuais funcionários temporários.

— O agente da lei é que tem que se proteger, não tem liberdade para circular. Então, nós estamos perdendo a guerra. Não reconhecer que nós estamos perdendo a guerra já é ruim. Então eu acho que esse projeto é mais do que oportuno — disse o senador Esperidião Amin (PP-SC) ao elogiar a iniciativa. 

O texto original previa a inclusão do requisito de quatro ou mais pessoas para a configuração dos crimes de associação para o tráfico e constituição de milícia privada, mas o relator retirou a previsão porque considerou que poderia ter como consequência a extinção do delito antes previsto no ordenamento jurídico, descriminalizando as condutas realizadas sob a vigência da lei anterior.

Milícias

O relator considerou o projeto pertinente e necessário para tornar mais efetivo o combate aos grupos criminosos organizados no país. “O desaparecimento do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Philips em 2022, encontrados mortos, apontam o fenômeno do alastramento das organizações criminosas oriundas do Sudeste pelo país, direcionando interesses para a Região Amazônica em que são estabelecidas conexões e simbioses entre diferentes tipos de crimes, com a formação de redes transnacionais”, afirmou no parecer.

Durante o debate, os senadores destacaram que as populações que mais sofrem com a atuação de organizações criminosas são aquelas reiteradamente excluídas do acesso a serviços estatais básicos em razão da ação dos próprios grupos criminosos e pela configuração de novos atores que se estabeleceram nos últimos vinte anos: as milícias. Eles ressaltaram que esses grupos têm imposto decisões legais e extralegais às comunidades e controlam a economia de territórios de maneira ilícita e violenta. 

— Não é possível que um brasileiro não fique triste com os dados. Nós vivemos num país que, tradicionalmente foi marcado pela convivência, pela coexistência, pela tolerância entre os diferentes, um povo cordial, como se dizia. Mas nós  temos zonas de exclusão — observou Amin.

O protesto foi reforçado pelos senadores Magno Malta (PL-ES) e Eduardo Girão (Podemos-CE). Eles observaram que essa zona de exclusão vem crescendo ao longo dos anos por uma série de fatores. Entre eles, a falta de políticas preventivas e de políticas de enfrentamento. 

— Lá no Ceará tem cidadão, não só em Fortaleza, como no interior do estado, que precisa pedir autorização para entrar no seu bairro. Autorização a facções criminosas. O crime organizado está mandando ao ponto de expulsar famílias (…). Eu acho que a gente está dando um passo — disse Girão. 

 Nenhum comentário