Salmos 26.12: Firmes em terreno plano


Vladimir Chaves

“O meu pé está firme em terreno plano; nas congregações bendirei o Senhor.” Salmos 26:12

A vida é uma caminhada e em alguns momentos encontramos caminhos tranquilos; em outros, enfrentamos terrenos difíceis, cheios de obstáculos, incertezas e lutas. Por isso, uma das maiores necessidades do cristão é ter os pés firmados.

Quando Davi declara: “O meu pé está firme em terreno plano”, ele está falando de estabilidade. Não significa que nunca enfrentaria dificuldades, mas que havia encontrado segurança para continuar caminhando.

Quem confia em Deus pode até passar por dias difíceis, mas não precisa viver dominado pelo medo, pela dúvida ou pelo desânimo. Deus pode nos sustentar quando nossas próprias forças parecem insuficientes.

Ter os pés firmes não significa nunca cair; significa ter em quem se apoiar para levantar e continuar.

O terreno plano também nos lembra que Deus deseja nos conduzir por um caminho de retidão. Quando nossos passos estão de acordo com a Palavra de Deus, encontramos uma direção segura. O mundo pode apresentar muitos caminhos, mas nem todo caminho conduz à vida.

Por isso, precisamos perguntar constantemente: Onde estou colocando os meus pés? Em que estou firmando a minha vida?

Nossa segurança não deve estar nas pessoas, nas circunstâncias, no dinheiro, na política, na saúde ou nas coisas que podem mudar. Tudo isso é passageiro. A nossa verdadeira segurança está no Senhor.

Mas Davi acrescenta algo muito importante: “nas congregações bendirei o Senhor.”

Ele não queria permanecer sozinho. Depois de falar sobre seus pés firmes, ele fala sobre estar entre aqueles que adoram a Deus.

Isso nos ensina que a caminhada cristã não foi feita para ser vivida isoladamente. Precisamos da comunhão, da Palavra, da oração.

A congregação é também lugar de gratidão. Quando Deus nos sustenta, devemos testemunhar. Quando Ele nos livra, devemos agradecer. Quando Ele nos fortalece, devemos adorá-lo.

Talvez alguém esteja hoje passando por um terreno difícil. Talvez os passos estejam cansados e o caminho pareça incerto. Salmos 26:12 nos lembra que Deus pode firmar os nossos pés.

Não precisamos saber tudo sobre o caminho que está à nossa frente. Precisamos apenas continuar confiando naquele que conhece o caminho.

Se Deus firmou seus pés, não volte para o terreno de onde Ele o tirou. Continue caminhando. Continue confiando. Continue congregando. Continue adorando.

Porque o objetivo de Deus não é apenas nos fazer permanecer de pé, mas nos fazer permanecer de pé para glorificar o Seu nome.

“O meu pé está firme em terreno plano; nas congregações bendirei o Senhor.”

Que esta seja também a nossa declaração:

Senhor, firma os meus passos, fortalece a minha fé e conserva-me no teu caminho. E, enquanto eu caminhar, que a minha vida seja uma expressão de gratidão e louvor ao teu nome. Amém.

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

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Quando a religião ocupa o lugar de Cristo


Vladimir Chaves


“Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.”
Mateus 15:8

Há uma religiosidade dos nossos dias que fala muito de Deus, mas pouco vive para Deus. Tem discurso de santidade, mas pouca prática de amor; conhece muitos versículos, mas não conhece o poder transformador da Palavra; defende doutrinas com força, mas muitas vezes não consegue demonstrar misericórdia, perdão e humildade.

É uma religião preocupada com aparência, posição, título e reconhecimento. Preocupa-se com quem está no púlpito, com quem canta, com quem prega e com quem ocupa determinados lugares, mas pode esquecer aquilo que realmente importa: o estado do coração diante de Deus.

Jesus confrontou exatamente esse tipo de religiosidade. Ele não se impressionava com roupas, títulos ou aparência de santidade. Ele olhava para dentro.

E esse confronto continua necessário hoje.

Há pessoas que aprenderam a parecer cristãs, mas não aprenderam a viver como discípulas de Cristo. Aprenderam a repetir palavras corretas, mas não aprenderam a amar. Aprenderam a apontar o pecado dos outros, mas não permitem que Deus confronte os seus próprios pecados.

A Bíblia declara:

“Tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes.” 2 Timóteo 3:5

Que palavra forte! Tendo forma de piedade. É possível parecer espiritual e, ao mesmo tempo, estar espiritualmente distante de Deus.

O problema é quando a religião deixa de ser um caminho para aproximar o homem de Deus e passa a ocupar o lugar do próprio Deus.

Cristo não morreu para que construíssemos uma fachada religiosa. Ele morreu para nos dar uma nova vida.

“E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” 2 Coríntios 5:17

Uma fé verdadeira precisa produzir mudanças. Se a pessoa diz que segue Cristo, mas continua alimentando o ódio, a arrogância, a mentira, a falta de perdão, a injustiça e o desprezo pelo próximo, alguma coisa está profundamente errada.

Não basta carregar uma Bíblia debaixo do braço se a Palavra não estiver governando o coração.

Não basta levantar as mãos no culto se elas não estão dispostas a servir.

Não basta falar “Senhor, Senhor” se a vida não demonstra submissão ao Senhor.

O mundo não precisa de mais religiosos de aparência. Precisa de cristãos verdadeiramente transformados por Cristo.

Precisamos voltar ao Evangelho que confronta o pecado, mas também transforma o pecador; que ensina a verdade, mas também produz amor; que chama à santidade, mas também nos ensina a ter misericórdia.

A pergunta que precisamos fazer não é: “Eu pareço um cristão?”

A pergunta é muito mais séria: “Cristo realmente está vivendo em mim?”

Porque no fim, Deus não será impressionado pela nossa aparência religiosa. Ele olha o coração.

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Guia-me na tua verdade: quando precisamos deixar Deus conduzir nossa vida


Vladimir Chaves

“Guia-me na tua verdade e ensina-me, pois tu és o Deus da minha salvação; em quem eu espero todo o dia.” Salmo 25:5

Há momentos na vida em que não precisamos de mais uma opinião. Precisamos de direção.

Existem caminhos que parecem certos, mas podem nos levar para longe da vontade de Deus. Existem decisões que, aos nossos olhos, parecem perfeitas, mas somente o tempo revela suas consequências. E há momentos em que simplesmente não sabemos o que fazer.

É nessas horas que a oração de Davi se torna a nossa oração: “Guia-me na tua verdade e ensina-me.”

Essa pequena frase revela um coração que aprendeu uma grande lição: não basta caminhar; é preciso saber para onde estamos indo.

Não quero apenas escolher o caminho; quero que Deus me guie. Davi poderia ter pedido uma bênção para seus projetos. Poderia ter pedido que Deus abrisse as portas que ele desejava.

Mas ele pede algo diferente.

“Guia-me.”

Isso significa entregar a Deus o direito de conduzir.

Muitas vezes queremos que Deus abençoe o caminho que já escolhemos. Tomamos nossas decisões, fazemos nossos planos e depois pedimos que Deus esteja conosco.

Mas a oração de Davi nos ensina uma postura diferente: “Senhor, antes de escolher o meu caminho, mostra-me o teu caminho.”

Quando deixamos Deus conduzir, precisamos aceitar que nem sempre o caminho escolhido por Ele será aquele que escolheríamos por nós mesmos.

Algumas portas Deus abrirá. Outras Ele fechará.

Algumas respostas chegarão rapidamente. Outras exigirão espera.

E, em determinados momentos, Deus poderá nos levar por caminhos que não compreendemos. Mas fé é continuar caminhando quando ainda não conseguimos enxergar tudo.

“Ensina-me”: um coração disposto a aprender

Davi não pede somente direção. Ele também pede: “Ensina-me.”

Aqui encontramos uma das maiores demonstrações de humildade espiritual. Quem pede para ser ensinado reconhece que ainda não sabe tudo.

Às vezes, queremos que Deus mude as circunstâncias, quando Deus deseja primeiro mudar alguma coisa dentro de nós.

Pedimos que Ele retire uma dificuldade, mas talvez aquela dificuldade esteja nos ensinando perseverança.

Pedimos uma resposta imediata, mas talvez Deus esteja trabalhando nossa paciência.

Pedimos que uma porta se abra, mas talvez Deus esteja nos ensinando a confiar quando ela permanece fechada.

Nem toda demora significa abandono, nem todo silêncio significa ausência, nem toda porta fechada significa derrota.

Às vezes, Deus está ensinando enquanto esperamos.

A verdade de Deus é diferente da nossa verdade.

Todos têm uma opinião, uma explicação e uma maneira diferente de enxergar a vida. Mas o cristão precisa aprender que nem tudo que parece certo é certo, nem tudo que a maioria aprova agrada a Deus e nem tudo que traz prazer produz vida.

Por isso precisamos da Palavra de Deus como referência para nossos pensamentos, decisões e atitudes.

Quando a nossa vontade entra em conflito com a verdade de Deus, não é a verdade que precisa mudar. É a nossa vontade que precisa ser transformada.

“Tu és o Deus da minha salvação”

Davi sabe em quem está colocando sua confiança.

Ele não diz: “Eu sou capaz de resolver tudo.”

Ele diz: “Tu és o Deus da minha salvação.”

Essa declaração muda tudo.

Nossa segurança não está na nossa inteligência, na nossa experiência ou na nossa capacidade de controlar as circunstâncias.

Nossa segurança está em Deus.

Podemos não saber o que acontecerá amanhã, mas Deus sabe, podemos não enxergar o caminho inteiro, mas Deus enxerga, podemos não compreender determinadas situações, mas Deus continua sendo Deus.

E quando nossa confiança está nele, podemos descansar mesmo quando as circunstâncias ainda não mudaram.

Esperar é uma forma de fé

Davi termina dizendo: “Em quem eu espero todo o dia.”     

Esperar talvez seja uma das coisas mais difíceis para o ser humano. Queremos respostas rápidas. Queremos soluções imediatas. Queremos saber o que acontecerá amanhã.

Deus, porém, muitas vezes trabalha no tempo da preparação antes de nos entregar aquilo que estamos esperando.

A espera pode parecer silêncio, mas pode estar produzindo maturidade. Pode parecer atraso, mas pode estar evitando algo que ainda não conseguimos perceber.

Pode parecer que Deus não está fazendo nada, quando, na verdade, Ele está trabalhando em lugares que nossos olhos não conseguem alcançar.

Esperar em Deus não é perder tempo. É confiar no tempo de Deus.

Aprenda a pedir um coração capaz de compreender aquilo que Deus deseja ensinar.

E, quando não souber para onde ir, não tenha vergonha de dizer: “Senhor, eu não sei. Mas tu sabes. Guia-me.”

Quando Deus guia, podemos caminhar em paz

“Guia-me na tua verdade e ensina-me, pois tu és o Deus da minha salvação; em quem eu espero todo o dia.” Salmo 25:5

Quando não souber o caminho, peça direção. Quando não compreender o processo, peça sabedoria. E quando a resposta demorar, continue esperando. Porque aquele que entrega seus passos a Deus nunca estará caminhando sozinho.

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

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Deus meu, Deus meu: uma profecia cumprida na cruz


Vladimir Chaves

“Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que se acham longe de minha salvação as palavras de meu bramido?Salmo 22:1

Há palavras na Bíblia que atravessam os séculos e encontram seu pleno significado em outro momento da história. O Salmo 22 é um desses textos.

Davi começa com um profundo clamor: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”. À primeira vista, parecem palavras de alguém tomado pela dor e pela sensação de abandono. Porém, diante dos acontecimentos da crucificação, percebemos algo muito maior.

Séculos depois, pendurado na cruz, Jesus pronunciou palavras praticamente idênticas:

“Eli, Eli, lemá sabactâni?”

“Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” Mateus 27:46

Marcos também registra:

“Eloí, Eloí, lamá sabactâni?”

“Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” Marcos 15:34

Não foi apenas uma coincidência. Jesus estava vivendo, diante dos olhos das pessoas, aquilo que havia sido anunciado no Salmo 22.

A dor de Cristo já estava anunciada

O Salmo 22 apresenta acontecimentos impressionantes relacionados ao sofrimento do Messias.

O salmista fala de zombaria: “Todos os que me veem zombam de mim...” Salmo 22:7

Na cruz, Jesus também foi ridicularizado.

O salmo declara: “Confiou no Senhor! Livre-o ele...” Salmo 22:8

E, durante a crucificação, aqueles que estavam ao redor de Jesus zombavam de sua confiança em Deus.

Mais adiante encontramos outra imagem impressionante:

“Repartem entre si as minhas vestes e sobre a minha túnica deitam sortes.” Salmo 22:18

Séculos depois, os soldados fizeram exatamente isso com as roupas de Jesus.

Quando colocamos essas passagens lado a lado, percebemos que o Salmo 22 não é apenas um lamento sobre sofrimento. Ele aponta para algo que encontraria sua expressão plena na cruz.

“Por que me desamparaste?”

Talvez esta seja uma das frases mais difíceis de compreender.

Jesus, o Filho de Deus, clama: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”

Isso não significa que Jesus tivesse deixado de confiar no Pai.

Observe a primeira palavra: “Deus meu”.

Mesmo no momento mais profundo de sua agonia, Jesus se dirige a Deus como “meu Deus”. Existe dor, mas também confiança; existe sofrimento, mas não abandono da fé.

Em meio à escuridão da cruz, Jesus estava apontando para o Salmo 22, mostrando que aquilo que acontecia fazia parte do propósito de Deus.

A cruz não foi um acidente, nem a crucificação uma derrota. A cruz fazia parte do plano de redenção.

O sofrimento não significava que Deus havia perdido o controle. Pelo contrário: na cruz, Deus realizava aquilo que havia sido anunciado nas Escrituras.

O que para os homens parecia fracasso, para Deus era redenção. O que parecia derrota era o caminho para a vitória.

Do clamor ao louvor

Existe algo muito importante no Salmo 22: ele começa com um grito de angústia: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”

Mas não termina no desespero.

Ao longo do salmo, a esperança volta a aparecer, e o texto termina exaltando a fidelidade de Deus. Isso nos ensina uma grande verdade: a dor não é o capítulo final para quem confia em Deus.

A cruz teve o sofrimento da sexta-feira, mas não terminou ali.

Veio a ressurreição.

Por isso, quando Jesus pronuncia as palavras do Salmo 22 na cruz, devemos olhar não apenas para a dor daquele momento, mas também para aquilo que estava sendo realizado através dela.

Uma palavra para nós

Talvez existam momentos em nossa vida em que também perguntamos: “Deus meu, por que isso está acontecendo?”

Há momentos em que oramos e parece que Deus está em silêncio. A dor pode ser tão grande que não conseguimos enxergar o propósito.

Mas o Salmo 22 nos ensina que podemos levar nossa dor a Deus sem abandonar nossa confiança.

Jesus também passou pelo sofrimento, experimentou a angústia e clamou.

Mas a história não terminou na cruz. A cruz foi o caminho para a ressurreição.

Assim também, aquilo que hoje parece incompreensível pode não ser o fim da história.

Quando Jesus disse: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”

Ele não estava apenas expressando a profundidade de seu sofrimento. Suas palavras também nos levam de volta ao Salmo 22, que descreve de maneira extraordinária aspectos do sofrimento que seriam vistos na crucificação.

O Salmo 22 aponta para a cruz.

A cruz aponta para a redenção.

E a ressurreição revela que o sofrimento não teve a palavra final.

Por isso, quando passarmos por momentos de dor, podemos aprender com Cristo: podemos chorar, perguntar e sentir a angústia, mas ainda podemos dizer: “Deus meu.”

Porque, mesmo quando não entendemos o caminho, Deus continua sendo Deus.

E aquele que transforma a cruz em ressurreição também pode transformar nossas lágrimas em testemunho, nossa dor em aprendizado e nossa noite em uma manhã de esperança.

terça-feira, 8 de setembro de 2026

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“A letra mata”: O versículo que virou desculpa para não estudar a Bíblia


Vladimir Chaves

Quando a ignorância é confundida com espiritualidade

Existe um ditado que, infelizmente, encontrou espaço em determinados ambientes eclesiásticos: “A letra mata, mas o Espírito vivifica.” O problema não está na frase bíblica, mas na maneira irresponsável como ela é utilizada. Muitos que não querem estudar a Bíblia recorrem a 2 Coríntios 3:6 como uma espécie de escudo contra o conhecimento. Pior ainda, alguns utilizam esse versículo para desqualificar e até ofender aqueles que estudam Teologia, pesquisam as Escrituras e procuram compreender corretamente o texto bíblico. É como se estudar fosse sinal de frieza espiritual, enquanto falar sem preparo fosse prova de unção. Usar 2 Coríntios 3:6 para justificar preguiça intelectual é um erro hermenêutico grave.

Paulo não estava dizendo que o conhecimento mata, nem condenando o estudo, muito menos ensinando que o cristão deve abandonar a razão para ser espiritual. O contexto deixa claro que Paulo está fazendo um contraste entre a Antiga Aliança, marcada pela Lei, e a Nova Aliança, marcada pela ação vivificadora do Espírito. Portanto, o contraste não é “conhecimento versus Espírito Santo”; é “Antiga Aliança versus Nova Aliança”. Arrancar uma frase do contexto para transformá-la em argumento contra o estudo bíblico é inverter completamente o sentido do texto. A Lei, escrita em tábuas de pedra, não tinha como transformar o coração humano por si mesma; a Nova Aliança, por meio do Espírito Santo, produz transformação interior e vida. É disso que Paulo está tratando, e não de uma guerra entre conhecimento e espiritualidade.

Precisamos ter coragem para dizer algo que talvez incomode: há pessoas que não estudam porque não querem estudar. Não querem conhecer contexto histórico, não querem aprender hermenêutica, não querem pesquisar o significado das palavras, não querem confrontar suas interpretações com o contexto das Escrituras. E, quando alguém questiona determinada interpretação, respondem: “Não precisa estudar tanto; a letra mata, mas o Espírito vivifica.” Isso não é profundidade espiritual; muitas vezes, é apenas uma maneira religiosa de proteger a própria preguiça intelectual. E quando aquele que estuda é chamado de “intelectual demais”, “frio”, “querendo aparecer”, “sem unção” ou “apegado à letra”, temos um problema ainda maior: a ignorância está sendo transformada em virtude e o conhecimento em defeito.

O argumento se torna ainda mais frágil quando observamos a própria vida de Paulo. Ele era um homem preparado para os padrões de sua época, conhecia profundamente as Escrituras judaicas, possuía formação religiosa e demonstrava extraordinária capacidade de argumentação. Quando encontrou Cristo, Paulo não jogou seu conhecimento fora. Cristo não destruiu sua capacidade intelectual; Cristo redirecionou-a. Paulo passou a utilizar seu conhecimento para defender a fé, ensinar as igrejas, corrigir erros doutrinários e explicar as verdades do Evangelho. Se conhecimento fosse inimigo da ação do Espírito, seria difícil explicar a profundidade teológica de suas cartas.

A falta de estudo bíblico e de formação teológica também pode produzir uma liderança mimada, insegura e arrogante, que não aceita ser questionada, corrigida ou confrontada pelas Escrituras. Quando falta conhecimento, muitas vezes sobra improvisação; quando falta preparação, sobra performance; e quando falta conteúdo, alguns tentam compensar com aquilo que possuem naturalmente: eloquência, personalidade forte, voz potente e domínio do ambiente. O problema surge quando essas características naturais passam a ser automaticamente chamadas de “unção do Espírito Santo”. Nem todo homem que fala alto está cheio do Espírito. Nem todo pregador que grita está ungido. Nem toda voz embargada é quebrantamento. Nem toda emoção no púlpito é manifestação espiritual. Nem toda eloquência é revelação, e nem todo impacto emocional é transformação espiritual.

É preciso entender que volume não é unção. Um microfone amplifica a voz, mas não amplifica a verdade. Uma pregação pode ser silenciosa e profundamente poderosa; outra pode ser barulhenta, emocionalmente intensa e teologicamente vazia. O Espírito Santo não precisa de gritos para provar sua presença, nem depende de efeitos dramáticos. A Palavra de Deus já possui autoridade. O pregador não precisa fabricar uma atmosfera de poder; precisa ser fiel ao texto. Gritar não substitui conteúdo, emoção não substitui exegese e eloquência não substitui conhecimento.

Por isso, precisamos abandonar essa falsa oposição entre Teologia e espiritualidade. Não precisamos escolher entre estudar e ter o Espírito Santo. Podemos estudar profundamente e depender profundamente do Espírito. Podemos abrir bons livros e dobrar os joelhos em oração. Podemos utilizar a razão sem abandonar a fé. Podemos buscar conhecimento sem perder a humildade. Na verdade, quanto mais conhecemos a grandeza de Deus, mais percebemos o quanto ainda temos para aprender. O verdadeiro conhecimento não deveria produzir arrogância, mas temor, humildade e responsabilidade.

Uma liderança que não aceita ser ensinada acaba presa às próprias limitações. Se alguém apresenta uma interpretação diferente, o líder responde com autoridade em vez de responder com as Escrituras; se alguém faz uma pergunta, interpreta como afronta; se alguém apresenta uma correção, chama de rebeldia; se alguém estudou mais determinado assunto, é acusado de “ter muita letra” “querer aparecer”. Isso cria uma liderança que não cresce porque não aceita aprender. E uma liderança que não aceita aprender inevitavelmente começa a repetir seus próprios erros.

A Igreja não precisa escolher entre unção e conhecimento. Precisa de líderes que orem, estudem, conheçam as Escrituras, reconheçam seus próprios limites, saibam dizer “não sei”, pesquisem antes de ensinar e não tenham vergonha de consultar bons estudiosos. Liderar não significa saber tudo, mas estar disposto a continuar aprendendo. Teologia não é inimiga da espiritualidade; teologia sem vida pode ser vazia, mas espiritualidade sem conhecimento pode ser facilmente manipulada pelo erro.

Portanto, precisamos devolver 2 Coríntios 3:6 ao seu contexto. “A letra mata” não é uma autorização para a ignorância, um salvo-conduto para preguiçosos, uma arma contra estudantes ou uma condenação da Teologia. Paulo estava falando sobre a Antiga e a Nova Aliança. Antes de acusar alguém de “viver na letra” porque estuda, talvez seja necessário fazer uma pergunta mais honesta: será que o problema está realmente no conhecimento do outro, ou na minha falta de disposição para aprender?

A Igreja precisa abandonar a ideia de que ignorância é sinônimo de espiritualidade. Precisamos estudar mais, orar mais, pensar mais, examinar mais e conhecer melhor as Escrituras. O Espírito Santo não teme uma Bíblia estudada; Ele é o Espírito da verdade. A verdadeira unção não tem medo do conhecimento. Ela transforma conhecimento em sabedoria, sabedoria em caráter e caráter em serviço.

Por isso, não diga: “Não preciso estudar porque tenho o Espírito.” Diga: “Porque tenho o Espírito, quero conhecer cada vez mais a Palavra que Ele inspirou.” Essa é uma espiritualidade mais madura. Talvez seja justamente disso que a Igreja esteja precisando: menos performance no púlpito, menos arrogância religiosa, menos desculpas para não estudar e muito mais Bíblia, humildade, caráter e dependência do Espírito Santo.

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

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Não seja a mosca que apodrece o perfume


Vladimir Chaves

“Assim como a mosca morta faz exalar mau cheiro e inutilizar o unguento do perfumador...” Eclesiastes 10:1

O perfume era precioso, mas uma pequena mosca podia contaminá-lo e fazê-lo perder o seu valor. Assim também acontece na igreja: uma pequena semente de divisão, quando tolerada, pode contaminar uma comunidade inteira. Uma palavra, uma intriga, uma suspeita, uma fofoca ou uma acusação podem parecer pequenas, mas podem abrir uma ferida que, se não for tratada, destruirá relacionamentos, comunhão e confiança.

Provérbios 6:16-19 declara que Deus odeia seis coisas e que a sétima é abominação: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que maquina pensamentos perversos, pés que se apressam para o mal, testemunha falsa e aquele que semeia contendas entre irmãos.

E aqui está uma advertência que não pode ser suavizada:

Não dívida a igreja!

Não coloque irmão contra irmão!

Não crie lados!

Não forme grupos para isolar ou perseguir alguém!

Não alimente fofocas!

Não alimente suspeitas!

Não use a Palavra de Deus para colocar irmãos uns contra os outros!

Não distorça palavras!

Não alimente acusações para destruir a reputação de um irmão!

Não use seu cargo, sua influência para produzir desunião!

Não faça acepção entre irmãos!

Não use a igreja para satisfazer ressentimentos, disputas ou vinganças!

Para de dividir! Pare de incitar! Pare de alimentar contendas!

Quem promove divisão precisa compreender a gravidade do que está fazendo. Não está apenas causando um problema entre pessoas; está contaminando o ambiente de toda uma igreja. E quando alguém fere repetidamente um irmão até fazê-lo abandonar a congregação, isso não deve ser tratado como uma simples “diferença de opinião”. Há uma vida sendo ferida. Há comunhão sendo destruída. Há um irmão sendo afastado do lugar onde deveria encontrar amor, acolhimento e restauração.

Não seja você a mosca que levou alguém a desistir da igreja. Não empurre para fora aquele que Cristo deseja ver restaurado. Não destrua com palavras aquilo que Deus levou anos para construir na vida de uma pessoa.

Se houver conflito, reconcilie. Se houver mágoa, perdoe. Se houver diferença, converse. Se ouvir uma acusação, não a espalhe. Se alguém tentar envolver você em uma contenda, não participe. Se uma conversa estiver destruindo um irmão, encerre-a. Se perceber uma divisão começando, corte-a pela raiz.

Não seja combustível para a divisão. Seja um freio contra ela. Não permita que essa mosca chegue ao seu coração.

E você que semeia as contendas, as fofocas, pare enquanto há tempo. Arrependa-se. Peça perdão. Reconstrua aquilo que você ajudou a destruir. Não espere que o tempo apague aquilo que suas atitudes provocaram, tire a mosca do seu coração antes que ela apodreça.

Porque existe uma diferença entre resolver um problema e espalhar um problema. Existe diferença entre corrigir um irmão e destruí-lo. Existe diferença entre buscar justiça e promover vingança. E existe uma diferença enorme entre defender a verdade e usar a verdade como arma para ferir pessoas.

Não transforme a sua ferida em uma arma. Não transforme sua opinião em uma guerra. Não transforme seu descontentamento em divisão.

A igreja pertence a Cristo.

Não divida aquilo que Cristo comprou com seu sangue. Não destrua aquilo que Ele está edificando. Não transforme irmãos em inimigos.

Lembre-se: Deus declara abominação aquele que semeia contendas entre irmãos. Portanto, leve essa palavra a sério.

Uma, não divida.

Restaure, não destrua

Reconcilie, não provoque.

Cure, não fira.

Promova a paz, não a contenda.

E, acima de tudo: NÃO SEJA A MOSCA QUE APODRECE O PERFUME.

Seja o bom perfume de Cristo.

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Além da religião: Quando o conhecimento da verdade nos liberta


Vladimir Chaves

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” João 8:32

Milhões de pessoas se identificam como evangélicas. Frequentam igrejas, participam de cultos, cantam louvores, acompanham pregadores, compartilham versículos e defendem suas convicções religiosas. Mas existe uma pergunta que precisa ser feita; e talvez ela seja incômoda, mas necessária:

Quantas dessas pessoas realmente conhecem o Evangelho de Cristo?

É possível conhecer o ambiente da igreja sem conhecer as Escrituras. É possível memorizar versículos sem compreender a mensagem bíblica. É possível repetir discursos religiosos durante anos sem jamais questionar se aquilo que aprendeu corresponde, de fato, ao que a Bíblia ensina.

E talvez seja justamente aí que esteja uma das maiores armadilhas da religiosidade: ela pode produzir a sensação de conhecimento sem necessariamente produzir conhecimento.

Jesus falou sobre liberdade, mas essa liberdade está diretamente relacionada ao conhecimento da verdade. Não de uma verdade inventada por homens, adaptada aos interesses de grupos ou sustentada apenas pela tradição, mas da verdade revelada por Deus.

Quando a religião ocupa o lugar da verdade

Religião, por si só, não é sinônimo de transformação.

Uma pessoa pode cumprir rituais, seguir costumes, frequentar reuniões e defender determinadas doutrinas e, ainda assim, carregar dentro de si medo, culpa, ignorância e dependência de autoridades humanas.

Jesus encontrou esse problema entre pessoas profundamente religiosas.

Os escribas e fariseus conheciam a Lei, dominavam as tradições e eram respeitados religiosamente. Entretanto, Jesus os confrontou porque havia uma distância entre aquilo que ensinavam e aquilo que viviam.

Em Mateus 23, Cristo expõe essa contradição de maneira contundente. O problema não era simplesmente conhecer a Lei; era transformar o conhecimento religioso em aparência, enquanto o coração permanecia distante de Deus.

Isso deveria nos fazer refletir.

Não basta perguntar se uma pessoa é religiosa. É preciso perguntar se ela conhece a verdade e se essa verdade está transformando sua vida.

Conhecer a Bíblia pode ser desconfortável

Existe uma razão pela qual alguns preferem receber a fé pronta: pensar dá trabalho.

Examinar as Escrituras exige tempo, comparar textos exige atenção, conhecer o contexto exige estudo, reconhecer que determinada crença pode estar equivocada exige humildade.

Por isso, muitas vezes é mais fácil simplesmente aceitar:

“Meu pastor disse.”

“Minha igreja ensinou.”

“Aprendi assim.”

“Todo mundo acredita dessa maneira.”

Mas a Bíblia apresenta outro caminho.

Os cristãos de Bereia ouviram Paulo e, em vez de aceitar suas palavras automaticamente, “examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim” (Atos 17:11).

Eles ouviam, analisavam e conferiam.

Essa deve ser uma característica de uma fé madura.

A verdade não precisa ter medo de ser examinada.

Quem realmente deseja conhecer a Deus não deveria fugir das perguntas sinceras. Deveria buscar respostas nas Escrituras.

O perigo de acreditar sem conhecer

Quando uma pessoa não conhece a Bíblia, torna-se muito mais fácil ser conduzida para qualquer direção.

Um versículo fora do contexto pode parecer uma doutrina.

Uma opinião pessoal pode ser apresentada como revelação.

Uma tradição pode adquirir autoridade de mandamento bíblico.

Um costume pode ser tratado como requisito para a salvação.

E, pouco a pouco, a pessoa deixa de seguir aquilo que está escrito para seguir aquilo que alguém afirmou estar escrito.

Esse é um dos perigos mais sérios da ignorância espiritual.

Quem não examina a Palavra pode acabar confundindo a voz de Deus com a voz dos homens.

Oséias registrou uma advertência que merece reflexão: “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento.” Oséias 4:6

A falta de conhecimento não é um problema pequeno.

Ela pode produzir escravidão espiritual.

O Evangelho não é um sistema de controle

Cristo não veio estabelecer um sistema religioso, Ele veio anunciar o Reino de Deus, chamar pessoas ao arrependimento, revelar o Pai, oferecer perdão e conduzir o ser humano a uma nova vida.

O centro do Evangelho não é uma denominação.

Não é uma placa de igreja.

Não é um líder religioso.

Não é uma tradição.

O centro do Evangelho é Jesus Cristo.

Paulo declarou: “Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado.” 1 Coríntios 2:2

Quando Cristo deixa de ser o centro, a religião começa a ocupar o espaço que deveria pertencer a Ele. E quando isso acontece, a fé pode se transformar em uma disputa permanente por costumes, posições, interpretações e tradições.

Discute-se muito sobre religião e conhece-se pouco sobre Cristo.

A verdade não existe para confirmar nossas opiniões

Estudar a Bíblia exige uma postura que nem sempre estamos dispostos a assumir: a disposição de sermos corrigidos por aquilo que lemos.

Não devemos abrir as Escrituras apenas para encontrar argumentos que confirmem aquilo em que já acreditamos. Devemos abri-las também para descobrir onde estamos errados.

Essa talvez seja uma das formas mais honestas de buscar a verdade.

Quando lemos a Bíblia dessa maneira, algumas convicções serão fortalecidas, outras precisarão ser revistas, algumas tradições serão confirmadas, outras revelarão que nunca tiveram o fundamento bíblico que imaginávamos.

Isso pode ser desconfortável.

Mas crescer espiritualmente também significa aprender a abandonar aquilo que não pode permanecer diante da verdade.

Paulo escreveu: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente.” Romanos 12:2

A transformação começa também pela mente, uma mente que não pensa é facilmente conduzida, uma fé que não conhece as Escrituras torna-se vulnerável.

Viver além da religião

Viver além da religião não significa abandonar a igreja, desprezar a comunhão cristã ou rejeitar a fé. Significa não permitir que a estrutura religiosa substitua o relacionamento com Cristo.

A igreja tem seu lugar, o pastor tem sua função, o professor de EBD tem sua importância, a comunhão é necessária. Mas nenhum deles pode assumir a responsabilidade que cada cristão possui de conhecer a Palavra de Deus.

Não entregue sua consciência completamente às mãos de outras pessoas.

Ouça pregadores, mas confira. Aprenda com professores, mas examine. Respeite líderes, mas não transforme seres humanos em autoridades acima das Escrituras.

Leia a Bíblia. Compare textos. Conheça o contexto. Faça perguntas. Ore. Pense. E permita que a Palavra confronte aquilo que precisa ser confrontado.

Desperte

Talvez seja necessário romper com uma ideia muito comum: a de que frequentar uma igreja automaticamente significa conhecer o Evangelho.

Não significa.

Assim como possuir uma Bíblia não significa conhecê-la.

Ter acesso à verdade não é a mesma coisa que viver pela verdade. É possível carregar uma Bíblia debaixo do braço e continuar preso a conceitos que ela nunca ensinou.

É possível falar constantemente de Jesus e conhecer muito pouco sobre aquilo que Ele ensinou.

É possível defender a fé com intensidade e nunca ter parado para examiná-la profundamente.

Por isso, o chamado é simples, mas profundo: Desperte.

Questione aquilo que precisa ser questionado.

Examine aquilo que lhe ensinaram.

Não aceite uma afirmação apenas porque foi pronunciada em um púlpito.

Conheça as Escrituras, conheça o contexto, conheça o Evangelho. E, acima de tudo, conheça Cristo.

A verdadeira liberdade

A liberdade prometida por Jesus não consiste simplesmente em fazer aquilo que desejamos. A verdadeira liberdade é deixar de ser escravo da mentira.

É libertar-se do medo produzido pela ignorância.

É abandonar a culpa manipulada pela religiosidade.

É romper com superstições.

É deixar de depender cegamente da interpretação de outras pessoas.

É compreender a graça.

É conhecer a verdade.

É viver uma fé consciente, fundamentada e transformada pelo Evangelho.

Por isso Jesus também declarou: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” João 8:36

A liberdade cristã não está em viver sem limites, mas em deixar de ser governado pelo que nos escraviza.

E poucas coisas escravizam tanto quanto uma mentira aceita como verdade.

Conheça a verdade

A pergunta mais importante não é: “Você é evangélico?”

A pergunta importante é: “Você conhece o Evangelho?”

Não apenas o nome de Jesus, não apenas histórias bíblicas, não apenas versículos decorados.

Não apenas os ensinamentos recebidos de sua denominação.

Mas o Evangelho, a mensagem de Cristo, Sua graça, seu chamado ao arrependimento, sua morte, sua ressurreição, seu senhorio, seu convite para uma vida transformada.

Porque existe uma diferença enorme entre ser religioso e ser discípulo.

A religião ensina comportamentos, Cristo transforma o coração.

A religião cria dependência de homens, o Evangelho conduz à verdade.

A religião preserva tradições, a Palavra confronta e transforma.

Por isso, não tenha medo de conhecer, não tenha medo de perguntar, não tenha medo de descobrir.

A verdade não precisa ser protegida da investigação. Ela precisa ser conhecida.

Desperte, questione, estude, conheça a Bíblia, conheça o Evangelho, conheça Cristo.

E permita que a verdade não apenas mude aquilo que você pensa, mas transforme aquilo que você é.

Porque o objetivo do Evangelho não é produzir pessoas simplesmente religiosas, mas discípulos que conheçam a verdade, sigam a Cristo e vivam em liberdade.

A graça do Senhor Jesus seja com todos.

sábado, 5 de setembro de 2026

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