“Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.” Mateus 15:8
Há uma religiosidade dos
nossos dias que fala muito de Deus, mas pouco vive para Deus. Tem discurso de
santidade, mas pouca prática de amor; conhece muitos versículos, mas não
conhece o poder transformador da Palavra; defende doutrinas com força, mas muitas
vezes não consegue demonstrar misericórdia, perdão e humildade.
É uma religião preocupada
com aparência, posição, título e reconhecimento. Preocupa-se com quem está no
púlpito, com quem canta, com quem prega e com quem ocupa determinados lugares,
mas pode esquecer aquilo que realmente importa: o estado do coração diante de
Deus.
Jesus confrontou exatamente
esse tipo de religiosidade. Ele não se impressionava com roupas, títulos ou
aparência de santidade. Ele olhava para dentro.
E esse confronto continua
necessário hoje.
Há pessoas que aprenderam a
parecer cristãs, mas não aprenderam a viver como discípulas de Cristo.
Aprenderam a repetir palavras corretas, mas não aprenderam a amar. Aprenderam a
apontar o pecado dos outros, mas não permitem que Deus confronte os seus próprios
pecados.
A Bíblia declara:
“Tendo forma de piedade, negando-lhe,
entretanto, o poder. Foge também destes.” 2 Timóteo 3:5
Que palavra forte! Tendo
forma de piedade. É possível parecer espiritual e, ao mesmo tempo, estar
espiritualmente distante de Deus.
O problema é quando a
religião deixa de ser um caminho para aproximar o homem de Deus e passa a
ocupar o lugar do próprio Deus.
Cristo não morreu para que
construíssemos uma fachada religiosa. Ele morreu para nos dar uma nova vida.
“E, assim, se alguém está em
Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram
novas.” 2 Coríntios 5:17
Uma fé verdadeira precisa
produzir mudanças. Se a pessoa diz que segue Cristo, mas continua alimentando o
ódio, a arrogância, a mentira, a falta de perdão, a injustiça e o desprezo pelo
próximo, alguma coisa está profundamente errada.
Não basta carregar uma
Bíblia debaixo do braço se a Palavra não estiver governando o coração.
Não basta levantar as mãos
no culto se elas não estão dispostas a servir.
Não basta falar “Senhor,
Senhor” se a vida não demonstra submissão ao Senhor.
O mundo não precisa de mais
religiosos de aparência. Precisa de cristãos verdadeiramente transformados por
Cristo.
Precisamos voltar ao
Evangelho que confronta o pecado, mas também transforma o pecador; que ensina a
verdade, mas também produz amor; que chama à santidade, mas também nos ensina a
ter misericórdia.
A pergunta que precisamos
fazer não é: “Eu pareço um cristão?”
A pergunta é muito mais
séria: “Cristo realmente está vivendo em mim?”
Porque no fim, Deus não será
impressionado pela nossa aparência religiosa. Ele olha o coração.


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