Delegados do Pará repudiam troca de delegado que investigava ação de ONGs em incêndios criminosos.


Vladimir Chaves


A Associação e o Sindicato dos Delegados de Polícia do Pará lançaram nota de repúdio contra a decisão do governador Helder Barbalho, que inexplicavelmente afastou o delegado que presidia o caso Fogo do Sairé, José Humberto Melo Jr.

Nas redes sociais, o governador Helder Barbalho tentou justificar sua iniciativa de interferir nas investigações que chegaram a quatro suspeitos de incendiarem criminosamente áreas de preservação ambiental, o governador substituiu o delegado responsável pelas investigações pelo diretor da Delegacia Especializada em Meio Ambiente, Waldir Freire.

O presidente da SINDELP classificou o ato do governador como “político” e diz que tomará todas as providências para garantir a prerrogativa do delegado substituído.

Antes da decisão de substituição, contraditoriamente o governo do estado do Pará, também em uma nota publicada, havia ressaltado ” que NÃO interfere em investigações da Polícia Civil, que é autônoma“

Veja a nota na íntegra:

A ASSOCIAÇÃO E SINDICATO DOS DELEGADOS DE POLÍCIA DO PARÁ, vêm a público repudiar a “determinação ” do Governador do Estado que substituiu o presidente do Inquérito Policial que apura o incêndio em Alter do Chão, numa violação afrontosa à Lei 12.830, que preceitua que: O Inquérito Policial ou outro procedimento previsto em lei em curso somente poderá ser avocado ou redistribuído por superior hierárquico, mediante despacho fundamentado, por motivo de interesse público ou nas hipóteses de inobservância dos procedimentos previstos em regulamento da corporação que prejudique a eficácia da investigação (art. 2°, parágrafo 4° da Lei 12.830/13) . Reiteramos o apoio ao Delegado que presidiu o IPL e que foi ilegalmente afastado da presidência dos autos. Salientamos que as representações classistas ingressarão com o remédio jurídico cabível para reparar tal ilegalidade.

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

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Romero abre o Natal Iluminado 2019, na noite desta sexta-feira.


Vladimir Chaves


O prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues abre oficialmente na noite desta sexta-feira (29), a versão 2019 do projeto Natal Iluminado. A solenidade está marcada para as 19h, às margens do Açude Velho, em frente ao monumento em homenagem aos Pioneiros, onde foi erguida e será simbolicamente acesa uma árvore iluminada de 30 metros de altura. Logo em frente ao local do evento, também foi montada uma estrutura especial natalina na Praça José Américo.

No Natal Iluminado 2019, a Rua Maciel Pinheiro, no Centro da cidade, será contemplada com um teto de luz estendendo-se ao longo de 80 metros.

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Câmara aprova urgência e novo marco legal do saneamento deve ser votado na próxima semana.


Vladimir Chaves


O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27), por 269 votos a 113, o regime de urgência para o novo marco regulatório do saneamento básico (PL 361/19). O projeto poderá ser incluído na pauta de votações da próxima semana.

O relator da proposta, deputado Geninho Zuliani (DEM-SP), espera que o texto seja aprovado na próxima terça-feira (3), mas a medida não tem acordo entre os líderes e deverá sofrer resistência de parte do Plenário. O tema já foi objeto de medidas provisórias que perderam a vigência sem votação em razão da falta de acordo.

O ponto principal do projeto é estabelecer prazo para licitação obrigatória dos serviços de saneamento, em que empresas privadas e estatais competirão. Hoje, os prefeitos e governadores podem optar pela licitação ou por firmar termos de parceria diretos com as empresas estatais.

As estatais poderão renovar o termo, mas novos contratos de programa serão proibidos após a publicação da lei.

Zuliani disse que a intenção é dar segurança jurídica para o investimento privado. “Falta dinheiro na saúde, na educação, e precisamos de R$ 600 bilhões de investimento em saneamento básico”, afirmou. “Temos que trazer dinheiro de fora, dos fundos internacionais, e dos fundos nacionais. E, para atrair esse investimento, precisamos ter segurança jurídica, uma boa regulação”, emendou.
Para o deputado Hildo Rocha (MDB-MA), a universalização do saneamento básico depende de investimentos privados. 

“São 100 milhões de brasileiros que não têm o esgoto de suas casas tratado. Eles convivem diariamente com o esgoto no fundo da sua casa, no seu quintal, contraindo determinados tipos de doença, encarecendo a saúde pública”, ressaltou.

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

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TRF4 confirma condenação do ex-presidente Lula pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.


Vladimir Chaves


A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) confirmou hoje (27/11), por unanimidade, a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no processo referente ao Sítio de Atibaia (SP) pelos crimes de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro, passando a pena de 12 anos e 11 meses para 17 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão em regime inicial fechado e pagamento de 422 dias-multa (com valor unitário do dia-multa de 2 salários mínimos). Esta foi a segunda apelação criminal envolvendo Lula julgada pelo tribunal em ações no âmbito da Operação Lava Jato.

Segundo a sentença da 13ª Vara Federal de Curitiba, o ex-presidente teria participado do esquema criminoso deflagrado pela Operação Lava Jato, inclusive tendo ciência de que os diretores da Petrobras utilizavam seus cargos para recebimento de vantagens indevidas em favor de partidos e de agentes políticos.

Como parte de acertos de propinas destinadas ao Partido dos Trabalhadores (PT) em contratos da estatal, os Grupos Odebrecht e OAS teriam pagado vantagem indevida à Lula na forma de custeio de reformas no Sítio de Atibaia utilizado por ele e por sua família.

De acordo com os autos, em seis contratos da petrolífera, três firmados com o Grupo Odebrecht e outros três com o OAS, teriam ocorrido acertos de corrupção que também beneficiaram o ex-presidente.

Parte dos valores acertados nos contratos teria sido destinada a agentes da Petrobras e parte a "caixas gerais de propinas" mantidas entre os grupos empresariais e membros do PT. Além disso, outra parte das propinas foi utilizada nas reformas do Sítio de Atibaia.

A denúncia foi recebida pelo juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba e, em fevereiro deste ano, Lula foi considerado culpado pela prática dos delitos de corrupção passiva e lavagem de dinheiro e sentenciado a uma pena de 12 anos e 11 meses de reclusão com pagamento de 212 dias-multa no valor de dois salários mínimos cada dia.

A defesa dele recorreu da decisão ao TRF4. No julgamento da apelação criminal, a 8ª Turma, de forma unânime, manteve a condenação pelos mesmos crimes apenas aumentando o tempo de pena para 17 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão em regime fechado, juntamente com o pagamento de 422 dias-multa.

Início do julgamento

Às 9h03min, o presidente da 8ª Turma, desembargador federal Thompson Flores, abriu os trabalhos da sessão de julgamento. Ele cumprimentou todos os presentes e orientou a ordem das manifestações, que iniciaram com o relator, seguidas das sustentações do representante do MPF e dos advogados dos réus e, por fim, com os votos dos três desembargadores que compõem o órgão colegiado.

Na sequência, o relator do caso, desembargador federal João Pedro Gebran Neto, proferiu a leitura do relatório da apelação, apresentando um histórico do processo, desde sua autuação, detalhando a denúncia, passando pela sentença da juíza federal Gabriela Hardt e trazendo os pedidos feitos pelo MPF e pelas defesas dos réus em seus recursos apresentados perante o TRF4.

Manifestações do MPF

O procurador regional da República Maurício Gotardo Gerum reforçou as requisições apresentadas no parecer do Ministério Público Federal (MPF). Sobre o uso do Sítio de Atibaia por Lula, Gerum apontou que, além das “fartas provas documentais”, existem relatos testemunhais que corroboram que o ex-presidente e sua família utilizavam frequentemente a propriedade.

O representante do órgão ministerial ainda destacou que as reformas e obras realizadas no sítio e que beneficiaram o ex-presidente foram inteiramente pagas pela Odebrecht, pela OAS e pelo empresário pecuarista José Carlos Costa Marques Bumlai. “Essas benfeitorias caracterizam vantagens indevidas que foram plenamente aceitas e usufruídas pelo réu, consumando assim o crime de corrupção”, disse.

Conforme o procurador, a defesa não conseguiu apresentar qualquer argumento que afastasse o conjunto probatório apresentado pela acusação. “Com as consistentes provas de corrupção e lavagem de dinheiro por parte do réu restou plenamente demonstrado que Lula mais uma vez se corrompeu. Esta é uma condenação que causa uma chaga profunda à democracia brasileira, por se tratar de um ex-presidente da República extremamente popular que, infelizmente, optou por integrar um esquema criminoso”, encerrou.

Votos dos desembargadores

Em um voto contendo cerca de 360 páginas, o relator, desembargador Gebran, iniciou negando todas as questões preliminares suscitadas pelas partes. Prosseguindo em relação ao mérito da apelação criminal, o magistrado entendeu que a questão central a ser analisada não é a propriedade formal do Sítio de Atibaia, ou seja, quem detém a escritura do imóvel. Para o magistrado, o mais relevante é que o ex-presidente usava do imóvel com a intenção de ter a coisa para si, com a plena consciência das reformas que foram executadas na propriedade e custeadas pela Odebrecht e OAS, em seu benefício. “Isso está demonstrado em diversas provas documentais”, declarou.

O relator reforçou que não há duvidas da ocorrência de corrupção nas contratações da Odebrecht pela Petrobras, com propinas destinadas a diversos partidos e agentes políticos e públicos, inclusive ao PT e ao ex-presidente, conforme as planilhas do Setor de Operações Estruturadas da empreiteira registraram.

Gebran salientou que, em depoimentos, vários empregados e executivos da Odebrecht confirmaram como funcionava a organização dos repasses dos recursos ilícitos. Segundo o desembargador, Lula ocupava uma posição de destaque, com função mantenedora do esquema criminoso.

Quanto às obras realizadas no Sítio de Atibaia e pagas pela empreiteira OAS, o relator destacou que os depoimentos de José Adelmário Pinheiro Filho, vulgo Léo Pinheiro, presidente da empresa, abordam os projetos das reformas, inclusive citando reuniões documentadas e registradas entre ele e o ex-presidente para discussão sobre as benfeitorias que deveriam ser feitas.

Gebran apontou a semelhança dos projetos de reformas nas cozinhas do Triplex do Guarujá e do Sítio de Atibaia e a confirmação por Léo Pinheiro de que o acerto das obras teria ocorrido em reunião com o réu. Para o desembargador “ficou provado acima de qualquer duvida razoável nos autos que as solicitações e aprovações das reformas foram do casal Lula e Marisa Letícia, mas que eles foram dissimulados como os reais beneficiários”.

Ao elevar a pena, o relator entendeu que, assim como no caso do Triplex, há uma culpabilidade bastante elevada, por tratar-se de um ex-presidente da República que recebeu vantagens decorrentes da função que ocupava, e de esquema de corrupção que se instalou durante o exercício do mandato, do qual se tornou tolerante e beneficiário. Gebran reforçou que se “espera de um dirigente da nação que se comporte conforme o Direito e que aja para evitar a perpetração de ilícitos, o que não aconteceu nos fatos julgados”.

O revisor do processo, desembargador federal Leandro Paulsen, acompanhou integralmente o voto do relator. Ele destacou que os réus investigados na Operação Lava Jato são pessoas de elevado padrão de poder político e econômico, mas que cometeram graves crimes contra o patrimônio público do país, em casos envolvendo grandes movimentações de valores.

“Nesse processo, lidamos com um grande mandatário, em quem foi depositada a confiança da população por mais de uma eleição, e quanto maiores são os poderes conferidos a alguém maiores devem ser o seu compromisso e a sua responsabilidade”, pontuou o revisor.

Paulsen lembrou que o processo julgado hoje é a 43ª ação que vem ao TRF4 para a análise de recursos de apelação no âmbito da Operação Lava Jato. Ele ressaltou, ao falar das questões preliminares, que nesta ação foi cumprido o devido processo legal de maneira correta, desde a denúncia, passando pela instrução e sentença na primeira instância, chegando à análise do recurso na corte. Segundo ele, não há fundamento jurídico que justifique anular a sentença para a alteração da ordem das alegações finais dos réus, visto que ela não trouxe nenhum prejuízo ao contraditório e à ampla defesa do réu.

Para Paulsen, a análise do conjunto probatório aponta que as denúncias imputadas pelo MPF ao ex-presidente são procedentes, com a autoria e a materialidade dos delitos confirmadas pelo amplo quadro de provas reunido nos autos. Ele considerou que isso demonstra a gravidade do esquema de corrupção que se montou a partir da Presidência da República sob os cuidados e o aval de Lula.

“Há elementos de prova que demonstram que ele agia como o verdadeiro proprietário do Sítio de Atibaia, com visitas e estadias muito freqüentes por parte dele e de seus familiares, e que as reformas foram feitas em contrapartida aos contratos firmados pela Petrobras com a Odebrecht e a OAS”, disse o revisor.

Último integrante da 8ª Turma a votar, o desembargador federal Thompson Flores, apontou que a Constituição Federal e as Leis se projetam sobre os agentes políticos, que devem moldar, conforme o ordenamento jurídico, o exercício das suas atribuições. “Com as investigações da Operação Lava Jato tomamos conhecimento de um horrível esquema de corrupção no âmbito da Petrobras, que chocou o país”, ele declarou.

Sobre o mérito da apelação, Thompson Flores ressaltou que o acervo probatório testemunhal e documental o convenceu do acerto da condenação do ex-presidente nos fatos investigados sobre as benfeitorias feitas no Sítio de Atibaia, pois Lula sabia que as reformas consubstanciavam propinas das empresas OAS e Odebrecht. Ele encerrou o seu voto destacando que aderiu de forma integral ao posicionamento do relator, formando a unanimidade na decisão do colegiado.
O julgamento da apelação criminal foi encerrado às 17h45min, depois de mais de 7h de sessão, logo após a proclamação do resultado final pelo presidente da 8ª Turma.

Outros réus

Além de Lula, também foram analisados pela 8ª Turma recursos em relação a outros 10 réus do processo.

Marcelo Bahia Odebrecht e Alexandrino de Salles Ramos de Alencar, presidente e executivo do Grupo Odebrecht, respectivamente, também são réus nesta ação penal, mas não tiveram recursos interpostos junto ao TRF4 após o julgamento em primeira instância.

Para Marcelo, em razão dos termos firmados em seu acordo de colaboração premiada, a condenação e o processo foram suspensos e, ao fim do prazo prescricional, deverá ser extinta a punibilidade.  Já Alexandrino foi condenado pela Justiça Federal curitibana a 4 anos de reclusão e pagamento de 60 dias-multa (valor unitário do dia-multa em 5 salários mínimos vigentes ao tempo do último fato criminoso). Ele vai cumprir a pena conforme os termos estabelecidos em seu acordo de colaboração premiada. A 8ª Turma não alterou essas determinações da sentença visto a ausência de recursos ou ilegalidades nas decisões.

Veja abaixo a lista com os nomes e as penas impostas a cada um dos réus após o julgamento de hoje:

- Luiz Inácio Lula da Silva: ex-presidente da República. A pena passou de 12 anos e 11 meses de reclusão para 17 anos, 1 mês e 10 dias, a ser cumprida em regime inicial fechado. Também foi condenado ao pagamento de multa no valor de 422 dias-multa (com valor unitário do dia-multa de 2 salários mínimos);

- Emílio Alves Odebrecht: presidente do Conselho de Administração do Grupo Odebrecht. Manteve relacionamento pessoal com Lula e teria participado diretamente da decisão dos pagamentos das reformas do Sítio de Atibaia, com ocultação de que o custeio seria da Odebrecht. A pena foi mantida em 3 anos e 3 meses de reclusão. Também foi condenado ao pagamento de multa no valor de 22 dias-multa (valor unitário do dia-multa de 5 salários mínimos vigentes ao tempo do último fato criminoso). Vai cumprir a pena conforme os termos estabelecidos em seu acordo de colaboração premiada;

- Carlos Armando Guedes Paschoal: diretor da Construtora Norberto Odebrecht em São Paulo. Estaria envolvido na reforma do Sítio de Atibaia com mecanismos de ocultação de que o beneficiário seria Lula e de que o custeio era da Odebrecht. A pena foi mantida em 2 anos de reclusão. Também foi condenado ao pagamento de multa no valor de 6 dias-multa (valor unitário do dia-multa de 1/15 de salário mínimo vigente ao tempo do último fato criminoso). A pena privativa de liberdade foi substituída por duas penas restritivas de direitos, consistentes na prestação pecuniária e prestação de serviços a comunidade. Vai cumprir a pena conforme os termos estabelecidos em seu acordo de colaboração premiada;

- Emyr Diniz Costa Júnior: diretor de contratos da Construtora Norberto Odebrecht. Supervisionou a obra de reforma do Sítio de Atibaia com ocultação do real beneficiário e de que o custeio seria proveniente da Odebrecht. Foi condenado a uma pena de 3 anos de reclusão na primeira instância, mas foi absolvido pela 8ª Turma por ausência de prova acima de dúvida razoável de que o réu tivesse ciência que estava branqueando capital ilícito;

- José Adelmário Pinheiro Filho, vulgo Léo Pinheiro: presidente do Grupo OAS. Foi o responsável pela decisão de pagamento de vantagem indevida a Lula na forma de custeio de reformas no Sítio de Atibaia. A pena passou de 1 ano, 7 meses e 15 dias de reclusão para 1 anos e 1 mês, em regime inicial semiaberto. Também foi condenado ao pagamento de multa no valor de 7 dias-multa (valor unitário do dia-multa de 5 salários mínimos vigentes ao tempo do último fato criminoso);

- Agenor Franklin Magalhães Medeiros: executivo do Grupo OAS. Participou dos acertos de corrupção nos contratos da Petrobras, tendo ciência de que parte da propina era direcionada a agentes políticos do PT. Na primeira instância, o processo foi extinto sem julgamento de mérito em relação a esse réu, denunciado por corrupção ativa. A 8ª negou provimento ao apelo do MPF em relação a esse réu;

- Paulo Roberto Valente Gordilho: diretor técnico da OAS. Encarregou-se da reforma do Sítio em Atibaia, com ocultação do real beneficiário e da origem do custeio. Foi condenado a uma pena de 1 ano de reclusão na primeira instância, mas foi absolvido pela 8ª Turma por ausência de prova acima de dúvida razoável de que o réu tivesse ciência que estava branqueando capital ilícito;

- José Carlos Costa Marques Bumlai: empresário pecuarista. Seria amigo próximo de Lula e teria sido o responsável pela realização de reformas no Sítio de Atibaia, ciente de que o ex-presidente seria o real beneficiário. Para ocultar a sua participação e o benefício a Lula, os fornecedores contratados foram pagos por terceiros e foram utilizados terceiros para figurar nas notas fiscais. Foi condenado a uma pena de 3 anos e 9 meses de reclusão na primeira instância, mas foi absolvido pela 8ª Turma por ausência de prova acima de dúvida razoável da prática do delito de lavagem de dinheiro;

- Fernando Bittar: empresário e um dos formais proprietários do Sítio de Atibaia. Participou das reformas, ocultando que o real beneficiário seria Lula e que o custeio provinha de Bumlai, do Grupo Odebrecht e do OAS. A pena passou de 3 anos de reclusão para 6 anos, em regime inicial semiaberto. Também foi condenado ao pagamento de multa no valor de 20 dias-multa (valor unitário do dia-multa de 1 salário mínimo vigente ao tempo do último fato criminoso);

- Roberto Teixeira: advogado e amigo de Lula. Teria participado da reforma do Sítio, ocultado documentos que demonstravam a ligação da Odebrecht com a reforma e orientado engenheiro da Odebrecht a celebrar contrato fraudulento com Bittar para ocultar o envolvimento da Odebrecht no custeio e que o ex-presidente era o beneficiário. Foi condenado a uma pena de 2 anos de reclusão na primeira instância, mas foi absolvido pela 8ª Turma por ausência de prova acima de dúvida razoável da participação de prática do delito de lavagem de dinheiro;

- Rogério Aurélio Pimentel: auxiliar de confiança de Lula. Participou das reformas do Sítio de Atibaia e teria atuado na ocultação do custeio por Bumlai e pelo Grupo Odebrecht, assim como do real beneficiário. Na primeira instância, foi absolvido de todas as imputações que lhe foram feitas na denúncia. A 8ª Turma manteve a absolvição do réu.

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Romero Rodrigues entrega a 52ª praça construída e reformada em sua gestão.


Vladimir Chaves



No início da noite de terça-feira (26), o prefeito Romero Rodrigues entregou à população a 52ª praça de sua gestão. O espaço de lazer comunitário, localizado no Conjunto Chico Mendes, foi uma propositura do vereador Marcio Melo Rodrigues.

“Durante a campanha estivemos aqui, nesse local era um ambiente escuro, com mata e muito lixo, e em atendimento a nossa cobrança o prefeito Romero entrega hoje essa belíssima obra que traz um beneficio inestimável a essa comunidade, em nome da comunidade fica o nosso agradecimento ao prefeito Romero Rodrigues” disse o vereador Márcio Melo.

Já o prefeito Romero Rodrigues, aproveitou o momento para fazer uma prestação de contas dos serviços realizados pela Prefeitura nos bairros das Malvinas, Bodocongó e áreas circunvizinhas, anunciou ainda, para o início do ano letivo de 2020, a inauguração de uma creche nos conjuntos Grande Campina e Sonho Meu. Quanto à praça, o prefeito lembrou que o espaço tinha sido muito reivindicado e lembrou que a área era muito escura e que, se fosse feita apenas a iluminação, já teria sido uma grande conquista.

A área de lazer recebeu o nome de Mário Luiz de Souza , o Irmão Mário, líder comunitário que lutou pela revitalização da área que era utilizada como depósito de lixo. A praça possui uma área de mais de 1.300 metros quadrados, com pista para caminhada, playgroude, parque infantil, academia, iluminação em led, quadra de areia e toda arborizada.

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Operação 'Fogo do Sairé': Policia prende incendiários de Área de Proteção Ambiental.


Vladimir Chaves


Quatro integrantes da Brigada de Incêndio de Alter do Chão foram presos, na manhã desta terça-feira (26), por suspeita de incêndio criminoso na Área de Proteção Ambiental (APA). A ação resultou de uma operação da Polícia Civil chamada "Fogo do Sairé", que visa desarticular o grupo que ateou fogo no local em setembro deste ano. A polícia também cumpriu sete mandados de busca e apreensão.

Segundo informações da polícia, foram presos preventivamente:

Daniel Gutierrez Govino
João Victor Pereira Romano
Gustavo de Almeida Fernandes
Marcelo Aron Cwerver

De acordo com a polícia, foram dois meses de investigação com a coleta de indícios que apontaram para o possível envolvimento de ONGs no incêndio, dentre elas a Brigada de Alter do Chão. Durante coletiva de imprensa, o delegado de Polícia Civil do Interior, José Humberto Melo Jr, disse que a polícia decidiu fazer interceptação telefônica dos suspeitos com autorização da Justiça e monitorou conversas telefônicas.

"Começamos a acompanhar toda a movimentação dos quatro suspeitos. Percebemos que a pessoa jurídica deles conseguiu um contrato com a WWF, venderam 40 imagens para a WWF para uso exclusivo por R$ 70 mil, e a WWF conseguiu doações como do ator Leonardo DiCaprio no valor de US$ 500 mil para auxiliar as ONGs no combate às queimadas na Amazônia”, disse Melo Jr.

O delegado também ressaltou que Brigada é um projeto que se autocontratava usando o CNPJ do Instituto Aquífero Alter do Chão e recebia doações pelo CNPJ do projeto Saúde e Alegria (PSA). E que as investigações apontaram que a intenção dos brigadistas com os focos de incêndio na APA Alter do Chão era captar dinheiro para o projeto.

Um dos mandados de busca e apreensão teve como alvo a sede da ONG Projeto Saúde e Alegria (PSA). Segundo Melo Jr, a polícia investiga a participação da ONG no recebimento de doações para a Brigada de Alter do Chão, após o incêndio na APA. A Brigada, de acordo com o delegado, teria recebido cerca de R$ 300 mil através do CNPJ do Saúde e Alegria e também da ONG Instituto Aquífero Alter do Chão.

As chamas que atingiram a APA Alter do Chão começaram no dia 14 de setembro e afetaram grande área da mata nativa. Já no dia 15 de setembro, os brigadistas iniciaram o combate ao fogo, que naquele momento tinha três grandes focos. O Corpo de Bombeiros e o Exército Brasileiro também foram acionados.

O local onde as chamas foram avistadas era de difícil acesso. Na área não havia sinal de telefone celular, o que também prejudicou a comunicação e trabalho das equipes. A estratégia para chegar à localidade foi por via fluvial e terrestre, por estrada alternativa.

O combate ao incêndio ganhou o reforço de um helicóptero, na tarde do dia 16. A aeronave buscou água várias vezes no Rio Tapajós. Os focos de queimadas só cessaram no dia 17 de setembro.

Fiscais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) e uma pesquisadora do INPA percorreram uma grande extensão da área de Ponta Pedras que foi consumida pelo fogo, para fazer levantamento dos danos. Não foram encontrados animais mortos, porém, houve muitos registros de animais, principalmente macacos e cotias, atravessando a rodovia Everaldo Martins, principal via de acesso a Alter do Chã

Com informações do G1

terça-feira, 26 de novembro de 2019

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Sem segurança zona rural de Campina Grande vive momentos de terror, vereador cobra providencia.


Vladimir Chaves


A população da zona rural de Campina Grande encontra-se aterrorizada com a crescente onda violência que assola as comunidades. Segundo o vereador Márcio Melo, a politica de segurança pública do Governo do Estado, tem penalizado toda a cidade de Campina Grande, mas que a situação na zona rural é ainda mais grave.

Para exemplificar a onda de violência o parlamentar citou o arrastão que aconteceu no Distrito de Galante, neste final de semana, quando bandidos armados utilizando-se de extrema violência assaltaram três estabelecimentos comercias.

“Devido à falta de segurança os bandidos tomaram conta do distrito, a população está à mercê dos bandidos, a insegurança é total e a população encontra-se aterrorizada, algo precisa ser feito com urgência” disse Márcio.

O vereador antecipou que vai procurar o comando da Polícia Militar e o secretário de Segurança Pública para que adote providências no sentido de reestabelecer a paz na zona rural.

“É preciso que o governo reabra a delegacia que foi fechada em Galante e que coloque patrulhas rurais a serviço da segurança da população”.

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Laranjal do DEM: PF diz que DEM abrigou maior candidatura laranja na eleição de 2018


Vladimir Chaves


A Polícia Federal investiga o esquema criminoso de candidaturas laranjas nas eleições 2018. Até o momento, os principais indícios da investigação apontam que o DEM teria abrigado a maior candidatura laranja do último pleito.

A candidatura em questão foi registrada no Estado do Acre onde uma mulher, identificada como Sônia de Fátima Silva Alves, concorreu ao cargo de deputada estadual e recebeu R$ 240 mil do Diretório Nacional do partido.

Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, a candidata teria declarado contratações para atividades de mobilização de rua, coordenadores de campanha, aluguel de automóveis, confecção de material eleitora e outros.

No fim das contas, a candidata somou seis votos na disputa. O relatório da PF aponta que a mulher foi usada como candidata laranja para desvio de verbas. Segundo as autoridades, o dinheiro desviado teria sido utilizado em benefício da campanha do deputado federal Alan Rich do mesmo Estado. Ele também ocupa a presidência do Diretório Estadual do DEM e é membro da Executiva Nacional da sigla.

Conforme divulgado com exclusividade pelo jornal paulista, o delegado responsável pela condução das investigações, Jacob Guilherme da Silveira, declarou em seu relatório que “sendo Alan Rick o beneficiado direto com os gastos da campanha da candidata e tendo ele, ao mesmo tempo, controle do comitê financeiro, que é quem responde civil e criminalmente pelas irregularidades, parece sinalizar que, sem eximir os demais membros do comitê de parte da responsabilidade, Alan Rick Miranda é responsável pelas irregularidades identificadas”.

O relatório mostra ainda que a candidata não teve, sequer, registro de votos na cidade de um de seus supostos coordenadores de campanha. Além disso, foi apontado, ainda, que um de seus supostos cabos eleitorais pediu voto para outro candidato nas redes sociais.

A Folha de S. Paulo mostrou também que os policiais colheram depoimentos de ex-integrantes da campanha do DEM no Estado do Acre. Eles confirmaram a participação da laranja no pleito.

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

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Governadores nordestinos voltam de mãos abanando da Europa Ricardo.


Vladimir Chaves


Apesar das notícias positivas, espalhadas pelas máquinas de propaganda dos governos estaduais, os governadores nordestinos apenas perderam tempo e gastaram dinheiro público na Missão Europa do chamado Consórcio Nordeste. O tempo perdido foi de uma semana; e o dinheiro gasto, por falta da devida prestação de contas, ainda não sabemos.

A viagem foi comparada a Caravana Rolidei, do filme Bye Bye Brasil do cineasta Cacá Diegues. O tour foi um vexame em todos sentidos. Serviu apenas para os governadores nordestinos viajarem de 1ª classe, hospedarem-se em confortáveis hotéis de luxo e comerem em restaurantes famosos e caros. Serviu também para alimentar o já farto noticiário de falsas expectativas criadas por estes governadores em seus respectivos estados.

Nada de prático aconteceu. Os governadores voltaram do tour europeu de mãos abanando, sem resultados concretos, sem negócios fechados, sem investimentos garantidos e até mesmo sem promessas de investimento.

Dos nove governadores, dois não foram: Flavio Dino (Maranhão) e Belivaldo Chagas (Sergipe, que suspendeu a viagem após pico de pressão na véspera do embarque). Dino mandou o vice-governador Carlos Brandão; Belivaldo, o chefe da Casa Civil Oliveira Junior. Os outros sete governadores foram: Rui Costa (Bahia), Renan Filho (Alagoas), Camilo Santana (Ceará), João Azevêdo (Paraíba), Paulo Câmara (Pernambuco), Wellington Dias (Piauí) e Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte).

A caravana decolou na sexta-feira (15/11); passaram o sábado e domingo (16 e 17/11) em Paris com agenda livre. Na segunda-feira (18/11) fizeram a uma reunião em Paris; na terça-feira (19/11) embarcaram para Roma; na quarta-feira (20/11) na Confindustria. Na quinta-feira (21/11) estiveram em Berlim, com cerca de 20 empresários na sede da Federação das Indústrias da Alemanha. E na sexta-feira (22/11) retornariam ao Brasil, contudo, nem todos retornaram. Alguns resolveram esticar a viagem e ainda não retornaram. É o caso do governador do Piauí Wellington Dias que teria ido à Espanha em agenda particular. O governador do Ceará Camilo Santana também não teria retornado. Foi encontrar a irmã que mora em Paris, apesar da divulgação de notícias suas visitando canteiros de obras ontem, sábado (23/11).

CHUVA IMPROVISADA NO MOLHADO — Mesmo negando a intenção de promover a tese separatista do nordeste do Brasil, em nenhuma reunião na Europa a bandeira brasileira apareceu ou foi exibida. Em uma fotografia, tirada na França, os governadores nordestinos seguraram uma bandeira com a logomarca do consórcio bem no centro da imagem.

Aumentando o distanciamento político com o governo Bolsonaro, também nenhuma embaixada brasileira foi visitada pelos governadores nordestinos.

A caravana nordestina ainda passou despercebida na imprensa europeia. Nenhum jornal europeu noticiou a presença dos governadores nordestinos. O assunto foi noticiado, sempre como o mesmo texto, apenas na região ou em portais de esquerda apoiados pelos governos do nordeste.

O tour do Consórcio Nordeste pela Europa foi decidido no calor dos incêndios da Amazônia. A ideia era fazer um contraponto ao presidente Jair Bolsonaro, então envolvido em bate-boca com ele os presidentes Emmanoel Macron da França e Ângela Merkel da Alemanha. Contudo, os governadores nordestinos não foram recebidos por nenhum correlato governante francês ou alemão.

Não fosse o rápido encontro de meia hora com o atual ministro italiano da economia, Roberto Gualteri, ex-diretor do Instituto Gramsci, não teriam apertado a mão de autoridades europeias.

Roberto Gualteri, badalado pelas exibições de guitarra após suas palestras, nada comentou sobre o encontro com os governadores do nordeste do Brasil em suas redes sociais.

Dourando a pílula da caravana, depoimentos de diretores irrelevantes, como a supercitada “diretora de Relações Internacionais da Confindustria”, Ana Elisa Bison, que destacou o bisonho separatismo em curso. “Juntos como um único território, o Consórcio Nordeste tem mais força para atrair mais investimentos estrangeiros”, disse a desconhecida Bison.

Para o objetivo anunciado, a agenda foi fraca. A caravana andou em locais já trilhados há décadas por governantes do nordeste. O Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida), por exemplo, já está no Nordeste desde 1980. Dessa vez, o governador da Bahia, petista Rui Costa, chegou a fazer uma viagem preparatória para garantir um ambiente de negócios, contudo, os governadores participaram de reuniões sem peso, com funcionários de segundo escalão em entidades sem decisão política.

Nos eventos viu-se muitas cadeiras vazias como na reunião em Roma, onde o palco nordestino foi armado na menor sala do portentoso Centro Congressi Auditorium della Tecnica, na sala Andrea Pininfarina, onde cabem 150 pessoas. Mesmo assim, segundo noticiado pelo Consórcio Nordeste, apenas 40 “empresários” italianos estiveram presentes.

O improviso também marcou presença nas reuniões, com algumas “idéias” criadas na hora da reunião. Foi o caso da ideia imaginada pelo governador do Ceará, que desenhou apenas mentalmente um projeto de integração de águas para eliminar os carros-pipas na região, sem detalhar como e quanto custaria a efetivação da medida.

Com informações do Ceará


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Governo Bolsonaro institui o Núcleo de Segurança Hídrica


Vladimir Chaves


O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) consolidou a criação do Núcleo de Segurança Hídrica, que será responsável por promover o alinhamento e a integração de ações relacionadas à oferta e à demanda de água no País. A Portaria 2.715 foi publicada no Diário Oficial da União e a designação de seus membros titulares deve acontecer em até dez dias úteis.

O Núcleo é uma estratégia de integração de esforços para assegurar acesso sustentável à água em quantidade e qualidade suficientes ao desenvolvimento socioeconômico. Ele tem caráter permanente, no âmbito do MDR, e será composto por representantes das secretarias nacionais de Segurança Hídrica; de Saneamento; de Desenvolvimento Regional e Urbano; e de Proteção e Defesa Civil. Também integra o colegiado um representante da Agência Nacional de Águas (ANA).

Nesta estrutura, a Secretaria Nacional de Segurança Hídrica será responsável pela coordenação e prestará apoio administrativo ao coletivo. A ANA será responsável pela implementação e manutenção da base de informações a respeito do tema. A participação de representantes no Núcleo é considerada prestação de serviço público relevante e não é remunerada.

Disponibilidade para consumo humano

Assegurar a disponibilidade de água, em padrões de qualidade adequados aos respectivos usos, é uma tarefa complexa no Brasil. Há elevada disponibilidade hídrica, porém, a oferta maior está concentrada na Região Hidrográfica Amazônica, que possui baixa densidade populacional. O País tem áreas que tradicionalmente vivenciam déficit de abastecimento e disputas pelo uso; áreas com alta densidade populacional e, como consequência, elevado consumo de água e grande quantidade de carga orgânica lançada nos rios; e tem ainda territórios onde grande parte dos recursos é demandada pela irrigação.

Em um contexto como este, ações de segurança hídrica visam, principalmente, minimizar a carência de água para o consumo humano. Busca-se superar a deficiência por meio da gestão dos recursos hídricos, do fortalecimento das instituições e da implementação de regras de governança, capazes de gerir estoques e fluxos de água. Aliada a isso, vem a implantação de infraestrutura hídrica, compreendendo barragens, estações elevatórias, canais e adutoras, de forma a garantir o bem-estar da população e atender às necessidades do desenvolvimento socioeconômico.

Compete ao Núcleo instituído pelo MDR estabelecer um plano de trabalho para alinhar e integrar ações relacionadas à oferta e à demanda de água, fomentando a segurança hídrica, o saneamento básico e o desenvolvimento sustentável. Ele irá promover a articulação entre planejamentos nacionais de recursos hídricos, de saneamento, de desenvolvimento regional e urbano e de proteção e defesa civil, no âmbito das ações de segurança hídrica. Além disso, deve propor medidas para aprimorar programas relacionados ao tema e para racionalizar esforços e recursos.

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A Globo é a escória do Brasil: As mensagens com requintes de mau-caratismo de “A Dona do Pedaço”


Vladimir Chaves


Não vi, mas li os relatos nas mídias sociais sobre o fim de mais uma novela: A Dona do Pedaço.

Então? Quais as mensagens (que nem mais são subliminares) que os folhetins e programas dessa emissora passam à sociedade? De forma direta e atrevida?!
A de que o mal nunca perde.

Vamos aos requintes do mau-caratismo:

A conversão das pessoas a uma religião (no caso aos Evangélicos Pentecostais) é sempre uma farsa e uma mentira.

As igrejas são palcos para refúgio de desajustados ou de fanáticos iludidos ou de estelionatários.

Que ninguém se regenera pelos caminhos da fé.

Um dos personagens, assaltante e frio assassino de aluguel, se junta à golpista mais crápula do elenco e ambos se dão maravilhosamente bem matando e ganhando muito dinheiro.

O outro matador foge do país com uma retardada mental para se evadir dos seus crimes, e os pombinhos ganham como troféu de presente do pai corrupto uma ilha, com um hotel de luxo e nomes e passaportes falsos.

O trabalho honesto não enriquece ninguém e é coisa de trouxa.

Já o mundo dos apliques, trapaças e vigarices leva ao sucesso sem fim.

As relações homoafetivas são glamourizadas como se fossem o melhor da vida e não contivessem dificuldades decorrentes da própria condição dos seres humanos que conhecem essa realidade, sempre cercada de aspectos bastante conflituosos e doloridos.


Os personagens homens, ou são calhordas ou boca moles ou vigaristas.

As mulheres são sempre vadias e usurpadoras.

Não há mais limites éticos nem morais nas relações afetivas e nos relacionamentos sexuais.

Mãe, filha e o galã fazem um triângulo amoroso e tudo acaba em festa e champanhe. Vale tudo!

As piranhas saem ricas e felizes, nunca abrindo mão das torpezas. A decência é um defeito. A honradez é uma mancha. A retidão é uma fraqueza que leva os seus agentes sempre à derrota e ao fracasso. A polícia é uma manada de burros, o judiciário um amontoado de idiotas.

E cadeia? O que é isso, companheiro? Em que anel de Saturno tu vives? Cadeia não está no script da sociedade que a Globo quer montar!

E essas sementes são atiradas para a população como se o mal fosse a regra, nunca a exceção.

Ah, mas é só uma novela!

Sim, e nela está contida uma indicação de comportamento social.

Regras flexíveis de condutas marginais como indicativo de caminho do sucesso!
Nela estão embutidas mensagens que pouco a pouco são assimiladas como se fossem normais.

A Globo perdeu a decência. E nos quer indecentes, também!

Mas há algo ainda pior, pois segue esbofeteando a cara dos brasileiros que lhes dão audiência. E pouco a pouco buscam transformar nossos valores num monte de merda.

A Globo quer transformar o Brasil numa fossa moral, com o fim de corroer nossa teia social e reinar absoluta.

Ser o ópio que entorpece o povo, como ocorreu na China no século passado.

Enquanto isso, os irmãos Marinho enchem as burras de milhões e regram suas famílias nos rígidos comportamentos dos melhores colégios, universidades e clubes quatrocentões do mundo.

E arrecadam nossa grana em nome de uma falsa caridade que chamam de “Criança Esperança” ou nos milhões das ligações que os incautos pagam para votar no Big Brother.

E os brasileiros embarcam! E o Brasil? Ah, para eles, o Brasil que se exploda!
Então, quero o império do moralismo? Não!

Só não quero viver nem ter que engolir goela abaixo essa roda que cabe bem num lupanar! Estou percebendo pelo meu palavreado, que também - de certa forma - já estou contaminado por esses filhos de uma grande meretriz! Peço perdão pelo vocábulo chulo, malcriado e deselegante. Mas brincadeira tem hora! E paciência tem limites!

Publicado originalmente no site jornaldacidadeonline.com.br

sábado, 23 de novembro de 2019

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