Entre a luz e as trevas: É tempo de o cristão se posicionar


Vladimir Chaves

“Ninguém pode servir a dois senhores.” Mateus 6:24

Confesso que tenho me preocupado com os rumos do nosso Brasil. Com a proximidade das eleições para presidente, no próximo dia 25 de outubro, não consigo olhar para esse momento sem refletir sobre os valores que defendo, a fé que professo e o futuro que desejo para as próximas gerações.

Falo como cristão, como alguém que acredita na Palavra de Deus e procura encontrar nela a direção para a vida. Não me considero dono da verdade, tampouco me julgo melhor do que aqueles que pensam diferente de mim. Entretanto, tenho convicções das quais não abro mão apenas para acompanhar as ideias que estão na moda.

Para mim, existe uma diferença entre luz e trevas, entre verdade e mentira, entre aquilo que considero correto diante de Deus e aquilo que contraria os princípios bíblicos. Acredito que chegou o momento de nós, cristãos, refletirmos seriamente sobre o que estamos defendendo e quais valores estamos transmitindo aos nossos filhos e netos.

Não considero ultrapassada a fé em Jesus Cristo, nem vejo a Bíblia como um livro sem importância. Também não consigo aceitar que a defesa da vida, a valorização da família, o respeito à justiça e o compromisso com a verdade sejam tratados como princípios que precisam ser abandonados para que possamos ser aceitos pela sociedade.

Acredito na proteção da vida desde a concepção e na importância da família como fundamento da formação humana. Preocupa-me ver famílias destruídas pelas drogas, crianças crescendo sem a devida proteção e cidadãos honestos vivendo amedrontados pela violência. Também me revolta a corrupção, independentemente de quem a pratique ou de qual partido esteja envolvido.

A Palavra de Deus nos adverte, em Isaías 5:20: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal!” Esse versículo me faz pensar em como precisamos ter cuidado para não perder a capacidade de discernir o certo do errado, especialmente em uma sociedade na qual tantas vezes os valores são invertidos conforme os interesses de cada um.

É com essas convicções que olho para o próximo domingo, dia 25 de outubro. Vejo esse momento como uma oportunidade para refletirmos sobre o Brasil que queremos construir e o futuro que desejamos deixar para nossos filhos e netos. As escolhas que fazemos podem produzir consequências que ultrapassam o presente e alcançam as próximas gerações.

Ao compreender esse momento à luz da Bíblia, vejo uma disputa entre valores que considero próximos da vontade de Deus e outros que se afastam de seus ensinamentos. Teremos, no próximo domingo, uma disputa entre dois projetos:

De um lado, aquele que professa a fé em Jesus Cristo; de outro, aquele que considera ultrapassado professar o nome do Senhor.

De um lado, aquele que diz pautar sua vida pela Palavra de Deus; de outro, aquele que coloca as filosofias humanas acima dos princípios bíblicos.

De um lado, aquele que defende a vida desde a concepção; de outro, aquele que apoia o aborto.

De um lado, aquele que defende o cuidado com o corpo, entendido pela nossa fé como templo do Espírito Santo; de outro, aquele que minimiza os danos provocados pelas drogas e suas consequências para o corpo, as famílias e a sociedade.

De um lado, aquele que defende a família tradicional como instituição fundamental para a formação das novas gerações; de outro, aquele que questiona ou rejeita esse modelo familiar.

De um lado, aquele que defende a responsabilização de quem comete crimes; de outro, aquele que adota uma postura excessivamente tolerante diante da criminalidade.

É nesse contexto que faço uma reflexão sobre a imagem bíblica das ovelhas e dos bodes. Em Mateus 25:31-46, Jesus utiliza essa comparação para falar do juízo e da separação entre os justos e os injustos. Não cabe a mim determinar o destino eterno de cada pessoa, mas reconhecer que minhas escolhas devem estar de acordo com a fé que declaro professar.

Por isso, não tenho vergonha de defender o cristianismo, de declarar minha fé em Jesus Cristo ou de sustentar os princípios bíblicos que orientam minha consciência.

O que não posso fazer é me calar diante daquilo que considero contrário à Palavra de Deus. É tempo de se posicionar!

Quero um Brasil no qual a verdade tenha valor, a justiça seja respeitada, a corrupção seja combatida, a vida seja protegida, as famílias encontrem amparo e as próximas gerações possam crescer com segurança, responsabilidade e princípios morais.

Que nossas escolhas sejam feitas com consciência, discernimento e responsabilidade. Que não sejamos guiados apenas por paixões políticas, interesses pessoais ou promessas de ocasião, mas que tenhamos coragem de examinar os projetos e confrontar nossas decisões com os valores que dizemos defender.

Afinal, se cremos que a Palavra de Deus é luz para o nosso caminho, precisamos permitir que essa luz ilumine não apenas nossas palavras, mas também nossas atitudes e escolhas.

Porque, como o próprio Jesus ensinou, não podemos servir a dois senhores. E, se escolhemos seguir a Cristo, essa escolha precisa aparecer na maneira como vivemos, pensamos, agimos e decidimos quem governará nosso país.

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