Há um perigo silencioso crescendo
em muitos lugares onde antes havia temor, reverência e quebrantamento diante de
Deus. Jesus alertou sobre isso quando disse: “esse povo honra-me com os lábios,
mas o seu coração está longe de mim. E em vão me adoram, ensinando doutrinas
que são preceitos de homens” Mateus 15: 8-9.
É possível falar de Deus sem
realmente viver para Ele. É possível levantar as mãos, emocionar multidões e
ainda assim possuir um coração distante da verdade.
Muitos púlpitos deixaram de
ser lugar de arrependimento sincero para se tornarem palcos de performance. Em
alguns lugares, a verdade foi trocada pela aparência espiritual. Há excesso de
emoção fabricada, encenações cuidadosamente montadas e discursos que agradam
aos ouvidos, mas confrontam cada vez menos o pecado. Falta profundidade. Falta
temor. Falta reverência diante da presença de Deus.
O Evangelho não é para
impressionar pessoas. Deus não chamou homens para construírem impérios pessoais
nem para alimentarem o próprio ego. O chamado sempre foi anunciar a verdade;
mesmo quando ela dói, mesmo quando ela confronta, mesmo quando ela não produz
aplausos. A verdadeira pregação não busca fama; busca transformação.
Quando o homem começa a
distorcer as Escrituras para alimentar suas próprias vaidades, o centro deixa
de ser Cristo. Aos poucos, pessoas passam a seguir líderes, personalidades e
discursos motivacionais, em vez de seguirem Jesus. E esse é um dos maiores perigos
da fé superficial: substituir a cruz pelo espetáculo.
O púlpito não foi criado
para a exaltação humana. O púlpito pertence a Cristo. Ele existe para anunciar
salvação, arrependimento, santidade e esperança. O verdadeiro servo não deseja
que as pessoas saiam admiradas com ele, mas impactadas pela Palavra de Deus.
Mas, ainda existem homens e
mulheres fiéis, que não negociam a verdade e que entendem que a presença de
Deus vale mais do que qualquer popularidade. São pessoas que preferem perder
aplausos a perder a comunhão com Deus. Porque quem realmente conhece o Senhor entende
que o mais importante não é parecer espiritual diante das pessoas, mas ser
sincero diante dEle.
No fim, Deus não se
impressiona com discursos bonitos, templos cheios ou aparências religiosas. Ele
olha para o coração. E um coração quebrantado, humilde e verdadeiro continua
sendo o altar que mais agrada ao Senhor.



0 comentários:
Postar um comentário
Conteúdo é ideal para leitores cristãos interessados em doutrina, ética ministerial e fidelidade bíblica.