A verdade que muitos não querem ouvir


Vladimir Chaves

Há um perigo silencioso crescendo em muitos lugares onde antes havia temor, reverência e quebrantamento diante de Deus. Jesus alertou sobre isso quando disse: “esse povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens” Mateus 15: 8-9.

É possível falar de Deus sem realmente viver para Ele. É possível levantar as mãos, emocionar multidões e ainda assim possuir um coração distante da verdade.

Muitos púlpitos deixaram de ser lugar de arrependimento sincero para se tornarem palcos de performance. Em alguns lugares, a verdade foi trocada pela aparência espiritual. Há excesso de emoção fabricada, encenações cuidadosamente montadas e discursos que agradam aos ouvidos, mas confrontam cada vez menos o pecado. Falta profundidade. Falta temor. Falta reverência diante da presença de Deus.

O Evangelho não é para impressionar pessoas. Deus não chamou homens para construírem impérios pessoais nem para alimentarem o próprio ego. O chamado sempre foi anunciar a verdade; mesmo quando ela dói, mesmo quando ela confronta, mesmo quando ela não produz aplausos. A verdadeira pregação não busca fama; busca transformação.

Quando o homem começa a distorcer as Escrituras para alimentar suas próprias vaidades, o centro deixa de ser Cristo. Aos poucos, pessoas passam a seguir líderes, personalidades e discursos motivacionais, em vez de seguirem Jesus. E esse é um dos maiores perigos da fé superficial: substituir a cruz pelo espetáculo.

O púlpito não foi criado para a exaltação humana. O púlpito pertence a Cristo. Ele existe para anunciar salvação, arrependimento, santidade e esperança. O verdadeiro servo não deseja que as pessoas saiam admiradas com ele, mas impactadas pela Palavra de Deus.

Mas, ainda existem homens e mulheres fiéis, que não negociam a verdade e que entendem que a presença de Deus vale mais do que qualquer popularidade. São pessoas que preferem perder aplausos a perder a comunhão com Deus. Porque quem realmente conhece o Senhor entende que o mais importante não é parecer espiritual diante das pessoas, mas ser sincero diante dEle.

No fim, Deus não se impressiona com discursos bonitos, templos cheios ou aparências religiosas. Ele olha para o coração. E um coração quebrantado, humilde e verdadeiro continua sendo o altar que mais agrada ao Senhor.

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