“Esforçando-me, deste modo,
por pregar o evangelho, não onde Cristo já fora anunciado, para não edificar
sobre fundamento alheio; antes, como está escrito: hão de vê-lo aqueles que não
tiveram notícia dele e compreendê-lo os que nada tinham ouvido a seu respeito.”
(Romanos 15:20-21)
Há uma verdade incômoda
nesse texto: muita gente hoje vive um cristianismo completamente oposto ao de
Paulo. Enquanto ele fazia questão de ir onde ninguém tinha pregado, muitos
fazem questão de ficar exatamente onde tudo já está pronto.
Paulo não queria palco
fácil, nem público garantido. Ele queria os não alcançados. Já nós, muitas
vezes, preferimos o conforto de ambientes saturados de mensagem, onde ouvir
mais uma pregação não muda quase nada, mas nos dá a falsa sensação de dever
cumprido.
Isso precisa ser dito com
clareza, e eu vou dizer: um Evangelho que não se move, que não alcança, que não
incomoda está sendo mal vivido.
Existe uma contradição
gritante em dizer que seguimos a Cristo, mas não nos importamos com quem nunca
ouviu falar dEle. É mais fácil discutir teologia, usos e costumes, escolher
igreja, consumir conteúdo… do que simplesmente ir e falar com quem está longe.
Paulo tinha uma obsessão
santa: alcançar os que nunca ouviram. Hoje, muitos têm uma obsessão
confortável: permanecer entre os que já ouviram.
E é exatamente por isso que
tenho usado, entre outros meios, as redes sociais e este blog: não para falar
apenas com quem já conhece a Palavra, mas para tentar alcançar aqueles que
nunca abriram uma Bíblia, que nunca tiveram contato real com a mensagem do
Evangelho. Porque, se não formos intencionais, continuaremos falando sempre
para os mesmos e ignorando quem mais precisa ouvir.
A pergunta que fica não é
teórica, é prática e direta:
Quando foi a última vez que
você falou de Cristo para alguém que realmente precisava ouvir?
Porque, no fim, o Evangelho
não foi feito para girar em torno de nós. Foi feito para chegar a quem ainda
não chegou.
E, enquanto isso não for
prioridade, estaremos muito mais perto da comodidade do que do exemplo de
Paulo.



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