Humildade que espera no tempo de Deus


Vladimir Chaves

Vivemos em um mundo que valoriza quem se exalta, quem aparece e quem tenta controlar tudo ao seu redor. Mas a Palavra de Deus nos convida a um caminho diferente: “Humilha-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que Ele, em tempo oportuno, vos exalte” (1 Pedro 5:6).

Humilhar-se diante de Deus não é se achar pequeno, nem viver se diminuindo. É reconhecer que Deus é maior, mais sábio e soberano sobre todas as coisas. É aceitar que não temos controle de tudo, mas que estamos seguros nas mãos dAquele que governa o tempo, a história e a nossa vida.

A “poderosa mão de Deus” fala de cuidado e autoridade. Às vezes, essa mão nos conduz por caminhos difíceis, por momentos de espera e silêncio. Nessas horas, somos tentados a reclamar, apressar decisões ou agir por orgulho. Porém, Deus nos chama a confiar, mesmo quando não entendemos o porquê das circunstâncias.

O texto também nos lembra que existe um “tempo oportuno”. Deus nunca se atrasa. Ele trabalha enquanto esperamos. A humilhação de hoje pode ser o instrumento que Deus está usando para nos amadurecer, nos ensinar e nos preparar para algo maior. O Senhor não exalta por impulso, mas com propósito.

Quando a exaltação vem de Deus, ela não traz soberba, mas gratidão. Não gera vaidade, mas testemunho. Quem espera em Deus aprende que vale mais ser moldado por Ele do que ser exaltado pelos homens.

Assim, humilhar-se sob a poderosa mão de Deus é descansar, confiar e permanecer fiel. É crer que, no tempo certo, o próprio Deus nos levantará; não para nossa glória, mas para que o nome dEle seja exaltado em nossa vida.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

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Fidelidade à Palavra: viver o que se crê e ensinar o que se vive


Vladimir Chaves

“Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no Reino dos céus; aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no Reino dos céus” Mateus 5:19

Jesus deixa claro em Mateus 5:19 que, no Reino de Deus, nada da Palavra pode ser tratado como irrelevante. Aquilo que muitos chamam de “detalhe” ou “exagero” continua tendo valor diante do Senhor. O problema não está apenas em desobedecer, mas em normalizar a desobediência e ensiná-la como se fosse aceitável.

Vivemos dias em que a fé, muitas vezes, é moldada para caber na conveniência humana. Mandamentos são relativizados, verdades bíblicas são suavizadas e o compromisso com a santidade é substituído por discursos agradáveis. Esse texto nos chama de volta ao essencial: viver aquilo que cremos e ensinar aquilo que vivemos.

Jesus mostra que grandeza espiritual não está em títulos, visibilidade ou influência, mas na fidelidade silenciosa à vontade de Deus. Quem obedece e ensina com responsabilidade honra o Reino; quem despreza a Palavra enfraquece seu testemunho, ainda que continue se dizendo parte dele.

Mateus 5:19 nos convida a uma fé coerente, onde a prática confirma o discurso. Em um tempo de muitas vozes, Deus continua valorizando corações obedientes, que levam sua Palavra a sério e refletem, no dia a dia, o caráter do Reino dos céus.

domingo, 4 de janeiro de 2026

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Êxodo 34: um Deus que restaura alianças quebradas


Vladimir Chaves

Êxodo 34 nasce de uma crise. O povo havia falhado gravemente ao trocar a glória de Deus por um bezerro de ouro. A aliança foi quebrada, as tábuas partidas e a confiança abalada. No entanto, o capítulo não começa com juízo, mas com um chamado: “Lavra duas tábuas de pedra como as primeiras”. Deus não ignora o pecado, mas também não encerra a história por causa dele. Ele abre caminho para a restauração.

Nos dias atuais, essa cena continua extremamente atual. Vivemos em uma sociedade que constantemente substitui Deus por “bezerros modernos”: dinheiro, poder, status, ideologias, imagens e até religiosidade vazia. Assim como Israel, quebramos compromissos espirituais e nos afastamos da essência da fé. Ainda assim, Êxodo 34 nos lembra que Deus continua chamando seu povo para recomeçar.

Quando o Senhor se revela a Moisés, Ele não apresenta regras primeiro, mas o seu caráter: misericordioso, gracioso, tardio em irar-se e grande em fidelidade. Essa revelação ecoa para o presente como um antídoto contra duas distorções comuns: a ideia de um Deus severo demais para perdoar e a de um Deus permissivo demais para exigir mudança. O Deus de Êxodo 34 é cheio de graça, mas também santo; perdoa o arrependido, mas não trata o pecado com indiferença.

Moisés, ao ouvir essa revelação, se prostra e intercede pelo povo. Essa atitude ensina que o verdadeiro encontro com Deus produz humildade, arrependimento e responsabilidade espiritual. Em nossos dias, isso confronta uma fé superficial, que busca bênçãos sem compromisso. A presença de Deus não nos torna orgulhosos, mas quebrantados.

Na renovação da aliança, Deus reafirma mandamentos e orientações práticas. Isso mostra que a graça não elimina a obediência, mas a restaura. Hoje, quando muitos veem os mandamentos bíblicos como pesos ou legalismo, Êxodo 34 nos ensina que obedecer é resposta ao amor recebido, não tentativa de merecê-lo. Uma fé sem compromisso gera idolatria disfarçada; uma graça sem obediência se torna vazia.

O rosto resplandecente de Moisés revela o efeito transformador da presença divina. Ele não buscava brilho próprio, mas refletia a glória de Deus. Em nossos dias, isso desafia uma espiritualidade voltada à aparência e à autopromoção. O cristão não é chamado para parecer espiritual, mas para ser transformado a ponto de refletir Cristo no caráter, nas palavras e nas atitudes.

Êxodo 34, portanto, fala diretamente ao nosso tempo: Deus continua sendo um Deus que restaura, mas não relativiza; perdoa, mas transforma; acolhe, mas chama à santidade. Em um mundo de alianças frágeis e compromissos descartáveis, o Senhor permanece fiel e convida seu povo a viver uma fé autêntica, marcada pela graça, pela obediência e pela transformação visível.

sábado, 3 de janeiro de 2026

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Brasil: entre a injustiça dos homens e a justiça de Deus


Vladimir Chaves

“Todo lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo tenho dado, como eu prometi a Moisés.” (Josué 1:3)

O Brasil atravessa dias difíceis. A sensação de injustiça se espalha, a corrupção parece ter criado raízes profundas e muitos já não confiam nas instituições que deveriam proteger o povo. Em meio a esse cenário, cresce o desânimo, o medo e a pergunta silenciosa no coração de muitos: ainda há esperança?

A Palavra de Deus nos lembra que a esperança nunca esteve nas estruturas humanas, mas no Senhor que governa acima delas. Quando Deus falou com Josué, o povo também vivia um tempo de transição, insegurança e incerteza. Moisés havia morrido, o futuro parecia desafiador, e a promessa ainda não estava visivelmente cumprida. Mesmo assim, Deus reafirma: “Eu continuo sendo fiel. A promessa permanece.”

“Todo lugar que pisar a planta do vosso pé” não fala de acomodação, mas de fé ativa. Deus chama seu povo a não se render ao medo nem ao silêncio diante da injustiça. Pisar significa caminhar com coragem, permanecer íntegro, não negociar valores, não se corromper, não perder a esperança. Cada passo dado na verdade, na justiça e no temor do Senhor tem valor diante d’Ele.

A corrupção pode se institucionalizar, mas Deus não perde o controle da história. A injustiça pode parecer forte, mas ela não é eterna. O povo de Deus é chamado a caminhar, orar, resistir ao mal e confiar que o Senhor honra aqueles que permanecem fiéis, mesmo quando o sistema falha.

Assim como em Josué, a promessa não depende de quem governa a terra, mas de quem governa o céu. O Brasil precisa mais do que reformas políticas; precisa de corações rendidos a Deus. A verdadeira mudança começa quando homens e mulheres decidem pisar firme no caminho da justiça, da verdade e da fé.

Quando tudo parece perdido, Deus continua dizendo ao seu povo: “Eu não mudei. A promessa ainda está de pé. Caminhem comigo.”

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Quando o despertar espiritual muda nossas escolhas


Vladimir Chaves

O crescimento espiritual não acontece apenas no interior do coração; ele se revela, sobretudo, nas escolhas do dia a dia. À medida que a consciência espiritual amadurece, surge um novo senso de discernimento. Passamos a perceber que nem tudo o que nos cerca contribui para nossa paz, nossa fé ou nosso propósito.

Algumas relações, embora comuns, podem nos afastar daquilo que estamos construindo espiritualmente. Certos ambientes, antes atraentes, deixam de fazer sentido quando percebemos que eles nos distraem, nos desgastam ou nos conduzem para longe dos valores que agora desejamos viver. Da mesma forma, hábitos repetidos sem reflexão podem se tornar obstáculos silenciosos no caminho da maturidade espiritual.

Esse processo não está ligado à arrogância nem ao isolamento, mas à responsabilidade espiritual. Escolher melhor é um ato de cuidado com a própria alma. É entender que crescer envolve renúncia, e que dizer “não” a algumas coisas é, na verdade, dizer “sim” àquilo que edifica, fortalece e aproxima de Deus.

A Bíblia nos lembra desse princípio com clareza:

“Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas edificam.” (1 Coríntios 10:23)

Viver com discernimento é caminhar com sabedoria, permitindo que a fé molde não apenas o que cremos, mas também como vivemos.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

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Um novo ano guiado pela vontade de Deus


Vladimir Chaves

Ao virar o calendário e dar início a um novo ano, o coração naturalmente se enche de expectativas. Sonhamos, traçamos metas, fazemos promessas e alimentamos a esperança de dias melhores. Planejar é parte da nossa responsabilidade e revela o desejo de crescer, avançar e viver com propósito. No entanto, a vida nos ensina que nem tudo acontece conforme imaginamos, e isso não significa fracasso, mas direção.

Há um descanso profundo quando entendemos que existe uma vontade superior conduzindo cada passo. Muitas vezes, aquilo que pedimos não se concretiza porque algo maior está sendo preparado. O que aos nossos olhos parece atraso pode ser, na verdade, cuidado; o que parece perda pode ser livramento; e o que parece silêncio pode ser Deus trabalhando de forma invisível, mas perfeita.

Confiar não é abrir mão dos sonhos, mas colocá-los no lugar certo. É reconhecer que a sabedoria humana é limitada, enquanto a sabedoria divina enxerga o fim desde o começo. Quando aprendemos a alinhar nossos desejos com a vontade do Senhor, o caminho se torna mais seguro, o coração mais leve e a fé mais firme.

Que este novo tempo seja marcado não apenas por conquistas visíveis, mas por crescimento espiritual, maturidade e confiança. Que cada passo seja guiado pela certeza de que, mesmo quando os planos mudam, o propósito permanece. E que, ao final de cada jornada, possamos olhar para trás e perceber que tudo cooperou para o bem, porque foi conduzido pelas mãos de Deus.

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Nada falta aos que andam com Deus


Vladimir Chaves

“Porque o Senhor Deus é o sol e escudo; o Senhor dá graça e glória; nenhum bem sonega aos que andam retamente.” Salmos 84:11

Há dias em que o caminho parece escuro e o coração cansado demais. Nessas horas, este versículo nos lembra que Deus não é apenas alguém que observamos à distância, mas Aquele que caminha conosco. Ele é o sol que ilumina quando não sabemos para onde ir e aquece quando a fé parece fria. Onde Deus está, a escuridão não prevalece.

Ao mesmo tempo, o Senhor é escudo. Isso significa que não estamos expostos, nem desamparados. As lutas vêm, os ataques surgem, mas Deus se coloca entre nós e o perigo. Nem sempre Ele impede a batalha, mas sempre oferece proteção para atravessá-la.

O salmista também afirma que Deus concede graça e glória. A graça nos sustenta no presente, perdoa nossas falhas e renova nossas forças. A glória aponta para o futuro, para a restauração completa e para a esperança que não decepciona. Deus cuida do agora sem perder de vista o amanhã.

Por fim, a promessa é clara: nenhum bem é negado aos que andam retamente. Andar retamente não é ser perfeito, mas viver com o coração voltado para Deus, buscando obedecê-lo e confiando em sua vontade. Mesmo quando algo nos é negado, podemos descansar na certeza de que Deus sabe o que é melhor. Se Ele não entrega, é porque ainda não é o tempo ou porque aquilo não nos faria bem.

Esse versículo nos convida a confiar. Confiar que Deus ilumina, protege, sustenta e conduz. E, acima de tudo, confiar que Ele jamais deixa faltar o que realmente precisamos quando escolhemos caminhar em sua presença.

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A responsabilidade de conduzir a própria vida


Vladimir Chaves

A vida nos ensina, muitas vezes pela dor, que nem todas as relações permanecem saudáveis ao longo do caminho. Há momentos em que insistir significa perder a paz, a alegria e até a própria identidade. Nessas horas, sabedoria não é endurecer o coração, mas cuidar dele.

Deus não nos chama para suportar tudo sem discernimento, nem para carregar pesos que não nos pertencem. Amar também envolve reconhecer limites. Quando a convivência se torna fonte constante de feridas, afastar-se pode ser um ato de maturidade espiritual, não de falta de perdão. Perdoar liberta o coração; manter distância, às vezes, preserva a alma.

Não temos controle sobre as escolhas alheias, nem poder para transformar o caráter de ninguém. O que está em nossas mãos é a forma como reagimos, o caminho que escolhemos seguir e os valores que decidimos proteger. Conduzir a própria vida com responsabilidade é um sinal de crescimento e temor a Deus.

A Bíblia nos orienta com clareza: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida” (Provérbios 4:23). Cuidar do coração é escolher a paz, a saúde emocional e uma caminhada alinhada com os propósitos do Senhor.

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Eu consagro 2026 em tuas mãos, Senhor.


Vladimir Chaves

Ao declarar essas palavras, reconheço que o tempo não me pertence, mas está sob o teu governo. Coloco diante de Ti meus planos, decisões e caminhos, confiando que a tua vontade é boa, perfeita e agradável. Como ensina a Escritura: “Consagra ao Senhor tudo o que você faz, e os seus planos serão bem-sucedidos” (Provérbios 16:3). Que cada dia de 2026 seja guiado pela tua sabedoria e não pela minha ansiedade.

Entrego o futuro com fé, sabendo que Tu já estás nele. Mesmo quando eu não enxergar o caminho, confiarei no teu cuidado, pois “o coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa vem do Senhor” (Provérbios 16:1). Que meus passos sejam firmados pela tua Palavra, “lâmpada para os meus pés e luz para o meu caminho” (Salmos 119:105).

Consagrar o ano é também renovar a esperança. Creio que teus propósitos prevalecerão, porque “os planos do Senhor permanecem para sempre” (Salmos 33:11). Assim, descanso na promessa: “Entregue o seu caminho ao Senhor; confie nele, e ele agirá” (Salmos 37:5). Que 2026 seja vivido para a tua glória, em obediência, fé e gratidão.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

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