Quando Deus habita em nós


Vladimir Chaves

“Todo aquele que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele em Deus.” (1 João 4:15)

Confessar que Jesus é o Filho de Deus vai muito além de repetir uma frase aprendida na igreja. Em 1 João 4:15, o apóstolo João escreve a cristãos que viviam cercados por dúvidas, falsos ensinos e constantes pressões para distorcer a verdade sobre Cristo. Diante desse cenário, ele deixa algo bem claro: a fé verdadeira começa com o reconhecimento sincero de quem Jesus realmente é.

Essa confissão não nasce apenas da mente, mas do coração, e se revela na maneira de viver. Não se trata apenas de acreditar, mas de entregar a Ele a confiança, a esperança e a direção da própria vida. João afirma que, nesse momento, algo profundo e transformador acontece: Deus passa a permanecer nessa pessoa, e essa pessoa passa a viver em Deus.

Permanecer em Deus significa viver em comunhão constante. É ter a certeza de que não estamos sozinhos, de que Deus caminha conosco no dia a dia, tanto nas alegrias quanto nas lutas. Sua presença não nos isenta dos problemas, mas nos fortalece para enfrentá-los com fé, confiança e amor.

No contexto da carta, João também deixa claro que essa comunhão se manifesta de forma prática. Quem confessa Jesus e permanece em Deus aprende a amar. O amor se torna a marca visível de uma fé genuína; não um amor apenas de palavras, mas aquele que se expressa em atitudes, perdão, cuidado e compromisso com o próximo.

Assim, 1 João 4:15 nos convida a refletir: nossa fé em Jesus é apenas declarada ou verdadeiramente vivida? Quando reconhecemos Jesus como o Filho de Deus e permitimos que Ele governe nossa vida, experimentamos algo precioso: a certeza de que Deus habita em nós, e nós habitamos n’Ele. E onde Deus habita, o amor se torna o caminho, a resposta e o testemunho.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

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“Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (João 14:6) — Uma reflexão


Vladimir Chaves

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida.” Essas palavras foram ditas por Jesus em uma noite marcada por incerteza, medo e tristeza. Sentado à mesa com os discípulos, Ele havia anunciado que partiria. Para homens que caminharam ao Seu lado por tanto tempo, aquilo soou como perda, abandono e profunda confusão.

Tomé dá voz ao sentimento do grupo ao dizer: “Senhor, não sabemos para onde vais; como saber o caminho?” A pergunta é sincera, humana, carregada de angústia. E a resposta de Jesus não vem em forma de mapa, instruções detalhadas ou explicações complexas. Ele não aponta um destino distante. Ele aponta para Si mesmo:

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida.”

Jesus sabia que o coração dos discípulos estava inquieto. Por isso, não oferece um método, mas uma presença. Não diz “sigam estas regras”, mas “sigam a Mim”. O caminho até Deus não é construído por passos humanos, méritos pessoais ou esforços religiosos. Ele é trilhado pela fé em Cristo.

Quando Jesus se apresenta como o caminho, Ele afirma que não estamos perdidos quando andamos com Ele. Mesmo sem compreender tudo, mesmo em meio à dor e às dúvidas, quem caminha com Cristo não anda sem direção. O caminho pode ser estreito e desafiador, mas é seguro, porque é o próprio Jesus quem conduz.

Ao declarar que é a verdade, Jesus nos lembra que, em um mundo repleto de vozes, confusões e enganos, existe uma verdade que não muda. Ele não engana, não falha e não decepciona. Conhecer a verdade não é apenas acumular informações; é viver um relacionamento com Aquele que revela plenamente quem Deus é.

E quando Ele diz que é a vida, aponta para algo que vai além do simples existir. Jesus fala da vida que restaura, que dá sentido, que vence a morte. Uma vida que começa agora, no presente, e se estende pela eternidade. Fora de Cristo pode haver existência, mas somente n’Ele há vida plena.

Por fim, Jesus declara com amor e firmeza: “Ninguém vem ao Pai senão por mim.” Essa não é uma palavra de exclusão, mas de esperança. Deus abriu um caminho, e esse caminho tem nome. A cruz não foi um obstáculo; foi a ponte. O Filho não afastou o Pai; Ele nos conduziu até Ele.

João 14:6 nos lembra que, quando tudo parece incerto, o caminho continua o mesmo. Quando a verdade parece confusa, ela permanece viva em Cristo. Quando a vida perde o sentido, Ele continua sendo a fonte.

Seguir Jesus não é ter todas as respostas. É confiar n’Aquele que é a resposta.


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O homem vê o exterior, Deus vê o interior


Vladimir Chaves

“O Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração.” (1 Samuel 16:7)

Muitas vezes, somos avaliados pela aparência, pelo que mostramos por fora ou pelo que conseguimos fazer diante das pessoas. O mundo costuma medir valor por força, posição, títulos e reconhecimento. Mas Deus não segue esses critérios.

Quando Deus falou essas palavras a Samuel, Ele estava ensinando uma lição profunda: aquilo que impressiona os olhos humanos nem sempre agrada ao Senhor. Enquanto o homem se prende ao exterior, Deus examina o interior. Ele vê intenções, pensamentos, sentimentos e a sinceridade do coração.

Isso traz descanso para quem se sente pequeno ou invisível. Mesmo que outros não percebam seu valor, Deus conhece sua verdade. Ele vê sua fé silenciosa, suas lutas escondidas e o desejo sincero de fazer o que é certo.

Por outro lado, esse versículo também nos chama à reflexão. Não adianta cuidar apenas da imagem, se o coração estiver distante de Deus. O Senhor deseja um coração humilde, ensinável e disposto a obedecer, mesmo em meio às falhas.

Deus não procura pessoas perfeitas aos olhos do mundo, mas corações entregues a Ele. Quando o coração agrada ao Senhor, Ele mesmo se encarrega de abrir portas, cumprir promessas e realizar seus propósitos no tempo

Que nossa maior preocupação não seja parecer, mas ser; um coração aprovado diante de Deus.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

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Quando Deus levanta os improváveis, até o inferno treme


Vladimir Chaves


A Bíblia nos ensina, de forma clara e consistente, que Deus não age segundo os critérios humanos. Ele não escolhe apenas os mais fortes, os mais influentes ou os socialmente bem-posicionados. Ao contrário, ao longo da história bíblica, o Senhor tem levantado os improváveis para cumprir seus propósitos. E quando isso acontece, algo se move; no mundo espiritual e também no cenário social.

A conhecida expressão de que “o inferno treme quando Deus levanta homens” não se refere à exaltação de pessoas, mas ao impacto da obediência. O que confronta estruturas injustas não é o homem em si, mas o Deus que age por meio dele. Moisés, um fugitivo no deserto; Davi, um pastor esquecido; Gideão, o menor da sua casa; todos improváveis, todos instrumentos nas mãos do Senhor.

O apóstolo Paulo resume esse princípio ao afirmar:

“Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes.” (1 Co 1:27)

Esse padrão não ficou restrito às páginas da Escritura. Ele continua se manifestando nos nossos dias. Em tempos de crise moral, institucional e espiritual, quando a injustiça parece sufocar a esperança e a verdade é relativizada, Deus continua levantando vozes que despertam consciências e provocam reflexão.

É nesse contexto que nós cristãos observamos a mobilização liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Jovem, de origem simples e fora do perfil tradicional das elites políticas, ele se tornou uma voz nacional ao abordar temas sensíveis à fé cristã, à liberdade e à justiça.

No dia 19 de janeiro de 2026, Nikolas iniciou a “Caminhada pela Justiça e Liberdade”, um percurso de cerca de 240 quilômetros a pé, entre Paracatu (MG) e Brasília (DF), com chegada prevista para 25 de janeiro. Segundo o próprio parlamentar, expressando-se em carta aberta ao povo brasileiro, a iniciativa não tem como objetivo promover desordem ou atacar instituições, mas chamar atenção para o avanço da injustiça, defendendo o respeito ao devido processo legal, à dignidade humana e às garantias constitucionais.

Independentemente de posições políticas, o gesto carrega um simbolismo que merece reflexão à luz da fé cristã. Trata-se de sair do conforto do discurso e assumir o peso do caminho. A Bíblia nos ensina que fé sem obras é morta, e que obediência verdadeira envolve atitude, sacrifício e perseverança.

O profeta Zacarias registra uma verdade eterna:

“Não por força nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.” (Zc 4:6)

A história bíblica e a história da Igreja mostram que a luta por liberdade, justiça e verdade nunca foi simples. Sempre exigiu coragem, oração, discernimento e ação responsável. A libertação, nas Escrituras, não ocorre sem enfrentamento, mas também não se sustenta sem dependência de Deus.

Mais do que a defesa de nomes ou projetos humanos, este é um chamado à reflexão espiritual. Deus continua levantando homens e mulheres comprometidos com a verdade. E quando isso acontece, a opressão se inquieta, estruturas injustas são confrontadas e consciências são despertadas. O inferno treme; não por causa de homens, mas por causa do Deus soberano que age por meio deles.

Que a Igreja permaneça vigilante, firme na Palavra, equilibrada em discernimento e fiel Àquele que continua governando soberanamente sobre todas as coisas.

Vladimir Chaves

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

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Para Deus, nada é impossível


Vladimir Chaves

“Porque para Deus não haverá impossíveis em todas as suas promessas” Lucas 1:37

Há momentos na vida em que tudo parece travado. As circunstâncias dizem “não dá”, a razão afirma “é impossível” e o coração começa a perder a esperança. Foi assim também com Maria. Diante do anúncio do anjo, ela não duvidou do poder de Deus, mas perguntou como aquilo poderia acontecer. A resposta veio clara e segura: “Porque para Deus não haverá impossíveis em todas as suas promessas.”

Essa declaração não ignora a realidade humana; ela a supera. Deus não nega nossas limitações, mas mostra que suas promessas não dependem delas. O que falta ao homem, sobra em Deus. O que é incapaz para nós, está plenamente sob o controle d’Ele.

Quando Deus promete, Ele não está apenas fazendo uma afirmação otimista; Ele está revelando sua fidelidade. O cumprimento não está preso ao tempo humano, nem às condições favoráveis, mas à Palavra que sai da boca do Senhor. Por isso, o impossível não é um obstáculo para Deus, é apenas o cenário onde Sua glória se manifesta.

Este versículo nos ensina a descansar. Não é sobre entender como Deus fará, mas crer que Ele fará. A fé verdadeira nasce quando aprendemos a confiar mais na promessa do que na dificuldade, mais na voz de Deus do que no barulho das circunstâncias.

Assim, Lucas 1:37 nos convida a levantar os olhos e lembrar: se Deus prometeu, Ele é fiel para cumprir. O impossível não define o fim da história; nas mãos de Deus, ele se transforma em testemunho.

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A responsabilidade de ensinar a Palavra


Vladimir Chaves

“Estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; e as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentados em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te” (Deuteronômio 6:6–7).

Logo no início, o versículo nos mostra que o ensino da Palavra começa no interior do ser humano. Antes de ser transmitida, a Palavra precisa habitar o coração, moldando pensamentos, atitudes e escolhas. Só assim ela se torna viva e verdadeira.

A orientação divina segue mostrando que ensinar a Palavra não é uma tarefa ocasional, mas um exercício constante. Ela deve fazer parte da rotina, dos momentos simples e repetidos da vida: ao sentar, ao andar pelo caminho, ao deitar e ao levantar. Isso revela que a fé se constrói no cotidiano, em conversas naturais, conselhos amorosos e exemplos coerentes.

Deuteronômio 6:6–7 nos ensina que falar de Deus vai além de ambientes formais. A Palavra flui quando está enraizada no coração, transformando o lar em espaço de aprendizado espiritual e a convivência diária em oportunidade de edificação.

Esse chamado também destaca a responsabilidade de transmitir a fé às próximas gerações. Ensinar a Palavra é um ato de amor e cuidado, pois prepara filhos e discípulos para viverem com temor, sabedoria e confiança no Senhor.

Assim, a Bíblia nos convida a uma fé viva e constante, onde a Palavra de Deus não é apenas ensinada com palavras, mas revelada por meio do exemplo e de uma vida que reflete obediência, compromisso e dependência do Senhor.

Quando a Palavra ocupa o centro da vida, ela naturalmente se torna assunto constante, orientação segura e herança espiritual duradoura.

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O jugo que dá descanso e direção à alma


Vladimir Chaves

Vivemos em um mundo que cansa. Cansa o corpo, a mente e, muitas vezes, a alma. São cobranças, culpas, expectativas e pesos que vão se acumulando silenciosamente.

Foi nesse cenário, de pessoas cansadas, sobrecarregadas pela religião rígida e pela vida difícil, que Jesus fez um convite surpreendente: “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para vossa alma” Mateus 11:29

o jugo era uma peça de madeira colocada sobre dois bois para unir, dirigir e repartir o peso do trabalho.

À primeira vista, parece estranho. Como um jugo, símbolo de trabalho e peso, pode trazer descanso?

Mas o jugo de Jesus é diferente. Ele não é imposto à força, é oferecido em amor, não é um peso solitário, é um caminhar acompanhado.

Jesus não nos chama para carregar sozinhos, Ele se coloca ao nosso lado.

No jugo de Cristo, o peso é dividido, o caminho é guiado e o ritmo é ajustado à nossa força.

Depois Ele diz: “Aprendei de mim.”

Não é um aprendizado frio, feito apenas de regras. É aprender olhando para Ele, convivendo com Ele, deixando que seu caráter molde o nosso.

E então Jesus revela quem Ele é: manso e humilde de coração. Ele não oprime, não grita ordens, não pesa a mão. Seu coração é acessível, acolhedor, seguro.

Por isso Ele promete: “Achareis descanso para vossa alma.”

Não é a ausência de problemas. É a presença de paz, é descansar sabendo que não precisamos provar nada para Deus, porque em Cristo já fomos aceitos.

O descanso da alma nasce quando deixamos de lutar sozinhos e escolhemos caminhar com Jesus, quando trocamos o peso da culpa pelo jugo da graça, quando entendemos que obedecer a Cristo não escraviza, liberta.

O jugo de Jesus não é um fardo que esmaga, é um convite que alivia, é o caminho onde a alma cansada encontra repouso.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

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A Bíblia: Água viva que limpa a alma e coração


Vladimir Chaves

“Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz para o meu caminho.” Salmos 119:105

Ler a Bíblia é como tomar banho todos os dias. No momento, você pode até não perceber tanta diferença, mas quando o hábito é abandonado, a sujeira logo começa a aparecer. Assim também acontece com a vida espiritual. A Palavra de Deus nos limpa por dentro, ajusta nossos pensamentos e corrige atitudes que, com o tempo, podem se desviar sem que a gente perceba.

O mundo em que vivemos nos expõe diariamente a pressões, preocupações, palavras negativas e maus exemplos. Tudo isso vai se acumulando no coração, como a poeira no corpo. A Bíblia age como essa água que renova, trazendo clareza, paz e direção. Quando deixamos de ler, nossa fé enfraquece, a sensibilidade espiritual diminui e decisões passam a ser tomadas sem a orientação de Deus.

Por isso, mais do que um dever, a leitura bíblica deve ser um hábito constante. Mesmo quando o dia está corrido ou o ânimo parece pequeno, alguns minutos na Palavra já fazem diferença. Assim como o banho não é luxo, mas necessidade, a Bíblia é essencial para manter a alma limpa, fortalecida e preparada para enfrentar cada novo dia.

domingo, 18 de janeiro de 2026

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“Misericórdia que transforma” – Reflexão em Mateus 6:36


Vladimir Chaves



Jesus disse: “Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso.” Mt 6;36

Essa palavra foi dita em um contexto em que Ele ensinava como deve ser a vida dos que pertencem ao Reino de Deus. Não se trata apenas de cumprir regras, mas de viver com um coração parecido com o do Pai.

Todos os dias experimentamos a misericórdia de Deus. Ele nos suporta, nos perdoa e nos dá novas oportunidades, mesmo conhecendo nossas falhas. Deus não nos trata apenas conforme nossos erros, mas conforme seu amor. É a partir dessa experiência que Jesus nos chama a agir da mesma forma com as pessoas.

Ser misericordioso não significa concordar com o erro, mas escolher o amor em vez da condenação, o perdão em vez da vingança, a paciência em vez da dureza. É lembrar que o outro, assim como nós, está em processo, lutando, aprendendo e necessitando da graça de Deus.

No dia a dia, a misericórdia aparece em atitudes simples: ouvir sem julgar, perdoar quando dói, ajudar sem esperar retorno, tratar com respeito mesmo quem nos decepcionou. Essas atitudes revelam que o Reino de Deus está vivo em nós.

Jesus nos ensina que, quando somos misericordiosos, refletimos o caráter do Pai. E quanto mais entendemos o quanto Deus foi e continua sendo misericordioso conosco, mais fácil se torna estender essa misericórdia aos outros.

Viver Mateus 6:36 é permitir que a graça que nos alcançou também alcance quem caminha ao nosso lado.

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Marcos 9:46 — Uma reflexão para o coração


Vladimir Chaves

“Onde o seu verme não morre, e o fogo não se apaga.” Marcos 9:46

Jesus estava cercado por pessoas comuns, com lutas reais, falhas e tentações diárias. Ao falar as palavras registradas em Marcos 9:46, Ele não queria assustar, mas acordar consciências. Sua intenção era levar cada ouvinte a refletir seriamente sobre o valor da alma e o perigo de viver sem arrependimento.

Quando Jesus menciona o “verme que não morre” e o “fogo que não se apaga”, Ele usa uma linguagem conhecida do povo judeu. Eram imagens fortes, usadas para mostrar que o pecado não tratado corrói por dentro e produz consequências duradouras. O verme representa aquilo que consome silenciosamente, e o fogo simboliza um juízo que não pode ser ignorado.

Cristo não está ensinando que devemos ferir o próprio corpo, mas que precisamos ter coragem de romper com atitudes, hábitos e escolhas que nos afastam de Deus. Às vezes, abandonar algo dói. Pode ser um comportamento, uma amizade, um desejo ou um caminho errado. Porém, Jesus deixa claro: é melhor perder algo agora do que perder a vida eterna.

Esse ensino nos convida a olhar para dentro de nós mesmos com sinceridade. O pecado, quando tolerado, parece pequeno no começo, mas com o tempo cresce, enfraquece a fé e endurece o coração. Por isso, Jesus chama Seus seguidores a uma decisão radical: escolher a vida, escolher a santidade, escolher Deus acima de tudo.

Marcos 9:46 nos lembra que a graça de Deus está disponível, mas não deve ser tratada com descaso. O amor de Cristo nos alerta porque deseja nos salvar, restaurar e conduzir a uma vida plena. Ele nos chama hoje a abandonar o que destrói e abraçar aquilo que gera vida.

Refletir sobre esse texto é perguntar a si mesmo:

O que preciso deixar para trás para caminhar mais perto de Deus?

Porque nada neste mundo é mais precioso do que uma alma guardada em Deus.

sábado, 17 de janeiro de 2026

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