A Palavra que confronta, cura e direciona


Vladimir Chaves

“Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.” (Hebreus 4:12)

A Palavra de Cristo não é apenas um conjunto de ensinamentos bonitos ou frases inspiradoras. Ela é viva, atual e profundamente transformadora. Quando permitimos que essa Palavra nos alcance, ela vai além da superfície: entra no íntimo da alma, ilumina intenções escondidas e revela aquilo que, muitas vezes, nem nós mesmos conseguimos perceber.

Essa Palavra age como um espelho espiritual. Ela confronta, consola, corrige e direciona. Não faz isso para nos condenar, mas para nos alinhar ao propósito de Deus. Ao discernir pensamentos e propósitos do coração, Cristo nos chama a uma fé sincera, não baseada apenas em aparência religiosa, mas em uma vida transformada de dentro para fora.

Quando ouvimos ou estudamos a Palavra com humildade, ela nos ensina a discernir o que vem de Deus e o que nasce do nosso próprio coração. Ela nos conduz ao arrependimento, fortalece nossa esperança e nos capacita a viver segundo a vontade do Pai. Por isso, quanto mais espaço damos à Palavra de Cristo, mais nossa vida é moldada pela verdade.

“As palavras que eu vos disse são espírito e vida.” (João 6:63)

Que a Palavra de Cristo habite ricamente em nós e produza frutos visíveis em nossa maneira de pensar, falar e viver.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

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O cenário não muda a promessa. Ele só prova a fé.


Vladimir Chaves

Ao longo da caminhada cristã, muitas vezes somos tentados a interpretar a fidelidade de Deus pelo que estamos vendo. Quando o cenário escurece, quando as portas parecem fechadas e as perdas se acumulam, o coração pergunta: “Onde está a promessa?” Mas a Bíblia nos ensina que as circunstâncias não anulam aquilo que Deus falou.

Deus não muda conforme o cenário. “Porque eu, o Senhor, não mudo” (Malaquias 3:6). O que muda é a forma como somos provados. O deserto não cancela a promessa; ele revela quem confia nela. Foi assim com Abraão, que “creu contra a esperança” (Romanos 4:18), mesmo quando tudo parecia dizer o contrário.

O cenário prova a fé, mas a promessa sustenta o coração.

A fé verdadeira não se apoia no que os olhos veem, mas no que Deus já disse. “Porque andamos por fé, e não por vista” (2 Coríntios 5:7). Quando olhamos apenas para o cenário, o medo cresce; quando olhamos para a promessa, a esperança permanece viva.

Há momentos em que o que chamamos de perda é apenas um tempo de espera. Jesus ensinou que “se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto” (João 12:24). O que parece fim pode ser semente. O que parece atraso pode ser preparo.

Ainda haverá colheitas onde pareceu ser perda.

Deus é especialista em transformar lágrimas em frutos. “Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria” (Salmos 126:5). Aquilo que foi entregue a Deus com dor não será esquecido por Ele. A colheita vem no tempo certo, porque “a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido” (Gálatas 6:9).

Por isso, olhe para a promessa. O cenário pode até gritar, mas a Palavra de Deus permanece firme. “Seca-se a erva, e cai a flor, porém a palavra do nosso Deus subsiste eternamente” (Isaías 40:8). Quem confia na promessa aprende a esperar, porque sabe que Deus é fiel para cumprir tudo o que falou.

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Um chamado à humildade que transforma


Vladimir Chaves

Vivemos em um tempo em que as pessoas são incentivadas a competir, aparecer e se promover. Ser notado, reconhecido e elogiado parece ser a medida do sucesso. Porém, quando o apóstolo Paulo escreve à igreja de Filipos, ele apresenta um caminho completamente diferente daquele proposto pelo mundo.

Em Filipenses 2:3, Paulo orienta os cristãos a não fazerem nada por egoísmo ou vanglória. Ele não está falando apenas de atitudes erradas, mas também das intenções do coração. Muitas vezes, até boas ações podem nascer do desejo de reconhecimento. O apóstolo nos chama a examinar não só o que fazemos, mas por que fazemos.

A alternativa apresentada por Paulo é a humildade. Humildade não é pensar menos de si mesmo, mas pensar menos em si mesmo. É reconhecer que todos dependemos da graça de Deus e que ninguém é maior do que o outro diante d’Ele. Quando entendemos isso, deixamos de agir movidos pelo orgulho e passamos a agir movidos pelo amor.

Considerar os outros superiores a si mesmo significa escolher o caminho do serviço. É dar valor ao próximo, ouvir com atenção, respeitar diferenças e abrir mão da própria vontade quando necessário para preservar a unidade e a paz. Esse ensino não diminui o cristão; pelo contrário, o aproxima do caráter de Cristo.

Jesus é o maior exemplo dessa verdade. Sendo Senhor, Ele se fez servo. Tendo toda autoridade, escolheu a humildade. Paulo nos convida a seguir esse mesmo sentimento, permitindo que nossas atitudes reflitam o coração de Cristo.

Quando a humildade governa nossas ações, a comunhão é fortalecida, os conflitos são reduzidos e Deus é glorificado. Filipenses 2:3 nos lembra que o verdadeiro crescimento espiritual acontece quando aprendemos a sair do centro e colocamos Deus e o próximo em primeiro lugar.

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Guarda o teu coração


Vladimir Chaves

Em Provérbios capítulo 4, Salomão fala como um pai que ensina o filho a escolher o caminho da sabedoria. Ele não está apenas dando conselhos morais, mas mostrando que a vida é construída a partir das decisões interiores. É nesse contexto que surge a advertência: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração.”

O coração, na Bíblia, representa o centro da vida: onde nascem os pensamentos, as intenções, os desejos e as escolhas. Antes de qualquer atitude visível, algo já aconteceu dentro do coração. Por isso, Salomão ensina que o maior cuidado do ser humano não deve ser com o exterior, mas com o interior.

Guardar o coração não significa endurecê-lo, mas protegê-lo. É vigiar o que permitimos entrar: palavras que ouvimos, conselhos que seguimos, sentimentos que alimentamos. Quando não cuidamos do coração, ele se torna vulnerável à amargura, ao orgulho, à inveja e à distração espiritual. E, pouco a pouco, essas coisas moldam nossa maneira de viver.

O texto afirma que do coração “procedem as fontes da vida”. Isso quer dizer que a direção da vida nasce de dentro. Um coração alinhado com a sabedoria de Deus produz atitudes corretas, palavras que edificam e decisões que geram paz. Já um coração desgovernado conduz a caminhos confusos e dolorosos.

Salomão nos lembra que quem deseja uma vida estável, sábia e abençoada precisa começar pelo lugar certo. Deus trabalha de dentro para fora. Quando o coração é guardado, a vida encontra direção.

Cuidar do coração é um exercício diário de fé, vigilância e obediência. É permitir que a Palavra de Deus seja o filtro das emoções e das decisões. Porque, no fim, quem guarda o coração, preserva a própria vida.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

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A responsabilidade bíblica de pregar sem distorcer


Vladimir Chaves

Jesus nos confiou uma missão clara e inegociável: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16:15). Não se trata de uma sugestão, mas de uma ordem. O evangelho não é propriedade da igreja, do pregador ou da época; ele é a boa notícia de Deus para toda a humanidade e deve ser anunciado com fidelidade.

Pregar o evangelho é mais do que falar de Deus. É transmitir exatamente aquilo que Ele revelou em sua Palavra. Por isso, o alerta solene do Apocalipse ecoa com força: “Se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida” (Apocalipse 22:19). Essa advertência nos lembra que não temos autoridade para adaptar, omitir ou suavizar a verdade para torná-la mais conveniente ou aceitável.

Vivemos tempos em que muitos querem um evangelho ajustado aos próprios desejos, sem confronto, sem arrependimento e sem compromisso. No entanto, o verdadeiro evangelho transforma, corrige, consola e salva; tudo isso ao mesmo tempo. Retirar partes da Palavra ou acrescentar ideias humanas é comprometer a mensagem e desonrar Aquele que a confiou a nós.

A fidelidade na pregação também nasce da expectativa da volta de Cristo: “Certamente cedo venho” (Apocalipse 22:20). Saber que Jesus voltará nos chama à responsabilidade, à vigilância e à seriedade no anúncio da verdade. Cada palavra pregada deve refletir reverência, amor pelas almas e obediência às Escrituras.

Pregar o evangelho com fidelidade é um ato de amor a Deus e ao próximo. É anunciar a verdade completa, sem medo e sem adulterações, confiando que a Palavra do Senhor é suficiente e eficaz para cumprir o propósito para o qual foi enviada. Que nossa resposta seja a mesma da igreja: Amém. Vem, Senhor Jesus.

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Paz seja nesta casa.


Vladimir Chaves


“Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: Paz seja nesta casa.”  Lucas 10:5

Essa não é apenas uma frase bonita ou um cumprimento educado. É uma declaração que carrega fé, esperança e propósito espiritual.

Quando Jesus ensinou seus discípulos a dizerem essas palavras ao entrarem em um lar, Ele estava mostrando que a verdadeira paz não vem das circunstâncias, mas da presença de Deus. É uma paz que acalma corações, organiza pensamentos e traz descanso à alma.

Dizer “paz seja nesta casa” é desejar que aquele ambiente seja um lugar de acolhimento, e não de conflito; de diálogo, e não de gritos; de fé, e não de medo. É pedir que Deus governe cada relacionamento ali dentro, trazendo equilíbrio, perdão e amor.

Essa paz não é forçada. Ela permanece onde há corações abertos. Onde há humildade, ela repousa. Onde há resistência, ela retorna. Isso nos ensina que a paz de Deus é um presente, não uma imposição.

Que essa palavra seja mais do que uma frase dita ao entrar em um lar. Que ela seja uma oração sincera, um compromisso diário e um desejo constante: que a presença de Deus transforme a casa em um lugar de descanso, e os moradores em instrumentos dessa mesma paz.

Paz seja nesta casa.

E que essa paz comece dentro de cada coração.

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89 atingidos por um raio, nenhuma perda de vidas: um milagre em Brasília que revela que Deus está agindo.


Vladimir Chaves

Naquele domingo, em meio à chuva intensa que caía sobre Brasília, algo extraordinário aconteceu. Um raio atingiu um grande grupo de pessoas reunidas próximo ao Memorial JK, durante um ato de clamor por Deus e pela nação. Ao todo, 89 pessoas foram atingidas, o maior número já registrado na história do Brasil. Humanamente falando, o desfecho poderia ter sido trágico. Mas não foi.

Apesar da gravidade do ocorrido, mais de 80 pessoas precisaram de atendimento e nenhuma ficou em estado grave. Não há notícia, no Brasil ou em qualquer outra parte do mundo, de um episódio com proporções semelhantes sem um único óbito. Diante disso, a razão se curva e o coração reconhece: foi o agir de Deus.

A Palavra nos ensina que o Senhor não é indiferente ao clamor do Seu povo. Ele vê, ouve e responde. A Bíblia declara:

“E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” (2 Crônicas 7:14).

Aquele ato não era apenas uma reunião pública; era um clamor coletivo, um pedido sincero para que Deus sare o Brasil, livrando a nação da corrupção, da injustiça e da opressão. E, mesmo em meio ao perigo, Deus respondeu com misericórdia. O raio caiu, mas a morte não teve autorização para agir.

A Escritura afirma:

“O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem e os livra” (Salmos 34:7).

O livramento vivido naquele dia aponta para essa verdade. Não foi sorte, não foi acaso, não foi coincidência. Foi proteção divina em meio ao caos.

Deus continua soberano sobre a natureza e sobre a história. Como diz o salmista: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia” (Salmos 46:1).

O episódio em Brasília se torna, assim, um sinal, um chamado à reflexão. Deus mostra que está atento ao clamor sincero, que preserva vidas e que continua falando com a nação. O raio atingiu muitos, mas a mão do Senhor foi mais forte que o perigo.

Que esse acontecimento desperte no Brasil não apenas espanto, mas arrependimento, fé e esperança. Porque quando o povo ora, Deus age. E quando Deus age, até o que poderia ser tragédia se transforma em testemunho vivo da Sua graça.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

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Quando Deus escolhe não lembrar


Vladimir Chaves

Quando Deus declara: “Dos seus pecados e das suas iniquidades não me lembrarei jamais” (Hb 10:17), Ele está afirmando algo que transforma completamente a vida de quem crê. Não se trata de um perdão parcial ou provisório, mas de uma decisão eterna baseada na obra perfeita de Cristo na cruz.

Muitas vezes, o ser humano continua preso ao passado, revivendo erros que Deus já apagou. Mas a Palavra nos ensina que, quando há arrependimento sincero e fé em Jesus, o pecado deixa de ser um registro ativo diante de Deus. Aquilo que antes nos acusava perde a força, porque foi colocado sobre Cristo.

Essa verdade nos chama a descansar na graça. Se Deus não se lembra mais do que foi perdoado, não faz sentido viver sob o peso da culpa. A cruz não apenas perdoa, ela encerra o capítulo do passado e abre espaço para uma nova caminhada.

Ao mesmo tempo, esse perdão não nos leva à negligência espiritual, mas à gratidão e à obediência. Quem compreende a profundidade da graça passa a viver com mais responsabilidade, desejando agradar a Deus não por medo, mas por amor.

Assim, Hebreus 10:17 nos convida a olhar para frente. Em Cristo, o passado não nos condena, a culpa não nos define e o futuro está firmado na misericórdia de Deus. Viver essa verdade é caminhar em liberdade, fé e esperança.

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Crer em Cristo é descansar no amor do pai


Vladimir Chaves



Às vezes imaginamos Deus como alguém distante, difícil de alcançar, sempre exigindo mais do que conseguimos oferecer. Mas João 16:27 quebra essa imagem e nos convida a enxergar o coração do Pai de forma simples e real: “o próprio Pai vos ama”.

Jesus fala isso aos discípulos num momento delicado, quando eles estavam confusos e inseguros. Mesmo assim, Ele deixa claro que o amor de Deus não estava em risco. Não dependia da força deles, nem da perfeição da fé, mas do fato de que eles haviam crido em Cristo. Isso traz descanso ao coração.

Essa palavra continua atual. Em meio às lutas diárias, erros e preocupações, é comum pensar que precisamos “fazer mais” para que Deus nos aceite. Porém, Jesus nos lembra que o Pai já nos ama. A fé em Cristo não serve para convencer Deus a nos amar, mas para nos fazer perceber um amor que já existe.

Quando cremos que Jesus veio de Deus, passamos a viver uma relação verdadeira, baseada na confiança e não no medo. Oramos com mais sinceridade, caminhamos com mais esperança e enfrentamos as dificuldades com a certeza de que não estamos sozinhos.

João 16:27 nos ensina que o amor do Pai é direto, próximo e constante. Mesmo quando tudo parece instável, essa verdade permanece firme: Deus nos ama, e esse amor é o fundamento da nossa fé e da nossa caminhada diária.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

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Alistados para a guerra espiritual


Vladimir Chaves


Não é para brincar de crente que fomos chamados para o exército de Cristo. O chamado do Senhor não é um convite para uma vida superficial ou distraída, mas para um compromisso sério com o Reino de Deus.

A Palavra nos orienta claramente:

“Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo. Ninguém que milita se embaraça com os negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra.” (2 Timóteo 2:3-4)

Ao seguirmos a Cristo, entramos em uma batalha espiritual diária. Lutamos contra o mundo, que tenta nos moldar longe de Deus; contra a carne, que insiste em nos afastar da obediência; e contra o diabo, que trabalha para enfraquecer nossa fé.

O bom soldado de Cristo aprende a suportar as dificuldades sem perder o foco. Ele entende que sua missão é maior do que os prazeres momentâneos e que agradar a Deus deve estar acima de qualquer interesse pessoal.

Ser parte do exército de Cristo é viver com vigilância, perseverança e fidelidade. É permanecer firme nas lutas, confiando que o Senhor capacita e fortalece aqueles que foram chamados para servi-lo com verdade e dedicação.





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