A Igreja de Cristo foi
edificada para ser um corpo unido, vivo e saudável, onde cada membro coopera
para o crescimento espiritual de todos. Contudo, um dos maiores males que podem
atingir a casa do Senhor não vem de fora, mas de dentro: as divisões e os fuxicos
que encontram espaço onde deveria haver maturidade, discernimento e amor.
A Palavra de Deus é clara ao
alertar sobre os perigos da divisão. O apóstolo Paulo exortou a igreja de
Corinto dizendo:
“Rogo-vos, irmãos, pelo nome
de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja
entre vós divisões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo
parecer” (1 Coríntios 1:10).
Quando a divisão se instala,
o foco deixa de ser Cristo e passa a ser pessoas, opiniões, grupos e
preferências. O corpo perde força, a comunhão é enfraquecida e o testemunho da
Igreja diante do mundo é manchado. Jesus mesmo declarou:
“Todo reino dividido contra
si mesmo é devastado; e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não
subsistirá” (Mateus 12:25).
Entre os instrumentos mais
silenciosos e destrutivos da divisão estão os fuxicos, as murmurações e as
palavras lançadas sem temor. A Bíblia adverte:
“O mexeriqueiro revela o
segredo, mas o fiel de espírito encobre o negócio” (Provérbios 11:13).
O fuxico não apenas fere
relacionamentos, mas contamina ambientes espirituais, gera desconfiança e apaga
o amor fraternal. E quando tais palavras são absorvidas por quem deveria
liderar, o dano se torna ainda maior. A liderança chamada por Deus deve ser guardiã
da unidade, não receptora de contendas.
A Escritura orienta que o
líder seja alguém que governa bem a própria casa e age com equilíbrio
espiritual:
“Não aceites acusação contra
um presbítero, senão com duas ou três testemunhas” (1 Timóteo 5:19).
Quando líderes dão ouvidos a
fuxicos, sem discernimento ou critério bíblico, correm o risco de tomar
decisões baseadas em emoções, parcialidades ou informações distorcidas. Isso
compromete a edificação da Igreja e entristece o Espírito Santo, pois:
“Nenhuma palavra torpe saia
da vossa boca, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê
graça aos que a ouvem” (Efésios 4:29).
Deus abomina a semeadura de
contendas entre irmãos, como afirma a Palavra:
“Estas seis coisas o Senhor
odeia, e a sétima a sua alma abomina: … o que semeia contendas entre irmãos” (Provérbios
6:16,19).
A Igreja cresce quando há
amor, verdade e unidade. O Salmo declara:
“Oh! Quão bom e quão suave é
que os irmãos vivam em união” (Salmos 133:1).
Portanto, que cada cristão
vigie suas palavras e atitudes, e que cada líder exerça seu chamado com temor,
sabedoria e discernimento espiritual. A casa do Senhor não é lugar de divisões,
mas de cura; não de fuxicos, mas de edificação; não de disputas, mas de
comunhão em Cristo, que é o cabeça da Igreja (Colossenses 1:18).
Que a oração de Jesus continue ecoando em nossos dias: “Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti” (João 17:21).


