Jesus: A porta da salvação, da liberdade e do cuidado


Vladimir Chaves

“Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, entrará e sairá, e achará pastagens.” João 10:9

Jesus não usou essa frase por acaso. Quando Ele disse: “Eu sou a porta”, falava a um povo que conhecia bem a vida no campo. À noite, as ovelhas eram recolhidas ao curral para ficarem protegidas. Havia apenas uma entrada, e o próprio pastor muitas vezes se colocava ali, servindo de porta viva. Nenhuma ovelha entrava ou saía sem passar por ele. Assim, Jesus revela que Ele mesmo é o acesso seguro, o ponto de proteção e o caminho legítimo para a vida com Deus.

Ao afirmar “se alguém entrar por mim, será salvo”, Jesus deixa claro que a salvação não está em esforços humanos, tradições religiosas ou méritos pessoais. Está nEle. Entrar por Cristo é confiar, é entregar a vida, é reconhecer que fora dEle há perigo, mas nEle há segurança. A salvação prometida aqui não é apenas para o futuro, mas começa agora, no coração de quem crê.

Quando Jesus diz que a pessoa “entrará e sairá”, Ele fala de liberdade e paz. Não é uma fé que aprisiona, oprime ou causa medo. É uma vida guardada por Deus, onde se pode caminhar com confiança, sabendo que há proteção tanto nos momentos de descanso quanto nos desafios do dia a dia. Quem está em Cristo vive sob cuidado constante, sem precisar temer o que está fora ou dentro do caminho.

E ao concluir com “e achará pastagem”, Jesus aponta para a provisão espiritual. Pastagem é alimento, sustento e vida. É a alma sendo nutrida pela Palavra, pelo consolo, pela direção e pela presença de Deus. Em Cristo não falta o essencial. Mesmo em tempos difíceis, há alimento para continuar, força para prosseguir e esperança para não desistir.

Esse versículo nos lembra que Jesus não é apenas a porta de entrada da fé, mas o guardião da caminhada. Quem passa por Ele encontra salvação, vive em segurança, caminha em liberdade e é sustentado todos os dias. Entrar por essa porta é escolher uma vida cuidada pelo Bom Pastor, onde a alma encontra descanso e sentido verdadeiro.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

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“Cegos guiando cegos” — uma reflexão para os nossos dias


Vladimir Chaves

“Deixai-os; são cegos, guias de cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão no barranco.” (Mateus 15:14)

Muitos se apresentam como guias espirituais, mestres da verdade e defensores da fé. No entanto, a advertência de Jesus em Mateus 15:14 continua extremamente atual: “Se um cego guiar outro cego, ambos cairão no barranco.”

Nos dias de Jesus, os fariseus conheciam a Lei, citavam as Escrituras e mantinham uma aparência religiosa impecável. Mesmo assim, eram espiritualmente cegos, porque colocavam tradições humanas acima da vontade de Deus. Hoje, a situação não é muito diferente. Há quem fale de Deus, mas não viva a Palavra; quem ensine, mas não pratique; quem tenha discurso bonito, mas coração distante do Senhor.

O grande perigo está em seguir líderes, ideias ou movimentos sem discernimento espiritual. Quando a fé se baseia apenas em carisma, popularidade ou conveniência, corre-se o risco de caminhar sem direção. E o resultado disso é o mesmo descrito por Jesus: queda, frustração espiritual e afastamento da verdade.

Essa palavra também nos chama à responsabilidade pessoal. Não basta apontar a cegueira dos outros; é preciso examinar a própria visão espiritual. Estamos buscando a Deus de verdade ou apenas seguindo o fluxo? Estamos firmados na Palavra ou apenas repetindo o que ouvimos? A fé madura exige compromisso com a verdade, mesmo quando ela confronta nossas vontades.

Nos dias atuais, Mateus 15:14 nos lembra que somente Cristo é o Guia seguro. Ele não conduz ao engano nem ao abismo, mas ao caminho da vida. Quem anda com Ele aprende a discernir, a rejeitar o erro e a permanecer firme, mesmo em meio à confusão espiritual do nosso tempo.

Reflexão: Antes de seguir qualquer voz, certifique-se de que ela está alinhada com a Palavra de Deus. Peça a Deus olhos espirituais abertos, para não ser guiado pela aparência, mas pela verdade que liberta.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

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A Trindade revelada no batismo de Jesus


Vladimir Chaves

O batismo de Jesus é um dos momentos mais claros da revelação divina sobre a natureza trinitária de Deus. Nesse episódio singular, as três Pessoas da Trindade se manifestam de forma simultânea e harmoniosa: o Filho é batizado, o Espírito Santo desce como pomba e o Pai fala dos céus. Esse acontecimento não é apenas simbólico, mas estabelece uma base sólida para a doutrina da Trindade e para a compreensão da fé cristã.

O Filho nas águas: obediência e identificação

Ao descer às águas do Jordão para ser batizado por João Batista, Jesus demonstrou perfeita obediência ao plano do Pai. Embora não tivesse pecado algum, Ele se submeteu ao batismo para “cumprir toda a justiça”. Esse gesto revela sua identificação com a humanidade pecadora que veio salvar. O batismo marca, assim, o início visível de sua missão messiânica, que culminaria na cruz, mostrando que o caminho da redenção começa com humildade, obediência e entrega total à vontade de Deus.

O Espírito que desce: unção e capacitação

Logo após o batismo, o Espírito Santo desce sobre Jesus em forma corpórea, como uma pomba. Essa manifestação visível aponta para Jesus como o Messias prometido, o Ungido de Deus. Não se trata de um momento em que Jesus passa a ser o Filho de Deus, pois Ele já o era desde a eternidade. A descida do Espírito representa, antes, a unção pública e o início de seu ministério terreno, capacitando-o para cumprir a missão redentora conforme anunciado pelos profetas.

A voz do Pai: identidade e aprovação

Do céu, a voz do Pai ecoa com clareza: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”. Essa declaração solene confirma publicamente quem Jesus é: o Filho eterno de Deus, aquele que agrada plenamente ao Pai. A voz celestial não cria a filiação de Cristo, mas a revela à humanidade, autenticando tanto sua divindade quanto sua missão redentora.

Uma verdade viva para a fé cristã

No batismo de Jesus, a Trindade se revela em perfeita unidade e distinção: o Pai que envia e aprova, o Filho que obedece e se entrega, e o Espírito que unge e capacita. Esse episódio não apenas esclarece uma doutrina fundamental, mas também ensina que a obra da salvação é resultado da ação conjunta do Deus triúno. Para a fé cristã, a Trindade não é um conceito abstrato, mas uma verdade viva que sustenta a redenção, orienta a adoração e fundamenta a comunhão com Deus.

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O limite do poder humano e a grandeza de Deus


Vladimir Chaves

“O Senhor está comigo; não temerei. O que me poderá fazer o homem?” Salmos 118:6

O Salmo 118 foi escrito em um contexto de pressão, oposição e ameaça. O salmista não fala a partir de um lugar confortável, mas de uma realidade em que inimigos o cercavam e forças humanas tentavam intimidá-lo. Ainda assim, sua declaração não começa com o problema, mas com Deus.

Quando ele afirma: “O Senhor está comigo”, está reconhecendo que a maior segurança da vida não está na força, no poder ou na aprovação dos homens, mas na presença constante do Senhor. Essa consciência muda tudo. Quem sabe que Deus está ao seu lado não se sente sozinho, mesmo quando é cercado por adversidades.

Em seguida, o salmista diz: “não temerei”. Isso revela que o medo existe, mas não governa. O temor bate à porta, porém não encontra espaço para dominar o coração. A fé não elimina os conflitos, mas impede que eles paralisem a alma. O medo perde autoridade quando a confiança em Deus assume o controle.

A pergunta final: “O que me poderá fazer o homem?”, não é arrogância nem desprezo pela realidade. É a compreensão de que o poder humano é limitado. O homem pode ameaçar, perseguir ou ferir, mas não pode anular os planos de Deus nem roubar a paz que vem do alto. Quando Deus sustenta alguém, nenhuma ação humana é definitiva.

Esse versículo nos ensina que o verdadeiro descanso não vem da ausência de problemas, mas da certeza de que o Senhor governa todas as coisas. Ele convida o coração aflito a olhar menos para a força do homem e mais para a fidelidade de Deus.

Assim, Salmos 118:6 nos chama a viver uma fé prática e diária: confiar em Deus em meio às lutas, escolher não viver dominado pelo medo e lembrar que, quando o Senhor está conosco, nenhuma ameaça é maior que sua presença.

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A coragem de confessar Jesus


Vladimir Chaves

“Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus.” (Mateus 10:32)

Jesus pronunciou essas palavras em um momento decisivo. Ele estava enviando seus discípulos para anunciar o Reino de Deus, sabendo que eles enfrentariam rejeição, perseguição e incompreensão. Não era um convite a uma fé confortável, mas a um discipulado consciente, marcado por escolhas claras e, muitas vezes, difíceis.

Confessar Jesus diante dos homens vai além de repetir frases religiosas. Trata-se de assumir, com coragem, quem Ele é em nossa vida. É permitir que a fé apareça nas atitudes, nas decisões e na forma como tratamos as pessoas. Em um mundo onde seguir a Cristo pode gerar críticas ou isolamento, Jesus chama seus seguidores a não se esconderem.

Ao mesmo tempo, esse versículo traz uma promessa cheia de esperança. Jesus afirma que aquele que o reconhece aqui na Terra será reconhecido por Ele diante do Pai nos céus. Isso revela que nossa fidelidade diária, mesmo quando simples ou silenciosa aos olhos humanos, tem um valor eterno diante de Deus.

O ensino de Jesus nos lembra que a fé cristã não é apenas interior ou privada. Ela se manifesta na vida prática, no compromisso com a verdade, no amor ao próximo e na disposição de permanecer fiel, mesmo quando isso exige renúncia.

Mateus 10:32 nos convida a refletir sobre nossa postura como discípulos. Estamos confessando Cristo apenas com palavras ou também com a vida? A promessa de Jesus nos encoraja a viver uma fé sincera, confiante de que Ele mesmo será nosso defensor e testemunha diante do Pai.

Confessar Jesus hoje é um ato de fé, coragem e esperança, uma escolha que ecoa na eternidade.

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

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Nem toda palavra religiosa vem de Deus


Vladimir Chaves

“Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos?” Mateus 7.15–16

Jesus nos alerta com palavras simples, porém profundas: “Acautelai-vos dos falsos profetas”. O perigo, segundo Ele, não está apenas fora, mas muitas vezes bem perto, entre aqueles que falam bonito, usam linguagem religiosa e aparentam piedade. Eles se vestem como ovelhas, mas por dentro carregam a natureza do lobo.

Esse ensino nos lembra que nem toda voz que fala em nome de Deus vem realmente d’Ele. Há pessoas que usam o discurso da fé para enganar, manipular ou buscar benefícios próprios. A aparência pode ser mansa, o tom pode ser suave, mas o coração revela intenções destruidoras.

Por isso, Jesus nos ensina um critério seguro: os frutos. Ele não manda observar apenas palavras, dons ou títulos, mas a vida prática. Assim como ninguém colhe uvas de espinheiros ou figos de abrolhos, também não se pode esperar amor, verdade e justiça de quem vive produzindo engano, orgulho e divisão.

Os frutos aparecem com o tempo: no caráter, nas atitudes, na forma de tratar as pessoas, na fidelidade à Palavra, na humildade e no temor a Deus.

Quem é de Deus gera vida, edifica, conduz à verdade e glorifica a Cristo. Já o falso profeta, mesmo falando de Deus, desvia o coração das pessoas, promove confusão e alimenta interesses próprios.

Esse ensino não é apenas um alerta contra os outros, mas também um convite à autoavaliação. Que frutos temos produzido? Nossas palavras e atitudes refletem o caráter de Cristo?

Que o Espírito Santo nos conceda discernimento para não sermos enganados pelas aparências e graça para produzirmos frutos dignos do Evangelho. Afinal, a árvore é conhecida pelo fruto que dá.

Seguir Jesus é mais do que ouvir belas palavras; é reconhecer, na prática, onde Deus realmente está agindo.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

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Humildade que espera no tempo de Deus


Vladimir Chaves

Vivemos em um mundo que valoriza quem se exalta, quem aparece e quem tenta controlar tudo ao seu redor. Mas a Palavra de Deus nos convida a um caminho diferente: “Humilha-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que Ele, em tempo oportuno, vos exalte” (1 Pedro 5:6).

Humilhar-se diante de Deus não é se achar pequeno, nem viver se diminuindo. É reconhecer que Deus é maior, mais sábio e soberano sobre todas as coisas. É aceitar que não temos controle de tudo, mas que estamos seguros nas mãos dAquele que governa o tempo, a história e a nossa vida.

A “poderosa mão de Deus” fala de cuidado e autoridade. Às vezes, essa mão nos conduz por caminhos difíceis, por momentos de espera e silêncio. Nessas horas, somos tentados a reclamar, apressar decisões ou agir por orgulho. Porém, Deus nos chama a confiar, mesmo quando não entendemos o porquê das circunstâncias.

O texto também nos lembra que existe um “tempo oportuno”. Deus nunca se atrasa. Ele trabalha enquanto esperamos. A humilhação de hoje pode ser o instrumento que Deus está usando para nos amadurecer, nos ensinar e nos preparar para algo maior. O Senhor não exalta por impulso, mas com propósito.

Quando a exaltação vem de Deus, ela não traz soberba, mas gratidão. Não gera vaidade, mas testemunho. Quem espera em Deus aprende que vale mais ser moldado por Ele do que ser exaltado pelos homens.

Assim, humilhar-se sob a poderosa mão de Deus é descansar, confiar e permanecer fiel. É crer que, no tempo certo, o próprio Deus nos levantará; não para nossa glória, mas para que o nome dEle seja exaltado em nossa vida.

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Fidelidade à Palavra: viver o que se crê e ensinar o que se vive


Vladimir Chaves

“Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no Reino dos céus; aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no Reino dos céus” Mateus 5:19

Jesus deixa claro em Mateus 5:19 que, no Reino de Deus, nada da Palavra pode ser tratado como irrelevante. Aquilo que muitos chamam de “detalhe” ou “exagero” continua tendo valor diante do Senhor. O problema não está apenas em desobedecer, mas em normalizar a desobediência e ensiná-la como se fosse aceitável.

Vivemos dias em que a fé, muitas vezes, é moldada para caber na conveniência humana. Mandamentos são relativizados, verdades bíblicas são suavizadas e o compromisso com a santidade é substituído por discursos agradáveis. Esse texto nos chama de volta ao essencial: viver aquilo que cremos e ensinar aquilo que vivemos.

Jesus mostra que grandeza espiritual não está em títulos, visibilidade ou influência, mas na fidelidade silenciosa à vontade de Deus. Quem obedece e ensina com responsabilidade honra o Reino; quem despreza a Palavra enfraquece seu testemunho, ainda que continue se dizendo parte dele.

Mateus 5:19 nos convida a uma fé coerente, onde a prática confirma o discurso. Em um tempo de muitas vozes, Deus continua valorizando corações obedientes, que levam sua Palavra a sério e refletem, no dia a dia, o caráter do Reino dos céus.

domingo, 4 de janeiro de 2026

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Êxodo 34: um Deus que restaura alianças quebradas


Vladimir Chaves

Êxodo 34 nasce de uma crise. O povo havia falhado gravemente ao trocar a glória de Deus por um bezerro de ouro. A aliança foi quebrada, as tábuas partidas e a confiança abalada. No entanto, o capítulo não começa com juízo, mas com um chamado: “Lavra duas tábuas de pedra como as primeiras”. Deus não ignora o pecado, mas também não encerra a história por causa dele. Ele abre caminho para a restauração.

Nos dias atuais, essa cena continua extremamente atual. Vivemos em uma sociedade que constantemente substitui Deus por “bezerros modernos”: dinheiro, poder, status, ideologias, imagens e até religiosidade vazia. Assim como Israel, quebramos compromissos espirituais e nos afastamos da essência da fé. Ainda assim, Êxodo 34 nos lembra que Deus continua chamando seu povo para recomeçar.

Quando o Senhor se revela a Moisés, Ele não apresenta regras primeiro, mas o seu caráter: misericordioso, gracioso, tardio em irar-se e grande em fidelidade. Essa revelação ecoa para o presente como um antídoto contra duas distorções comuns: a ideia de um Deus severo demais para perdoar e a de um Deus permissivo demais para exigir mudança. O Deus de Êxodo 34 é cheio de graça, mas também santo; perdoa o arrependido, mas não trata o pecado com indiferença.

Moisés, ao ouvir essa revelação, se prostra e intercede pelo povo. Essa atitude ensina que o verdadeiro encontro com Deus produz humildade, arrependimento e responsabilidade espiritual. Em nossos dias, isso confronta uma fé superficial, que busca bênçãos sem compromisso. A presença de Deus não nos torna orgulhosos, mas quebrantados.

Na renovação da aliança, Deus reafirma mandamentos e orientações práticas. Isso mostra que a graça não elimina a obediência, mas a restaura. Hoje, quando muitos veem os mandamentos bíblicos como pesos ou legalismo, Êxodo 34 nos ensina que obedecer é resposta ao amor recebido, não tentativa de merecê-lo. Uma fé sem compromisso gera idolatria disfarçada; uma graça sem obediência se torna vazia.

O rosto resplandecente de Moisés revela o efeito transformador da presença divina. Ele não buscava brilho próprio, mas refletia a glória de Deus. Em nossos dias, isso desafia uma espiritualidade voltada à aparência e à autopromoção. O cristão não é chamado para parecer espiritual, mas para ser transformado a ponto de refletir Cristo no caráter, nas palavras e nas atitudes.

Êxodo 34, portanto, fala diretamente ao nosso tempo: Deus continua sendo um Deus que restaura, mas não relativiza; perdoa, mas transforma; acolhe, mas chama à santidade. Em um mundo de alianças frágeis e compromissos descartáveis, o Senhor permanece fiel e convida seu povo a viver uma fé autêntica, marcada pela graça, pela obediência e pela transformação visível.

sábado, 3 de janeiro de 2026

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Brasil: entre a injustiça dos homens e a justiça de Deus


Vladimir Chaves

“Todo lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo tenho dado, como eu prometi a Moisés.” (Josué 1:3)

O Brasil atravessa dias difíceis. A sensação de injustiça se espalha, a corrupção parece ter criado raízes profundas e muitos já não confiam nas instituições que deveriam proteger o povo. Em meio a esse cenário, cresce o desânimo, o medo e a pergunta silenciosa no coração de muitos: ainda há esperança?

A Palavra de Deus nos lembra que a esperança nunca esteve nas estruturas humanas, mas no Senhor que governa acima delas. Quando Deus falou com Josué, o povo também vivia um tempo de transição, insegurança e incerteza. Moisés havia morrido, o futuro parecia desafiador, e a promessa ainda não estava visivelmente cumprida. Mesmo assim, Deus reafirma: “Eu continuo sendo fiel. A promessa permanece.”

“Todo lugar que pisar a planta do vosso pé” não fala de acomodação, mas de fé ativa. Deus chama seu povo a não se render ao medo nem ao silêncio diante da injustiça. Pisar significa caminhar com coragem, permanecer íntegro, não negociar valores, não se corromper, não perder a esperança. Cada passo dado na verdade, na justiça e no temor do Senhor tem valor diante d’Ele.

A corrupção pode se institucionalizar, mas Deus não perde o controle da história. A injustiça pode parecer forte, mas ela não é eterna. O povo de Deus é chamado a caminhar, orar, resistir ao mal e confiar que o Senhor honra aqueles que permanecem fiéis, mesmo quando o sistema falha.

Assim como em Josué, a promessa não depende de quem governa a terra, mas de quem governa o céu. O Brasil precisa mais do que reformas políticas; precisa de corações rendidos a Deus. A verdadeira mudança começa quando homens e mulheres decidem pisar firme no caminho da justiça, da verdade e da fé.

Quando tudo parece perdido, Deus continua dizendo ao seu povo: “Eu não mudei. A promessa ainda está de pé. Caminhem comigo.”

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