Câmara Municipal de Campina Grande já gastou R$ 34.321,00 com cópias e encadernações.


Vladimir Chaves

Graças a Câmara Municipal de Campina Grande as máquinas de Xerox estão “fumegando” de tanto produzirem cópias, de janeiro a agosto deste ano o Poder Legislativo consumiu dos cofres públicos R$ 34.321,00 com encadernações e cópias de documentos.

No mesmo período saíram dos cofres públicos R$ 7.645,00 para o pagamento de cartões de visita e impressões personalizadas. E apesar dos avanços tecnológicos a Casa Legislativa ainda mantém a tradição do uso de serviço postal, com esse serviço o contribuinte já desembolsou esse ano com R$ 6.400,00.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

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Feriadão turbinado: Repartições públicas de Campina Grande ficarão fechadas por cinco dias.


Vladimir Chaves

Com a economia do município literalmente “descendo a ladeira” o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), resolveu inovar “pegando o embalo da descida” e através do decreto Nº 4.329 estendeu o feriadão nas repartições públicas que seria de dois dias para três dias, que somados ao final de semana deixará a cidade paralisada por cinco dias.

O feriado municipal de 11 de outubro, data da emancipação do município de Campina Grande, e o feriado nacional de 12 de outubro, dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, ocorrem na quarta-feira e quinta-feira, com o decreto de ponto facultativo para o dia 13 de outubro, as repartições publicas municipais só voltarão à normalidade na próxima segunda-feira dia 16.


Como se pode constatar o Brasil não é apenas o país do samba, do futebol e da corrupção, é também o país dos feriados. 

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Seis deputados da Paraíba votaram a favor do “FUNDO IMORAL DE FINANCIAMENTO DE CAMPANHA ELEITORAL”. Confira:


Vladimir Chaves

Em uma das votações mais vergonha da história da Câmara dos Deputados, realizada após uma manobra regimental que não era utilizada há 18 anos e com votação nominal após uma tentativa de manobra para votação simbólica, os deputados aprovaram o imoral  fundo eleitoral de R$ 1,7 bilhão de reais que serão subtraídos dos pagadores de impostos brasileiros.

Com a aprovação do projeto o dinheiro que deveria ser aplicado na saúde e educação, por exemplo, será desviado para o financiamento de campanha eleitoral, o rateio do dinheiro da população carente será divido da seguinte forma: 2% serão divididos igualitariamente entre todos os partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE); 35% na proporção de votos obtidos pelos partidos que tenham eleito pelo menos um deputado federal na eleição de 2014; 48% de acordo com o número de deputados federais considerando a legenda dos titulares; e 15% segundo o número de senadores considerando a legenda dos titulares.

Logo após a votação o deputado Pedro Cunha Lima (PSDB), um dos deputados da paraibano a votar contra o projeto imoral, desabafou: “Toda semana mostro alguma coisa que poderia reduzir o gasto com a máquina pública. Não passa nada. Não se tira 1 centavo dos privilégios. Mas na hora de aprovar um fundo de 2 bilhões para campanha, o projeto passa... É fácil entender porque ninguém aguenta mais político”

Outro deputado que também votou contra o projeto imoral foi Veneziano Vital do Rêgo (PMDB), que justificou: "Votei contra o fundo público para financiamento de campanha. Dinheiro público é para educação, saúde, segurança..."

Também votaram contra o PROJETO IMORAL os deputados André Amaral (PMDB), Benjamin Maranhão (SD), Wilson Filho (PTB) e Wellington Roberto (PR).

233 deputados votaram a favor do PROJETO IMORAL, 209 votaram contra e três ficaram “em cima do muro” abstendo-se da votação.

CONFIRA A RELAÇÃO DOS DEPUTADOS PARAIBANOS QUE VOTARAM A FAVOR DO FUNDO IMORAL DE CAMPANHA:

EFRAIM FILHO (DEM)

DAMIÃO FELICIANO (PDT)

HUGO MOTTA (PMDB)

AGUINALDO RIBEIRO (PP)

RÔMULO GOUVEIA (PSD)

LUIZ COUTO (PT)

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CMCG: Primeira viagem da “Agenda administrativa em Brasília” custou R$ 15.330,00 em diárias


Vladimir Chaves

Com o pagamento de diárias a Câmara Municipal de Campina Grande já desembolsou, de janeiro a agosto deste ano, R$ 25.322,00. Metade deste valor foi para pagar as diárias da comitiva de vereadores que foi a Brasília, no dia 8 de agosto, para cumprir uma “agenda administrativa”.

Com o pagamento das diárias dos sete vereadores que foram a Brasília o contribuinte desembolsou R$ 15.330,00.

No último dia 25 de setembro, outra comitiva formada por seis vereadores esteve em Brasília para mais uma agenda administrativa, entretanto os dados com os valores das diárias ainda não foram disponibilizados pelo Tribunal de Contas do Estado da Paraíba.


Clique AQUI e confira detalhes das diárias

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

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Crise? Desgoverno Temer gasta quase R$ 8 mil em 7 caixas de bombom


Vladimir Chaves

As contas do governo estão numa situação crítica. Enfrentar o rombo de R$ 159 bilhões é uma das tarefas mais árduas com a qual a equipe econômica precisa lidar. Mas a crise não impede que alguns presentinhos sejam ofertados pelo presidente da República, Michel Temer.

O cerimonial do Ministério das Relações Exteriores reservou cerca de R$ 8 mil para a compra de bombons para dignitários estrangeiros em visita ao Brasil ou visitados pelo Governo brasileiro, seguindo o cerimonial diplomático consagrado internacionalmente.

A compra consistiu em 4 caixas grandes e 3 caixas menores de chocolate artesanal de alta qualidade produzido no Brasil, da marca Aquim.

“Trata-se de fórmula especial, desenvolvida no Brasil, explorando as particularidades do cacau brasileiro, sem adição de castanhas ou aditivos comuns em chocolates industriais”, explicou a Pasta.


As caixas são estojos especiais, com pinça folheada de ouro, fabricadas artesanalmente em imbuia. Na nota de empenho da compra estão as características dos bombons: chocolate sabor ao leite e sem recheio.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

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Inoperância da STTP faz do centro de Campina Grande um verdadeiro “inferno”.


Vladimir Chaves

Foto postada por internauta nas redes sociais.
Diante da inoperância da Superintendência de Trânsito e Transportes Publico de Campina Grande, a mobilidade no centro da cidade é cada vez mais caótica, principalmente na Avenida Floriano Peixoto onde existe a faixa exclusiva para ônibus de transporte público.


Graças à omissão da STTP, nos horários de picos a Avenida Floriano Peixoto, na faixa que vai do viaduto ao Terminal de Integração torna-se um verdadeiro “inferno” para motoristas de carros particulares e pedestres, tendo em vista que a complacência dos agentes de trânsito permite que ônibus saiam de sua faixa exclusiva e invadam as faixas destinas aos transportes particulares, causando engarrafamentos absurdos. 

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Com a segunda denuncia contra Temer, PMDB e PSDB fazem a festa com a liberação de emendas.


Vladimir Chaves

Dos R$ 801,3 milhões liberados em setembro, o PMDB foi o mais beneficiado com R$ 30,9 milhões. Já o PSDB, que já chegou a ameaçar sair da base do governo, está logo atrás com R$ 23,3 milhões em emendas liberadas neste mês.

Logo atrás do PSDB está o PP, também da base aliada do governo. A agremiação recebeu R$ 17,3 milhões em verbas. No topo da nova onda de “generosidade” do presidente Michel Temer (PMDB) para com o Congresso Nacional ainda estão o PR e o PSD, para os quais foram liberados R$ 17,1 milhões e R$ 12,5 milhões, respectivamente.

Até o dia 25 de setembro o governo já havia empenhado R$ 801,3 milhões. Na comparação com os demais meses do ano, é o terceiro maior valor, só ficando aquém de junho e julho, quando tramitou na Câmara a primeira denúncia contra o peemedebista. Na ocasião, foram empenhados R$ 2 bilhões e R$ 2,2 bilhões, respectivamente.


Os dados consideram a execução de emendas individuais às despesas do Orçamento Geral da União (OGU). Os dados são do Siga Brasil, do Senado Federal.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

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Aposentados ficam sem receber e prefeitura apresenta justificativa inusitada.


Vladimir Chaves

A Prefeitura Municipal de Campina Grande, através do Ipsem, apresentou uma justificativa inusitada para o descumprimento da tabela de pagamento dos aposentados e pensionistas do município. Segundo a nota o pagamento não foi efetivado; “por conta de inusitados problemas técnicos no sistema de transmissão de dados da folha de pagamento...”

A nota divulgada na tarde de ontem (28), informava ainda que o pagamento seria regularizado no dia hoje (29), no entanto até às 12 horas o inusitado problema não havia sido solucionado, deixando os aposentados e pensionistas “ a ver navio” nas filas do banco.

Confira a integra da nota.

Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Campina Grande

                                                     N O T A

O Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Campina Grande (Ipsem) informa que, por conta de inusitados problemas técnicos no sistema de transmissão de dados da folha de pagamento, a quitação das aposentadorias e pensões da Prefeitura só ocorrerá nesta sexta-feira (29). Pela previsão inicial, o pagamento seria quitado nesta quinta (28).

A direção do Ipsem pede desculpas aos beneficiários pelo eventual transtorno e reafirma o compromisso de continuar zelando pela regularidade do pagamento, como rigorosamente vem ocorrendo desde o primeiro dia de gestão do prefeito Romero Rodrigues.


A Direção

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Na contramão do país, Campina Grande acumula saldo negativo de mais de 1.500 vagas na geração de empregos


Vladimir Chaves

O Brasil teve criação de 35.457 vagas de emprego formal em agosto, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado na quinta-feira (21) pelo Ministério do Trabalho. O saldo no mês é a diferença entre admissões e demissões no período. É o quinto mês consecutivo de criação de vagas formais. O saldo acumulado no ano é de 163.417 vagas.

Na contramão do mercado brasileiro, a cidade de Campina Grande, segunda maior força econômica do Estado da Paraíba, amarga saldo negativo de 1.583 postos de trabalho fechados ao longo do ano. Somente no mês de agosto 337 pessoas ficaram desempregadas na cidade, segundo os dados do Caged.

Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas _ CDL de Campina Grande, Artur Almeida (Bolinha), é preciso tomar medidas urgentes para que a situação se reverta. “Estamos indo de encontro com o que já acontece no país, que é a retomada da geração de empregos, e isso muito nos preocupa, pois, a medida em que o número de desempregados aumenta a economia da cidade para e a consequência disso é que novas demissões ocorram”, completou.

A preocupação do dirigente lojista tem um agravante. É que o comércio varejista, que vinha apresentando números positivos nos primeiros meses do ano, já acumula quase cem vagas fechadas nos meses de junho a agosto, sendo as funções de vendedor e de operador de caixa as que mais demitiram.

Inadimplência também preocupa

Outro dado alarmante é quanto ao crescimento da inadimplência no comércio da cidade. De acordo com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), Campina Grande registrou aumento de 18% no número de consumidores inadimplentes comparado ao mesmo período do ano passado. De janeiro a agosto 10.469 consumidores adquiriram alguma dívida contra 8.883 no mesmo período de 2016.

“Se formos comparar os dados da geração de empregos e da inadimplência no primeiro semestre, perceberemos que as demissões têm contribuído para que as pessoas sejam incluídas no cadastro de devedores”, frisou.

Vagas temporárias em menor quantidade

Com as proximidades do período de final de ano aumenta-se a expectativa de contratações temporárias entre os profissionais que desejam voltar ao mercado de trabalho. Algumas lojas já começam a receber currículos, mas, de acordo com o presidente da CDL, essas contratações só deverão acontecer mesmo no mês de dezembro.


“Tradicionalmente o comércio de Campina Grande contrata empregados temporários para o Natal, mas como já vem ocorrendo nos últimos anos, essas contratações deverão ser feitas de maneira tímida e com a exigência de experiência na função desejada”, acrescentou Artur.

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Paraná Pesquisas: 43% declaram apoio a intervenção militar temporária no Brasil


Vladimir Chaves

Um levantamento online realizado pela Paraná Pesquisas apontou que 43% das 2.540 pessoas entrevistadas apoiariam uma intervenção militar temporária no Brasil.

A proporção dos que são contra ainda é maior, de 51%; e outros 5,3% não sabiam ou não quiseram opinar.

O instituto apresentou recortes da pesquisa: entre os homens, 43% seriam a favor de uma intervenção, e 52,6% seriam contra. Entre as mulheres, são 41% a favor e 52% contra, mas com mais proporção entre quem não sabia ou não quis opinar.

O apoio à intervenção militar é maior entre jovens, de 16 a 24 anos (o índice de favoráveis nessa faixa foi de 46%), e menor entre idosos de mais de 60 (37% dos entrevistados apoiariam a intervenção, e 56% são contra).

A defesa também diminui conforme aumenta a escolaridade: entre os que têm até o ensino fundamental completo, 44% foram a favor de uma intervenção; para quem tem ensino superior, essa proporção cai para 38,9%.

No recorte por região, o apoio a uma intervenção militar temporária foi maior no Norte e no Centro-Oeste, de 44,8%, e menor na região Sul, com 41% dos entrevistados a favor.


Os resultados têm uma margem de erro estimada de 2%. O questionário foi respondido entre os dias 25 e 28 de setembro.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

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As sessões "vapt,vupt" da Câmara Municipal de Campina Grande.


Vladimir Chaves

Na semana em que uma caravana de vereadores de Campina Grande cumpre “agenda administrativa em Brasília”, os poucos parlamentares que ficaram foram “econômicos” nos trabalhos realizados nas sessões ordinárias da semana. As três sessões ordinárias que regimentalmente são feitas por semana, resumiram-se a pouco mais que cinco horas e meia.  

Na terça-feira (26) a sessão foi aberta às 9h31 e encerada às 10h24

Na quarta-feira (27) a sessão iniciou-se às 9h31 e encerrada às 12h40

Na quinta-feira (28) a sessão iniciou-se às 9h31 e encerrou-se às 11h02


Na terça-feira após o encerramento da sessão ordinária a Câmara realizou Sessão Solene alusiva ao Dia Nacional da Pessoa Surda e entrega de medalha de honrar ao mérito. 

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Vereador cita reconhecimento da Feira Central pelo IPHAN como uma das conquista da “agenda administrativa em Brasília”


Vladimir Chaves

Cumprindo “agenda administrativa em Brasília” o vereador campinense Janduy Ferreira, extrapolou na dosagem dos argumentos para tentar justificar os quatros dias de estadia na capital federal do país.

Em uma selfie postada nas redes sociais o vereador diz ter obtido algumas conquistas, dentre elas o reconhecimento da Feira Central de Campina Grande, como Patrimônio Histórico Cultural do Brasil, pelo Instituto Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

“Estivemos reunidos em Brasília apresentando reivindicações e obtendo algumas conquistas, dentre elas o reconhecimento pelo IPHAN da Feira Central de Campina Grande como Patrimônio Cultural do Brasil. Um momento histórico para nossa Campina Grande!” postou parlamentar.

O processo para o reconhecimento da Feira Central como patrimônio histórico e cultural do país foi iniciado no ano de 2007, na gestão do então prefeito Veneziano Vital do Rêgo, tramitando por longos 10 anos, contando na Câmara Municipal de Campina Grande com a incansável luta do vereador Olímpio Oliveira (PMDB), para que finalmente houvesse o tão sonhado reconhecimento.


Atualmente a Feira Central de Campina Grande encontra-se completamente abandonada pelo Poder Público (municipal e estadual) o desprezo também é compartilhado pela maioria dos vereadores campinenses. Espera-se, agora que com o reconhecimento do IPHAN os gestores possam dá a atenção que o mercado merece. 

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Em nota PT solidariza-se com o senador Aécio Neves.


Vladimir Chaves

Horas depois da decisão do STF sobre o afastamento de Aécio Neves do Senado e da proibição do mesmo de exercer qualquer cargo público, o PT divulgou uma nota oficial se posicionando contra a punição aplicada ao senador mineiro do PSDB.

"Foi uma condenação esdrúxula, sem previsão constitucional, que não pode ser aceita por um poder soberano como é o Senado Federal", diz o texto assinado pela executiva nacional do Partido dos Trabalhadores - que prossegue: "Não existe a figura do afastamento do mandato por determinação judicial. A decisão de ontem é mais um sintoma da hipertrofia do Judiciário, que vem se estabelecendo como um poder acima dos demais e, em alguns casos, até mesmo acima da Constituição".

Leia a íntegra da nota da executiva nacional do Partido dos Trabalhadores

Aécio Neves é um dos maiores responsáveis pela crise política e econômica do país e pela desestabilização da democracia brasileira.

Derrotado nas urnas, insurgiu-se contra a soberania popular e liderou o PSDB e as forças mais reacionárias da política e da mídia numa campanha de ódio e mentiras, que levou ao golpe do impeachment e à instalação de uma quadrilha no governo.

Para consumar seus objetivos políticos, rasgaram a Constituição e estimularam a ação político-partidária ilegal de setores do Judiciário e do Ministério Público.
Aplaudiram todas as arbitrariedades cometidas contra lideranças do PT e dos setores populares, as violações ao devido processo legal e ao estado de direito democrático.

Compactuaram com o processo de judicialização da política, que visou essencialmente a fragilizar os poderes eleitos pelo povo.

As repetidas violações ao direito criaram um monstro institucional que tem como cérebro a mídia, comandada pela Rede Globo, e tem como braços os setores do MP e do Judiciário que muitas vezes acusam, punem ou perdoam por critérios políticos.

Aécio Neves defronta-se hoje com o monstro que ajudou a criar.

Não tem autoridade moral para colocar-se na posição de vítima.

Vítimas são as brasileiras e brasileiros que sofrem com o desemprego, a recessão, o fim dos programas sociais e a volta fome ao país, sob o governo de que Aécio Neves é fundador e cúmplice.

Por seu comportamento hipócrita, por seu falso moralismo, Aécio Neves merece e recebe o desprezo do povo brasileiro.

Ele terá de responder um dia, perante a Justiça, pelos gravíssimos indícios de corrupção que o cercam. Terá de ser julgado com base em provas, dentro do devido processo penal.

Mas a resposta da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal a este anseio de Justiça foi uma condenação esdrúxula, sem previsão constitucional, que não pode ser aceita por um poder soberano como é o Senado Federal.

Não existe a figura do afastamento do mandato por determinação judicial. A decisão de ontem é mais um sintoma da hipertrofia do Judiciário, que vem se estabelecendo como um poder acima dos demais e, em alguns casos, até mesmo acima da Constituição.

O Senado Federal precisa repelir essa violação de sua autonomia, sob pena de fragilizar ainda mais as instituições oriundas do voto popular.

E precisa também levar Aécio Neves ao Conselho de Ética, por ter desonrado o mandato e a instituição.

Não temos nenhuma razão para defender Aécio Neves, mas temos todos os motivos para defender a democracia e a Constituição.


Executiva Nacional do PT 

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Drª Adriana Melo repudia atitude dos vereadores que negaram ajuda a instituição que cuida de crianças com microcefalia.


Vladimir Chaves

A médica paraibana Adriana Melo, especialista em medicina fetal e responsável por associar as ocorrências de microcefalia à zika, premiada e reconhecida internacionalmente, registrou em um vídeo, que circula nas redes sociais, toda a sua indignação com os vereadores da Câmara Municipal de Campina Grande, que excluíram o Instituto de Pesquisa Professor Joaquim Amorim Neto (IPESQ), do projeto de que dispõe sobre a concessão de subvenção social às entidades de assistência social, de educação e da saúde.

O IPESQ é referência nacional na pesquisa e tratamento da microcefalia ocasionada pelo zika vírus.

“A gente já espera isso dos vereadores de Campina Grande, dizer também que eles considerem os convites como o Dia Municipal da Microcefalia ser no dia do meu aniversário, e o titulo de cidadã campinense como rejeitados eu não preciso de títulos dados por vereadores para poder me considerar campinense, eu já me considero uma campinense e não preciso que o dia do meu aniversário seja lembrado como dia disso ou daquilo, dia de combate e luta pela criança com microcefalia é diário, de manhã, de tarde e a noite, sábados, domingos e dias da semana, dizer que não preciso disso, dizer também à população que a gente conta cada vez mais com vocês...” desabafou a médica.

Confira a relação dos vereadores que votaram contra o IPESQ e demais organizações sociais que prestam relevantes serviços à sociedade campinense:
Alexandre do Sindicato, Saulo Germano, Ivan Batista, Marinaldo Cardoso, Saulo Noronha, Lucas Ribeiro, Pimentel Filho, Lula Cabral, Aldo Cabral, Renan Maracajá, João Dantas e Álvaro Farias. Apenas o vereador Anderson Maia votou contra.


Confira o vídeo. 

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Feira Central de Campina Grande é novo Patrimônio Cultural do Brasil


Vladimir Chaves

Na tarde dessa quarta-feira, dia 27 de setembro, o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural deliberou, em sua 87ª reunião, sobre o Registro da Feira de Campina Grande, que passa então a ser reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial. O pedido de reconhecimento pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) foi feito formalmente há dez anos, em uma articulação entre a Prefeitura Municipal de Campina Grande e grupos de feirantes e fregueses. A partir daí, foi iniciado um intenso processo colaborativo de diálogos e pesquisas, que agora reúne as principais referências culturais presentes na Feira campinense, além de propostas para sua salvaguarda.

Essas propostas são entendidas como fundamentais, pois a Feira de Campina Grande foi mudando de lugar ao longo do tempo, desde seus primeiros caminhos, ainda no século XVIII. Crescendo em importância e dimensões, o espaço da feira passou também a ser objeto de interesse de propostas de requalificação urbana, que deverão, a partir do Registro, ser conduzidos conforme as necessidades das pessoas que a vivenciam diariamente em diálogo com as ações de salvaguarda.

Cerca de 75 mil metros quadrados dão a base da Feira de Campina Grande, que se amplia para além de seus limites, entre ruas e barracas, nos dias de mais movimento. De segunda a sábado, o movimento caótico de pessoas e mercadorias atrai pelo tamanho, relevância e diversidade. É por isso que se diz que tudo o que se procura é possível encontrar na Feira. Frutas, hortaliças, cereais, ervas, carnes, animais (vivos ou já abatidos), roupas, flores, doces, artesanato, acessórios para pecuária, comida regional e um extenso leque de serviços, que trazem consigo os personagens que dão vida ao lugar: seleiros, mangaieiros, flandreleiros, barbeiros, balaieiros, raizeiros, fateiros – e tantos outros mestres, com seus saberes e ofícios tradicionais.

Para além do comércio intenso, a Feira de Campina Grande é também um lugar de referência, de criação, de expressão, de sociabilidade e de identidade do povo nordestino. As trocas mercadológicas se misturam às trocas de significados e sentidos, tornando-a um lugar onde se concentram e reproduzem práticas culturais. É ali entre as raízes que curam tudo, entre os pratos de buchada e copos de gelada de coco, entre os gritos das ofertas e o cantar do galo, que também se anunciam as novidades, que desabafam os amigos, que rezam os crentes, que se criam as rimas. E a Feira campinense continua ressoando no cantar dos emboladores de coco, dos repentistas, forrozeiros, cordelistas, violeiros e tantos outros artistas, que fazem da Feira palco das manifestações culturais e tradições de sua terra.

De geração a geração, os saberes e experiências dos feirantes vão sendo transmitidos a filhos, netos e bisnetos, assim como os espaços de comercialização. Herdados como verdadeiros legados familiares, os ofícios vão representando a história daqueles personagens, que dedicam sua vida à Feira e que, por isso, têm nela sua referência fundamental. Sua história é atrelada à dos fregueses, dos produtos e das negociações e Campina Grande vai se tornando ainda maior, pela continuidade de suas tradições culturais.

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Os processos de tombamento e registro promovidos pelo Iphan são avaliados pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia. Ao todo são 23 conselheiros, que representam o Ministério da Educação, o Ministério das Cidades, o Ministério do Turismo, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto Brasileiro dos Museus (Ibram), o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos), o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), a Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB), a Associação Brasileira de Antropologia (ABA), e mais 13 representantes da sociedade civil, com especial conhecimento nos campos de atuação do Iphan.


O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural é o órgão colegiado de decisão máxima do Iphan para as questões relativas ao patrimônio brasileiro material e imaterial. O mais recente marco legal sobre a estrutura organizacional do Iphan, o Decreto nº 6.844, de 07 de maio de 2009, mantém o Conselho como o responsável pelo exame, apreciação e decisões relacionadas à proteção do Patrimônio Cultural Brasileiro, tais como o tombamento de bens culturais de natureza material, o registro de bens culturais imateriais, a autorização para a saída temporária do país de obras de arte ou bens culturais protegidos, na forma da legislação em vigor, além de opinar sobre outras questões relevantes.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

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