Ministro da Pesca firma pacto com o Governo do Estado pelo fortalecimento do setor pesqueiro da Paraíba.


Vladimir Chaves

Hoje a Paraíba será prestigiada pelo Ministro da Pesca, Marcelo Crivella, o representante do Governo Federal assinará logo mais um protocolo de intenções com o Governador Ricardo Coutinho (PSB). Governo Federal e Governo Estadual irão firma um pacto pelo fortalecimento da pesca e a aquicultura na Paraíba.

O evento contará com a presença do Secretário de Estado da Pesca, Sales Dantas, que em companhia do Ministro, farão a entrega simbólica de cheques aos pescadores, são cerca de R$ 6 milhões destinados aos pescadores da Paraíba, através do “Plano Safra da Pesca e Aquicultura” objetivando estimular o desenvolvimento do setor pesqueiro.

A presença do Ministro Crivella, marcará ainda a abertura da temporada de pesca da lagosta na Paraíba. A solenidade acontecerá às 20 horas, em Tambaú – Largo da Gameleira.

O que é o Plano Safra da Pesca e Aquicultura?

O Plano Safra da Pesca e Aquicultura é um programa inédito do Governo Federal para estimular o desenvolvimento do setor por meio de linhas de crédito para o aumento de produção e a geração de emprego e renda. Serão disponibilizados mais de R$ 4 bilhões em crédito e investimentos para fortalecer o setor pesqueiro, tornando-o mais produtivo, competitivo, inclusivo e sustentável. Para isso é preciso aprimorar técnicas de cultivo e manuseio, ampliar a assistência técnica, modernizar equipamentos, investir em pesquisa e garantir mais estrutura à cadeia produtiva.
Além da ampliação do volume de crédito, com juros menores e prazos estendidos, os beneficiados contarão com assistência técnica para melhor aplicação dos recursos em seus projetos. O crédito será concedido pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Nordeste, Banco do Brasil, Banco da Amazônia, Caixa Econômica Federal e Cooperativas de crédito.

Quem pode utilizar os créditos?

O Plano Safra é destinado a todos os envolvidos nos processos de pesca, exploração, cultivo, conservação, processamento, transporte, comercialização e pesquisa dos recursos pesqueiros. As linhas de crédito serão oferecidas a pequenos, médios e grandes pescadores e aquicultores, com benefícios exclusivos para cada tipo de produtor: familiares, cooperativas, pescadoras, jovens, marisqueiras.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

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Cresce no PMDB a aversão à aliança com Dilma


Vladimir Chaves

Gente que conhece o PMDB por dentro e sabe fazer contas acha que Dilma Rousseff pode ter uma surpresa em 2014. Avalia-se que, com seu estilo, a presidente produziu no PMDB devastação semelhante à produzida pelo tornado que varreu há uma semana a região metropolitana de Oklahoma City, nos EUA.
Em conversa com o repórter Jorge Bastos Moreno, Dilma tratou como favas contadas a renovação da aliança PT-PMDB. “É matéria vencida”, disse. Não é bem assim. Um amigo do vice-presidente Michel Temer, membro da Executiva nacional do PMDB, afirma: se a decisão tivesse de ser tomada hoje, a aliança correria riscos.
A convenção que decidirá o destino do PMDB federal tem 523 delegados. Alguns votam mais de uma vez. A maior delegação vem do Rio: 51 delegados, com direito a 74 votos. Desafiado pelo PT no Estado, o governador Sérgio Cabral ameaça retaliar no plano nacional.
A segunda maior delegação virá de Minas: 41 convencionais, com 62 votos. Ao nomear o deputado Toninho Andrade para a pasta da Agricultura, Dilma imaginou que havia pacificado o PMDB mineiro. Ao atrair 199 assinaturas para um pedido de CPI da Petrobras, o deputado Leonardo Quintão desfez a ilusão.
Candidato do PMDB a prefeito de Belo Horizonte em 2012, Quintão abriu mão da postulação para que o partido pudesse apoiar, a pedido de Dilma, o PT de Patrus Ananias. O deputado imaginou-se credor de um ministério. Não levou.
Para complicar, a presidente da Petrobras, Graça Foster, desalojou da diretoria Internacional da estatal Jorge Zelada, um apadrinhado do PMDB de Minas. O partido imaginou que indicaria o substituto. Com o respaldo de Dilma, Graça preferiu cuidar, ela própria, da área internacional, que passou a acumular com a presidência.
Dono da terceira maior delegacão de convencionais –35 delegados, com 54 votos— o PMDB do Ceará é comandado pelo líder do partido no Senado, Eunício Oliveira. Candidato ao governo do Estado, Eunício está às turras com o PT cearense. Em privado, prevê que a realidade local contagiará a cena nacional.
O Paraná tem 37 convencionais, dois a mais do que o Ceará. Porém, tomada pela quantidade de votos (47), a delegação paranaense está na quarta posição. Nesse Estado, o PMDB está dividido basicamente em dois grupos. Um gravita na órbita do governo tucano de Beto Richa. Outro, comandado pelo senador Roberto Requião, torce o nariz para a ministra petista Gleisi Hoffmann (Casa Civil), candidata de Dilma ao governo do Paraná.
Com 32 delegados e 44 votos, a delegação de Santa Catarina é a quinta maior. Sob influência do ex-governador Luiz Henrique, hoje senador, o PMDB catarinense apoiou a candidatura presidencial de José Serra em 2010. A aliança PT-PMDB enfrenta dificuldades em pelo menos outras cinco praças: Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Goiás.
Em 2010, ao acomodar Temer no gabinete de vice, o PMDB imaginou que  seria alçado ao Nirvana – como os monges budistas chamam o estado de libertação do sofrimento. Dissemina-se no partido a impressão de que ocorreu o oposto. Na definição de um dos deputados mais influentes na bancada, “Temer tornou-se um representante do governo no PMDB, não um homem do PMDB no governo.”
Dito de outro modo: Temer traz para o partido as demandas do governo. Porém, na visão das bancadas, Temer não leva para o governo os pedidos do partido. No Planalto, demoniza-se o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ). Ignora-se, porém, uma evidência: o poder do desafeto de Dilma cresce na proporção direta do aumento da insatisfação da bancada que ele lidera.
Em suas conversas privadas Temer costuma perguntar aos peemedebistas que torcem o nariz para a renovação da aliança com Dilma: Qual é a alternativa? O caldo só não entornou por que a questão ainda não foi respondida. Vários diretórios estaduais do PMDB consideram a hipótese de abrir seus palaques para Aécio Neves (PSDB) ou Eduardo Campos (PSB).
Isso já é muito ruim para Dilma. Mas ficará muito pior se o azedume crescer a ponto de ameaçar a entrega do tempo de propaganda do PMDB no rádio e na tevê para a campanha reeleitoral da presidente petista.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

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A Câmara de vereadores de Campina Grande e seu afeto ao 7º Pecado Capital


Vladimir Chaves

Os poucos meses da atual legislatura da Câmara Municipal de Campina Grande, oferecem as condições para sem nenhuma leviandade, antecipar o obvio de prever que ela caminha para ser a pior de todos os tempos.

Com a obrigação de realizar apenas três sessões semanais, ou seja, 12 sessões mensais (isso em ano não eleitoral, em anos de eleição, via de regra, são quatro sessões mensais), a maioria dos nobres vereadores campinenses, num total descompromisso com a cidade e o “povão” que os colocou lá, deixam de cumprir suas obrigações inviabilizando semanalmente no mínimo uma sessão.


O que é mais grave, todos recebem os “salários” integralmente. Ao contrário dos mortais brasileiros que trabalham em média 8 horas por dia, e em caso de falta ao trabalho sem justificativa, tem o desconto do dia não trabalhado no final do mês, os digníssimos gazeteiros da Câmara Municipal de Campina Grande, vão as sessões quando bem entendem e recebem integralmente independente de participarem ou não das sessões obrigatórias.

Essa conduta pouco recomendável é pratica corriqueira na maioria das Casas Legislativas mirins. Pergunta-se: Com uma conduta dessas, o que podemos esperar daqueles que teriam por obrigação fiscalizar o erário publico?

Hoje mais uma vez, a Câmara Municipal de Campina Grande deixou de realizar Sessão Ordinária por falta de quórum, dos 23 vereadores eleitos para representarem o povo, fiscalizando o erário público e legislando pelo bem comum dos cidadãos e cidadãs campinenses, apenas seis se fizeram presentes, conforme o micro blog Twitter da Casa publicou. Estiveram presentes os senhores; Murilo Galdino (presidindo), Olímpio Oliveira, Napoleão Maracajá, Alexandre do Sindicato, Galego do Leite e Orlandino Farias.

Senhores vereadores; Sombra, água fresca, negligência com o trabalho e as atividades importantes assumidas com a sociedade, em excesso também um pecado!

Sete Pecados Capitais:

1. Luxúria: apego e valorização extrema aos prazeres carnais, à sensualidade e sexualidade; desrespeito aos costumes; lascívia.

2. Gula: comer somente por prazer, em quantidade superior àquela necessária para o corpo humano.

3. Avareza: apego ao dinheiro de forma exagerada, desejo de adquirir bens materiais e de acumular riquezas.

4. Ira: raiva contra alguém, vontade de vingança.
5. Soberba: manifestação de orgulho e arrogância.

6. Vaidade: preocupação excessiva com o aspecto físico para conquistar a admiração dos outros.

7. Preguiça: negligência ou falta de vontade para o trabalho ou atividades importantes. 

Vladimir Chaves

quarta-feira, 29 de maio de 2013

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Lei da Transparência: 223 municípios paraibanos reprovados.


Vladimir Chaves

A terceira edição do “WorkFocco para Comunicadores”, que tratou do tema “O Panorama da Transparência Pública na Paraíba”, promovido pelo Fórum de Combate a Corrupção (FOCCO-PB), divulgou uma pesquisa, que avalia os índices de Transparência dos dez maiores municípios paraibanos. O resultado revela não só o baixo índice de transparência na aplicação dos recursos públicos, como também traz a tona o desleixo aos princípios da moralidade publica e o não cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal pela maioria absoluta dos gestores paraibanos.

O prazo para que a Lei Complementar Nº 131/09, que determina aos municípios e câmaras municipais do país a obrigatoriedade de divulgarem em tempo real nos portais de transparência todas as informações relativas às movimentações financeiras e orçamentarias, encerrou-se nesta terça-feira 28 de maio, no entanto dos 223 municípios paraibanos apenas 64 possuem sites na internet.

Mesmo assim, os 64 municípios que disponibilizam as informações nos portais de transparências, o fazem de forma parcial e até mesmo medíocre. Um verdadeiro faz de conta, uma achincalha a Lei de Responsabilidade Fiscal. Apesar dos avanços que os dispositivos da Lei Complementar Nº 131/09, acrescentaram a Lei de Responsabilidade fiscal, a maioria absoluta dos gestores públicos mantém a “caixa preta” fechada, e uns poucos apenas abrem uma frestinha na “caixa preta”. (alguns até comemoram o fato de cumprirem parcialmente a Lei de Transparência)

As notas creditadas aos dez principais municípios paraibanos, onde se avaliou: conteúdo, histórico e usabilidade dos portais nos dar uma dimensão do quanto os gestores públicos estão aquém do compromisso com a transparência dos recursos públicos.

O estudo realizado pelo FOCCO-PB aplicou uma escala de 0 a 10, aos portais das dez cidades avaliadas, a cidade melhor colocada alcançou a pífia nota de 6,15 (João Pessoa) e a última colocada à vergonhosa nota de 0,36 (Sapé). Ou seja, de acordo com a avaliação os poucos municípios que disponibilizam acesso à movimentação financeira e orçamentária por meio eletrônico, conforme preceitua a Lei de Transparência o fazem de forma ainda tímida e  medíocre.

Resultado completo da avaliação feita pelo FOCCO Paraíba: João Pessoa (6,15); Cabedelo (5,85); Campina Grande (5,13); Patos (5,05); Cajazeiras (3,71) Guarabira (2,36); Santa Rita (2,07); Sousa (1,78); Bayeux (0,47); Sapé (0,36).

Vladimir Chaves.

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Outra do PMDB: Renan Calheiros não colocará em votação MP que reduz tarifas de energia


Vladimir Chaves

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), comunicou a Secretaria Geral da Casa nesta terça-feira (28) que não fará a leitura da medida provisória aprovada pela Câmara que reduz as tarifas de energia do país.

Sem a leitura, o Senado não votará a MP e fará com que ela perca a validade automaticamente -- a medida caduca na próxima segunda-feira (3).

Além da MP da redução das tarifas, Renan disse que também não vai ler a outra medida provisória em discussão hoje na Câmara, que inclui 16 setores da economia no programa de desoneração do governo.

"Não vamos ler nenhuma. Nenhuma, nenhuma", disse Renan à secretária-geral da Mesa, Cláudia Lyra, em conversa por telefone flagrada por jornalistas que o esperavam na saída de seu gabinete.

CONTA DE LUZ

A redução na conta de luz é vitrine da campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff e foi anunciada em pronunciamento em rede nacional de TV e rádio em janeiro deste ano.

Para os consumidores residenciais, o desconto em média é de 20,2% e para a indústria é de cerca de 32%.

A redução foi resultado da renovação das concessões de transmissão e geração de energia, que tinham contratos vencendo entre 2015 e 2017. Para prorrogar esses contratos, o governo exigiu que as empresas baixassem as tarifas. Além disso, o governo também prevê aportar R$ 8,46 bi no setor apenas neste ano.

A derrubada da MP levará o governo a procurar uma saída legal para o Tesouro Nacional repassar recursos para a chamada Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), custeando assim o corte na conta de luz.

Para evitar perder o desconto, o Planalto já articula, nos bastidores, reinserir o mecanismo que permitiu a redução nas tarifas em outra medida provisória. A ordem é escolher uma MP em condições de apreciação imediata, o que evitaria vácuo na legislação.

Outra possibilidade é o governo encaminhar outro projeto de lei ao Congresso, em regime de urgência.

terça-feira, 28 de maio de 2013

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Bolsa Família é sucesso mundial e dados calam pessimistas de plantão


Vladimir Chaves

Elogiado por órgãos como a Organização das Nações Unidas (ONU), o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional, o Bolsa Família rompeu fronteiras e ganhou reconhecimento internacional. Foi adotado no México, na Venezuela, na Bolívia, no Peru e no Equador, dentre outros países da América Latina. Recomendado pela ONU, foi levado para a África do Sul, Gana e Egito, no continente africano; e para a Turquia, Paquistão, Bangladesh e Indonésia, na Ásia.

Segundo o jornal Le Monde, “o programa Bolsa Família amplia, sobretudo, o acesso à educação, a qual representa a melhor arma, no Brasil ou em qualquer lugar do mundo, contra a pobreza”.

Mesmo assim, não é difícil encontrar os “especialistas em pessimismo” que insistem em reproduzir o falso argumento de que o programa é uma “bolsa esmola”. Nada mais distante da realidade. Dados oficiais revelam que 70% dos beneficiários adultos são trabalhadores, e os estudantes que participam do programa possuem média de aprovação quase 5% maior que a média nacional, que é de 75%, além de ter um índice menor de abandono dos estudos: 7,2% entre os alunos do Bolsa Família, contra 10,8% da média nacional.

Vale ressaltar também que 1,6 milhão de famílias beneficiadas pelo Bolsa Família deixaram espontaneamente o programa. É o caso de Leila Cardoso, que abriu mão do Bolsa Família e está na faculdade, e Jucelaine Lopes, que fez curso técnico e hoje é soldadora na P55, plataforma da Petrobras. Os exemplos estão em vídeo produzido pelo ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

“Esses dados evidenciam que o Bolsa Família transformou-se em uma política pública, não mais de governo, mas de Estado. É um programa vitorioso que ninguém tira mais. Trata-se de uma renda complementar que faz com que nossas crianças tenham acompanhamento em saúde, frequentem a escola e tenham oportunidade de acesso aos institutos federais, ao Pronatec e até mesmo às universidades”, afirmou o líder do PT na Câmara, deputado José Guimarães (CE).

A avaliação do líder petista é reforçada pelo fato de 36 milhões de pessoas terem superado a pobreza e 40 milhões ascenderem para classes sociais mais elevadas. A taxa de analfabetismo e de evasão escolar caiu drasticamente, bem como a mortalidade infantil. Um estudo recém-publicado pela revista The Lancet, no Reino Unido, diz que o programa ajudou a reduzir em 17% a taxa de mortalidade entre crianças menores de cinco anos.

“O Bolsa Família tirou 36 milhões de brasileiros da extrema pobreza e está salvando a vida de nossas crianças. Os critérios de condicionalidade garantem que o programa não seja simplesmente assistencialista, mas que dê suporte à execução de todos as outras metas da assistência social no Brasil”, reforçou a deputada Margarida Salomão (PT-MG).

Entre as condições impostas pelo governo às famílias para inclusão no programa, estão o comparecimento às consultas de pré-natal para as gestantes; a vacinação em dia das crianças de 0 a 6 anos; e a garantia da frequência mínima de 85% na escola, para crianças e adolescentes de 6 a 15 anos.

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As bruxas e o patrulhamento ideológico sobre a sociedade


Vladimir Chaves

Enquanto a Inquisição papal da Idade Moderna promovia sua implacável caçada aos judeus na Península Ibérica, eis que as principais vítimas das perseguições religiosas na Alemanha, França, Itália e Inglaterra foram as mulheres acusadas de bruxaria. E talvez isto ajude a explicar o porquê dos festejos do Halloween neste 31 de outubro entre os povos de cultura anglo-saxônica. Inclusive nos Estados Unidos.


Geralmente, quando pensamos em bruxas, vem logo à nossa mente a ideia de uma mulher velha, feia, nariguda e malvada, capaz de enganar as inocentes donzelas oferecendo-lhes maçãs envenenadas como no velho conto da Branca de Neve. Porém, basta mergulharmos um pouco na História para descobrirmos quem eram essas mulheres perseguidas por feitiçaria pela Igreja na Europa entre o final da Idade Média e início da Idade Moderna.



Numa época de extrema pobreza e grande ignorância, em que a Medicina não podia desenvolver-se no Ocidente por causa do obscurantismo imposto pela religião, restava ao povo tentar o alívio para as suas doenças através da aspersão de água benta ou por meio de tratamentos à base de ervas. No caso das mulheres humildes, quando sofriam de problemas ginecológicos ligados à esterilidade e doenças do aparelho reprodutor, a exclusão tornava-se ainda maior. Os sacerdotes católicos, sendo eles homens e celibatários, não costumavam prestar atendimento em casos desta natureza, tornando impossível o diagnóstico e o tratamento da enfermidade.



Foi dentro deste contexto que surgiram as bruxas medievais que, na verdade, nada mais eram do que meras curandeiras dos vilarejos da Europa. Em sua respeitável obra, A fabricação da loucura: um estudo comparativo entre a Inquisição e o movimento de saúde mental, o psiquiatra húngaro Thomas Szasz ensina que a função social das bruxas era cumprida nas comunidades através de uma medicina popular que chegava a ser mistificada pela população. Através delas é que as mulheres pobres podiam de fato experimentar algum tratamento ainda que de maneira bem rudimentar a exemplo do que existiu com mais frequência até décadas atrás no interior do Brasil com as "benzedeiras".



Não demorou muito para que o catolicismo medieval passasse a ver a atividade curandeira das bruxas como uma ameaça ao seu poder religioso. Pelo fato da Igreja considerar as doenças do corpo uma consequência da vida pecaminosa, os meios de obtenção da cura física deveriam ser alcançados somente dentro da esfera espiritual. Logo, as bruxas, assim como os médicos judeus, representavam uma quebra do monopólio eclesiástico. Então, uma maneira de atacá-las foi dizer que tais mulheres tinham pactos com o demônio.


Com a edição da bula Summis desiderantes affectibus, em 1484, o papa Inocêncio VIII (1432-1492) concedeu permissão aos inquisidores para que reprimissem as atividades das bruxas através todos os meios possíveis. Quem tentasse impedir a ação dos inquisidores poderia ser até excomungado. Com isto, surgiu um terrível livro chamado Malleus Maleficarum (O Martelo das Feiticeiras), escrito em 1487 pelos dominicanos alemães Heinrich Kraemer (1430-1505) e James Sprenger (1435-1495).


A obra dos dois inquisidores, que se tornou um manual de caça às bruxas por aproximadamente uns 200 anos, era dividida três partes: a primeira ensinava sobre como reconhecer as bruxas em seus múltiplos disfarces e atitudes; a segunda abordava os supostos malefícios da bruxaria; e a terceira dispunha sobre os procedimentos que eram "legalmente" aplicados contra as bruxas, demonstrando como inquiri-las e condená-las.



Apesar da Igreja Católica ter oficialmente condenado o manual de Heinrich Kraemer e James Sprenger, com base num posicionamento da Universidade de Colônia (Alemanha), eis que, na prática, o Malleus popularizou-se rapidamente. Entre os anos de 1487 e 1520, a obra foi publicada 13 vezes. E, de 1574 até a edição de Lyon de 1669, houve um total de 16 novas reimpressões. Com exceção da Bíblia, pode-se considerar que aquela foi a obra mais vendida até a publicação do livro El Progreso del Peregrino, de John Bunyan, em 1678, sendo que não apenas os inquisidores católicos basearam-se na doutrina demonológica de Kraemer como até mesmo os protestantes nos hediondos julgamento proferidos contra as bruxas.



Assim, viu-se na Europa e também na América do Norte um festival de ignorâncias praticado contra as mulheres. Estas, ao serem presas, eram submetidas a um minucioso exame físico afim de que fossem encontradas evidências de pactos com o demônio através de marcas no corpo. E para que a vítima confessasse o "crime" de bruxaria, os inquisidores submetiam-na à tortura, conforme nos relata o ex-padre católico Marcelo da Luz em seu valioso livro Onde a religião termina?:



"Dessa forma, qualquer sinal de nascença, pintas ou mesmo lesões na pele, quando encontradas, serviam de provas contra as vítimas. Quando nada era encontrado, os inquisidores ou juízes encarregaram outras pessoas, inclusive médicos, na busca de marcas infernais invisíveis, supostamente imunes à dor ou ao fogo. O método usado para descobri-las era a perfuração, palmo a palmo, do corpo da acusada. Houve também, na Inglaterra, durante a segunda metade do século XVII, a prática da provação pela água. A vítima, após ter seus membros cruzados e amarrados, era jogada em água profunda, três vezes se necessário. Acreditava-se não ser a bruxa capaz de afundar, pois rejeitara as águas do batismo. Se afundasse, era inocente, mas esta constatação mostrava-se tardia e elas geralmente morriam afogadas."



Até onde a consciência humana, cega pelo dogma religioso, pode ser capaz de promover a destruição e a morte?





A caçada às bruxas, na verdade, foi resultado da imposição desse dogmatismo através de um patrulhamento ideológico sobre a sociedade. Mas foi também uma violência praticada contra as mulheres, um resultado da desarmonia entre o masculino e o feminino que existe na religião cristã capaz de gerar a misogenia. Principalmente no catolicismo romano em que os padres são proibidos de se casarem. E, por terem o desejo sexual reprimido dentro de si mesmos, os inquisidores transferiram suas loucuras para o mundo exterior, demonizando-o a tal ponto de matarem as mulheres que julgavam ser "bruxas" porque, na certa, despertavam seus desejos naturais.



No século XX, que foi uma época menos religiosa, pode-se dizer que a caçada às bruxas continuou sob outras formas. Não só no Brasil e na América Latina, como em outras partes do mundo, muitos foram perseguidos por razões de ideologia política. No contexto da Guerra Fria, pessoas consideradas comunistas chegaram a sofrer diversos tipos de preconceitos. E muitas delas foram presas, espancadas, torturadas e mortas.



A quem interessa este patrulhamento ideológico senão às classes dominantes que, para se manterem no poder, sempre necessitaram oprimir a população explorada economicamente?



Atualmente, ainda que as constituições dos países ocidentais protejam as liberdades de pensamento, de crença e de ideologia política, sabe-se que, na prática, há um preconceito contra quem decide pensar. Tem-se hoje um ambiente já formatado em que o ser pensante pode ser ridicularizado, abafado ou considerado como um "chato". Vive-se numa aparente liberdade para manifestar a opinião. Porém, em meio a ruídos dispersores e diante de uma audiência condicionada a uma aprovação externa que nem sempre racionalizada pelo público destinatário. Ou seja, ainda existe uma caçada às bruxas silenciosa digamos assim.



Nos dias das bruxas, em que alguns jovens do nosso país aderiram às modas norte-americanas dos bailes à fantasia, poucos sabem acerca das perseguições religiosas praticadas no passado. Quase ninguém desconfia que a demonização do outro é um golpe baixo dos que já não possuem argumentos lógicos afim de convencerem pela racionalidade. Então só lhes resta satanizar o "herege" (gr. hairetikis), isto é, o "indivíduo enquanto agente de escolha".



Rodrigo Ancora da Luz

segunda-feira, 27 de maio de 2013

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Câmara aprova prioridade para processos de corrupção


Vladimir Chaves

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou um projeto que dá prioridade na Justiça para a tramitação de processos que tratem de crimes de corrupção, peculato e lavagem de dinheiro. A proposta tem caráter conclusivo e pode ir direto ao Senado, salvo se for apresentado recurso para votação em plenário.

O projeto é do deputado Fábio Trad (PMDB-MS). O texto aprovado, porém, é um substitutivo apresentado por Assis Melo (PC do B-RS). A prioridade passaria a constar do Código de Processo Penal.

O projeto prevê o tratamento prioritário em processos penais relativos aos crimes de peculato, concussão, corrupção passiva, tráfico de influência, corrupção ativa, impedimento, perturbação ou fraude de concorrência, crimes de "lavagem" ou ocultação de bens, direitos e valores e crimes de responsabilidade de prefeitos municipais. O projeto entraria em vigor 90 dias após sua sanção.

"A população brasileira não mais tolera a impunidade, principalmente referente aos abusos cometidos contra a coisa pública", disse o relator em seu voto. 

Definições para "Princípio da moralidade"

Princípio da moralidade -  A Constituição Federal elegeu como um de seus princípios fundamentais a moralidade como um todo, abrindo o caminho para a superação da vergonhosa impunidade que campeia na Administração Pública, podendo-se confiar em uma nova ordem administrativa baseada na confiança, na boa-fé, na honradez e na probidade. O princípio da moralidade pública contempla a determinação jurídica da observância de preceitos éticos produzidos pela sociedade, variáveis segundo as circunstâncias de cada caso. É possível zelar pela moralidade administrativa, por meio da correta utilização dos instrumentos para isso existentes na ordem jurídica, entre os quais merece posição de destaque exatamente o processo administrativo, pela extrema amplitude de investigação que nele se permite, chegando mesmo ao mérito do ato ou da decisão, ao questionamento de sua oportunidade e conveniência.

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Ricardo Coutinho critica o conservadorismo politico de Veneziano


Vladimir Chaves

O Governador Ricardo Coutinho, desdenhou da estratégia que o peemedebista Veneziano Vital Rêgo, traçou para tentar emplacar seu nome na disputa pelo governo do estado em 2014. Advindo de uma gestão fracassada na cidade de Campina Grande,  correndo contra o tempo para não ser atropelado pelos desejos de José Maranhão, Veneziano, tenta marcar ponto atacando sistematicamente a gestão Ricardo Coutinho.

No entanto, Ricardo Coutinho parece não estar muito preocupado com as movimentações do representante do clã Vital do Rego, afirmando que Veneziano é apenas um jovem que acredita que a politica deve ser algo que passa de família para família, e que não passa de um jovem com uma mente completamente ultrapassada, que não consegue dialogar com o que represente o novo.

De acordo com o governador, a cultura politica do ex-prefeito de Campina Grande, é uma cultura extremamente conservadora que gira em torno da politica das famílias, dos acordos, do toma lá dá cá, uma pratica que   utilizar-se do povo.
Relembrando as eleições de 2004, época em que ele esteve em Campina Grande emprestando apoio ao então candidato a prefeito, o governador se disse frustrado, pois  acreditou na juventude do então candidato a prefeito, achava ele que o candidato por ser uma pessoa jovem pudesse ter também ideias novas, mas que a exemplo da população de Campina Grande o final resumiu-se numa grande decepção. 

sexta-feira, 24 de maio de 2013

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Governo realiza encontro de secretários municipais da Agropecuária e da Pesca


Vladimir Chaves

O Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (Sedap), realiza, na próxima terça-feira (28), o Encontro Paraibano de Secretários Municipais da Agropecuária e da Pesca. Um dos objetivos do evento é a assinatura do protocolo de intenções entre o Governo do Estado e os municípios para a implantação do Sistema de Inspeção Agropecuária Municipal, o Sim.

O Encontro, também se propõe a oferecer caminhos para o desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca em todo o Estado. Tem como parceiros a Emater-PB, Interpa, Empasa e Emepa, que vão demonstrar experiências exitosas de convivência com a seca.

A solenidade de abertura será no auditório do Unipê e o público alvo são os gestores municipais, secretários de Agricultura dos municípios, técnicos e servidores da área, além do corpo técnico das secretarias e entidades da cadeia produtiva da Agropecuária Estadual.

A programação inclui a palestra do diretor do Dater – Ministério do Desenvolvimento Agrário, Argileu Martins Silva. O secretário Marenilson Batista destaca que “o Encontro é uma oportunidade de diálogo unificado da Secretaria Estadual com os secretários municipais na busca de soluções conjuntas para problemas relacionados à agropecuária, além da troca de experiências”.

Ao final será elaborada a ‘Carta do Encontro e a criação do Fórum dos Secretários’ contendo todas as deliberações e propostas resultantes do evento que trará o direcionamento das Políticas Públicas para o desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca em toda Paraíba.

Programação:

9h – Acolhida e Credenciamento

9h30 – Abertura Oficial

Assinatura do Protocolo de Intenções entre o Governo do Estado da Paraíba e os Municípios para implantação do Sistema Inspeção Agropecuária Municipal – SIM

10h30 – Conferência Master:

Desenvolvimento Rural Sustentável – Desafios e Perspectivas para a Inclusão Produtiva. Conferencista: Dr. Argileu Martins (Ministério do Desenvolvimento Agrário).

11h30 – Parcerias entre o Governo da Paraíba e os Municípios.

12h30 – Almoço.

13h30 – Parcerias entre o Governo da Paraíba e os Municípios.

15h00 – Produzir e Viver Bem na Paraíba.

Experiências exitosas.

Criações/Cultivos/Atividades não Agrícolas.

16h30 – Paraíba Terra Forte – Os caminhos para o Desenvolvimento Rural Sustentável.

Carta do Encontro e Criação do Fórum dos Secretários.

17h – Encerramento.

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Azulão do Nordeste a ave condenada a extinção!


Vladimir Chaves

O Azulão do Nordeste é uma ave muito cobiçada pela sua beleza , um cantar alto e mais rápido que os demais, além de possuir uma cor chamativa. Por essas características, o Azulão do Nordeste torna-se cobiçada por todos criadores de aves

“O Azulão do Nordeste macho tem uma plumagem azul muito forte, com aparência de cinza em algumas partes. As manchas da cabeça e da asa são um azul céu brilhante, e o bico parece ser maior e mais cônico que nos outros tipos. A fêmea do Azulão do Nordeste é um pouco acanelada. Quando jovem, o Azulão do Nordeste também é acanelado como a cor da fêmea, mas ao passar para a fase adulta, ele troca a plumagem pelo azul que começa aos poucos a surgir algumas penas azuis no meio da plumagem acanelada até ficar completamente azul. Quando jovem o Azulão do Nordeste já canta, mas é na fase adulta que seu canto se torna alto e melodioso atraindo os predadores humanos”, explica o ambientalista Aramy Fablicio.

Hábitos

O ambientalista explica que “o Azulão do Nordeste era encontrado em quase toda a região árida do nordeste. Seu habitat são os arbustos. Esta ave é territorialista. Não é possível vê-la em bando. Se existe um casal em certa localização, só será possível encontrar outro casal em uma certa distância. Os filhotes de azulão ficam com seus pais até um certo tempo, depois já partem para uma vida “independente”, pois o instinto territorialista do azulão não o deixará ficar por perto após estar na fase adulta. Assim, o filhote terá que achar seu próprio território e sua parceira para acasalamento. Se um macho invade o território de outro, com certeza haverá um conflito, e será bem violento. Por isso existe um certo respeito entre as aves e seus territórios, mas sempre há aquele mais valente que, por território ou por uma fêmea, entrará em conflito e conquistará o desejado”.

Reprodução

O azulão se reproduz aqui no nordeste no período das chuvas, constrói seu ninho não muito longe do solo e cada ninhada geralmente tem entre 2 e 3 ovos, tendo de 3 a 4 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem entre 13 e 15 dias após a fêmea botar os ovos.

Risco de extinção

“O Azulão Nordestino já estar praticamente extinto, pois não se encontra mais na natureza. Talvez se encontre um ou outro em algum lugar do nordeste, mas ele só estará livre até encontrar um predador humano, pois a procura por esta ave rara é muito grande devido ao seu valor comercial e sua beleza. Quase todo brasileiro conhece o Azulão, mas aprisionado em gaiolas, pois na vida selvagem praticamente não existe mais. Nos anos de 1980 ainda era comum se ver alguns azulões, mas cada vez foi ficando mais raro aqui na Paraíba, hoje é praticamente impossível você encontrar um livre na natureza”, alerta o ambientalista.

Hoje encontramos o Azulão Nordestino aprisionado em gaiolas desde a casa de um simples camponês, nas casas de pessoas em pequenas cidades, médias e grandes metrópoles do Brasil e até do exterior. “Quando criança eu conhecia o Azulão Nordestino aprisionado em gaiolas apenas devido ao seu belo canto, mas hoje os criadores o usam também como ave de briga em rinhas onde rolam altas apostas como as de canário da terra e galo de briga”, Azulão do nordeste é classificado entre os criadores como , azulão de canto " o que serve apenas pra cantar" o azulão de campo " o que serve pra briga que chega a quebrar a perna ou outras partes do corpo de outro azulão ", Este custa mais caro é um sonho de consumo " recorda o ambientalista Aramy Fablicio.

Para Aramy, “A captura é a maior causa das extinções, mas o desmatamento desordenado dos arbustos, árvores nativa das regiões áridas também contribui; Com todos esses fatores a ave foi ficando cada vez mais rara. Se houvesse uma conscientização da sociedade em soltar todos os azulões das gaiolas na natureza, seria difícil a reprodução, pois não teríamos as fêmeas livres na natureza e ainda teria outro problema que seria os capturadores de animais. Seria necessário também um grande trabalho de reabilitação dessas aves e soltas em áreas de preservação ambiental como o Projeto Natureza Livre em Fagundes onde todos os proprietários de terra aderiram à causa ambiental”.

As leis do país proíbem a caça, a captura de animais silvestres e maus tratos a animais domésticos e domesticados, como a lei de nº 9.605/98 e qualquer outro tipo de crime ambiental. Mas “as políticas ambientais são falhas, quase toda casa no Brasil tem um animal aprisionado e não se faz nada. É “normal” vermos aves nas gaiolas em frente às casas, pessoas desfilando com animais silvestres nas ruas, comércio desses animais em feiras livres. Creio que deveria ser tolerância zero, pois quando as pessoas são pegas com drogas ilícitas são punidas, o mesmo deveria acontecer quando pegas com animais selvagens, porém o pior de tudo é a sociedade civil que continua mantendo essas criaturas em cativeiros mesmo sabendo que estão indo contra a lei do homem e a lei de Deus”, desabafa o ambientalista.

"Peço ao ministério do Meio Ambiente , Ibama , Imprensa e toda a sociedade civil do Brasil e do mundo que abrace esta causa em prol do azulão do nordeste, para que não seja mais uma especie na lista de extintos" Ativista Aramy Fablicio.

Se você tem conhecimento de algum crime ambiental denuncie, ligue para Linha Verde 0800-61-8080, e-mail: linhaverde.sede@ibama.gov.br.

Se você é contra a extinção do Azulão do Nordeste, se é a favor da liberdade, ajude assinando essa petição pública

http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2013N40701

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Cúpula do PMDB ataca Dilma em jantar com Temer


Vladimir Chaves

O clima de confronto entre o PMDB e governo, que já havia marcado a votação da Medida Provisória dos Portos na Câmara dos Deputados, deu o tom do jantar do partido anteontem no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente Michel Temer.

Na avaliação de peemedebistas, a presidente Dilma Rousseff agiu bem ao não comparecer ao encontro que reuniu governadores, ministros e líderes do PMDB. Um deles classificou o jantar de "indigesto" para a presidente, marcado por críticas ao Palácio do Planalto e ao PT da "entrada até a sobremesa". Dilma recusou o convite do vice alegando que sua família estava em Brasília.

O crítico mais ácido da noite foi o governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ), seguido dos colegas Roseana Sarney (PMDB-MA) e André Puccinelli (PMDB-MS).

A princípio, o jantar deveria ajudar Temer na missão de superar esse clima ruim com o Planalto. Mas os insatisfeitos desfiaram um rosário.

Os motivos das críticas foram vários: da composição de palanques para disputa eleitoral em 2014 ao projeto que previa a troca do indexador da dívida de Estados e municípios e que o governo decidiu engavetar.

O clima foi tão pesado para Dilma, segundo relato à Folha de pessoas que participaram do jantar, que o líder rebelde do PMDB, Eduardo Cunha, nem precisou falar mal do governo. "Fez apenas ligeiras intervenções", disse um peemedebista.

Cabral disse ser inaceitável dois palanques para a presidente no Rio na disputa de 2014. Ele tenta evitar a candidatura do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) ao governo. Cabral falou da relação que sempre teve com Lula e lembrou que desde o principio, quando se discutia o nome da candidata, ele saiu para dizer que tinha um "Plano D", de Dilma.

E que, se Lula escolheu um sucessor, ele também tem o direito de escolher o seu. Disse que não vai apoiar um projeto que tem um candidato pela manhã e outro à tarde.

Roseana afirmou que, enquanto o partido comanda a pasta do Turismo, com Gastão Vieira, o presidente da Embratur, Flávio Dino (PC do B), que é hierarquicamente subordinado à pasta, "conspira contra o partido no Estado". Dino é potencial candidato na próxima eleição.

Puccinelli reclamou que o governo anuncia empréstimos do BNDES e do Banco do Brasil aos Estados, mas os bancos criam dificuldades para a liberação. Os senadores Valdir Raupp (RO) e José Sarney (AP) encabeçaram a turma do deixa-disso. "Olha o 'timing'. Tudo tem seu tempo, não é momento para definir alianças", disse Sarney.

O governo também foi criticado por recuar da proposta que aliviaria a dívida de Estados e municípios. Percebendo que o clima antigoverno não iria melhorar, Temer "apelou para o jantar".

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PMDB lidera pedido de CPI da Petrobras


Vladimir Chaves

Em mais uma demonstração de rebeldia em relação ao Palácio do Planalto, a bancada do PMDB na Câmara teve papel destacado na articulação que levou à apresentação, nesta quinta-feira, de um pedido de criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar irregularidades na Petrobras. Das 199 assinaturas apresentadas, os deputados do PMDB foram os responsáveis pelo maior apoio entre os partidos, com 52 nomes.

Ao todo, 63% dos 82 parlamentares da bancada do partido subscreveram o pedido de abertura da CPI. Comandados pelo líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), os peemedebistas estão em rota de colisão desde a Medida Provisória dos Portos. Cunha, contudo, não assinou o pedido.

O pedido de CPI ocorre dois dias depois de um jantar no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente da República e presidente de honra do PMDB, Michel Temer, em que governadores do partido desfiaram um rosário de críticas à aliança com o PT de Dilma Rousseff. A presidente não foi ao encontro.

Em cena presenciada pela reportagem do Broadcast, serviço de tempo real da Agência Estado, o presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), mostrou-se surpreso com a adesão em massa da legenda. Raupp não quis dizer se vai trabalhar pela retirada de assinaturas do partido no pedido de criação da CPI. São necessárias pelo menos 171 assinaturas para se criar uma comissão de inquérito. Mas até a sua instalação, elas podem ser retiradas e a CPI não ser aberta.

Na prática, a comissão - que tem na mira apurar a venda de ativos da estatal no exterior - não deve prosperar porque há uma fila de mais de dez pedidos de criação de CPI na frente. O deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG), um dos autores do pedido, negou que o objetivo da comissão parlamentar é retaliar o governo. "A Petrobras está conduzindo essas operações de uma maneira muito truculenta e isso é lesivo aos acionistas", disse o parlamentar. Ele defende que, por "interesse nacional", a abertura da CPI da Petrobras passe na frente das demais.

Um cacique peemedebista da Câmara, que pediu para falar reservadamente, disse que a comissão tem objetivo de mandar um recado ao governo. "É mais uma demonstração de insatisfação da base", afirmou o deputado graduado do PMDB. Esse parlamentar disse que a queixa dos parlamentares têm a ver com o corte de R$ 27 bilhões no orçamento anunciados esta semana.

Segundo esse deputado peemedebista, os ministérios do Turismo e da Agricultura, comandado pelos correligionários Gastão Vieira e Antônio Andrade, tiveram um corte, respectivamente, de 76% e 46%. Mas pastas comandadas pelo PT, disse, teriam sido preservadas da tesourada. "Como é que vamos segurar a base, se você não a atende?", questionou. Leonardo Quintão disse que vai procurar os parlamentares que assinaram o pedido de criação da CPI com o objetivo de fustigar a estatal, menina dos olhos da presidente Dilma Rousseff.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

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Mais uma do PMDB


Vladimir Chaves

Campeão de verbas recebidas da União no ano passado, com mais de R$ 10 bilhões destinados a convênios, o "rj gov gabinete do governador" aproveitou administrativamente e, agora, se prepara para romper politicamente com o governo federal; juras de Sergio Cabral a Dilma parecem ter a mesma seriedade das brincadeiras dele em Paris com secretários e empreiteiros; antecipando antagonismo PMDB X PT em 2014, Cabral pressiona por adesão impossível ao vice-governador Pezão; tudo ou nada é mesmo um bom jeito de fazer política?

Do ponto de vista político, o governador Sérgio Cabral, do Rio de Janeiro, é um ingrato com a presidente Dilma Rousseff. O campeão. Administrativamente, o Rio de Janeiro de Cabral ocupou, no ano passado, o primeiro lugar no ranking de transferências de verbas da União para os Estados, na forma de convênios. Foram mais de R$ 10 bilhões (R$ 10. 183.715.430,17) repassados diretamente para o "nome fantasia" descrito como "rj gov gabinete do governador", como aparece na tabela Transferências de Recursos por Favorecido (Entes Governamentais), no Portal Transparência, do governo federal. Mais de R$ 3 bilhões a frente do segundo colocado, a Bahia.

Na administração dessa formidável fortuna, Cabral, quando está no Brasil, discursa em palaques de inaugurações, pisa em canteiros de obras e lança pedras fundamentais. Junto a ele, o vice-governador Luiz Fernando Pezão, seu candidato a governador em 2014. O tocador de obras. Endereço maior da Copa do Mundo de 2014 e sede das Olimpíadas de 2016, o Rio foi muito contemplado com verbas para obras de mobilidade urbana, mas é claro que o ótimo relacionamento, até semanas atrás, entre a presidente e o governador contribuiu para o sucesso de uma "verdadeira parceria", como dizia Cabral.

O compromisso político de Cabral com Dilma sempre apontou para uma aliança inquebrantável. A presidente tratou o governador com requintes de primeiro aliado, participando ao lado dele de eventos importantes e fazendo questão de recebê-lo, com Pezão, na condição de cicerones do prefeito reeleito Eduardo Paes, no Palácio do Planalto, imediatamente após a vitória de Paes em primeiro turno. A rigor, Cabral e Pezão não precisavam ter ido. Quem celebrava era Paes, mas Dilma se viu feliz em juntar as mãos com todos eles.

SURREALISMO POLÍTICO - Por motivo fútil e de modo pueril, se o gesto político em curso for classificado por dois de seus nomes verdadeiros na vida real, o governador do Rio está jogando no lixo seu relacionamento privilegiado com a presidente Dilma  por não aceitar um fato externo à vontade dos dois: a candidatura do senador Lindbergh Farias ao governo do Rio. É surreal, mas é o que está ocorrendo. Cabral quer que Dilma, o ex-presidente Lula, de quem sempre se mostrou um amigão do peito, e quem mais possa enfiem uma trava na seção fluminense do PT, sequem e ressequem a candidatura do ex-prefeito de Nova Iguaçu, hoje em segundo lugar nas pesquisas de opinião, atrás do ex-governador Anthony Garotinho. Pezão está comendo a poeira de ambos.

Dilma sempre deixou claro que, no Rio de Janeiro, em razão de todo o histórico de bom relacionamento com Cabral, iria atuar com uma certa discrição e grande distanciamento. Ela gostaria de deixar os pré-candidatos de sua base se viabilizarem naturalmente, sem tentar nem alavancar o nome de seu partido, nem carregar a escolha de seu principal aliado. É o que ela vem fazendo, apesar de todas as provocações lançadas pelo PMDB nas últimas semanas.

Guiado por Cabral, o líder do partido na Câmara, Eduardo Cunha, está entrando para a história como aliado mais adversário que Dilma já teve entre os parlamentares. Depois de dificultar de todas as maneiras a aprovação da MP dos Portos, ele enfiou um desconto de 45% na dívida dos Estados, desfigurando o projeto do governo de reforma tributária, e agora alimenta a chama para uma CPI na Petrobras. 

Com esses movimentos concretos e frases do tipo "meu filho também é Neves", além de cartas e caras amarradas, o governador já parece estar se preparando para um desembarque na canoa do presidenciável tucano Aécio Neves. Resignada, a presidente ainda espera a concretização das ameaças em que se transformaram as frases de carinho para tomar suas atitudes. Estas não passarão por retaliações administrativas - os convênios que fazem do Rio um grande canteiro de obras já estão em plena execução --, mas serão politicamente ancoradas na razão e no bom senso. Afinal, é Cabral que está rompendo publicamente, a plena voz, com ela, por causa de um terceiro elemento político. O governador começou a richa, a desenvolve e opera. Dilma estava quieta.

EFEITOS DO FRENESI - Estrategicamente, o frenesi de Cabral pode-se revelar um grande erro. Para o senador Aécio Neves, o ganho é claro, até mesmo pela decepção que deve causar na adversária Dilma. Mas para o próprio Cabral há dúvidas sobre seu efeito positivo. Ele será candidato do PMDB a uma única vaga para o Senado – e não está escrito que, necessariamente, irá ganhar. Em oposição ao governo federal, terá de contar com um Aécio muito forte em sua campanha para ter uma conexão com a política nacional.

Regionalmente, Dilma e Lula, que foram seus maiores eleitores na reeleição, em 2010, estarão num palaque puro-sangue do PT. Pezão, que Cabral tanto quer, não leva jeito, segundo as pesquisas, de virar um grande puxador de votos para o candidato ao Senado. Bem ao contrário. Para alçá-lo até a cadeira que ocupa hoje, o mais certo a dizer é que Cabral estará, ele sim, sozinho. E terá de ganhar duas eleições, a dele e a de Pezão.

Para o alvo dessa trama fluminense, a situação não poderia ser mais confortável. O veto a Lindbergh já vai soando como medo de Lindbergh. Com isso, começa a surgir em torno dele a áurea de candidato a ser batido, ainda que o líder nas pesquisas seja Garotinho – outro que tem a ganhar com o racha PMDB-PT, na medida em que os adversários se engalfinham enquanto ele próprio tem sua casa partidária pacificada.

Alguém precisa avisar o governador que a precipitação é um erro primário na política. Mesmo ainda sendo chamado de Serginho pelos amigos, Cabral já é um veterano. No ano passado, afundado nas agruras políticas da CPI do Cachoeira, ele viu o deputado petista Cândido Vacarezza ser humilhado nacionalmente pela mídia ao ser flagrado no envio de uma mensagem. O petista estava dizendo ao próprio Cabral para que não se preocupasse, porque ele e a bancada do PT iria atuar para barrar sua convocação. Foi o que se viu.

Houve mais empenho do PT em tirar Cabral da frigideira do que um próprio correligionário, Agnelo Queiroz, governador de Brasília, que foi convocado. O partido da presidente também impediu, com seus votos na comissão, a ida até lá do empreiteiro Fernando Cavendish, da Delta, unha e carne com Cabral. Atitudes políticas menos intempestivas do governador, ao mesmo a esta altura do calendário – faltam 17 meses para as urnas de 2014 –, seriam o mínimo que o PT e a presidente poderiam esperar dele. A prosseguir o show de provocações, porém, quem puder mais vai chorar menos.


Do site: Brasil 247

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PMDB é o mais infiel para o Governo Dilma


Vladimir Chaves

Chefiada pela ministra Ideli Salvatti, a Secretaria de Relações Institucionais do Planalto perscrutou o mapa das votações realizadas nas 41 horas que desaguaram na aprovação da medida provisória dos portos.

Constatou-se que, no condomínio governista, o PMDB foi a legenda que mais traiu o governo. Possuem assento na Câmara 24 partidos. No ranking da fidelidade, a legenda do vice-presidente Michel Temer ficou no 17º posto.

Os números foram repassados a Dilma Rousseff. Lê-se no estudo que, o PMDB seguiu a orientação do governo em menos da metade das votações (41,15%). A taxa de fidelidade da agremiação ficou abaixo inclusive do percentual atribuído ao PV (66,1%) e ao PSD (48,73%) –duas legendas que se autodefinem como “independentes”.

Eis a taxa de fidelidade de cada legenda segundo as contas da equipe de Ideli:

PT – 80,95%;


PC do B – 67,03%;


PV – 66,19%;


PDT – 58,42%;


PRP – 57,14%;


PSB – 52,93%;


PTB – 48,94%;


PSD – 48,73%;

PR – 48,57%;


PP – 44,35%;


PMDB – 41,15%. 

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