PC do B, PHS e PTN articulam construção de chapa para disputar mandatos de deputado.


Vladimir Chaves

O PHS, PTN e PC do B deram inicio as conversações em busca da construção de uma chapa proporcional forte que possa eleger deputados estaduais e federal.

A reunião aconteceu ontem a noite em dos restaurantes de João Pessoa, com as presenças dos presidentes do PHS, Álvaro Gaudêncio Neto, do PTN Janduhy Carneiros, e do dirigente do PC do B, Ronaldo Menezes.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

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PEC acaba com auxílio-reclusão de criminoso e cria benefício para vítimas de crimes


Vladimir Chaves

A Câmara analisa a Proposta de Emenda à Constituição 304/13, da deputada Antônia Lúcia (PSC-AC), que acaba com o auxílio-reclusão e cria um benefício mensal no valor de um salário mínimo para amparar vítimas de crimes e suas famílias.

Pelo texto, o novo benefício será pago à pessoa vítima de crime pelo período em que ela ficar afastada da atividade que garanta seu sustento. Em caso de morte, o benefício será convertido em pensão ao cônjuge ou companheiro e a dependentes da vítima, conforme regulamentação posterior.

A PEC deixa claro que o benefício não poderá ser acumulado por vítimas que já estejam recebendo auxílio-doença, aposentadoria por invalidez ou pensão por morte.

Vítimas sem amparo

Para a autora, é mais justo amparar a família da vítima do que a família do criminoso. Hoje não há previsão de amparo para vítimas do criminoso e suas famílias, afirma. Além disso, segundo ela, o fato do criminoso saber que sua família não ficará ao total desamparo se ele for recolhido à prisão, pode facilitar na decisão em cometer um crime.

Por outro lado, quando o crime implica sequelas à vítima, impedindo que ela desempenhe a atividade que garante seu sustento, ela enfrenta hoje um total desamparo, argumenta a deputada.

Auxílio aos dependentes de criminosos

Em vigor atualmente, o auxílio-reclusão é um benefício devido aos dependentes de trabalhadores que contribuem para a Previdência Social. É pago enquanto o segurado estiver preso sob regime fechado ou semiaberto e não receba qualquer remuneração.

O cálculo do benefício é feito com base na média dos salários-de-contribuição do preso, e só é concedido quando esse salário for igual ou inferior a R$ 971,78, em atendimento ao preceito constitucional de assegurar o benefício apenas para quem tiver baixa renda.

Conforme a autora, o objetivo é destinar os recursos hoje usados para o pagamento do auxílio-reclusão à vítima do crime, quando sobreviver, ou para a família, no caso de morte.

Tramitação

Incialmente, a proposta será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania quanto à admissibilidade. Se aprovada, será encaminhada para comissão especial criada especialmente para sua análise. Depois será votada em dois turnos pelo Plenário.

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Ricardo autoriza expansão da rede de gás natural em Campina Grande


Vladimir Chaves

Campina Grande entra para a história como a primeira cidade do interior nordestino a receber o gás natural para residências e, em escala, para os estabelecimentos comerciais. O governador Ricardo Coutinho e o presidente da PBGás, Franklin Araújo, assinaram a ordem de serviço para a expansão da rede de distribuição de gás natural residencial e comercial na Rainha da Borborema.

O Projeto Borborema prevê investimentos de R$ 4.418.025,88. Para obras e serviços, o valor é de R$ 3.661.371,32 e o restante do investimento para a aquisição de material. A empresa responsável pela obra já instalou o canteiro e inicia os serviços nos próximos dias.

O governador Ricardo Coutinho afirmou que a ampliação do gás natural, em Campina Grande, faz parte dos projetos para o desenvolvimento do Estado e da cidade, focados na criação de uma infraestrutura de abastecimento. “A Paraíba passa por uma transição importante na sua industrialização e fazemos isso porque, quando negociamos com investidores, mostramos que temos infraestrutura necessária de rodovias, água, esgotamento, energia, gás natural e um ambiente econômico favorável”, explicou.

Ele ainda ressaltou que, graças às boas condições e à organização da PBGás, está expandindo o sistema em Campina Grande, que será a primeira cidade do interior nordestino com uma rede de 10 km de gás natural que disponibiliza boas condições para que comércios e indústrias utilizem energia limpa.
A primeira etapa, realizada entre os bairros do Catolé e do Mirante, vai gerar 60 empregos diretos. “Esses dois bairros representam uma área com forte crescimento imobiliário, o que significa uma importante demanda para o uso do gás natural. São fatores que contribuem para a viabilização do projeto e que englobam, também, importantes estabelecimentos comerciais a serem beneficiados com esse combustível, como hotéis, dois shoppings e vários outros estabelecimentos localizados na área”, ressaltou Franklin Araújo.

De acordo com Franklin, em 2014, a PBGás prevê a captação de aproximadamente 945 residências e 15 estabelecimentos comerciais, de um total identificado de 2.500 potenciais consumidores, segundo pesquisa realizada pela Companhia. Ele informou que o combustível, que em abril de 2011 tinha mil clientes, hoje atende a 7 mil, um crescimento de 600%. “Trata-se de um marco para o município e para a PBGás, assim como foi a construção do gasoduto que liga as duas maiores cidades do Estado com a oferta de gás natural que traz vantagens como ser mais barato, mais seguro, não necessitar de estocagem e ser menos poluente”.

Secom

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

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Luiz Couto pede que MPF investigue denúncia de corrupção para eleger deputados federais na Paraíba


Vladimir Chaves

O deputado Luiz Couto (PT) entrou com uma representação, junto ao procurador-chefe do Ministério Público Federal do Estado da Paraíba, solicitando que seja investigada denúncia do ex-deputado estadual Jeová Campos, de que existe um esquema para que um deputado federal consiga se eleger na Paraíba.

A denuncia foi feita em novembro, no programa Rádio Verdade (Sistema Arapuan), e teve repercussão imediata em outros veículos de comunicação. Na oportunidade, Jeová garantiu que um deputado gasta cerca de 7 milhões para ser eleito e tira o seu investimento nas emendas parlamentares.

"São elas que fazem o salário do deputado engordar. Ele tira dinheiro das emendas pelas construtoras", revelou, deixando claro que estas pagam comissão aos parlamentares pelas emendas conseguidas junto ao governo federal, que leva o investimento. O ex-deputado concluiu afirmando que o único que não faz isso é o deputado Luiz Couto.


Luiz Couto disse que a incriminação é de extrema gravidade e por isso quer que o Ministério Público Federal faça a investigação. "Se ele fez a denúncia é porque deve ter elementos", disse.

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Suécia recusa Jogos de 2022 para não usar dinheiro público


Vladimir Chaves

Em votação entre os partidos políticos na semana passada, com apoio até do prefeito da cidade, os suecos optaram por não se candidatar à disputa para receber o evento.

Os argumentos: A cidade tem prioridades mais importantes, a conta para organizar os jogos seria alta demais e um eventual prejuízo teria de ser coberto com dinheiro público.

Para os partidos, aceitar os jogos seriam “especular com o dinheiro do contribuinte”. O primeiro-ministro Fredrik Reinfeldt também se mostrou contra.

"Não posso recomendar à Assembleia Municipal que dê prioridade à realização de um evento olímpico. Temos outras necessidades, como a construção de mais moradias", disse o prefeito Sten Nordin, em declarações publicadas pelo jornal Dagens Nyheter e reproduzidas pela BBC.

No jornal Dagens Nyheter, o secretário municipal de Meio Ambiente de Estocolmo, Per Ankersjö, escreveu um artigo defendendo a decisão.


“Os cidadãos que pagam impostos exigem de seus políticos mais do que previsões otimistas e boas intuições [sobre o orçamento]. Não é possível conciliar um projeto de sediar os Jogos Olímpicos com as prioridades de Estocolmo em termos de habitação, desenvolvimento e providência social", disse.

A cidade tinha apresentado seu plano em novembro de 2013. Em fevereiro, a cidade russa de Sochi receberá os jogos desse ano. Os de 2018 será em Pyeongchang, na Coreia do Sul.


Revista Exame

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Coordenador de Trabalho Eleitoral do PT/PB analisa como desolador o projeto politico eleitoral da oposição.


Vladimir Chaves

Josenilton Feitosa
Em um artigo intitulado “Eleições 2014 na Paraíba o que esperar?” o dirigente e coordenador estadual do Grupo de Trabalho Eleitoral do Partido dos Trabalhadores na Paraíba, Josenilton Feitosa, faz uma analise desoladora do projeto politico eleitoral da oposição na Paraíba e do futuro do PT no estado.

Segundo o petista, o PMDB é o único partido de oposição que tem um candidato definido, mas que mesmo estando em campanha há mais de cinco anos, não ultrapassa os 15% de intenções votos no Estado.

Em relação ao seu partido, ele revela que o PT passou todo o ano de 2013, tentando sem sucesso consolidar um projeto alternativo para disputar o governo do estado. Segundo Feitosa, o PT “namorou” Luciano Agra (PEN), e pediu Aguinaldo Ribeiro (PP), em “casamento”, mas todos apenas “ficaram” tiraram um “sarrinho” e deram tchau.


Quanto ao PEN comandado pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ricardo Marcelo, o dirigente petista avalia que o projeto maior da legenda não passa de uma “birra” do presidente contra Ricardo Coutinho, tendo como único objetivo montar um palanque de oposição ao governador, e que para isso “flerta” com o PSDB e o PMDB.


Em relação ao bloco situacionista, o petista faz uma avaliação mais alentadora, destacando Ricardo Coutinho (PSB) e Cássio Cunha Lima (PSDB), como lideres maior.

Segundo o Coordenador do Grupo de Trabalho Eleitoral do PT\PB, apesar da antipatia de Ricardo Coutinho, engana-se quem pensa que ele é um candidato fraco, visto que o maior colégio eleitoral da Paraíba (João Pessoa) tem uma grande afinidade com o governador, e que o mesmo desfruta do apoio de diversas cidades da Paraíba.

Em relação ao senador Cássio Cunha Lima, o petista avalia que o senador encontra-se numa situação muito mais confortável que a de 2010, quando não desfrutava de estruturas administrativas que pudessem lhes ajudar eleitoralmente. Segundo o petista, a aliança entre Cássio e Ricardo, ofereceu condições para o senador sair do isolamento em que se encontrava, crescendo fortemente em João Pessoa e passando a comandar o segundo maior colégio eleitoral do estado (Campina Grande).

Vladimir Chaves

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Confira a integra da analise do petista publicado no blog Centelha.

Por Josenilton Feitosa: Eleições 2014 o que esperar?

http://centelha3.webnode.com/news/elei%C3%A7%C3%B5es-2014-o-que-esperar-1/

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

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Secretário não acredita em rompimento e diz que clima entre Ricardo e Cássio é de afinidade politica.


Vladimir Chaves

O Secretário de Comunicação do Estado Paraíba, Luís Torres, não acredita na possibilidade de rompimento entre o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) e o governador Ricardo Coutinho (PSB). Segundo ele, o clima de afinidade politica está muito além do que alguns imaginam.

“As especulações que transitam no mundo politico, vindo inclusive de setores do PSDB não condizem com aquilo que na realidade está acontecendo” declarou.

De acordo com o secretário, a consolidação da aliança está muito mais próximo do que muita gente imagina, e que hoje o clima é muito mais favorável do que se tinha em 2010, quando aliados de Ricardo Coutinho, por questões ideológicas discordavam da aliança.

Para Torres, o fato de o senador ouvir o PSDB antes de anunciar uma posição em relação às eleições de 2014, fortalece ainda mais a aliança. “Ele tem respeito com o PSDB, ele ouvindo o partido antes de tomar uma decisão pode trazer o partido como um todo, trazendo uma aliança muito mais consolidada que a de 2010” disse.

Vladimir Chaves

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Pressionado pelo PT Secretário Marenilson Batista entrega o cargo


Vladimir Chaves

O Secretário de Desenvolvimento da Agropecuária e Pesca do Estado da Paraíba, Marenilson Batista, oficializou seu pedido de exoneração do cargo. Pressionado pela cúpula partidária que segue orientação política do petista Luciano Cartaxo, optou por antecipar a sua desincompatibilização do cargo, para não correr o risco de ter a legenda negada na disputar por um mandato na Assembleia Legislativa.

Marenilson é pesquisador da Embrapa e um dos principais quadros politico e técnico do PT paraibano, sua passagem pela Secretária de Agropecuária deu uma nova dinâmica a pasta obtendo o reconhecimento de vários seguimentos ligados ao campo.
“Deixo o governo estadual com a certeza do dever cumprido, hoje a Paraíba está livre de aftosa, tem uma agricultura familiar fortalecida e com programas que levam segurança ao homem do campo, tais como o Garantia Safra e a Tarifa Verde” disse o petista.
Vladimir Chaves

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

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Elevador compatível com maca será obrigatório em edifícios novos de Campina Grande


Vladimir Chaves

O prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, sancionou Projeto de Lei aprovado pela Câmara Municipal, de autoria do vereador Alexandre do Sindicato (PROS), que estabelece a obrigatoriedade de instalação de elevadores adequados ao transporte de pacientes em macas nos novos edifícios da cidade que tenham a partir de dez andares. A norma, sancionada no mês passado, terá que ser observada em construções iniciadas após sua entrada em vigor (03 de dezembro), sob pena do embargo da obra.
  
Conforme a lei, de número 5.377, “os edifícios com dez andares ou mais, a partir do pavimento térreo, de caráter de uso comercial, residencial ou misto, públicos ou privados, deverão contar com pelo menos um elevador cujas medidas sejam compatíveis com uma maca, nas dimensões mínimas de 2,20m x 1,10m, a fim de assegurar o adequado socorro de pacientes em casos de urgência”. 

O vereador afirma que é um “desafio socorrer um paciente que se encontre nos andares mais elevados de um edifício, sem que se possa fazer uso dos elevadores porque estes equipamentos, em seus formatos regulares, não comportam uma maca”. E complementa: “Ao transtornar o trabalho de socorro do paciente, põe-se em risco sua integridade, tanto pelo desconforto no transporte por meio da escadaria, quanto pela demora no socorro”. 


Na justificativa da matéria, Alexandre refuta considerações contrárias à medida. “Nota-se nas novas edificações a preocupação de oferecer uma estrutura confortável. Se as construtoras investem em estruturas de esporte e lazer, que também oneram a edificação e majoram os custos de manutenção, equipamentos que, embora atrativos e relevantes, não podem ser considerados vitais, por que não promover o investimento em uma ferramenta de segurança para os moradores?”, pondera.

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Igreja Assembleia de Deus de Campina Grande comemora 90 anos de fundação.


Vladimir Chaves

O final de semana em Campina Grande foi marcado pelas celebrações de comemoração dos 90 anos de fundação da Igreja Evangélica Assembleia de Deus na cidade. Milhares de fieis desfilaram pelas ruas centrais levando sua mensagem de amor, paz e esperança.

“Foi um ato que mudou a historia de Campina, vi de perto pessoas nas calçadas chorando, pessoas não crentes mais que querem uma Campina de paz, uma campina sem violência, homens de Deus orando de joelhos no coração da cidade pedindo a proteção de Deus para a mesma” disse Cesar um dos fieis da igreja.

A programação de aniversário segue até o dia 25. Na próxima sexta-feira dia 24, ocorrerá a 45ª Assembleia Geral Ordinária no Templo Central (Bairro da Prata), às 9h palestra para mulheres, com a participação da missionária Judite Alves, no auditório SENAI e às 18h30 aniversário do pastor Daniel Nunes no Ginásio no Ginásio o Meninão.

No sábado, às 9h acontecerá a palestra para os diáconos, presbíteros, evangelistas e pastores no Templo Central, às 14h na Vila Olímpica Plinio Lemos, Grande batismo nas águas, e às 18h30 Culto de gratidão e consagração dos obreiros no Ginásio o Meninão.

História:
A história da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Campina Grande teve início com o paraibano Manoel Francisco Dubu, o primeiro homem no Brasil a ser batizado com o Espírito Santo. Em 1912, ele aceitou a fé pentecostal pregada pelos missionários Daniel Berg e Gunnar Vingren, no Estado do Pará. E ao retornar à Campina Grande, em 17 de dezembro de 1914, trouxe a mensagem pentecostal aos seus conterrâneos.

Outra pessoa que contribuiu com a evangelização em solo campinense foi Felipe Nery Fernandes, natural de Recife (PE). Felipe, que era alfaiate, veio morar em Campina Grande em 1922 e começou a reunir um grupo de crentes em sua casa por um período de três anos, onde dirigiu vários cultos evangélicos. A partir de janeiro de 1924, os cultos passaram a ser realizados de forma regular, considerando-se esta data como marco inaugural da organização da Assembleia de Deus em Campina Grande, (conforme consta nos Estatutos da Igreja).

Nesse período, o missionário Joel Carson trouxe o evangelista Manoel Pessoa Leão, que deu início à construção do primeiro Templo Sede da Igreja, na Antiga Rua das Areias, atualmente Rua Presidente João Pessoa, no centro da cidade. A doação do terreno foi feita pelo irmão José Benoni e apesar dos poucos recursos financeiros, o templo foi concluído e recebido pelo Pr. Francisco Gonzaga em 1925.

O atual Templo Sede da Igreja no município foi estabelecido pelo Pr. Silvino Silvestre da Silva, que deu início à construção em 1945, na Rua Antenor Navarro, número 693, no bairro da Prata. Uma obra imensa para aqueles dias e para a quantidade de crentes da época, sendo inaugurada em 1950.

Outro líder que marcou a história da Assembleia de Deus foi o Pr. Francisco Pacheco de Brito, que assumiu a presidência da Igreja em Campina Grande no ano de 1986. Até então, havia cerca de 15 congregações na cidade, situadas em bairros como Jeremias, Santa Rosa, Liberdade, Cuités, Bodocongó e José Pinheiro. O pastor Pacheco expandiu o trabalho no município, fixando em cada bairro uma congregação e alcançando as demais cidades do Estado.

Hoje, a Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Campina Grande tem como presidente o pastor Daniel Nunes da Silva (eleito em 2011) e conta com o seu Templo Sede e 104 congregações na cidade, além de 107 igrejas filiadas nos municípios e distritos da Paraíba. A instituição também possui missionários em oito países: Paraguai, Bolívia, Equador, Argentina, Índia, Jordânia, Peru e Portugal.

Desde sua fundação na década de 1920, a Igreja vem servindo à sociedade com ações de natureza espiritual e social, e nos últimos anos também tem se destacado na propagação da Palavra de Deus através da mídia (TV e rádio), resgatando centenas de vidas e abençoando famílias inteiras.


Credito: Fotos Irmão Cesar.

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Ministério Público Federal pede proibição do Fest Verão e indenização por dano moral coletivo


Vladimir Chaves

O Ministério Público Federal na Paraíba (MPF) ajuizou na sexta-feira (17) ação civil pública, com pedidos liminares, para que a Justiça Federal condene os organizadores do evento Fest Verão Paraíba a pagar indenização por dano moral coletivo e a se absterem de realizar o evento sem a observância dos requisitos exigidos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). A ação, protocolada através do Processo Judicial Eletrônico, pleiteou, inclusive, liminarmente, a suspensão do show programado para o domingo (19), em Cabedelo (PB), litoral norte do estado, sob pena de multa. São réus na ação, o empresário Ubaldo da Cruz Pequeno e a empresa Luan Promoções e Eventos Ltda.

Pedestres pulam muretaA ação foi motivada por alerta da Polícia Rodoviária ao Ministério Público, no início deste mês, durante reunião para instrução de inquérito civil público que apura as condições de segurança do evento. Entre as irregularidades elencadas pela PRF estão a ausência de estacionamento para ônibus e vans, bem como de estrutura que permita a travessia da BR-230 por pedestres que se dirigem ao local da festa. Além disso, o seu principal acesso, indicado pelos organizadores, seria uma via clandestina sem as condições de segurança exigidas pela legislação. A Polícia Rodoviária ainda ressaltou que o bloqueio da BR 230, causado pelo evento, tem posto em cheque qualquer ação para atendimento a emergências que possam surgir na região portuária de Cabedelo.

Travessia noturna

Desde fevereiro de 2013, a empresa organizadora do Fest Verão tem sido alertada pela PRF para que atentasse aos fatores de agravamento de riscos de acidentes, verificados nas edições anteriores do evento, especialmente 2012 e 2013. Ao seguir as orientações da Polícia Rodoviária, a empresa deveria observar a manutenção e sinalização das vias de acesso ao local, construir uma passarela defronte ao acesso do evento, fornecer 80 cones de sinalização e destinar área específica para estacionamento de ônibus, vans e táxis.


Só em dezembro de 2013, após ter comunicado à PRF a realização do Fest Verão (e ter indeferida a permissão para tanto, com base no artigo 95 do Código de Trânsito), a empresa apresentou à polícia memorial descritivo e plano de acesso viário ao evento, com medidas para facilitar o deslocamento e acomodação de veículos, minimizando riscos em relação ao tráfego na rodovia.

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Petistas vão abrir comitês pró-Ricardo Coutinho.


Vladimir Chaves

Apesar das ameaças de expulsão por parte do grupo majoritário que segue orientação do prefeito Luciano Cartaxo (PT), dezenas de lideranças do Partido dos Trabalhadores, estão dispostas a correrem o risco para apoiarem a reeleição do governador Ricardo Coutinho (PSB).

Segundo fontes, lideranças históricas, dirigentes e militantes, prometem não seguir a orientação do grupo majoritário e já antecipam a possibilidade de criação de comitês de apoio à reeleição do governador socialista nas principais cidades da Paraíba durante o período eleitoral. 

Vladimir Chaves

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“Justiça padrão Fifa”, pede irmão de Celso Daniel


Vladimir Chaves

Bruno José Daniel Filho, irmão do ex-prefeito petista assassinado há 12 anos reclama que o julgamento dos acusados nunca chega ao fim.

O desvendamento das razões do assassinato de Celso poderá nos levar ao questionamento dos fundamentos a partir dos quais é feita a política em nosso país. E quem sabe poderemos caminhar para um outro jeito de fazê-la pautada pela utopia de uma sociedade mais justa e solidária, cujo alicerce é o respeito aos direitos humanos, dentre eles o direito à vida, coisa que Celso não teve. (Marilena Nakano e Bruno Daniel, 16/04/2010, França).

Mais um ano se passou, sem que ocorressem novidades no plano legal relativas ao assassinato de Celso. Há, no entanto, dois livros lançados em 2013, cujos autores, ao escreverem sobre suas memórias, tratam daquele assunto: Assassinato de reputações, de Romeu Tuma Júnior1 e Gracias a la vida, de Cid Benjamim2. Eles apontam fatos, circunstâncias e problemas existentes em torno de sua morte e contribuem para uma reflexão sobre a importância de transformar o Brasil num país melhor.

No plano legal, algumas conquistas aconteceram ao longo dos 12 anos que se passaram:


- dos sete indiciados pelo assassinato de Celso, seis foram julgados e condenados a penas que variam de dezoito a vinte e quatro anos de prisão. Foram aceitas, por júri popular, as teses defendidas pelo Ministério Público, segundo as quais houve um crime de mando, de cujo planejamento e pagamento teria participado Sérgio Gomes da Silva, conhecido como Sombra, ex-segurança de Celso, tido por seu amigo e que, armado, conduzia a Pajero blindada quando de seu seqüestro;

- Sérgio Sombra chegou a ficar preso por sete meses, tendo sido solto pelo então presidente do STF. “Segundo o promotor Amaro, o processo foi muito rápido, ‘Nelson Jobim deu uma liminar concedendo um habeas corpus e liberdade provisória de um dia para outro de 10 páginas, dizendo que Sérgio era bom, sempre colaborou com a justiça, sempre compareceu. Por isso a prisão é injusta. Eu nunca vi isso na minha vida, um ministro do Supremo Tribunal Federal elogiando o réu, em liminar’”. Desde então continua aguardando seu julgamento em liberdade. No momento espera-se posicionamento do STF sobre suposto cerceamento de defesa.

- processos ligados a esquemas ilegais de arrecadação de recursos para campanhas eleitorais organizados dentro da prefeitura de Santo André estão em curso, mas ninguém ainda foi julgado.


Longo e importante caminho foi percorrido, portanto, dado que as condenações, por júri popular, são decisões que derrubam as versões de crime comum, ou crime urbano, tão defendidas ao longo dos anos pelo PT e pelo DHPP. Apesar de inúmeros obstáculos, chegou-se até aqui pelo empenho de muitos, mas não por que as coisas funcionem bem normalmente e sim por tais esforços e sorte.
De 2002 a 2014, os mesmos desejos de justiça

Em junho de 2013 muitas reivindicações foram expressas nas ruas, tais como tarifa zero, educação “padrão FIFA”, saúde “padrão FIFA”, menos impostos, menos corrupção, contra a PEC 37 e muitas outras, com vitórias parciais importantes.

Sugere-se aqui uma ampliação da agenda de junho, tomando-se como referência a resolução do assassinato de Celso, de todos os crimes conexos a ele, isto é, aqueles ligados à obtenção ilegal de fundos para campanhas eleitorais organizados em Santo André e das oito mortes que puderam ter com ele alguma relação.

1º desejo: uma justiça “padrão FIFA”
Que tal um sistema judiciário que ao mesmo tempo preserve o direito de defesa, mas impeça todo tipo de tática protelatória que faz com que, por exemplo, não se saiba quanto tempo demorará para que Sérgio Gomes da Silva vá a júri popular, se é que irá?

Esperava-se que isto ocorresse em março de 2013. Hoje aguarda-se posição do STF sobre alegação da defesa de Sérgio de cerceamento de defesa, sem data para decisão. O juiz de Itapecerica, Antonio Augusto Hristov, bem como a promotoria, há bom tempo enviaram informações que indicam que não houve cerceamento nenhum.

Que o júri ocorra neste ano. E que o sistema seja reformado para que ações protelatórias não existam mais para ninguém, pois sabe-se o quanto isso o sobrecarrega e o encarece. Sabe-se também que justiça que tarda não é justiça.

O mesmo sistema tem ainda que julgar todos os processos de obtenção ilegal de recursos organizado na prefeitura de Santo André. Quando isto ocorrerá?
Que tudo isto seja encaminhado neste ano.

2º desejo: um sistema penitenciário “padrão FIFA”

É responsabilidade desse sistema preservar a vida de quem é preso. Peça-chave para o esclarecimento da morte de Celso, Dionísio Aquino Severo fugiu de helicóptero de um presídio de Guarulhos. Sua fuga “foi armada para ele comandar esse seqüestro, que planejou de forma totalmente compartimentada” para que quem executasse o crime não soubesse quem o havia planejado (Tuma Júnior, p.243).

Dionísio era líder do Comando Revolucionário Brasileiro da Criminalidade (CRBC), facção rival do PCC. Depois de preso e levado à delegacia onde Tuma Júnior o ouviu por 20 horas, foi encaminhado ao CDP1 do Belém. “Consultei o Dionísio. Ele deu o ok, disse que era área dele, na presença de sua advogada. No dia seguinte ele estava no parlatório, em conversa com uma das advogadas, a Maura Marques. No mesmo local estava o José Edson, integrante da favela do Pantanal, não se sabe porquê.

E aconteceu uma coisa surreal, escandalosa, absolutamente incomum. Nove portas do presídio estavam abertas. Um grupo de presos atravessou as nove portas, pegou o Dionísio no parlatório onde ele, tranquilamente, escrevia uma carta para a sua mulher, afim de que sua advogada pudesse entregar, e o arrastaram. E o José Edson ali, vendo tudo. A advogada ligou lá de dentro e disse: ‘Doutor, estão matando o menino. O Dionísio levou mais de 40 facadas!!!’.

Agora me respondam: como, em um presídio de segurança máxima, deixam nove portas abertas entre uma área e outra? Para apurar as circunstâncias da morte dele não fizeram quase nada” (Tuma Júnior, pp. 254 e 255).

Que os presídios sejam estruturados de modo a preservar a vida de quem é recluso e que não sejam dominados por facções criminosas, o que os torna mecanismos de sua reprodução ampliada.

3º desejo: um sistema policial “padrão FIFA”

Quanto à Polícia Federal “dois delegados da PF estiveram no apartamento do Celso Daniel após o crime. Fizeram uma busca, e consta que levaram seu computador, fato registrado pela TV Globo, que os abordou na saída do prédio; até hoje ninguém sabe e ninguém viu aquele hardware. Ambos os delegados, por mera coincidência, foram muito prestigiados no governo Lula, que se instalou menos de um ano depois” (Tuma. Júnior, p.268).

Quanto ao DHPP, diante de sua vergonhosa investigação de tudo o que se relacionou com a morte de Celso, resta responder por que razões isto se deu?
Que essa resposta seja dada neste ano com um trabalho que retome o que de bom já foi feito nas investigações e seja complementado de forma profissional, seja pela polícia federal, seja pela estadual.

4º desejo: um sistema legal “padrão FIFA”
Como aceitar que cidadãos de um mesmo país sejam julgados em condições diferentes? A legislação brasileira tem lacunas que permitem que os indivíduos sejam tratados de forma desigual. “Quebra de sigilo indicou que o telefone celular de um deputado estadual do PT estava nas imediações do local do encontro do cadáver de Celso Daniel; Esse deputado tinha um cheque de Sombra depositado em sua conta bancária” (Tuma Júnior, p. 273). Por que razão ele foi julgado em foro especial?

Aliás, Sergio Gomes da Silva, enquanto ficou preso, teve direito a cela especial, em função de possuir diploma de curso superior, rematado absurdo.
Que a legislação seja aperfeiçoada, nestes e em inúmeros outros aspectos para que todos sejam tratados igualmente.

5º desejo: um sistema partidário “padrão FIFA”

O sistema partidário brasileiro está em crise. Partidos políticos são utilizados mais para projetos de poder e para enriquecimento do que para ouvir os anseios da população, discuti-los com toda a sociedade e canalizá-los às instituições para a definição de rumos que possam levar o país ao desenvolvimento.


Costumam atuar de forma intransparente. Para se viabilizarem eleitoralmente buscam esconder o que de ilegal e imoral fazem. Cid Benjamin destaca que, “Poucos dias depois do assassinato de Celso, e já tendo sido publicadas minhas primeiras matérias sobre o caso, houve uma edição do Fórum Social Mundial, em Porto Alegre. Fui cobrir o evento pelo Jornal do Brasil. Tinha a expectativa de, lá, conseguir mais informações de dirigentes do partido e de militantes do PT em Santo André que estavam naquela cidade.

Não obtive grande coisa. Um ministro todo-poderoso do governo Lula teve uma reunião com a delegação petista do Grande ABC só para tratar do assunto. Afirmou ser muito grave o que fora publicado no JB, porque com certeza tinha como fonte ‘gente de dentro do PT’. E determinou que ninguém aceitasse falar comigo “(Benjamin, p. 259).

Que os partidos mudem sua forma de atuar, se enraízem na sociedade, promovam o debate de questões que estejam alicerçadas em seus interesses e sejam democráticos e transparentes.
6º desejo: um sistema de comunicações “padrão FIFA”

Problemas do sistema de comunicação no Brasil, pouco afeto a alargar os espaços de debate dos problemas nacionais, se refletiram e continuam se refletindo na cobertura dos acontecimentos que cercaram “o assassinato de Celso Daniel. Nos meses seguintes, houve sete mortes [na verdade foram oito] de pessoas que, de uma forma ou de outra, estiveram ligadas ao caso. Quando essa sucessão de mortes aconteceu, eu não estava mais no JB. Embora elas tenham sido noticiadas de forma isolada, os jornais, não lhes deram a importância devida, por motivos que não consigo captar” (Benjamin, p. 260).

Que se reforme nosso sistema de comunicações para que ele seja um local de debates, de educação e cultura e não de manipulação de informações, de espetacularização das notícias e de esvaziamento das mentes dos telespectadores para que fiquem atentos nos momentos de propaganda, momento em que atingem maior eficácia.

7º desejo: um sistema de financiamento de campanhas “padrão FIFA”

Partidos políticos que se voltam fundamentalmente a viabilizar projetos de poder, desenraizados da sociedade, em geral organizam esquemas ilegais de arrecadação de recursos a partir do uso do aparato público e pouco fazem para mudar as leis que regulam a propaganda eleitoral. Muitos os encaram como mal necessário. Mas então “os fins justificam os meios?

Penso que não. Fins e meios estão indissoluvelmente ligados. Determinados meios comprometem os fins que se pretende atingir de forma irremediável. é inevitável uma constatação: se o PT tivesse refletido de forma mais profunda e tirado as devidas lições do caso Santo André – e antes dele, do caso CPEM – provavelmente não teria vivido as agruras que viveu no episódio do mensalão, no qual, aliás, foram condenados à prisão alguns dos mais importantes dirigentes que estava à frente do partido em 2002, ano de morte de Celso Daniel” (Benjamin, p. 264).


Que a sociedade discuta meios de financiar campanhas que as barateiem, que viabilizem o debate das grandes questões (locais, regionais e nacionais), que evitem a formação de “caixa dois”, a estruturação de “partidos de aluguel” e o enriquecimento ilícito.

8º desejo: uma “burocracia com autonomia inserida” “padrão FIFA”
O Estado deve deixar de ser problema para se tornar solução: que seja profissionalizado, que garanta a evolução de seus quadros em carreiras estáveis (não incondicionais), com formação contínua (portanto capazes de inovar), que tenham capacidade para o planejamento democrático, e, portanto, se insiram na sociedade sem serem por ela corrompidos, que não façam da sociedade sua presa.

Romeu Tuma Junior, em função de investigações que realizava sobre a máfia dos fiscais em São Paulo, estava para indiciar o então secretário de governo da prefeitura em 2000. A pressão para que isso não ocorresse o tirou da investigação: “fui exilado para comandar a delegacia de Taboão da Serra” (Tuma Junior, p. 234). Talvez se houvesse na estrutura policial o estatuto da inamovibilidade dos cargos, esse tipo de pressão poderia não ter plena eficácia.

Outro problema da administração pública brasileira é seu enorme número de cargos de confiança, não necessariamente utilizados para fazer com que ela funcione de forma eficiente e republicana, mas como objeto de manipulação para organizar maiorias parlamentares e projetos de poder: “o que garantiu a impunidade, até hoje, das cabeças que articularam e/ou se omitiram diante dos crimes que culminaram na morte de Celso Daniel foi a eleição de Lula naquele ano, e sua permanência no poder. Esse fato possibilitou a distribuição de espaços, cargos e recompensas aos companheiros, e permitiu empregar, até o presente, todos os órfãos, atores, ‘viúvos’ e ‘viúvas’ do prefeito morto de Santo André. E com certeza contribuiu decisivamente para que, burras abastecidas, as bocas permanecessem caladas e os ânimos serenados” (Tuma Junior, p. 282).

Que entre na agenda a construção de uma “burocracia estatal com autonomia inserida”.

9º desejo: um sistema tributário “padrão FIFA”

Sistemas de educação, saúde, transporte público, policial, prisional, de justiça etc, “padrão FIFA”, exigem recursos, muito embora recursos apenas, sem as necessárias reformas, sem alocação eficiente, podem significar desperdiçá-los. A esse respeito, valem os seguintes relatos.


Após o lamentável trabalho de investigação feito pelo DHPP, a cúpula da polícia designou a doutora Elizabeth Sato para presidir o segundo inquérito. Segundo Tuma Júnior, a delegacia por ela presidida não tinha estrutura para isso: “Com os recursos de que dispunha, e certamente a pressão que sofria, a Dra. Sato cumpriu seu trabalho e confirmou minha tese investigativa: Dionísio de Aquino Severo era implicadíssimo no seqüestro e morte do prefeito Celso Daniel, que teve ação compartimentada e levou para o túmulo o que poderia revelar.
Em outras palavras, ela reconheceu que o Dionísio era o vínculo com o esquema do Sombra e de seus comparsas. Só por isso já se vê como são inverídicas as notícias que afirmam que a polícia refez a investigação e chegou ao mesmo resultado” (Tuma Júnior, p. 279). No entanto encerrou sua incumbência sem encaminhar diligências demandadas por seus próprios investigadores e também pelo Ministério Público.

Tuma Júnior também se refere à insuficiência de recursos quando investigava a máfia dos fiscais: “… eu estava sofrendo até ameaça de morte. Um dia fui ao gabinete falar com o secretário da segurança pública, Marcos Vinícius Petreluzzi. Disse a ele: ‘Secretário, não temos estrutura, precisamos de gente. Pô, estamos investigando a máfia dos fiscais, que já tentaram investigar uma vez e não conseguiram. É um jogo muito pesado’. Ele respondeu: ‘Aqui não é o Muro das Lamentações’.

Veja: você é delegado de polícia, dedicado, e chega no secretário de Segurança, informando que não há estrutura, e ele te responde que ali não é o Muro das Lamentações!”(Tuma Júnior, pp. 234 e 235).

Que se reforme o sistema tributário de tal forma que simultaneamente contribua para reduzir desigualdades, tributando mais os ricos e menos os pobres, ao contrário do que ocorre atualmente e viabilize recursos para dotar o Estado de estrutura adequada para prestar bons serviços à população.

10º desejo: a retomada da investigação do assassinato de Celso “padrão FIFA”
Tuma Júnior elenca em seu livro inúmeras providências investigativas não encaminhadas ao longo do tempo. Sugere que isto pode ser feito pela Dra. Elizabeth Sato: “Hoje, já promovida à Classe Especial, ela dirige o DHPP e tem uma estrutura fantástica para –agora sim, e se deixarem- reinvestigar o caso” (Tuma Júnior, pp.279 e280).

Que se reiniciem então novamente as investigações neste novo ano.

Bruno José Daniel Filho, técnico da Fundação do Desenvolvimento Administrativo (Fundap) e professor do departamento de economia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

(Estadão)

domingo, 19 de janeiro de 2014

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Rolezinho, a profecia do presente.


Vladimir Chaves

Há 18 anos, o sociólogo italiano Alberto Melucci já dizia em seu livro Challenging Codes (Desafiando os Códigos, sem tradução para o português): “Os movimentos sociais contemporâneos são símbolos de mudanças que ainda não aconteceram... eles [os movimentos] falam antes do seu conteúdo, direção e organização serem conhecidos... são profetas de algo que já está acontecendo mas que não conseguimos identificar” (Challeging Codes, Introduction).

As ideias de Melucci, o primeiro grande teórico das ações coletivas na era digital, tornaram-se palpáveis quase duas décadas depois de terem sido publicadas e são uma evidência chocante de como a nossa imprensa e os nossos governantes foram incapazes de “ler” as mudanças em curso na sociedade. Pedir que os políticos leiam Melucci talvez seja demais, levando em conta a dimensão da cultura da maioria deles, mas os formadores de opinião na mídia não podem ficar reféns da agenda imediatista dos governantes.

O fenômeno do “rolezinho”, que tanta celeuma está provocando na imprensa, é algo previsível há tempos por quem observa o surgimento de ações coletivas sem líderes e nem heróis. Há quase 20 anos já está mais ou menos claro, desde a queda do Muro de Berlim, que o divisor de águas deixou de ser polÍtico/partidário para se tornar cultural. Além disso, a era digital acabou com as fronteiras físicas e reduziu as econômicas, pelo menos no segmento urbano. Por isso, quando os jovens da periferia das cidades invadem os shoppings, eles estão simplesmente seguindo a tendência da nova sociedade sem fronteiras, como prega o anúncio da operadora de telefonia celular Tim. Para quem procura entender as mudanças pelas quais estamos passando, o rolé é algo absolutamente natural e até inevitável.

Quem se assusta e alimenta, na imprensa, a teoria do medo, somos nós que não entendemos ou não queremos entender o que está acontecendo entre os jovens, um segmento social que só agora está rompendo fronteiras como as dos shoppings, descritos pela publicidade como templos de consumo. A classe média se apropriou dos shoppings e os transformou em bunkers da sociedade afluente, achando que as fronteiras econômicas e sociais seriam eternas.

Agora os jovens, que já nasceram na era digital, portanto não têm o mesmo respeito por barreiras como a geração anterior, entram nos shoppings não para comprar, mas para compartilhar o templo do consumo, alegando ter os mesmos direitos ao ar condicionado, praça de alimentação, cinemas e lan houses. O imaginário da classe média os associa a vândalos e aciona imediatamente o gatilho da repressão, o que não resolve o problema, mas aumenta ainda mais o desejo adolescente de derrubar fronteiras.


A imprensa está perdida no meio da polêmica, que na verdade tem um lado só: o da classe média, porque os adeptos do rolezinho não estão nem aí. O território deles é o das redes sociais e da internet. Como a maioria das pessoas que compram e leem os jornais e revistas é da classe média assustada, é inevitável que a mídia se preocupe mais com este segmento social, mas isso leva ao beco sem saída de olhar para trás, ignorando as profecias do presente.

Se a imprensa estivesse consciente de seu papel, ela estaria hoje tentando ajudar seus leitores, ouvintes e telespectadores a entender o que está acontecendo não com base na intensificação do medo e consequentemente da repressão, mas na análise das consequências das mudanças sociais geradas pela era digital. É urgente que a mídia perceba que estamos no meio de uma transição de modelos tão radical quanto a que ocorreu após a invenção da imprensa, seis séculos atrás. Adaptando o famoso bordão da campanha presidencial de Bill Clinton nos Estados Unidos, em 1992, (“It’s the economy, stupid”) para os tempos de rolezinho, teríamos: “É a história, estúpidos”.


Por Carlos Castilho (Publicado originalmente no site Observatório da Imprensa)

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