Há uma grande diferença
entre viver o Evangelho de Jesus e viver apenas uma religião. O Evangelho
produz liberdade, enquanto a religiosidade cria prisões, divisões, regras e
aparências.
Por isso, a liberdade de
quem realmente conhece a Cristo muitas vezes incomoda aqueles que ainda são
escravos de sistemas religiosos. Quem experimentou a graça de Deus não vive
tentando merecer o amor do Pai, pois sabe que a salvação é um presente divino.
"Porque pela graça sois
salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para
que ninguém se glorie." (Efésios 2:8-9)
A graça irrita os que
acreditam que sua aceitação diante de Deus depende de regras, tradições ou
méritos pessoais. Foi exatamente isso que aconteceu nos dias de Jesus. Os
fariseus não suportavam a liberdade com que Ele ensinava, porque sua mensagem
confrontava um sistema baseado em aparências.
Jesus disse: "Este
povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim." (Mateus
15:8)
Quem anda verdadeiramente
com Deus não precisa viver provando sua espiritualidade. O relacionamento com
Cristo produz frutos que falam por si mesmos.
"Assim, pois, pelos seus
frutos os conhecereis." (Mateus 7:20)
A verdadeira conversão não é
uma encenação para ser admirada pelos homens, mas uma transformação interior
realizada pelo Espírito Santo.
"Porque o reino de Deus
não consiste em palavras, mas em poder." (1 Coríntios 4:20)
A fé simples também assusta
os que fizeram da doutrina uma plataforma de orgulho. Conhecer muitas regras
não é o mesmo que conhecer a Deus. É possível falar de santidade sem viver em
comunhão com o Senhor.
O apóstolo Paulo advertiu: "O
qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas
do espírito; porque a letra mata, mas o Espírito vivifica." (2 Coríntios
3:6)
E ainda: “Tendo forma de
piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes." (2 Timóteo
3:5)
Quem tem intimidade com Deus
não precisa anunciar constantemente que é santo ou convertido. Sua vida
demonstra isso naturalmente.
Jesus ensinou: "Guardai-vos
de fazer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por
eles." (Mateus 6:1)
A verdadeira espiritualidade
não vive de aparências, mas de relacionamento. Não se mede pelo tamanho do
discurso, pela quantidade de regras ou pelo reconhecimento das pessoas. Ela é
percebida na humildade, no amor, na obediência e na comunhão com Cristo.
Por isso, se a sua liberdade
em Cristo incomoda os religiosos, não se surpreenda. O próprio Jesus foi
rejeitado pelos que defendiam uma religião sem vida. Continue firme, porque:
"Para a liberdade foi que
Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não submetais, de novo, a julgo
de escravidão "(Gálatas 5:1)
E onde a graça de Deus
reina, não há necessidade de máscaras, nem de provas de santidade, pois quem
anda com Deus carrega em si o testemunho de uma vida transformada.



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