Êxodo 34: um Deus que restaura alianças quebradas


Vladimir Chaves

Êxodo 34 nasce de uma crise. O povo havia falhado gravemente ao trocar a glória de Deus por um bezerro de ouro. A aliança foi quebrada, as tábuas partidas e a confiança abalada. No entanto, o capítulo não começa com juízo, mas com um chamado: “Lavra duas tábuas de pedra como as primeiras”. Deus não ignora o pecado, mas também não encerra a história por causa dele. Ele abre caminho para a restauração.

Nos dias atuais, essa cena continua extremamente atual. Vivemos em uma sociedade que constantemente substitui Deus por “bezerros modernos”: dinheiro, poder, status, ideologias, imagens e até religiosidade vazia. Assim como Israel, quebramos compromissos espirituais e nos afastamos da essência da fé. Ainda assim, Êxodo 34 nos lembra que Deus continua chamando seu povo para recomeçar.

Quando o Senhor se revela a Moisés, Ele não apresenta regras primeiro, mas o seu caráter: misericordioso, gracioso, tardio em irar-se e grande em fidelidade. Essa revelação ecoa para o presente como um antídoto contra duas distorções comuns: a ideia de um Deus severo demais para perdoar e a de um Deus permissivo demais para exigir mudança. O Deus de Êxodo 34 é cheio de graça, mas também santo; perdoa o arrependido, mas não trata o pecado com indiferença.

Moisés, ao ouvir essa revelação, se prostra e intercede pelo povo. Essa atitude ensina que o verdadeiro encontro com Deus produz humildade, arrependimento e responsabilidade espiritual. Em nossos dias, isso confronta uma fé superficial, que busca bênçãos sem compromisso. A presença de Deus não nos torna orgulhosos, mas quebrantados.

Na renovação da aliança, Deus reafirma mandamentos e orientações práticas. Isso mostra que a graça não elimina a obediência, mas a restaura. Hoje, quando muitos veem os mandamentos bíblicos como pesos ou legalismo, Êxodo 34 nos ensina que obedecer é resposta ao amor recebido, não tentativa de merecê-lo. Uma fé sem compromisso gera idolatria disfarçada; uma graça sem obediência se torna vazia.

O rosto resplandecente de Moisés revela o efeito transformador da presença divina. Ele não buscava brilho próprio, mas refletia a glória de Deus. Em nossos dias, isso desafia uma espiritualidade voltada à aparência e à autopromoção. O cristão não é chamado para parecer espiritual, mas para ser transformado a ponto de refletir Cristo no caráter, nas palavras e nas atitudes.

Êxodo 34, portanto, fala diretamente ao nosso tempo: Deus continua sendo um Deus que restaura, mas não relativiza; perdoa, mas transforma; acolhe, mas chama à santidade. Em um mundo de alianças frágeis e compromissos descartáveis, o Senhor permanece fiel e convida seu povo a viver uma fé autêntica, marcada pela graça, pela obediência e pela transformação visível.

sábado, 3 de janeiro de 2026

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Brasil: entre a injustiça dos homens e a justiça de Deus


Vladimir Chaves

“Todo lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo tenho dado, como eu prometi a Moisés.” (Josué 1:3)

O Brasil atravessa dias difíceis. A sensação de injustiça se espalha, a corrupção parece ter criado raízes profundas e muitos já não confiam nas instituições que deveriam proteger o povo. Em meio a esse cenário, cresce o desânimo, o medo e a pergunta silenciosa no coração de muitos: ainda há esperança?

A Palavra de Deus nos lembra que a esperança nunca esteve nas estruturas humanas, mas no Senhor que governa acima delas. Quando Deus falou com Josué, o povo também vivia um tempo de transição, insegurança e incerteza. Moisés havia morrido, o futuro parecia desafiador, e a promessa ainda não estava visivelmente cumprida. Mesmo assim, Deus reafirma: “Eu continuo sendo fiel. A promessa permanece.”

“Todo lugar que pisar a planta do vosso pé” não fala de acomodação, mas de fé ativa. Deus chama seu povo a não se render ao medo nem ao silêncio diante da injustiça. Pisar significa caminhar com coragem, permanecer íntegro, não negociar valores, não se corromper, não perder a esperança. Cada passo dado na verdade, na justiça e no temor do Senhor tem valor diante d’Ele.

A corrupção pode se institucionalizar, mas Deus não perde o controle da história. A injustiça pode parecer forte, mas ela não é eterna. O povo de Deus é chamado a caminhar, orar, resistir ao mal e confiar que o Senhor honra aqueles que permanecem fiéis, mesmo quando o sistema falha.

Assim como em Josué, a promessa não depende de quem governa a terra, mas de quem governa o céu. O Brasil precisa mais do que reformas políticas; precisa de corações rendidos a Deus. A verdadeira mudança começa quando homens e mulheres decidem pisar firme no caminho da justiça, da verdade e da fé.

Quando tudo parece perdido, Deus continua dizendo ao seu povo: “Eu não mudei. A promessa ainda está de pé. Caminhem comigo.”

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Quando o despertar espiritual muda nossas escolhas


Vladimir Chaves

O crescimento espiritual não acontece apenas no interior do coração; ele se revela, sobretudo, nas escolhas do dia a dia. À medida que a consciência espiritual amadurece, surge um novo senso de discernimento. Passamos a perceber que nem tudo o que nos cerca contribui para nossa paz, nossa fé ou nosso propósito.

Algumas relações, embora comuns, podem nos afastar daquilo que estamos construindo espiritualmente. Certos ambientes, antes atraentes, deixam de fazer sentido quando percebemos que eles nos distraem, nos desgastam ou nos conduzem para longe dos valores que agora desejamos viver. Da mesma forma, hábitos repetidos sem reflexão podem se tornar obstáculos silenciosos no caminho da maturidade espiritual.

Esse processo não está ligado à arrogância nem ao isolamento, mas à responsabilidade espiritual. Escolher melhor é um ato de cuidado com a própria alma. É entender que crescer envolve renúncia, e que dizer “não” a algumas coisas é, na verdade, dizer “sim” àquilo que edifica, fortalece e aproxima de Deus.

A Bíblia nos lembra desse princípio com clareza:

“Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas edificam.” (1 Coríntios 10:23)

Viver com discernimento é caminhar com sabedoria, permitindo que a fé molde não apenas o que cremos, mas também como vivemos.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

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Um novo ano guiado pela vontade de Deus


Vladimir Chaves

Ao virar o calendário e dar início a um novo ano, o coração naturalmente se enche de expectativas. Sonhamos, traçamos metas, fazemos promessas e alimentamos a esperança de dias melhores. Planejar é parte da nossa responsabilidade e revela o desejo de crescer, avançar e viver com propósito. No entanto, a vida nos ensina que nem tudo acontece conforme imaginamos, e isso não significa fracasso, mas direção.

Há um descanso profundo quando entendemos que existe uma vontade superior conduzindo cada passo. Muitas vezes, aquilo que pedimos não se concretiza porque algo maior está sendo preparado. O que aos nossos olhos parece atraso pode ser, na verdade, cuidado; o que parece perda pode ser livramento; e o que parece silêncio pode ser Deus trabalhando de forma invisível, mas perfeita.

Confiar não é abrir mão dos sonhos, mas colocá-los no lugar certo. É reconhecer que a sabedoria humana é limitada, enquanto a sabedoria divina enxerga o fim desde o começo. Quando aprendemos a alinhar nossos desejos com a vontade do Senhor, o caminho se torna mais seguro, o coração mais leve e a fé mais firme.

Que este novo tempo seja marcado não apenas por conquistas visíveis, mas por crescimento espiritual, maturidade e confiança. Que cada passo seja guiado pela certeza de que, mesmo quando os planos mudam, o propósito permanece. E que, ao final de cada jornada, possamos olhar para trás e perceber que tudo cooperou para o bem, porque foi conduzido pelas mãos de Deus.

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Nada falta aos que andam com Deus


Vladimir Chaves

“Porque o Senhor Deus é o sol e escudo; o Senhor dá graça e glória; nenhum bem sonega aos que andam retamente.” Salmos 84:11

Há dias em que o caminho parece escuro e o coração cansado demais. Nessas horas, este versículo nos lembra que Deus não é apenas alguém que observamos à distância, mas Aquele que caminha conosco. Ele é o sol que ilumina quando não sabemos para onde ir e aquece quando a fé parece fria. Onde Deus está, a escuridão não prevalece.

Ao mesmo tempo, o Senhor é escudo. Isso significa que não estamos expostos, nem desamparados. As lutas vêm, os ataques surgem, mas Deus se coloca entre nós e o perigo. Nem sempre Ele impede a batalha, mas sempre oferece proteção para atravessá-la.

O salmista também afirma que Deus concede graça e glória. A graça nos sustenta no presente, perdoa nossas falhas e renova nossas forças. A glória aponta para o futuro, para a restauração completa e para a esperança que não decepciona. Deus cuida do agora sem perder de vista o amanhã.

Por fim, a promessa é clara: nenhum bem é negado aos que andam retamente. Andar retamente não é ser perfeito, mas viver com o coração voltado para Deus, buscando obedecê-lo e confiando em sua vontade. Mesmo quando algo nos é negado, podemos descansar na certeza de que Deus sabe o que é melhor. Se Ele não entrega, é porque ainda não é o tempo ou porque aquilo não nos faria bem.

Esse versículo nos convida a confiar. Confiar que Deus ilumina, protege, sustenta e conduz. E, acima de tudo, confiar que Ele jamais deixa faltar o que realmente precisamos quando escolhemos caminhar em sua presença.

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A responsabilidade de conduzir a própria vida


Vladimir Chaves

A vida nos ensina, muitas vezes pela dor, que nem todas as relações permanecem saudáveis ao longo do caminho. Há momentos em que insistir significa perder a paz, a alegria e até a própria identidade. Nessas horas, sabedoria não é endurecer o coração, mas cuidar dele.

Deus não nos chama para suportar tudo sem discernimento, nem para carregar pesos que não nos pertencem. Amar também envolve reconhecer limites. Quando a convivência se torna fonte constante de feridas, afastar-se pode ser um ato de maturidade espiritual, não de falta de perdão. Perdoar liberta o coração; manter distância, às vezes, preserva a alma.

Não temos controle sobre as escolhas alheias, nem poder para transformar o caráter de ninguém. O que está em nossas mãos é a forma como reagimos, o caminho que escolhemos seguir e os valores que decidimos proteger. Conduzir a própria vida com responsabilidade é um sinal de crescimento e temor a Deus.

A Bíblia nos orienta com clareza: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida” (Provérbios 4:23). Cuidar do coração é escolher a paz, a saúde emocional e uma caminhada alinhada com os propósitos do Senhor.

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Eu consagro 2026 em tuas mãos, Senhor.


Vladimir Chaves

Ao declarar essas palavras, reconheço que o tempo não me pertence, mas está sob o teu governo. Coloco diante de Ti meus planos, decisões e caminhos, confiando que a tua vontade é boa, perfeita e agradável. Como ensina a Escritura: “Consagra ao Senhor tudo o que você faz, e os seus planos serão bem-sucedidos” (Provérbios 16:3). Que cada dia de 2026 seja guiado pela tua sabedoria e não pela minha ansiedade.

Entrego o futuro com fé, sabendo que Tu já estás nele. Mesmo quando eu não enxergar o caminho, confiarei no teu cuidado, pois “o coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa vem do Senhor” (Provérbios 16:1). Que meus passos sejam firmados pela tua Palavra, “lâmpada para os meus pés e luz para o meu caminho” (Salmos 119:105).

Consagrar o ano é também renovar a esperança. Creio que teus propósitos prevalecerão, porque “os planos do Senhor permanecem para sempre” (Salmos 33:11). Assim, descanso na promessa: “Entregue o seu caminho ao Senhor; confie nele, e ele agirá” (Salmos 37:5). Que 2026 seja vivido para a tua glória, em obediência, fé e gratidão.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

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Quando confiar é mais importante do que entender


Vladimir Chaves

“Eis que o soberbo não é reto em sua alma; mas o justo viverá pela sua fé.” (Habacuque 2:4)

A fé verdadeira não nasce da pressa por explicações, mas da disposição sincera de se colocar diante de Deus com o coração aberto. Há momentos em que não entendemos o caminho, o silêncio parece longo e as circunstâncias não colaboram. Ainda assim, é nesse terreno incerto que a fé amadurece.

Quando aprendemos a levar nossas dúvidas ao lugar certo, descobrimos que Deus não se assusta com perguntas honestas. Pelo contrário, Ele usa esses momentos para nos ensinar a confiar mais n’Ele do que no cenário ao nosso redor. A fé deixa de ser reação às circunstâncias e passa a ser uma escolha diária de permanecer.

Viver pela fé é continuar andando mesmo quando os sinais externos não mudam. É descansar sabendo que Deus continua presente, trabalhando, mesmo quando não vemos resultados imediatos. O coração aprende a permanecer firme não porque tudo ficou fácil, mas porque aprendeu quem Deus é.

Assim, a fé se torna madura quando não depende de respostas rápidas, mas de um relacionamento constante. Permanecer diante de Deus, confiando em seu caráter, transforma o modo como enfrentamos a vida e nos ensina que a verdadeira segurança não está no que vemos, mas em quem cremos.

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

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Uma verdade que liberta – Reflexão em 1 João 1:8


Vladimir Chaves


“Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós.”  1 João 1:8

João escreve essa carta para pessoas que já criam em Jesus. Ele não está falando com incrédulos, mas com cristãos que caminhavam na fé. Por isso, esse versículo não é uma acusação dura, e sim um alerta.

No contexto do capítulo, João fala sobre andar na luz. Andar na luz não significa viver sem erros, mas viver na verdade, sem máscaras. O problema não é reconhecer o pecado; o problema é fingir que ele não existe.

Quando alguém diz que não tem pecado, não está enganando a Deus, mas a si mesmo. Cria uma falsa ideia de espiritualidade, como se a comunhão com Deus fosse baseada na perfeição humana. Isso fecha o coração para o arrependimento e impede a ação restauradora da graça.

João deixa claro que a vida cristã saudável não é negar o pecado, mas confessá-lo. Logo em seguida, ele afirma que Deus é fiel para perdoar e purificar. Ou seja, reconhecer o pecado não nos afasta de Deus; pelo contrário, nos aproxima, porque nos coloca no lugar da dependência.

Esse ensino traz equilíbrio. Ele nos livra do orgulho espiritual, que diz “já cheguei lá”, e também do desânimo, que pensa “não adianta tentar”. O cristão verdadeiro não vive acomodado no pecado, mas também não vive fingindo que não falha.

Andar na luz é caminhar com humildade, permitindo que Deus revele, trate e cure. É admitir: “Senhor, ainda preciso da tua graça todos os dias”.

No fim, 1 João 1:8 nos lembra de algo essencial: a verdade não nos condena, ela nos liberta. Quando somos honestos diante de Deus, encontramos perdão, restauração e comunhão verdadeira.

A fé madura não é dizer “não tenho pecado”, mas viver dizendo: “Sem Ti, nada posso.”

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A Bíblia como fonte inesgotável de conhecimento


Vladimir Chaves

A Bíblia não é um livro comum. Ela não foi escrita apenas para ser lida, mas para ser vivida. Cada vez que alguém a abre com sinceridade, encontra uma nova lição, uma nova correção ou um novo consolo. Por isso, Jesus afirmou: “Examinai as Escrituras” (João 5:39), indicando uma busca constante, e não uma leitura única e superficial.

Quem lê a Bíblia apenas uma vez pode até conhecer algumas histórias, mas ainda não compreendeu sua profundidade. A Palavra de Deus ilumina o caminho pouco a pouco, conforme a caminhada espiritual do leitor. Como diz o salmista: “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra” (Salmos 119:105). Uma lâmpada não é usada uma única vez, mas sempre que há necessidade de luz.

À medida que o tempo passa, a leitura bíblica ganha novos sentidos. Textos já conhecidos passam a falar de forma diferente, porque a Palavra age dentro da pessoa. A Bíblia não muda, mas transforma quem a lê. Isso acontece porque ela é viva e eficaz, conforme declara Hebreus 4:12.

Por essa razão, quem realmente entende a Bíblia nunca deixa de lê-la. Ela se torna alimento diário para a alma, sustento para a fé e direção para a vida. Como ensinou Jesus: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus” (Mateus 4:4). E assim, a leitura e estudo da Bíblia não se encerra, ela acompanha o cristão por toda a vida.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

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Se Deus te chamou, Ele também te capacita


Vladimir Chaves

Quando Deus chama alguém, Ele não age de forma incompleta. O chamado divino nunca vem desacompanhado da capacitação necessária para cumpri-lo. Muitas vezes, o medo, o sentimento de incapacidade ou as limitações humanas tentam nos convencer de que não somos suficientes. No entanto, a Palavra de Deus nos lembra que o Senhor não escolhe apenas os preparados; Ele prepara aqueles que escolhe.

Moisés se sentia incapaz de falar, mas Deus o chamou para libertar Israel. Jeremias achava-se jovem demais, mas Deus colocou Suas palavras em sua boca. Gideão via-se como o menor, mas o Senhor o chamou de “homem valente”. Em todos esses casos, a lógica humana dizia “não dá”, mas Deus dizia “Eu estarei contigo”.

A capacitação não vem da força própria, mas da presença de Deus. É Ele quem sustenta, orienta e fortalece no caminho do chamado. Como afirma a Escritura:

“Não por força nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.” (Zacarias 4:6)

Deus não erra ao chamar. Se Ele confiou uma missão, também garante os recursos espirituais, emocionais e necessários para cumpri-la. O apóstolo Paulo entendeu isso ao declarar:

“A nossa capacidade vem de Deus.” (2 Coríntios 3:5)

Além disso, o próprio Senhor promete estar presente em cada passo:

“E eis que estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos.” (Mateus 28:20)

Por isso, quando o chamado parecer maior que você, lembre-se: é exatamente assim que Deus trabalha. Ele se revela forte na fraqueza humana. Como diz a Palavra:

“A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.” (2 Coríntios 12:9)

Se Deus te chamou, confie. Ele não apenas aponta o caminho, mas caminha com você. Onde faltam forças, Ele supre; onde faltam palavras, Ele ensina; onde há medo, Ele traz coragem. O chamado é d’Ele, e a capacitação também.

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A chama que Deus acendeu não é para se apagar


Vladimir Chaves

Deus não nos criou para vivermos em lugares que exigem que encolhamos para caber. Onde a presença de Deus governa, há crescimento, vida e expansão. Desde o princípio, o Senhor revelou Seu desejo de ver o ser humano florescer, frutificar e avançar, não se esconder nem viver limitado por ambientes que sufocam a fé e a identidade espiritual.

Quando permanecemos tempo demais em lugares errados ( sejam eles ambientes, relacionamentos ou práticas) algo perigoso acontece: pouco a pouco, aquilo que Deus acendeu dentro de nós começa a se apagar. A chama do propósito vai enfraquecendo, o entusiasmo pela presença de Deus diminui e a sensibilidade espiritual se perde. A Bíblia nos alerta:

“Não apagueis o Espírito.” (1 Tessalonicenses 5:19)

Deus nos chama para viver em plenitude, não em sobrevivência espiritual. Jesus afirmou:

“Eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância.” (João 10:10)

Ambientes que exigem que você se diminua para ser aceito não vêm de Deus. O Senhor nunca pede que seus filhos se encolham; Ele chama para crescer. A Palavra declara que fomos criados para boas obras e para um propósito claro:

“Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para boas obras.” (Efésios 2:10)

Permanecer onde Deus não está agindo, onde a fé é ridicularizada ou onde o pecado é normalizado, gera desgaste espiritual. Por isso, a Escritura orienta:

“Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente.” (Romanos 12:2)

Deus deseja nos conduzir a lugares de vida, onde a chama permanece acesa e o propósito é fortalecido. Às vezes, sair de um lugar errado é um ato de obediência e amor próprio espiritual. Afinal, quem anda com Deus não foi chamado para apagar a luz, mas para brilhar:

“Vós sois a luz do mundo.” (Mateus 5:14)

Que tenhamos discernimento para não permanecer onde Deus já não nos quer, e coragem para buscar os lugares onde Ele nos faz crescer, florescer e viver plenamente aquilo que um dia Ele acendeu dentro de nós.

domingo, 28 de dezembro de 2025

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O Brasil e o alerta profético de Isaías 59:14-15


Vladimir Chaves

“E o juízo se retirou para trás, e a justiça se pôs longe; porque a verdade tropeçou na praça, e a retidão não pôde entrar. Sim, a verdade falta; e quem se desvia do mal se faz presa. E o Senhor viu isso, e foi mau aos seus olhos que não houvesse justiça.” (Isaías 59:14–15)

Essas palavras do profeta Isaías atravessaram os séculos e hoje ecoa com força na realidade do Brasil de hoje. O texto descreve uma sociedade onde a justiça foi afastada, a verdade caiu em público e fazer o que é certo se tornou motivo de perseguição. Não é difícil reconhecer esse cenário ao nosso redor.

Vivemos em um país onde, muitas vezes, a verdade é relativizada, manipulada ou simplesmente descartada quando não convém. Nos debates públicos, nas instituições e até nas relações cotidianas, a mentira encontra espaço, enquanto a honestidade é tratada como ingenuidade. A “praça”, que hoje pode ser entendida como a política, a mídia, as redes sociais e os tribunais, tornou-se um lugar onde a verdade tropeça e é ridicularizada.

Isaías afirma que “quem se desvia do mal se faz presa”. No Brasil, isso se manifesta quando cidadãos corretos são atacados, quando valores morais são invertidos e quando defender o que é justo, ético e verdadeiro gera isolamento, críticas ou represálias. O errado passa a ser normal, e o certo, inconveniente.

O mais grave, porém, não é apenas a crise social, mas a crise espiritual. Assim como em Israel, o afastamento da justiça é resultado do afastamento de Deus. Quando o pecado é tolerado, a injustiça se torna regra. Quando a verdade é rejeitada, o caos moral se instala.

Mas o texto não termina no desespero. Ele afirma que o Senhor viu. Deus não está alheio ao que acontece no Brasil. Ele vê a corrupção, a violência, a inversão de valores e a dor dos que sofrem injustiça. E mais: “foi mau aos seus olhos que não houvesse justiça”. Isso revela que Deus se entristece, mas também se posiciona.

Isaías 59 aponta que, quando os homens falham, o próprio Deus age. A esperança do Brasil não está apenas em reformas políticas ou mudanças de sistema, mas em um retorno à verdade, à justiça e ao temor do Senhor. A transformação começa no coração, passa pela família e se reflete na sociedade.

Este texto nos chama à reflexão pessoal: temos sido parte do problema ou instrumentos de justiça? Temos defendido a verdade ou nos calado diante da mentira? Em tempos em que a verdade tropeça, Deus continua procurando pessoas que permaneçam firmes, mesmo quando fazer o bem tem um custo.

Porque, ainda hoje, o Senhor vê. E Ele continua sendo justo.

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