Pages

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Lucas 14:33 — O custo que vale a pena

Jesus não falava para impressionar, falava para despertar. Em Lucas 14, Ele está cercado por multidões. Muita gente andando com Ele, ouvindo Suas palavras, admirando Seus milagres. Mas Jesus sabia que nem todos estavam dispostos a segui-lo de verdade. Por isso, Ele para e fala com clareza, sem suavizar o chamado.

Antes do versículo 33, Jesus conta duas histórias simples: a de um homem que começa a construir uma torre sem calcular os custos e a de um rei que vai à guerra sem avaliar suas forças. A mensagem é direta: ninguém começa algo sério sem antes entender o que isso exige. Seguir Jesus não é diferente.

Quando Ele diz que quem não renuncia a tudo o que possui não pode ser seu discípulo, Jesus não está pregando desprezo pelos bens materiais, nem exigindo pobreza como regra. O foco não está nas coisas em si, mas no lugar que elas ocupam no coração. Renunciar, aqui, significa abrir mão do controle, da autonomia absoluta, da ideia de que somos donos de nossa própria vida.

Jesus está ensinando que o discipulado exige prioridade. Nada pode estar acima d’Ele: nem posses, nem sonhos, nem segurança, nem mesmo nossos próprios planos. Tudo continua existindo, mas agora sob um novo senhorio. O que antes nos dominava passa a ser colocado aos pés de Cristo.

Esse ensino confronta uma fé confortável. Ele desmonta a ideia de seguir Jesus apenas quando é conveniente. O chamado de Cristo é para uma entrega real, consciente e diária. Não é perda, é decisão. Não é castigo, é propósito.

Lucas 14:33 nos convida a olhar para dentro e perguntar: quem está no controle da minha vida? O que governa minhas escolhas? O que eu não gostaria de entregar a Deus? Essas perguntas revelam se estamos apenas caminhando com a multidão ou vivendo o discipulado verdadeiro.

No fim, Jesus não pede tudo porque quer nos esvaziar, mas porque deseja nos preencher com algo maior. Quem renuncia descobre que nada do que é entregue a Cristo é realmente perdido. Pelo contrário, tudo ganha sentido, direção e eternidade.

Seguir Jesus custa, sim. Mas não segui-lo custa muito mais.Parte superior do formulário

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Conteúdo é ideal para leitores cristãos interessados em doutrina, ética ministerial e fidelidade bíblica.